Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

A esterilização/ castração de um gato é sempre igual?

Resultado de imagem para esterilização gatos

 

Já aqui falámos sobre esterilização/ castração, nomeadamente, idade aconselhável e benefícios que trazem, relativamente a outros métodos.

No entanto, a questão que coloco hoje, após ter tomado conhecimento da morte de um gatinho bebé por complicações relacionadas com a esterilização em idade precoce e falta de cuidados, está relacionada com o tipo de procedimento adoptado pelos médicos veterinários/ clínicas, no que respeita, não só à própria esterilização/ castração dos gatos, como aos cuidados pré e pós cirurgia.

 

 

Resultado de imagem para esterilização gatos

 

Sabemos que esterilizar/castrar gatos de rua, pertencentes a colónias, exigem (ou assim o dizem os entendidos) uma forma de actuar mais rápida, uma vez que são, na sua maioria, gatos silvestres, que não gostam de contacto com os humanos para além do necessário. Daí que o programa CED - Captura Esterilização Devolução, implique uma actuação mais acelerada, garantindo que os gatos são esterilizados, e ficam minimamente bem num curto período de tempo, devolvendo-os à colónia sem grandes riscos para a saúde, tendo em conta o ambiente em que vivem. A partir daí, vão sendo vigiados nas visitas à colónia. 

 

Em contrapartida, um gato de casa terá mais tempo para recuperar dessa cirurgia, um ambiente mais favorável à cicatrização, e um acompanhamento por parte dos donos e médicos mais prolongado.

 

Por norma, as esterilizações através das associações, tanto de gatos para adopção como os de rua, são feitas com base num método diferente (pelo flanco) daquelas que são feitas nos hospitais/ clínicas aos gatos com dono (linha média), cada um com as suas vantagens e desvantagens (ver estudo aqui).

 

De acordo com a duração total de ambos os procedimentos, a aproximação pelo flanco foi significativamente mais rápida (p= 0,012).

Relativamente ao tamanho final médio da incisão, no flanco foi significativamente mais curto (p= 0,001).

A grande desvantagem da aproximação pelo flanco foi a fraca visibilidade do interior da cavidade abdominal, com consequente aumento das complicações intra-operatórias, tendo sido registado um caso de hemorragia por perda de um pedículo ovárico. Para além disso, a incidência de complicações pós-operatórias foi mais elevada nesta abordagem, onde se detectaram 4 casos. Na linha média houve registo de apenas uma gata com complicação pós-operatória.

 

Tendo em conta que é apenas um estudo, ainda assim parece indicar-nos que o segundo método acaba por ser uma melhor escolha, embora com o primeiro também possa correr tudo bem.

 

 

Resultado de imagem para esterilização gatos

 

Será, então, com base na rapidez de todo o processo que está a base para essa escolha? Ou o factor monetário também terá influencia?

Parece-me que a ovariohisterectomia através da linha média acaba por ser um pouco mais dispendiosa. Se os gatos têm um dono que quer o melhor para eles, pode optar pelo mesmo, pagando o que for preciso. 

Por outro lado, os gatos de rua são gatos de ninguém. Os gatos de estão nas associações (estas próprias vivendo de ajudas) são gatos ainda de ninguém. As clínicas/ veterinários, dada a parceria com a associação, cobram um valor muito mais barato pela cirurgia, pelo que é provável que, na hora de operar, optem pelo método mais barato também. 

 

E a idade?

Qual a idade certa para submeter o gato a este tipo de cirurgia? 

Há quem aconselhe aos seis meses, há quem o faça antes, há quem diga que deve ser feita antes do primeiro cio (que por vezes ocorre aos 4 meses). E se, em gatos caseiros, o perigo não é grande, em termos de ninhadas surpresa, o mesmo não se pode dizer de gatos de rua, que não conseguimos controlar. Neste caso, ainda será preciso fazê-lo mais cedo, porque um erro de dias pode resultar num aumento da população felina.

 

 

Resultado de imagem para esterilização gatos

 

E quanto aos cuidados pré e pós cirurgia? Que cuidados tem um médico veterinário para com os vários gatos que as associações levam para esterilizar, tendo em conta que o processo tem que ser rápido?

Pela minha experiência, no que respeita às nossas gatas, o veterinário fez análises e exame geral para verificar se elas estavam bem e saudáveis, caso contrário, não poderiam seguir para cirurgia. Após a cirurgia, foram acompanhadas durante cerca de uma semana e meia/ duas semanas, para ver como evoluía a cicatrização,e se não havia complicações. Foi aconselhada aplicação de pomada, foi trocado o penso, limpa a cicatriz.

