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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Como as imagens podem ser enganadoras

Ao olhar para esta primeira imagem, poderíamos pensar que estes são dois gatinhos domésticos, na comodidade do seu lar, a ocupar a cadeira dos donos. Mas, nem tudo é o que parece...

 

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Flockito: Está a chover...

Oreo: Pelo menos aqui estamos abrigados da chuva...

 

 

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Flockito: Tenho frio.

Oreo: Deixa-te estar aqui encostado a mim, sempre nos vamos aquecendo um ao outro.

 

 

À medida que as imagens vão revelando um pouco mais do que os rodeia, percebemos que esta divisão não tem nada a ver com um lar aconchegante. 

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Flockito: Porque temos que viver aqui?

Oreo (resignada): Porque nascemos aqui, crescemos aqui, e já estamos habituados. Somos gatos de rua. Já temos sorte em estar vivos.

 

 

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Flockito: Não gosto de aqui estar. Está tudo sujo, cheio de lixo.

Oreo: Pensa que tens quem cuide de ti com muito carinho. Somos uma família, não estás sozinho. Vamos tendo comida, água, um sítio para dormir, e estamos juntos. 

 

Um gato entre galinhas

Ontem à tarde, talvez para aproveitar o bom tempo e apreciar o pôr do sol, os animais saíram todos à rua, como se estivessem na hora do recreio.

Até as galinhas do vizinho andaram a passear pela rua e, a completar o quadro, este(a) panterinha!

 

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O que foi engraçado de ver foi a possessividade da Kikas e do Branquinho em relação à comida. Já ambos tinham comido, mas ficaram de guarda, ao lado do prato que ainda tinha ração, só para ver se este novo visitante não ia lá petiscar!

 

Os gatos de rua são felizes?

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Eu acho que alguns gatos, à sua maneira, são felizes mesmo estando na rua.

Pegando num exemplo, imaginemos duas pessoas diferentes: uma nascida e criada no campo, e outra na cidade.

Se perguntarmos a cada uma delas se são felizes com a vida que têm, provavelmente, ambas responderão que sim. O campo tem vantagens que a cidade não tem, e vice-versa. Da mesma forma, as desvantagens.

Aquilo que uma mais gosta, pode ser aquilo que a outra mais detesta. Pode haver coisas que a pessoa do campo sente falta, mas nem por isso preferiria a cidade, e o contrário também acontece - desejar uns dias calmos no campo, mas nunca deixar a cidade de forma definitiva.

Claro que há pessoas do campo que se mudam para a cidade, e se adaptam, e outras que ficam ainda mais felizes pelo que lá encontraram, e já não querem o campo de volta. Da mesma forma, há quem se mude para o campo, e opte por lá ficar de vez, fugindo da confusão da cidade, vivendo uma vida mais feliz. 

 

Imaginem um diálogo entre gatos em que um diz "nesta vida podes ter isto e aquilo" e o outro responde "mas aqui, podes ter isto e aquilo". "Ah e tal, mas não tens isto". "Sim, mas tu não tens aquilo"! E por aí fora.

 

Pegando naquilo que vejo, em relação aos gatos da colónia, por exemplo, eles vivem em família, brincam uns com os outros, apanham solinho, têm árvores para subir, espaço para correr e brincar, liberdade...O mais difícil é a comida, mas tendo quem os vá alimentando, fica mais fácil. Há gatos que, por muito que nos faça confusão, gostam dessa vida. Talves porque não conheceram outra e sempre foram criados assim, ou pela personalidade mesmo. Alguns, quando levados para casa, até se podem habituar e gostar. E outros haverá, claro, que davam tudo para sair dali para fora, e entrar para sempre na casa de alguém que lhes desse amor, conforto, segurança e uma vida que ali nunca terão.

 

Já os gatos que vivem num lar, com a sua família e têm tudo isso, são gatos felizes, mas nem por isso deixam de querer, nem que seja por uma vez, ir lápara fora, experimentar a liberdade, saltar os muros, subir as árvores, visitar os vizinhos, explorar. E, se por acaso os deixamos fazê-lo, poderá haver os que já não voltam por vontade própria, mas a maioria, sabe que o mundo lá fora não é para eles, e voltam para a sua segurança e conforto habituais.

Novos residentes aqui na rua

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Quando achamos que já temos gatos que cheguem por aqui, vítimas da irresponsabilidade dos donos, somos surpreendidos com mais gatinhos, que vão surgindo sabe-se lá de onde.

Hoje, encontrei esta gata com o que penso serem os seus filhotes, aqui no estacionamento, escondidos debaixo dos carros.

 

 

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Este é um dos dois panterinhas, que por aqui estavam. Todos eles tremiam, talvez com frio, ou com medo.

 

 

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Um deles, quando viu a comida, avançou. O outro foi mais cauteloso. Era também o que tinha os olhitos em pior estado.

 

 

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Só depois de os pequenos terem comido, é que a mãe se chegou à frente, para comer o que sobrou.

 

 

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E esteve sempre por perto, para os proteger.

 

Quando chove, onde se abrigam os gatos da rua?

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Hoje tem estado vento desde manhã, e os gatinhos que costumo alimentar nem tocaram na comida que lhes deixei, até à hora do almoço. Quando passei lá novamente, uma das caixas com ração tinha desaparecido. Não sei se voou, ou se alguém a levou. A outra ainda lá estava, quase cheia.

 

A Boneca e a Chica apareceram no meu quintal ao almoço, mas não sei se conseguiram comer porque o vento fazia a ração voar, e o pelo delas levantava todo, tornando a missão desagradável.

