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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Não se perde um animal... perde-se um membro da família...

"A Poem For Cats

They never leave our memories,

the cats who've shared our lives.

In suptle ways they let us know

their spirit still survives.

Old habits still make us think

we hear a meow at the door.

Or step  back when we drop

a tasty morsel on the floor.

Our feet still go around the place

the food dish used to be,

And, sometimes, coming home at night,

we miss then terribly.

All although time may bring new friends

and a new food dish to fill,

That one place in our hearts

belong to them... and always will"

 

 

 

Na passada quinta-feira à noite, a minha princesinha Bia partiu...

 

Há um ano atrás, tinha acabado de deixar entrar a Ritinha em casa. Contrariada. Com muita resistência, lá deixei que ela viesse para casa. Não só pelo facto de ter outros três. Do receio de que a podiam rejeitar, mas principalmente por... pela morte do meu Matias, o meu gatinho mais velho, de olhos verde esmeralda. Um gatinho maravilhoso que me acompanhou durante quase 18 anos. 

 

Um ano se passou...

E de um dia para o outro tudo descambou. 
Nesta semana que passou, estive de férias. Andava ansiosa por uns dias de merecido descanso e de pôr assuntos em dia. Aqueles que normalmente não temos tempo quando estamos em horário laboral. 

Iam ser umas férias de quase chacha.... mas antes isso do que...

Na sexta-feira, antes do fim de semana do meu dolce fare niente, vendo a barriga da minha gata inchar de forma súbita... como se de um dia para o outro estivesse à espera de bebés... Uma enorme ascite (barriga de água) ocupava-lhe todo o abdómen. Levei-a de urgência ao veterinário. Logo aí e após ser vista, o meu mundo ruiu... O diagnóstico era muito reservado. Havia a suspeita de estarmos a lidar com uma peritonite infecciosa felina ou, na presença de um tumor no fígado. Ficou internada. Qualquer das duas hipóteses era terminal, tal estavam alteradas as suas análises.

Enquanto esteve internada, de sexta à noite a segunda à noite, nada lhe faltou. Com todo o cuidado médico como se de um ser humano se trata-se. Com horários de visita e tudo!

Ansiava pelos momentos em que a ia ver, tanto de manhã, como ao final da tarde. Sempre na esperança de a ver melhor, mas o seu estado ia-se deteriorando.

Na segunda-feira, veio o resultado conclusivo, das citologias e n bateria de análises... tumor com metástases noutros órgãos.

Veio para casa... com os tratamentos paliativos até...

Soro intravenoso, injecções para as dores, para os vómitos, para o fígado... comprimidos para lhe estimular o apetite e... tudo aquilo que ela tivesse vontade de comer. Dar-lhe conforto e o aconchego de casa até ao seu último suspiro...

Ou... até ver que o seu estado se tornava insustentável e a leva-se para adormecer...

Não consegui o fazer. Não sei se o conseguiria fazer... Nem mesmo que pensa-se em o fazer... teria tido tempo para tal...

A Bia... não resistiu...

A um tumor que, aparentemente não deu sinais antes... Nada me indicava o que se passava com ela. Sempre bem disposta, comilona, brincalhona, meiga e.... feliz... Com os seus grandes olhos amendoados sempre prontos para se enroscar no nosso colo.

Até... na quarta-feira, dessa semana, dar com um ligeiro aumento da sua barriga. Ligeiro e uniforme. Bom, não deve ser nada de especial.... pensei eu... Se calhar, foi daquela saqueta de comida nova que ela comeu e lhe vai dar uma volta aos intestinos... Mas não... estava enganada... No dia a seguir a barriga estava maior e na sexta... tive de a levar para ver o que se passava. 

 

Os dias que se seguiram e seguem custam a passar. Cada espaço tem a sua história... a sua memória...

Todos sentimos a sua falta. 

 

Propositadamente.... não colocarei nenhuma foto dela. Não consigo fazê-lo...

 

Quero deixar o meu sincero agradecimento a toda a equipa do Hospital do Gato, em especial à Dra. Ana Cassapo, por todo o cuidado e apoio prestado.

Um Bem Haja!

Às vezes, dou por mim a pensar.... Será que conseguiria viver sem ter um gato?

Hoje...

Dizem ser o dia Internacional do Gato.