Serão também estes cuidados aplicados aos restantes animais sem dono? Ou a urgência na devolução ao habitat natural impede os mesmos?

 

Terão afinal,os animais, neste caso os gatos, direitos iguais, independementemente da sua condição, ou existe diferenciação na forma como são feitas as cirurgias, e no tratamento que lhes é aplicado, com clara desvantagem para os gatos de rua, comparativamente com os de casa?

 

 

As famílias de acolhimento temporário

Resultado de imagem para familias de acolhimento temporario gatos

 

Como o próprio nome indica, são famílias que acolhem temporariamente os animais, até que encontrem um lar definitivo.

Para muitas associações, que não têm um espaço físico, um abrigo onde ter os animais, esta é a solução encontrada para que os mesmos possam ser recolhidos da rua, e tenham todos os cuidados e atenção, até ao momento da partida.

Se não fossem as FAT's, a maioria das associações não conseguiria levar a cabo todo o trabalho com o resgate, acolhimento, tratamento e processo de adopção dos animais.

 

Agora, pergunto eu: quanto tempo deve um animal ficar numa família de acolhimento temporário? E se ninguém adoptar um determinado animal, ele fica a viver permamentemente com a FAT?

 

No que diz respeito aos animais que são acolhidos nestas famílias, e que ficam com elas meses ou até anos, não se até que ponto eles próprios não criam laços com os seus cuidadores, e até que ponto será benéfico ou não retirá-los depois, para irem para outras famílias, desta vez definitivas (ou assim se espera)

Mas sei que, como diz António Manuel, da direcção da Miacis - Protecção e Integração Animal:

"Ser Família de Acolhimento Temporário é uma “missão” para a qual nem todos têm capacidade. Eu faço tudo, ajudo de todas as formas, mas FAT não consigo ser. Se um animal entra em minha casa já não consigo que saia.”.

 

 

Pois é exatamente isso que eu sinto que aconteceria comigo. Ficaria tão ligada aos meus meninos, que não iria conseguir deixá-los partir!

 

“É preciso muita disponibilidade. E um altruísmo gigante. Até porque quando pedimos ajuda não sabemos se o animal vai demorar dois dias, duas semanas ou dois anos a encontrar um dono.”

 

De acordo com Manuela Melo, o maior drama são mesmo as despedidas. Lembra-se perfeitamente do primeiro gato que deu, um preto e branco:

“Fui o caminho todo a chorar. A senhora a dizer que ia tratá-lo muito bem e eu chorava e chorava. Agora, mais mentalizada para esse dia, já não saio tão lavada em lágrimas."

 

Para Luísa Rocha, a escolha de ser Família de Acolhimento Temporário não é uma escolha racional:

“É pensar com o coração e gostar deles em dobro.”

 

Quem é que, por aí, já foi ou é FAT, e quer partilhar a sua opinião ou experiência com o Clube?

Queremos também saber o que pensam os nossos seguidores, sobre as famílias de acolhimento temporário para animais.

 

Ver mais em familias-de-acolhimento-temporario

Sobre o mérito de quem cuida dos animais

Resultado de imagem para veterinários

 

No dia do lançamento do nosso livro "Viagem ao Mundo dos Gatos", no Animal Fest, foram várias as pessoas que abordámos, para dá-lo a conhecer, e conseguir ajuda para as associações.

Entre elas, um veterinário que estava ali em serviço, e que nos disse "Eu sou veterinário, já faço a minha parte todos os dias, estou de consciência tranquila. Muitas vezes, é trabalho "pro bono"."

 

Ora, ele estava ali a fazer o trabalho dele, e nós o nosso. Ninguém lhe estava a querer pôr peso na consciência até porque, só ajuda quem quer. Ninguém é obrigado, por mais que tenha, a dar um cêntimo que seja.

 

Este episódio serviu para, durante a viagem de regresso a casa, eu e o meu marido debatermos sobre o trabalho e mérito dos veterinários, que ele defende, ou não quisesse ir para medicina veterinária, e o trabalho e mérito das associações, das quais servi de "advogada de defesa"!

 

Na minha opinião, ambos são fundamentais e complementam-se entre si. As associações precisam dos veterinários, porque são eles que tratam dos animais doentes, vacinação, esterilização e castração e testes, entre outros. Sozinhas, sem esse apoio profissional, a missão não seria, na maioria das vezes, bem sucedida.