 

Agora está a chover, e a ração que os gatinhos tinham ficou encharcada e imprópria para consumo, o que vai implicar passar mais umas horas de fome.

E o que acontece a todos os gatos abandonados que andam por aí nas ruas, quando chove? Onde se abrigam? Como podem procurar comida, ou ter a sorte de alguém os alimentar, quando está mau tempo, e nem os humanos saem à rua?

 

O inverno está a chegar, e com ele os dias frios, chuvosos e ventosos. E os gatos da rua não têm propriamente um abrigo para onde possam hibernar, proteger-se e ter provisões para estes meses que serão mais difíceis.

 

Déjà vu - onde é que já vi este filme?!

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Cuidado com aquilo que desejas!

Por vezes, os desejos realizam-se mesmo, mas o feitiço pode-se virar contra o feiticeiro.

 

Neste caso, são inevitáveis as semelhanças, em algumas atitudes, entre a nossa falecida Tica, e a Becas.

Até na sua febre de ir para a rua. Sempre que chegamos a casa, temos que estar muito atentos, porque ela vem logo a correr para a porta e, se nos descuidamos, sai. E a Amora, como boa aluna, também se coloca muitas vezes à porta, a jeito para sair, mal ela se abra.

 

Ora, ontem, para evitar isso mesmo, quando o meu marido chegou do trabalho, bateu à porta. Vi as duas irem para a cozinha, mas a Amora chegou primeiro, e foi nela que peguei. Abri a porta e pensei, não há problema, a Becas não está por perto.

 

O tempo foi passando e o meu marido perguntou pela Becas. 

Disse-lhe que devia andar por ali, porque ainda há pouco a tinha visto.

Cerca de uma hora depois, batem à porta. Era o vizinho de cima, a perguntar se aquela gata que estava ali no quintal era nossa.

 

Alerta!!!

 

O meu marido foi logo ver e, adivinhem, era a Becas que, sabe-se lá como, conseguiu escapar-se pela porta e esteve aquele tempo todo na rua, de noite, sem nós sequer imaginarmos.

Se não nos avisassem, passaria lá a noite.

 

Onde é que eu já vi este filme antes?!

Prevejo alguns sustos e preocupações daqui em diante, à custa desta menina.

Está cada vez mais parecida com a Tica, até na parte que não devia!

Os gatos de rua comem qualquer coisa?

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Se a fome for muita, e não houver mais nada, que remédio.

Mas será que, por serem gatos de rua, devemos partir do princípio que podem comer qualquer coisa que se ponha lá para comerem?

 

Que se podem dar por satisfeitos com os restos da nossa comida e, muitas vezes, com cada "mixórdia" que, só de olhar, até dá vómitos, ou até comida estragada?

Que não têm o direito de escolher ou ter preferências quanto a rações?

 

Só porque são gatos de rua, e não têm dono, não significa que não possam ser tratados com dignidade, e que não tenham eles próprios as suas preferências, mesmo que nem sempre as possam satisfazer.

Já ouvi várias vezes os cuidadores de gatos de colónias afirmarem que eles não gostam de todo o tipo de ração.

 

Eu pude comprovar isso com os meus "afilhados"!

Sempre lhes dei Friskies, que comprava em embalagens pequenas, porque não era preciso colocar comida todos os dias (havia mais pessoas a fazê-lo).

Depois, como começaram a comer mais e tinha que repôr mais vezes, comprei um saco de ração no Lidl, pelo mesmo preço, mas mais quantidade.

Coloquei lá na caixa, e por lá permaneceu dias e dias. Não percebia como é que, num dia, devoraram 3 caixas de Friskies e, depois, numa semana, a nova ração continuava lá quase toda.

Voltei a comprar Friskies, coloquei lá, junto com o resto da outra, e a caixa ficou vazia!

 

Fazem lembrar a Tica, que também só comia ração desta marca, e o Riscas, que é igualmente fã da marca.

Ontem avistámos estes gatos na rua

Quando os vimos a primeira vez, estavam juntos. O tempo que demorou a tirar as fotos, e as pessoas que entretanto iam passando, assustaram o primeiro,que se pôs a andar, enquanto este pernaneceu ali, embora receoso.

 

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Quando nos aproximámos, começou a andar, para ir ter com o companheiro.

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Companheiro esse que aguardava muito mais à frente

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Por vezes também me sinto assim!

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Já lá vai o tempo em que a Becas tinha medo de sair pela porta da rua.

Agora, mal nos descuidamos, lá vai ela disparada, porta fora, até ao quintal.

O que nos vale é que, por enquanto, e ao contrário da Tica, que nos fazia andar a correr atrás dela pelo quintal fora, como se estivessemos a brincar à apanhada, a Becas chega a um determinado ponto e pára, deixando-nos apanhá-la.

Claro que, assim que a Becas sai, a tendência é esquecer a porta e ir apanhá-la o quanto antes. Enquanto isso, está a Amora a sair aos saltinhos pelo quintal, muito animada.

Problemas de locomoção? Quando é para ir à rua, eles desaparecem, e ela salta e corre bem!

Depois, é ver-nos com duas gatas ao colo, ajeitadas como deu para as pôr, recambiadas para casa.

Ainda no outro dia ia a minha filha com a Becas debaixo de um braço, para poder apanhar a Amora! 

 

A solução é desocuparmo-nos de tudo o que levamos nas mãos, assim que chegamos a casa e, enquanto uma põe a chave na porta, a outra prepara-se para apanhar as meninas!

 

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