Estávamos no ano de 2002 quando a organização International Fund for Animal Welfcare, decidiu que este 8 de Agosto seria a data, para além de celebrar um dos animais domésticos mais famosos do mundo... Terá como objectivo, uma maior consciencialização dos cuidadores para a forma mais correcta de cuidar dos gatos domésticos.

Eu referi cuidadores, em vez de donos, certo?

Quem tem um gato sabe que não é o seu "dono". Nós, apenas cuidados das suas necessidades básicas, em troca dos seus ensinamentos. E quem diz dos gatos, diz o mesmo de qualquer outro ser senciente. Seja ele cão, periquito, hamster, todos têm algo para nos ensinar. Aliás, faz-me imensa confusão dizer-se que se é dono do que quer que seja. Estamos todos aqui de passagem e não se leva nada para... para o que quer que seja que acontece depois da morte.

Então?... Para quê se dizer que se é dono disto e daquilo e depois, quando se cansa do brinquedo, o abandona à sua sorte.... tantas vezes no meio de estradas...

 

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Mas, para mim...

Todos os dias, são dias do Gato!

 

Todos sabemos que os gatos são aqueles seres fofos, peludos e que nos surpreendem com as suas gracinhas ou travessuras. Mas, é também do senso comum, que, nem todos estamos preparados, para às vezes, compreender alguns dos seus comportamentos e necessidades básicas.

Não sei eu outra coisa!

Ou não tivesse, em casa 4 bolas de pêlo! Cada uma com a sua personalidade e feitio. Cada um com os seus gostos e defeitos...

 

Sempre vivi com gatos. Sempre fizeram parte do meu mundo encantado da bicharada. Mesmo antes de nascer, já viviam gatos, tanto na casa dos meus avós como na dos meus pais. Mais parecia viver num micro mini zoo! 

Às vezes, dou por mim a pensar.... Será que conseguiria viver sem ter um gato?

Claro que sim... mas...

A resposta ainda que óbvia, é claro que se consegue viver sem um animal de estimação. Mas... E há sempre um mas... Com que substitutos, se colmataria todos aqueles momentos proporcionados pela companhia de um animal de estimação? Neste caso um gato?!

O que é que, em alternativa, se enroscaria nas tardes frias de inverno, no nosso colo? Assim como aquele inconfundível som? O ronronar? Que às vezes mais parece um motor dum carro a trabalhar... Quem o faria?

O mesmo som que nos acalma depois de um dia de stress? E que em tantas situações, substitui o médico, o psicólogo e por sequência, a medicação? 

Isto sem esquecer, daquele suave e quase imperceptível, toque do seu húmido nariz nas nossas bochechas, seguido de uma patinha, como que a acariciar-nos? Quem resiste àquele silencioso abraço, quando nos pedem colinho?... Eu não!

Com quem é que aprenderíamos a perder a mania de controlar tudo à nossa volta? 

Exemplo?

Quem já não se passou dos carretos, quando... depois de se varrer a cozinha, "alguém" se lembra de ir brincar com as migalhas, quando andamos à procura da pá? E aquelas calças pretas, acabadas de engomar, que de repente aparecem cheias de pêlo.... no sítio onde as deixámos, bem longe das alminhas? 

Quem melhor que um gato para nos ensinar a escolher amigos? É verdade! Eles sabem quem realmente é nosso amigo! Quem não gosta de animais.... huummmm....

Quem melhor que um gato... para nos acordar de manhã?

Eu cá, já desisti dos despertadores... Só ainda não consegui foi, acertar-lhe os ponteiros. Todos os dias às 6h da manhã! Há lá relógio mais pontual!...

Quem nos ensina a não ter medo de nada? Aranhas... Assim como os súbitos ataques de "paranóia" quando se põem a olhar para o vazio, todos eriçados... que nos deixam com um friozinho cá na espinha... E, depois, desatam a correr dum lado para o outro, feitos tontinhos...

Ah! Estavam só a testar-nos!!!

E quem melhor que um gato, para nos dizer que está na altura de... arrumar as gavetas? Calha um pequeno esquecimento.... uma gaveta mal fechada e lá está um! Há que manter tudo simples e arrumadinho!

Tudo faz parte da convivência com um gato.