No entanto, no que respeita à primeira intervenção, ao primeiro passo na defesa e segurança dos animais, quem é que actua? Quem é que, de forma voluntária, disponibiliza o seu tempo, o seu dinheiro, eum espaço na sua casa, ou num abrigo, para resgatar, recolher, acolher, alimentar, cuidar e tratar dos animais abandonados que encontram por aí?

 

É certo que há excepções, e veterinários que colocam o bem estar dos animais acima de questões financeiras mas, regra geral, poucos são os veterinários que abdicam dos seus honorários em prol de um bem maior. Podem até prolongar o prazo para pagamento, facilitar o mesmo, ir esperando. Mas, mais cedo ou mais tarde, as associações têm que pagar. Os particulares têm que pagar. E não é errado, afinal, ninguém vive do ar e também eles têm as suas despesas.

 

No entanto, em contrapartida, se não puderem contar com a ajuda da comunidade, os voluntários das associações têm que suportar, entre eles, todas as despesas, não só as que dependem deles, como também as veterinárias.

 

Os veterinários, mais uma vez com as devidas excepções, não andam por aí a ver os animais nas ruas. São as associações que os levam até eles.

 

Assim, a questão que lanço agora para debate, e que coloco aqui é:

 

a) Os veterinários e as associações complementam-se entre si, cada um na sua respectiva missão, servindo o propósito uns dos outros

 

b) Os veterinários têm mais mérito, porque são eles que tratam da saúde dos animais e, em última instância, salvam a sua vida

 

c) As associações têm mais mérito, porque o trabalho que fazem é totalmente voluntário, colocando os animais acima de qualquer coisa, e dedicando a sua vida à causa animal, sem esperar qualquer recompensa em troca

 

Deixem as vossas opiniões!

Quem compra animais de estimação é má pessoa?

Foto de IRA - Intervenção e Resgate Animal.

 

A cadeia de hipermercados El Corte Inglés lançou uma campanha de financiamento, para compra de animais de estimação, que permitia aos titulares do cartão de crédito do estabelecimento comprar animais, em valores superiores a 200 euros, oferecendo a possibilidade de pagamento até 12 meses sem juros. A campanha aplicava-se unicamente à aquisição de animais de estimação e não de produtos para animais.

Depois de várias críticas e da polémica que esta campanha originou, a mesma foi cancelada.

Entre as críticas, a cadeia foi acusada de,com este tipo de iniciativa, facilitar o “abandono de animais” e diminuir o número de adopções daqueles que se encontram em canis municipais e associações, facilitando ainda a aquisição irresponsável e indo contra a legislação, pela qual os animais deixam de ser "coisas".

 

 

Ora, aqui no Clube incentivamos a adopção de animais de estimação, nomeadamente, dos gatos. Penso até que todos os membros felinos do clube foram adoptados.

E, pessoalmente, causa-me alguma confusão fazerem da venda de animais um negócio, e pedirem, por vezes, centenas de euros por cada um deles.

Porque é que, por norma, são os animais de raças mais conhecidas e prestigiadas, que são vendidos? O que têm eles a mais, que os denominados "rafeiros" não tenham. Porque não podem estes animais considerados de "classe" ser doados como os outros? 

 

  

No entanto, poder-se-á dizer que uma pessoa que compra um animal de estimação, é uma má pessoa? E que será, automaticamente, um mau dono? 

É certo que, se não houver ninguém a comprar, não haverá quem consiga vender, e o negócio acaba. Logo, pode-se dizer que é o facto de haver sempre pessoas interessadas em determinados animais e raças, e dispostas a pagar, que fomentam este negócio, Mas não será a principal responsabilidade (neste caso, irresponsabilidade) de quem cria e coloca animais à venda? 

 

 

Poder-se-á culpar uma pessoa que tenha um preferência por determinada espécie, por não encontrar a mesma para adopção, e ter que pagar para poder ter o animal que mais gosta? Poder-se-á culpar essa pessoa, por preterir um animal de estimação que esteja para adopção, porque não é aquele que procurava?

 

 

Deixem aqui as vossas opiniões.

 

 

 

 

"Dopar" os gatos para sossegarem - sim ou não?

Resultado de imagem para remedio para dopar gatos

 

Não, obrigado!

