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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Porque é que os gatos cheiram o rabo dos outros?

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Não sei se com os vossos gatos acontece o mesmo, mas a Becas e a Amora têm muito a mania de andar a enfiar o nariz no rabo uma da outra, por vezes até lambendo.

Também, por exemplo, no filme "A Vida Secreta dos Nossos Bichos" vimos uma cena semelhante, entre cães.

Mas, porque será que os animais fazem isso?

Segundo consta, é para se identificarem e se conhecerem melhor. Ao que parece, eles cheiram a glândula que têm logo abaixo do ânus, ou lambem-se, como forma de reconhecimento ou uma espécie de cumprimento entre eles!

Os gatos são animais ciumentos?

Foto de Becas e Amora.

 

Eu diria que sim!

Pelo menos a julgar pelas nossas 

 

Se fazemos festinhas a uma, a outra fica a olhar com "aqueles olhinhos" para lhe darmos também. Se começamos a brincar com outra, a primeira vai logo a correr para brincarmos com ela.

No outro dia estava a fazer festinhas e a conversar com a Becas. A Amora veio logo roçar-se nas minhas costas como que a dizer "estou aqui também". Outras vezes, salta-me mesmo para as costas!

Ontem, a Becas estava cansada de correr atrás da bola. Disse-lhe que, enquanto ela descansava, ia mandar a bola para a Amora. Levantou-se logo e foi para a cama onde estava a amiga.

 

Mas não é só entre elas que existem ciúmes. Se estivermos a falar sobre a mera possibilidade de adoptarmos outro animal, seja gato ou cão, elas pressentem, percebem que o seu território corre risco de ser ameaçado, e começam a pedir toda a tenção só para elas.

Ontem, enquanto estávamos a falar da Julieta, colocaram-se uma ao lado da outra, a olhar para nós! Andam às turras uma com a outra mas, quando é algo que afecta as duas, unem esforços e lutam pela sua causa, com garras e dentes!

Euadoto.org - a plataforma online para adopção

 

A plataforma euadoto.org pretende juntar associações de animais, a pessoas que querem adoptar, simplificando ao máximo todos os passos do processo, que se faz maioritariamente online.

Os primeiros animais divulgados para adopção pertencem à Associação Pegadas e Bigodes, do concelho de Figueiró dos Vinhos, que foi afectado pelo incêndio de Pedrógão Grande. São animais que, após o incêndio, foram resgatados e entregues a famílias de acolhimento temporário,enquanto não encontram uma família definitiva.

Para além desta associação, a cujos animais a seu cargo foi dada prioridade, e de outras associações dedicadas à causa animal, existem também protocolos com diversas instituições, como o Instituto do Animal, a Pet B Havior e outros profissionais credenciados que fazem uma avaliação do perfil do animal e do estilo de vida de quem quer adoptar, através de um questionário online, que terá em conta factores como o ritmo de vida, se há crianças ou não, se existem outros animais em casa, e outros relevantes para um processo de adopção bem sucedido.

Uma das vantagens da plataforma é que, após a adopção, é oferecida uma observação e aconselhamento médico-veterinário. Para além disso, todos os animais são entregues desparasitados e vacinados e, no caso dos cães, identificados com chip.

 

Mais informações em http://www.euadoto.org/

 

 

A música em prol da causa animal

 

A banda setubalense, Hands on Approach, está de volta e promete um novo álbum para depois do Verão. Be True é o single de avanço, um tema sobre o amor, mas pelos animais.

"Não queríamos fazer um vídeo sobre o amor tradicional entre duas pessoas", conta o vocalista Rui David.

Neste vídeo, realizado pela Wrong Planet, mostra-se um "outro lado" deste sentimento: "o amor expresso entre as pessoas e os animais". Uma forma de "dar visibilidade" à causa animal, e não só — as vendas digitais da canção revertem na totalidade a favor da União Zoófila e da Associação Sobreviver.

"Já que somos músicos, damos a cara. É uma boa forma de ajudar e cabe-nos a nós ter esse papel também."

Seminário sobre vacinação e desparasitação

Foto de Hospital Veterinário do Atlântico.

 

O Hospital Veterinário do Atlântico, em Mafra, vai promover um seminário sobre a importância da vacinação e desparasitação dos animais de estimação.
Serão abordados temas como as doenças que a vacinação previne, o protocolo vacinal em cães e gatos, e a importância da desparasitação interna e externa.
O seminário tem a duração de 1.30h, com início às 10 horas, e pausa entre palestras para coffee-break.
A inscrição é gratuita e pode ser feita através de email ou telefone:

social@hvatlantico.pt/ 261 810 060

As famílias de acolhimento temporário

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Como o próprio nome indica, são famílias que acolhem temporariamente os animais, até que encontrem um lar definitivo.

Para muitas associações, que não têm um espaço físico, um abrigo onde ter os animais, esta é a solução encontrada para que os mesmos possam ser recolhidos da rua, e tenham todos os cuidados e atenção, até ao momento da partida.