Até mesmo quando partem, nos ensinam... que o amor perdura na memória... 

E tanto fica por dizer, que só quem é bafejado pela sorte de ter um gato pode contar!

Eu tenho 4 gatos... ou serão 4 anjos?!

 

 

"O GATO possui beleza sem vaidade,

força sem insolência,

coragem sem ferocidade.

Todas as virtudes do Homem

sem os seus vícios"

 

                                               Lord Byron

10 dicas para nunca se deve fazer a um gato

Hoje na Visão online, foi publicado mais um artigo, na rubrica bolsa de especialistas.

Desta vez é dedicado aos nossos amigos patudos gato. 

Quem nos conduz, num texto cuidadoso e alertante para erros que por vezes cometémos , ainda que inconscientemente muitas das vezes, é Célia Palma. Veterinária e também ela, autora de livros sobre animais.

E coincidência das coincidências... 

Tem 4 gatos... como eu!

ahahahahah

Mas bate-me aos pontos, porque além dos 4 gatos, tem 1 cão, 1 cabra anã e 3 tartarugas...

 

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São dez os tópicos que Célia Palma aborda sobre o que não se deve nunca fazer aos gatos:

 

1- cortar os bigodes - ou não fossem eles os responsáveis pelo equilíbrio e a orientação do gato. São responsáveis, pelo primeiro contacto com a comida que têm. Sem eles não sabem se a comida/água está quente/fria, perto/longe...

 

2 -dar paracetamol, vulgar ben-u-ron - causa de morte em poucos dias;

 

3 - dar ácido acetilsalicílico, vulgar aspirina - os sinais de intoxicação são: apatia, aumento da frequência respiratória, febre, anorexia, vómitos, gastrite hemorrágica, lesões renais, hemorragias, coma e até morte;

 

4 - medicação sem conselho veterinário - nada de consultar o vizinho, o dr, google ou ainda menos dar a medicação que serviu para outro gato que se tenha em casa e com os mesmos sintomas;

 

5 - desparasitar com piretrinas - insecticidas usados em cães;

 

6 - utilizar guizos nas coleiras - apesar de alguma conveniência em se saber onde está, sempre, o gato.. Para eles... estes pequenos e ruidosos objetos são obra do demónio;

 

7 - passear o gato à trela - num ambiente que não controle e numa situação de pânico, tentará fugir descontrolado, enrolando-se no fio, reagindo de forma perigosamente agressiva a qualquer mão que o tente acalmar;

 

8 - dar chocolate -  o chocolate contem teobromina, que não é metabolizada no fígado, causando diarreia, vómitos, tremores, descoordenação motora e até morte;

 

9 - levar o gato ao veterinário sem transportadora - um gato em pânico, tanto pode ficar estático, como no segundo seguinte atacar e/ou fugir;

 

10- dar a pílula contraceptiva - o risco de desenvolver piómetra (doença uterina) é muito maior em animais a quem é administrada contraceção oral.

 

Para lerem a entrevista na integra fica o link - Saiba o que nunca deve fazer a um Gato - Visão

 

Loulou

 

O Jaqui e as fotos...

Ó Jaqui!  Deves achar-te muito esperto... 

Deves pensar que não te topo... que a tua presença... corpanzil... não é notada.

Que quando chegas de mansinho, como quem não quer a coisa, observas e rodeias o perímetro. Sim eu sei! Há que analisar o local e descobrir aquele que será o melhor sítio para uma observação estratégica. Das novidades...

Que quando o descobres, é ver-te... em modo gato estátua, como aqueles artistas de rua. Vidrado no que se passa ao teu redor.

Que quando estou em casa, de volta das pinturas (quem ler isto ainda deve pensar que sou cá uma artiiiiiista...). Ou pensas que não te vejo. Em cima da mesa, mesmo coladinho aos tubos das tintas. Isto para não falar, quando te lembras que o frasco onde tenho os pincéis... é uma espécie de ex-libris dos gatos, no que toca a coçador de bigodes.

Ou achas que não sei que, às escondidas, andas a ensinar à Ritinha, os teus melhores truques?...

Sempre em modo de disfarce!

E quando estou de volta das lãs?! Bom... o caso aí é mais grave.... sério... em vez dum passa a dois... três gatos... à volta dos novelos, em cima da revista... nem vale a pena comentar mais... nãaaaaa

Mas ninguém dá por nada.... ninguém...