A propósito da nossa ida ao programa, e porque já tinham sugerido isso à Anabela, perguntei também ao veterinário se achava que era aconselhável fazê-lo.

A resposta foi que as nossas gatas não eram assim tão stressadas, que o justificassem. Eu também não estava muito receptiva a fazê-lo, de qualquer forma.

Mas é engraçado que, quando fui à loja comprar as trelas para ambas, propositadamente para as poder ter mais seguras no estúdio, a funcionária perguntou-me se elas iriam tomar alguma coisa.

Isto leva-me a questionar se, sempre que vemos animais muito sossegadinhos ao colo dos donos, em programas de TV, ou sonolentos, ou com um ar de que não estão nem aí, os mesmos estarão "drogados" para o efeito. 

Será isto uma prática habitual? Valerá a pena submeter os animais a isso?

Se queremos mostrar o nosso animal, devemos fazê-lo tal como ele é, com a sua personalidade, o seu feitio. Se é um stress desnecessário a que não queremos submeter o nosso animal, então é preferível não o fazer de todo.

 

 

No nosso caso, a nossa intenção nunca foi mostrar os nossos gatos ao vivo. Os primeiros contactos que foram feitos, foram no sentido de divulgar algumas histórias interessantes dos membros do Clube, e o livro. Só depois, nos foi referido que a ideia era ter os gatos do Clube em estúdio.

Pois muito bem, eles vão! Vão e, quando lá chegarmos, logo vemos como corre. Mas vão sem tranquilizantes, calmantes e afins. Vão bem espevitados e fresquinhos! Calhou-nos, à Anabela e a mim, porque entendemos que tudo correrá bem com os nossos, apesar dos nossos receios.

 

Mas consideramos acertada a decisão dos outros membros contactados, como a Joana, de não submeter os seus gatos a viagens demoradas e ao stress que seria levar gatos que não se iriam conseguir segurar naquele ambiente.

Só mostra que a prioridade é o bem-estar dos nossos animais. E nada se deve sobrepôr a isso. 

 

 

Quanto à prática de acalmar os animais, nomeadamente, os gatos, não vejo situações em que a mesma se justifique e, por isso mesmo, até que me mostrem o contrário, é algo que está fora de questão. Até porque é preciso muito cuidado com dosagens, medicamentos administrados, e só deve ser feito por aconselhamento veterinário, e com receita médica.

 

 

E por aí, já alguém recorreu a algo do género,em alguma situação específica?

 

Tatuagens em animais são uma forma de maus tratos?

Tatuagem a gato está a indignar internet

 

Parece que anda por aí uma nova moda: fazer tatuagens em animais!

Os donos de um gato de raça Sphynx já fizeram várias tatuagens no animal, e consideram algo perfeitamente normal.

Mas não será uma tatuagem uma forma de maus tratos aos animais?

 

Para os entendidos na matéria, as tatuagens em animais podem colocá-los em risco. 

Isto porque qualquer tatuagem terá de ser feita com recurso a anestesia geral o que, repetidamente, pode ter efeitos nocivos e graves, nomeadamente a nível de coração.

 

Por outro, é algo que serva apenas para satisfazer os donos dos animais, não tendo estes, como é óbvio, qualquer voto na matéria. Ou seja, são sujeitos a práticas sobre as quais não podem decidir, dado que são animais.

 

 

caotatu

 

Também um outro casal decidiu tatuar o seu cão, alegando que o tinham feito para prevenção de cancro da pele, e que a tatuagem faria parte de uma pesquisa levada a cabo por professores de uma faculdade. No entanto, esses professores de medicina alegaram que tal foi feito apenas por motivos estéticos uma vez que o correcto, em caso de pigmentação, é o preenchimento integral da área.

 

Estes são apenas dois de vários casos que têm vindo a gerar polémica entre os defensores dos direitos dos animais e comunidade em geral.

Em alguns países já existe legislação e penas para os donos que tatuem os seus animais de estimação. 

Por cá, ainda não tenho conhecimento de nenhum caso, mas será que a lei os prevê? Poderá uma tatuagem a um animal de estimação ser vista como uma forma de maus tratos?

 

Qual é a vossa opinião?

Proibição de animais de estimação em casas arrendadas - sim ou não?

Resultado de imagem para gatos em apartamentos

 

"Há uns tempos atrás, a irmã de uma amiga minha precisou de mudar de casa. Não podia dar-se ao luxo de escolher muito e, quando surgiu uma à sua medida, para arrendar, foi-lhe dito pelo senhorio que não permitia animais de estimação na casa.