Se não fossem as FAT's, a maioria das associações não conseguiria levar a cabo todo o trabalho com o resgate, acolhimento, tratamento e processo de adopção dos animais.

 

Agora, pergunto eu: quanto tempo deve um animal ficar numa família de acolhimento temporário? E se ninguém adoptar um determinado animal, ele fica a viver permamentemente com a FAT?

 

No que diz respeito aos animais que são acolhidos nestas famílias, e que ficam com elas meses ou até anos, não se até que ponto eles próprios não criam laços com os seus cuidadores, e até que ponto será benéfico ou não retirá-los depois, para irem para outras famílias, desta vez definitivas (ou assim se espera)

Mas sei que, como diz António Manuel, da direcção da Miacis - Protecção e Integração Animal:

"Ser Família de Acolhimento Temporário é uma “missão” para a qual nem todos têm capacidade. Eu faço tudo, ajudo de todas as formas, mas FAT não consigo ser. Se um animal entra em minha casa já não consigo que saia.”.

 

 

Pois é exatamente isso que eu sinto que aconteceria comigo. Ficaria tão ligada aos meus meninos, que não iria conseguir deixá-los partir!

 

“É preciso muita disponibilidade. E um altruísmo gigante. Até porque quando pedimos ajuda não sabemos se o animal vai demorar dois dias, duas semanas ou dois anos a encontrar um dono.”

 

De acordo com Manuela Melo, o maior drama são mesmo as despedidas. Lembra-se perfeitamente do primeiro gato que deu, um preto e branco:

“Fui o caminho todo a chorar. A senhora a dizer que ia tratá-lo muito bem e eu chorava e chorava. Agora, mais mentalizada para esse dia, já não saio tão lavada em lágrimas."

 

Para Luísa Rocha, a escolha de ser Família de Acolhimento Temporário não é uma escolha racional:

“É pensar com o coração e gostar deles em dobro.”

 

Quem é que, por aí, já foi ou é FAT, e quer partilhar a sua opinião ou experiência com o Clube?

Queremos também saber o que pensam os nossos seguidores, sobre as famílias de acolhimento temporário para animais.

 

Ver mais em familias-de-acolhimento-temporario

Em jeito de desabafo

Imagem relacionada

 

Aqueles que mais amam os animais são, também, aqueles que mais sofrem por eles, com eles.

Por não terem poderes sobrenaturais, por não poderem fazer mais, por não poderem, muitas vezes, ajudar naquilo que mais precisam, por não terem mãos, braços e força suficiente para tantos animais que lhes aparecem à frente, vítimas de abandono, maus tratos ou, simplesmente, estupidez e irresponsabilidade humana.

Por não poderem acolher todos os animais que vagueiam sozinhos pelo mundo, por não encontrarem famílias para aqueles que acolhem, e que acabam por viver e morrer em abrigos, sem nunca saber o que é ter um lar.

Por quererem fazer tudo para lhes proporcionar uma melhor vida, mesmo que isso signifique contas e dívidas cada vez maiores, em que os valores aumentam a triplicar, comparativamente aos que conseguem abater.

Por terem que lutar, para além de tudo isto, com pessoas cruéis, que ainda se insurgem contra este trabalho voluntário, que fazem questão de, não só não ajudar, como ainda prejudicar quem o faz.

 

Poder ajudar um só animal que seja, já é bom. Mas fica sempre a frustração de não poder ajudar mais.

Poder contribuir para que outros ajudem, por pouco que seja, é óptimo. Mas fica sempre a sensação de que não deixa de ser uma migalha, uma agulha num palheiro.

 

Até mesmo os médicos, que tentam dar uma melhor qualidade de vida aos animais ou, até mesmo, salvar-lhes a vida, cedem à pressão, e à frustração, quando não são bem sucedidos.

 

Quem mais gosta dos animais, é quem muitas vezes tem vontade de se dar por vencido, de baixar os braços, mas sabe que não o pode fazer. E, por isso, vai buscar esperança e força nem sabe bem onde, porque se não forem essas pessoas a preocupar-se e a lutar pelos animais, quem o fará? 

Não basta gostar, é preciso entendê-los!

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Ontem o meu marido esteve a ver o filme Flicka, que eu já tinha visto e lhe recomendei.

Empolgado com o filme e os cavalos, foi pesquisar vídeos sobre estes animais, e deparámo-nos com um sobre um "domador" de cavalos - Martin Otocheco, e um cavalo que os donos apelidavam de "louco" - o Enigma.

Os donos queriam exibi-lo numa feira que se iria realizar dali a uns dias, e queriam o cavalo domado até lá. Afirmavam eles que gostavam de cavalos.

Pelo que vimos, não me parece que gostem assim tanto. E tão pouco os percebem. Foi preciso vir alguém de fora, para ver o que eles não conseguiam ver.

Foi preciso vir alguém que ama estes animais, que pensa no seu bem estar acima de tudo, e que vê o que lhes vai na alma, para que este cavalo acalmasse e ficasse bem.

 

Esta é a prova de que, muitas vezes, não basta gostar dos animais. É preciso entendê-los!

 

 

 

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