Invariavelmente... Desta vez e para não fugir à regra, não houve espaço para excepções. 

Sua alteza, tinha que meter o nariz, quer dizer, a bigodaça, aonde não era chamado! Deve estar-lhe na massa do sangue... Eu sei que os gatos são curiosos, mas este, às vezes abusa!

Ora bem...

Andava eu de volta da gaiola - Transformar uma gaiola numa cama de gatos - , tentando tirar umas fotos, mais ou menos em condições e...

Quem aparece vindo do nada?... Quem foi? Quem foi?

Pois...

O Jaqui....

Não é que o desgraçado....parece que me goza? Tantas são as vezes que lhe quero tirar uma foto, uma mísera foto... e naquele momento em que a máquina faz o click... ele, das duas uma, lembra-se de ajeitar o pêlo, descobre que está atrasado para o compromisso com a janela... Ou, põe-se a olhar para o vazio...o lado oposto da câmara. Estar sossegado, nem que sejam umas míseras fracções de segundo é coisa que não é para ele...

E depois faz-me isto... até parece que se coloca estrategicamente para a ocasião?

Bom... talvez seja esta a solução! Talvez tenha encontrado a fórmula certa para conseguir captar uma foto... de jeito do meu gato!

Tenho de voltar a repetir!

 

Ficam 3 fotos de alguns dos best moments de uma fera dentro de uma gaiola...

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Eu não digo que ele não pára quieto?!

É impossível não gostar deste gato...

Impossível!...

Feliz Dia do Amigo... de 4 patas!

 

POEMA DO AMIGO APRENDIZ

 

Quero ser teu amigo.

Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua

vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te

sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser fé paz.

É bonito ser amigo, mas confesso: é tão

difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu sorriso de lembranças.

Dá-me tempo de acertar nossas

distâncias.

 

                                                                                                Fernando Pessoa

 

 

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Um amigo...

aquele que nos ensina a verdadeiramente a amar, incondicionalmente e é só ser amado que quer como retorno. 

Quer dizer... comidinha, água, uma caminha  até que calha bem... isso e a sanita limpa a horas! eheheheheh

O mesmo que às vezes, nos ensinam o quanto o amor pode ser selvagem!....

Calma, não é o que estão a pensar... suas mentes perversas... Refiro-me aos arranhões ou a umas dentadinhas, se esticamos muito a corda! Quem manda não seguir os conselhos... "Eu bem te avisei!" Mas isso não interessa nada!

Vocês sabem bem ao que me refiro, certo?! Assim como...

Ensinam-nos a sabermos estar sozinhos connosco mesmo.

Quantas e quantas vezes, os chamamos e parecem ser autistas?!  

Amigos que adoram partilhar o seu espaço e respeitam o dos outros....

exceptuando... os seus spots preferidos... o sofá, a cama... é tudo meu! 

Partilham dos nossos hobbies....

quando não se metem à frente do trabalho e nos impedem de fazer o que quer que seja... E das vezes que se põem a brincar sozinhos ou a olhar para o vazio? Do género... I see dead people... É não é?! É cada arrepio na espinha...

Os amigos são fieis, estão sempre lá nos bons e nos maus momentos...

ups... vomitei-te outra vez em cima do tapete...

Adoram passear...

sozinhos... e desaparecem sem deixar rasto, deixando uma pessoa num estado de calamidade... mundial...

São extremamente carinhosos, ainda que não o demonstrem com frequência.

Língua áspera.... cruzes que parece uma lixa....

Um verdadeiro amigo está lá quando não podemos...

arrumar a casa. Um gosto estético apuradissimo! A bola no meio do corredor? É feng shui...

E tanto mais havia para dizer...

 

Às verdadeiras amizades, que o tempo não apaga e que a vida não separa!

 

Sou uma privilegiada!

Tenho 4 amigos!

Loulou

Agora sei o que se sofre quando um animal nos foge de casa...

Hoje....

Agora, que escrevo já consigo estar bem mais calma. Já tenho a minha Ritinha novamente em casa. 

Ontem...

Ontem não foi bem assim... Que susto, que horas de aflição passamos nós ontem... que noite... E tinha que ser logo a uma segunda-feira... Parece-me que os inícios de semana querem ter um malapata comigo... enfim... Mas agora, já está tudo mais calmo.