E ela, sem ter mais tempo nem possibilidades de procurar outra casa, nem hipótese de deixar as suas gatas aos cuidados de nenhum familiar, foi obrigada a entregá-las numa associação, para adopção.

Algo que lhe deve ter custado imenso, e que deve ter feito com o coração apertado, uma vez que uma das gatas já estava com ela há vários anos.

Uns meses depois, esse senhorio que a proibiu de ter animais em casa, levando-a a fazer algo que nunca pensou ter que fazer na vida, mudou de ideias, e agora já não impõe restrições!

A irmã da minha amiga foi, então, à associação, tentar recuperar as suas meninas. Teve sorte com uma. A outra, já tinha sido adoptada, e nunca mais a verá..."

 

 

 

Resultado de imagem para proibição de animais em apartamentos

 

Como este caso, existem muitos mais em que os senhorios, ou as próprias regras dos condomínios, impedem qualquer pessoa de ter animais de estimação em casa.

Os principais visados são, impreterivelmente, os gatos e os cães. Porque miam ou ladram a toda a hora. Porque fazem muito barulho e incomodam os vizinhos. Porque destroem tudo em casa. E outros motivos quaisquer que queiram invocar. 

A minha senhoria, por exemplo, chegou a perguntar-me, assim a modos que preocupada, se as nossas gatas não arranhariam as portas!

 

E, no fundo, tanta preocupação para quê? Certas pessoas, a quem arrendam as casas, deixam-nas muitas vezes mais destruídas, e em pior estado, que muitos animais. Certas pessoas, discutem e fazem mais barulho, que aquele que é apenas a fala dos animais.

 

 

 

Resultado de imagem para proibição de animais em apartamentos

 

Mas, mais do que analisar de os senhorios terão ou não razão para impôr estas restrições, a questão é: serão legais? 

 

O Tribunal do Porto decidiu dar razão a uma inquilina que, apesar de ter assinado o contrato que impedia animais no local arrendado, quis manter o seu cão em casa - notícia AQUI.

 

Ainda assim, o que diz a lei sobre este assunto?

Será que a decisão dependerá sempre, sendo a lei omissa nesta matéria, da interpretação que o juiz fizer de cada caso em específico?

O que deverá ser tido em conta no momento de tomar a decisão a favor do inquilino, ou do senhorio, no que respeita à manutenção ou restrição de um animal de estimação?

 

E que peso terão vizinhos nessa decisão?

É certo que estando o inquilino a pagar renda por um espaço que só ele usufrui, terá o direito de ter com ele o seu animal de estimação. Mas se, ainda assim, o facto de ter esse animal em casa prejudicar ou violar, de alguma forma, os direitos dos vizinhos?

 

Ainda há bem pouco tempo comentei com o meu marido "quando for pagar a renda, o mais certo é a senhoria reclamar do barulho que a Amora faz". É que ela, quando está com o cio, mia bem alto e de certeza que se ouve no andar de cima. E isto chega a durar 4/5 dias.

 

E o que fazer quando um cão, por exemplo, mesmo sabendo que ladra porque é a sua fala, ladra de tal forma que impede o sossego dos restantes moradores?

 

Sendo assim, a questão que aqui coloco em debate é - Proibição de animais de estimação em casas arrendadas - sim ou não?

Deixem a vossa opinião!

 

Listas públicas de adoptantes duvidosos - sim ou não?

Resultado de imagem para gato a escrever

 

Apesar das novas leis em vigor, para combate aos maus tratos a animais, ainda nos deparamos com diversas situações em que eles acontecem. 

A par com os maus tratos, o abandono é outro dos grandes problemas de que os animais, frequentemente, são vítimas.

E se há situações que acontecem esporadicamente, outras há que se repetem, sempre com os mesmos adoptantes envolvidos, que fazem dos maus tratos o seu passatempo preferido.

Ora, seria bom que se pudesse criar uma listagem de maus adoptantes, e que as associações pudessem consultá-la, antes de entregar um animal a determinadas pessoas.

Seria bom que estas pessoas, que não têm o mínimo respeito pelos animais, pudessem estar, de alguma forma, sinalizadas. 

Mas, até que ponto terá essa lista, na realidade, alguma utilidade prática? A verdade é que, a cada dia, surgem novos maus adoptantes, e surpresas desagradáveis, que não se conseguem evitar.

E, até que ponto, não estaremos a violar os direitos e a liberdade dessas pessoas?

