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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Um dia na vida da Becas e da Amora

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Bem, talvez deva começar pelas noites...

Dormem as duas no nossa cama porque, parvos, fomos habituá-las a isso mesmo. E aqui fica um dos erros que nunca deveríamos ter cometido.

Como não conseguem estar juntas no mesmo espaço sem a Becas atacar a Amora, cada um de nós fica encarregado de dormir com uma delas e tomar conta para que não se cruzem.

Já podem imaginar o corropio que ocorre no tempo em que deveríamos dormir, quando elas se lembram de ir para o lado oposto da cama: é toma lá esta, segura aí aquela, tem cuidado, passa para cá a outra! E quando não têm sono, ainda querem brincar (e quando digo brincar refiro-me a morder e espetar as garras) com as nossas mãos, com as pernas e até com os pés.

A Amora consegue descer da cama, mas tento sempre colocá-la no chão para ir comer e à caixa. Depois, tenho que pegar nela porque subir não consegue. E há noites em que dorme em cima do meu pescoço, ou mesmo encostada à minha cara.

De manhã, quando nos levantamos, começa a guerra. A Amora já não quer ficar confinada a um quarto, quer sair, correr a casa toda, e estar na nossa companhia. A Becas, menos ainda, porque explora tudo e já conhece cantos que eu nem sonho, só quer é correr e gastar energia.

 

 

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Por isso, ou as deixamos uma em cada lado fechadas, ou as deixamos juntas para ver como reagem, e não fazemos mais nada senão andar atrás delas, vigiar, distraí-las quando os ânimos se exaltam, e separá-las quando se pegam a sério. Que é o que mais tem acontecido!

 

 

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A Becas é macaca, provocadora, atrevida. E a Amora, que também precisa de espaço e de ganhar confiança para brincar, acaba por estar quase sempre amedrontada, e sem vontade de brincar, porque a Becas toma conta de tudo.

 

 

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Se temos as portas abertas, a comida é outra guerra. A Becas não tem qualquer pudor em comer a comida da Amora, em utilizar a sua caixa e beber a sua água (mais do que a dela própria). Mas não acha piada nenhuma quando a Amora se serve da sua taça. Andam a picar-se uma à outra à conta disso.

Durante a semana, saímos para o trabalho/ escola, e fica a Amora no nosso quarto, e a Becas na cozinha e corredor e, ultimamente, no quarto da Inês. Não a deixamos na sala porque temos passado os últimos dias a limpar o xixi que insiste em lá fazer, no mesmo cantinho que a Tica um dia também escolheu. 

O tempo que temos é para vir a casa verificar se têm comida (são umas comilonas), e limpar as caixas que, ultimamente, estão sempre cheias de cocós e xixi's (parecem fábricas de produção de ambos).

A Becas, no início, quando a ensinámos a utilizar a caixa, e por ser nova, era um pouco trapalhona e, por vezes, pisava o cocó. Logo, tínhamos que ir logo limpar-lhe as patas.

A Amora, como tem o problema do equilíbrio, ainda cai mais facilmente, o que implica termos logo que pegar nela e limpar-lhe o corpo todo.

Este fim de semana, com mais tempo, temos deixado as duas mais tempo juntas, o que significa que temos o dobro do trabalho.

 

 

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Os únicos momentos em que acalmam e se dão bem, é quando estão com sono. Aí, dormem as duas no nosso colo, como se fossem as melhores amigas, enchendo-nos de esperança de um futuro sorridente, para minutos depois deitarem tudo por terra.

Não temos dormido muito, não temos tido tempo para mais nada senão para elas.

O meu marido sugeriu deixar uma na sala e outra na cozinha, durante a noite, nas caminhas que comprámos para cada uma delas, e fecharmos as portas dos quartos, para podermos descansar. Mas quem é que diz que conseguimos fazê-lo? Foram mal habituadas. E a casa é tão fria. Custa-nos deixá-las lá.

Se eu soubesse o que sei hoje, nunca tinha ido buscar uma segunda gata. Quis, por causa daquele sonho da Tica, e porque achava que a Becas não era ainda a gatinha que eu procurava. Outro erro. Nem a Becas nem a Amora, nem qualquer outra, porque quem eu queria era a Tica, claro! E não é pêra doce fazer com que dois gatos se dêem bem. Também não temos muito tempo livre para isso.

Se eu soubesse o que sei hoje, acho que não tinha ido sequer buscar uma outra gata. Não nesta altura. É por isso que muitas pessoas recomendam a quem perde um animal, esperar algum tempo antes de adoptar outro. Eu não estava preparada para tal. O meu pensamento continua a escapar-se para a Tica, as saudades apertam e ainda sinto aquele nó na garganta. Dava tudo para tê-la de volta.

 

 

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Mas, agora que estas duas gatinhas estão aqui, quem é que se consegue desfazer delas? Nós, não! Pais que são pais, ainda que adoptivos, não se desfazem dos filhos só porque lhes estão a dar trabalho, ou porque não se entendem com os irmãos, ainda que muitas vezes digam isso da boca para fora.

Quando chegamos ao final do dia e cada uma dorme para o seu lado, sinto-me como aquelas recém mamãs estafadas depois de um dia a tratar dos seus bebés.

 

 

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Propus-me a meta de um mês, para que elas se entendam definitivamente, e espero que em breve me possa rir de todo este alvoroço diário que agora estão a provocar. Se isso não acontecer, não sei como será, porque a Amora precisa de se sentir segura, precisa do seu espaço, de muitos mimos, de alguém que a incentive a brincar, e com a Becas a continuar como agora, não será possível.

 

 

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Quanto a brincadeiras, a Becas brinca com tudo o que apanha - cordas, bolinhas de papel, a bola dela, fios de lã, os ratitos que comprámos, sobe para todo o lado, explora tudo e todos os cantos onde couber.

 

 

 

 

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Já a Amora, gosta de brincar em cima da nossa cama a correr atrás da nossa mão, não liga muito à bola nem ao rato, mas também gosta da corda (quando a Becas não está por perto, senão fica só a ver) e do fio de lã. E gosta da Becas! Vai atrás da Becas para brincar com ela, mas a Becas atira-se logo, e ela retrai-se, com medo.

Por enquanto, é assim o nosso dia, na vida destas duas meninas!

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