Nunca pensei ter que passar por uma experiência destas. Hoje, como ninguém, ou melhor como só por quem já passou pela experiência de saber que o seu animal de estimação se perdeu, por qualquer razão alheia à nossa vontade... nos foge de casa e desaparece... Compreendo o que se sofre. Até ontem, tinha uma ideia vaga do que seria sentirmos-nos impotentes, perante um não saber o que fazer. Talvez até fosse um pouco recriminatória e pensar, mas que falta de atenção... Agora não posso dizer ou pensar o mesmo... 

Como ela fugiu de casa? Porque o fez? E agora? Ai se me foge para a rua e é atropelada. Ou se foge para os quintais vizinhos e se perde? As horas a passar e ela sem comer, sem beber água, sozinha... E tantas mais perguntas rodopiavam num turbilhão de pensamentos, na minha cabeça. Para onde mais recorrer, quando se percorreu todos os lugares possíveis e imaginários e nem sombras da gata. Aquele sofrimento desesperante e distante estava agora em mim.

A única coisa que sabia era que ela tinha se escapado, porta fora, a quando da saída de casa do meu pai. Nunca antes o fizera. Nunca antes tinha dado sinais de querer sair. Nem sequer se aproximava da porta da rua. Como, se ainda se lembra-se do que passou. Do que sofrera até chegar a minha casa. Talvez seja a minha interpretação dos factos, do tempo em que esteve na rua e do que possa ter passado. Certo é que nunca se sabe o que vai na cabeça daquelas criaturas. 

O meu pai angustiado, por ter sido com ele que ela fugira. Como se tivesse tido alguma culpa. E eu, no escritório, sem poder sair... a ansiar pela hora do almoço, para ir à sua procura. Acalentava a esperança que ela não se tivesse afastado muito, que ainda estivesse no jardim, escondida no meio da vegetação, ou quem sabe... subido a um árvore, mas em casa. Ainda a vi, estive a menos de um palmo de a agarrar. Deita-me um olhar, que interpretei como de "olha para mim a ignorar-te" e foge. Ainda vou a correr atrás dela, mas perco-a de vista. Chamo... chamo... até ficar com a garganta seca e nem sinais dela. Estaria assustada. Estaria com medo de algum gato, dos vizinhos que por lá se passeiam e a tenham intimidado? Não sei responder. Só sei que que "caí" numa angustia tremenda por não conseguir a agarrar e a levar novamente para casa. O que iria ser da minha bichinha se não mais a visse...

Vizinhos foram alertados, amigos e conhecidos em busca da gata e nem sinais dela. E eu teria de voltar para o escritório. O corpo estava, o resto não... E sentimos-nos vazias... ocas... impotentes. Por um bichinho que está a poucos dias de fazer 7 meses, do dia em que veio para casa. A Ritinha, a mesma que fui renitente na sua vinda para casa, com receio dos outros 3. A mesma que me cativou, e se eles sabem bem o fazer! Que aos poucos foi ganhando o seu lugar na casa, que com o Jaqui brincava às escondidas, com a Bia tinha uma relação cordial e com a Nikki, a rainha cá da cocada, à minha frente é muita paz e amor, assim que viro as costas, gosta de mostrar que quem manda no pedaço é ela. Nunca se agrediram, nunca brigaram. Apenas uns arrufos. Nada mais. Mas até isso estava muito mais calmo. Já era esporádico.

Continuo sem saber a razão pela qual ela ontem fugiu...

Ao final da tarde, de volta a casa, já sem qualquer esperança de a ver... volto a percorrer o espaço. Volto a chamar por ela. E descubro-a. Em cima dum esteiro. Chamo por ela. E volta-me a ignorar... Corro a casa para trazer-lhe um pratinho com comida, a preferida. Talvez o odor da comida a fizesse aproximar de mim. E nada... Afastava-se mais. Para a zona que a todo o custo queria evitar que fosse. O muro que dá acesso aos vizinhos. Ainda por mais sabendo que, por acaso, não estavam aquela hora em casa. Estive nisto até às 11 horas da noite. O cansaço vencera-nos. Ela dava sinais de querer ficar ali a noite. Amanhã seria um novo dia, talvez mais calma, fosse mais fácil a agarrar. Até aqui nem um miado de reconhecimento me fizera. Nada. Simplesmente me ignorava.