 

Qual é a vossa opinião? 

Concordam com a existência de listas de maus adoptantes de animais, ou nem por isso?

Para quando hospitais públicos para animais?

37378b7306ab44a51075cecb1190586a.jpg

 

Ou locais onde se possam fazer exames aos animais a preços reduzidos?

Tanto se ouve falar do abandono dos animais de estimação, e do combate a esta problemática. Tanto se ouve falar dos benefícios da adopção de um animal de estimação, e das alegrias que eles nos dão. Tanto se ouve falar de responsabilidade para com os mesmos.Da defesa dos direitos dos mesmos.

Mas o acesso à saúde também é um direito que lhes assiste. E esta é uma questão que ainda pesa no momento de decidir adotar ou não um animal de estimação.

Porque se um animal é saudável, a despesa não é grande. Se começa a dar problemas atrás de problemas, as coisas mudam.

 

Se os humanos têm acesso a hospitais públicos, e podem fazer determinados exames a preços muito reduzidos, o mesmo não se pode dizer dos animais. Ter um animal começa a ser um luxo. Cuidar da saúde desse animal, idem.

 

Só para terem uma noção:

 

Humanos - plano nacional de vacinação - gratuito

Animais - plano de vacinação - todas pagas (entre os 20 e os 40 euros cada)

 

Humanos - fazem análises simples de sangue e urina por cerca de 10 euros (e mesmo assim acho que nem tanto)

Animais - fazem as mesmas análises por cerca de 20 euros ou mais

 

Humanos - eu pago por um Rx aqui no hospital de Mafra cerca de 2 euros

Animais - pagámos por um Rx à nossa gata cerca de 40 euros

 

Humanos - realizam ecografias em clínicas por menos de 10 euros

Animais - realizam ecografias nos hospitais por cerca de 50 euros

 

Humanos - pagam por consulta menos de 10 euros

Animais - pagam por consulta cerca de 25 euros

 

E haveria muito mais serviços e preços a comparar. Ou seja, se tivermos o azar de o nosso animal de estimação ficar doente, gastamos mais do dobro ou triplo que gastaríamos connosco se tivessemos numa situação idêntica.

Fazem falta hospitais públicos para os nossos animais. Fazem falta recursos que, hoje, não existem. Fazem falta mais hospitais solidários para aqueles que querem cuidar dos seus animais, e não têm condições financeiras para o fazer.

Porque, se é verdade que, nos hospitais veterinários privados, temos um atendimento e tratamento de excelência, também é verdade que, como únicos existentes, podem praticar os preços que bem entenderem porque, quem precisar, paga. 

Haver hotéis para animais é muito bonito. Tal como babysitters para os mesmos. Ou outras modormias do género. Mas não basta.

Seria bom começarem a pensar mais no essencial, nas ncecessidades e direitos básicos, e menos no supérfluo, no mero lucro.  

Levar ou não um gato à rua!?

 

Quando vejo o meu gato assim à janela de pé, a olhar fixamente para a rua penso, se ele seria mais feliz se o leva-se à rua. Parece um menino a pedir à mãe para ir ao parque, porque está a ver que os amiguinhos já lá estão. Mas a rua tem tantos perigos e ele fica desnorteado. Uma vez levei-o e ele queria entrar para outra porta que não era a dele. E os gatos , como o Riscas, habituados a estar em casa, não saberiam se defender na rua, podia ser atropelado,  mal tratado, entrar em brigas com outros gatos, apanhar parasitas.

 

 

Andei a pesquisar e há várias opiniões, e a que me pareceu mais acertada, é que apesar de os gatos prezarem muito a liberdade, o gato adora ficar em casa ao lado do dono, principalmente quando este lhe dá atenção e carinho. Os gatos são curiosos e ficam doidos quando vêem algum insecto ou passarinho, e andam felizes da vida a correr atrás. O Riscas é assim. Mas depois quando o deixo ir à varanda, qualquer coisa o assusta e o faz regressar para dentro de casa. É que um gato não tem a necessidade de  um cão, porque o cão sim, precisa de ir à rua.

 

Então, creio que o mais correto, é fazermos com que eles gostem de estar em casa. Ter sempre a papinha e a água  frescas. Arranjar brinquedos, brincar com eles, dar-lhe mimos, deixá-lo ficar à janela a observar a rua, mas mantê-lo dentro de casa.

 

 

  • Blogs Portugal

  • BP