Hoje, bem cedo, e depois de uma noite mal dormida. Se é que dormi alguma coisa?... Voltei ao local onde a tinha avistado pela última vez. Não a vi... Voltei a chamar, e a chamar e nisto oiço um miado baixinho. Não era a minha Ritinha, era a Sissi, a gatinha do vizinho.

Agora é que nunca mais a vou ver...

E novamente um miado, baixinho. Desta vez não era da Sissi, o som vinha de cima, do esteiro. E lá estava ela. A reconhecer-me a querer descer e não saber como. Lá vou buscar um escadote, tento me aproximar dela e ela, renitente, afasta-se.

Não, por aqui não é solução. Talvez um pratinho de comida, consiga ser o isco, para a agarrar. Subi novamente ao escadote. Chamei por ela. O cheiro da comida, associado a uma barriga a dar horas, foi mais forte e aproximou-se. O suficiente para a agarrar, com todo o cuidado. Ou não fossemos as duas cair do escadote. Desci, tranquilamente com ela no colo. Até aqui estava a correr tudo tão bem... Estava até ela ver a gata e se assustar e entrar em paranóia, bufar, estrebuchar, arranhar-me toda. E quase... quase me fugir novamente. Não sei se a magoei, mas consegui segurar-lhe as quatro patas e encaminhar-me para casa. Onde acalmou... comeu, bebeu e agora descansa. Trancada no meu quarto.

Agora é tempo de sarar as feridas. As arranhadelas que me deixou, e não foram poucas. Mas principalmente, as feridas que se abriram por ter passado por uma experiência como esta. Felizmente, a minha Ritinha está agora, novamente em casa. Outros tantos não podem dizer o mesmo.

Agora sei o que se sofre...

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Nos bastidores de uma sessão fotográfica

omo qualquer sessão fotográfica que se prese, e para que a mesma seja bem sucedida... são necessários a conjugação de certos factores e elementos para que a mesma ocorra. E bem!... Desde o fotógrafo e o seu equipamento fotográfico, passando pelos candidatos à foto. Ou melhor dizendo, modelos simpáticos e colaborantes, ansiosos por estarem no seu melhor e por corresponder a todas as solicitações do profissional, a luz e o cenário onde as fotos ocorrerão.

E depois... há os modelos... que reagem como se fossem a última bolacha do pacote... e se  acham no direito de todas e mais alguma mordomias... birras.... mau génio.

Não esta... foto...

Esta está apresentável e faz parte de um pequeno post que podem ler aqui

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Na semana passada recebi o meu exemplar do livro "Viagem ao mundo dos Gatos". 

E como qualquer pseudo-escritora,...cof... cof... o livro tem textos meus, partes de uns que escrevi aqui no blog.... 

... gosta de publicitar aos sete ventos a sua obra. Ups acabei de o fazer... E a melhor maneira que entretanto arranjei de o fazer, foi tirar umas fotos com os meus protagonistas - dos textos, e além do mais, tinha prometido assim o fazer... 

Traduzindo por miúdos, andava "mortinha" para arranjar uma oportunidade para tirar umas fotos aos meus gatos e já agora com o livro! 

Mas não... É escusado pensar que desta vez vai ser diferente...

Ó sorte a minha...

Epá... saíram-me na rifa até que uns modelos perfeitinhos, mas que se distraem com tudo e mais alguma coisa... Que nunca olham directamente para a câmara. Sem flash. Eu só quero uma... uma única e apresentável foto. Nem com um chamariz (brinquedo ou snack) os convenço. Como se assim quisessem saber das minhas boas intenções. É para o lado que dormem melhor.

Já nem penso no cenário. No melhor local de luz... nada. Só quero uma foto capaz.

É assim tão difícil?! É.

Como deve ser bom trabalhar com modelos como os que se vêm por aí fora.... sempre prontos... do tipo... "Bora lá tirar uma foto. Olha para mim aqui nesta posição. Estou tão gira, não estou! E olha agora assim... gostas deste olhar. Vá lá que eu deixo que vás buscar a câmara. Eu fico à espera"...

Não. Não aqui em casa...

Tenho um, o Jaqui que assim que pressente que a máquina está virada para ele, descobre a partícula invisível a olho nu de pó que paira pelo ar... e lá vai uma foto para o galheto... A Bia nem se fala, ainda é pior... A Ritinha, por ser a mais nova, tudo lhe serve de brinquedo e distracção. Restava-me a Nikki, a mais vaidosa e quem sabe a que talvez fosse mais colaborante.

Pois...

E depois, uma pessoa chega a uma dura conclusão.... ao quanto a realidade pode ser enganadora...

Aquilo que ninguém vê nos bastidores.... e que não transpira para o público em geral. O quanto um profissional/amador sofre pela foto quase perfeita. Quando finalmente estão todas e mais alguma condições reunidas ao mesmo tempo e espaço...

click... 

E descobrimos, como verdadeiramente os modelos se comportam, aqueles em que tinhamos depositado o que nos restava de esperança... quando afinal, temos de repetir a foto....

Novamente tudo a postos para mais um click...

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E sai assim a foto.

Lá vem o mau feitio da modelo à superfície...

Sempre de trombas...

Aquele que eu conheço tão bem, quando não se lhe fazem as vontades...

 

Já agora e só para que saibam... Venderam-se todos os livros! yeaahhhh

Não compraram.... azar... nem sabem o que perderam!

 

Viagem ao mundo dos Gatos - A Nikki e a Ritinha recomendam a sua leitura

Recebi faz hoje uma semana o tão esperado livro... "Viagem ao mundo dos Gatos".  E só agora é que digo?....

Ok.... Semana um pouco complicada. Mas mais vale tarde do que nunca, certo?!

Obrigada Marta e meninas do Clube. Estamos todas de parabéns! Conseguimos atingir o nosso objectivo. Criou-se o livro, vendeu-se e ajudaram-se diversas associações de protecção animal. O nosso grande objectivo. Mas não vamos ficar por aqui. Logo agora que lhe tomamos o gosto!

Irão num futuro próximo surgir mais iniciativas, pelo que, fica o apelo a quem nos segue de estar atento!

Agora de volta ao nosso mais recente e magnífico livro.... 

O livro está magnífico! Desculpem, estou-me a repetir, mas o que dizer? Se de facto é uma realidade? Bons textos, fotos dos membros do clube e pequenas histórias das suas fantásticas vidas. Sem esquecer que tem uma parte didáctica.... E como quem não quer a coisa... estão lá textos meus... Marcadores personalizados e tudo!

Ainda não têm? Do que estão há espera?!

 

Só tenho pena é de quem ainda não o adquiriu, nem sabe o que perde!

aaahhhhhh aaaahhhhh

 

Mas como prometido é devido... aqui ficam duas fotos das minhas caturras de volta da sua leitura. 

Roam-se de inveja...

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Nikki e Ritinha

 

 

 

 

O que estás a comer?... Também quero

Ainda no seguimento do post de ontem... Este alimento é saudável ao meu gato?

Here we go again.... ahahahahah

 

É inevitável...

Algo exerce um magnetismo incontrolável que os arrasta do seu sono no sofá, até à cozinha... quarto. Já normalmente o fazem quando estão com fome. Bom, aí o local nem importa muito. Basta estarem com a barriga a dar horas e estarmos presentes que qualquer divisão da casa, serve para se anunciarem e reivindicarem pela sua comida.

Estarão mesmo a dormir??? Ou será mais um jogo de simulações para nos enganar e levar a cometer o erro de pensar.... É agora que vou comer o meu iogurte em paz.

 

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Desta vez foi com um iogurte. Grego da.... nã interessa nada... Nem sequer tenho o hábito de os comer. Mas quando apetece, tem que se matar o "bicho", dar o dedo à colher e rapar o frasco até ao fim. Para além de que estavam em promoção e lá veio um pack para casa. Entre um bolo de iogurte e na falta de ter melhor que fazer, vai-se-os comendo. Isso e ter um pacote de arroz tufado coberto, ainda por estrear... com chocolate... mortinho por ser aberto e experimentado. nham... nham...

O iogurte natural ia ser cá um regalo... Ai ia... ia...

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Nisto de comer iogurtes, se quero ter compinchas para companhia, o público feminino une-se todo. É ver a grupeta das meninas de volta do frasco. As minhas estarolas (gatas) são fãs. Já o Jaqui... cheira e adeus que já se faz tarde... Aliás, é mais do género... foi para cheirar isto que me chamas-te? Os macho nisto unem-se todos. Os cá de casa, claro...

Desta vez queria comer sozinha o iogurte.... Era eu e o iogurte e o arroz... e o cadeirão...  

Já com o cenário todo ele criado na minha mente... Uma versão para um remake de um anúncio qualquer, daqueles que passam na televisão (iogurtes gregos da...)

 

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Mas é escusado....

Volta aquela sensação de derrota. Fui novamente vencida.

Às vezes sinto que estou a cometer alguma ilegalidade, para logo a seguir ter um par, ou dois, ou até mesmo três de olhos intimidatórios e suplicantes cravados em cima, à espera da partilha. A divisão do saque... Quem fica com a maior e melhor parte...

Não. Desta vez o iogurte é meu. Não há cá partilhas para ninguém.

É meu.... é meu... é meu...

Cruzes... credo.... Já quase pareço uma miúda mimada que não quer e não sabe partilhar os seus brinquedos com os outros miúdos. Mas ao pé deles, às vezes uma pessoa comporta-se como tal.

Parece-me inevitável... simplesmente.

Ah, o meu iogurte... Esse...

Pois...

Pouco sobrou do saque ao copo do iogurte... sem extras...

Logo, nova tentativa.

Vai ser desta que o arroz tufado não me escapa. Só ainda não decidi em que divisão, desta vez, me vou fechar.

Fechar????? Trancar. A sete chaves e colocar uns tampões nos ouvidos. Afim de evitar uma cantiga do malandro...

 

Isto de conviver com quatro gatos tem muito que se lhe diga...

eheheheh

Este alimento é saudável ao meu gato?

Quem tem gatos sabe o quanto são criaturas curiosas. Estás-lhe na sua natureza. Momentos como a descoberta do que vem dentro dos sacos de compras é um gesto rotineiro nas nossas casas. Por muito que a segurança seja apertada, de vez em quando lá conseguem furar o esquema...

Adoram cuscar tudo!

E se as embalagens vierem com cheiros que lhes despertem o olfacto. Ui.... parecem autênticos detectives providos de ímans em volta dos sacos. Cheirando ou melhor dizendo snifando e afastando tudo até encontrarem a fonte de tão estranho snif! E escancararem o bigode! Já devem ter visto!!!

Se gostarem de tão apelativo aroma, não são nada modestos em querer provar.

Chamem-lhes parvos. Até nós gostamos de experimentar e de provar alimentos ou sabores novos!

Só que, tal e qual como para nós, existem certos alimentos que estão proibidos ao gatos comer. Muitos poderão ser causadores de doenças como a diabetes, infecções do trato urinário, síndroma do intestino irritável, gastrites, obesidade e até mesmo causar-lhes a morte.

Claro que convém sempre apostar na alimentação específica, em que a qualidade nutricional dos alimentos está preparada para cada tipo de gato. Quer isto dizer, ter-se-à sempre de ter em atenção a idade, raça e estilo de vida do bigode, para que nos possamos assegurar que estamos a garantir-lhe uma boa saúde e logo uma maior longevidade.

Gatos saudáveis são gatos felizes! Quem não gosta de ouvir um bom ronronar... que às vezes mais parece um motor do carro?!

Ah! Já me esquecia...

Do quanto caprichosas são estas criaturas de pêlo! Quantas são as vezes que abrimos as caixas próprias e simplesmente as recusam. Lá vem aquela pata a tentar tapar o prato da comida. E o arrasta pela cozinha fora. Não damos por isso, tropeção e parecemos autênticos equilibristas ao evitar a queda. Típico não é?!

Outras tantas vezes já fomos surpreendidos pelos nosso gatos, ao nos implorar por um pedacito da nossa comida.... na hora da refeição... quando olham para nós insistentemente e com uns miaditos à mistura.... É difícil de resistir, não é?

E vem sempre ao de cima a questão... será saudável? Posso partilhar com ele aquilo que como? 

A seguir, fica uma lista dos alimentos, permitidos e dos totalmente proibidos dar aos nossos bigodes.

Espero que ajude!

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