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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Dia Mundial do Médico Veterinário

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Celebra-se hoje o Dia Mundial do Médico Veterinário.

Nem todos os donos têm possibilidade ou condições para levar os seus animais regularmente ao veterinário. E a verdade é que, tal como nós, humanos, estando eles bem, não há motivos que justifiquem esse gasto adicional.

Mas, mesmo que seja esse o caso,  existem alguns mandamentos que todos os tutores de animais de companhia devem ter em conta e que, de certa forma, poderão ajudar também os médicos veterinários, de forma a que os animais de companhia sejam mais saudáveis, com maior qualidade de vida e, consequentemente, mais felizes.

 

Antes de adotar, saber informação sobre as características do animal – saber as caraterísticas e necessidades do animal que vamos adotar é fundamental. A idade, o porte, as características físicas, as necessidades nutricionais e de exercício devem ser tidas em conta antes da adoção. 

 

Vacinas – A vacinação dos animais de companhia é um dever de todos os tutores, para os proteger de doenças perigosas, não só para eles, como também para os seres humanos (como é o caso da raiva). 

 

Desparasitação – A desparasitação interna e externa é outro aspeto fundamental a ter em conta na saúde e bem estar dos nossos animais de companhia. 

 

Brincadeira e exercício – Todos os animais de estimação, independentemente da raça ou porte, precisam de exercício e gostam de brincar com os seus tutores. É importante para combater o excesso de peso, exercitar os músculos, manter a forma física.

 

Esterilização/ Castração – O médico veterinário é quem melhor pode esclarecer sobre as vantagens da esterilização e, em caso de adoção de um animal esterilizado, aconselhar sobre as necessidades nutricionais, que se modificam depois da esterilização.

A esterilização em animais de companhia é um procedimento essencial que, para além da ação contracetiva e da eliminação permanente do comportamento de cio, também actua na prevenção de alguns problemas de saúde do aparelho reprodutor, como tumores de mama e problemas do útero e dos ovários. Já nos machos pode atenuar alguns comportamentos de agressividade, e evitar doenças testiculares, reduzindo o risco de problemas na próstata.

 

Visitar o médico veterinário regularmente  É importante que os animais, mesmo não estando, aparentemente, doentes, façam check ups regularmente, sobretudo os animais em idade geriátrica e, em particular, os gatos que são exímios no disfarce de sinais clínicos de doença.

 

A saúde psicológica  – Cães e gatos podem sofrer de doenças psicológicas. A ansiedade de separação ou a depressão são duas doenças psicológicas que podem afetar os animais de companhia e que se refletem no seu comportamento e até mesmo na sua saúde física. O médico veterinário tem todas as competências para detetar os sinais clínicos e ajudar o seu amigo de quatro patas.

 

A alimentação – As necessidades nutricionais dos gatos ou cães são muito diferentes das dos humanos e variam mesmo de animal para animal – de acordo com a sua raça, idade, o peso ou características como esterilização ou problemas de saúde. O veterinário poderá aconselhar a melhor alimentação para uma nutrição completa e adaptada. 

 

A segurança  – Os tutores são responsáveis pela segurança dos seus animais, tanto em casa, como em viagem. O médico veterinário pode esclarecer sobre a forma mais segura de transportar o gato ou cão, e sobre os perigos que a casa pode esconder.

 

Treino e educação sempre que possível – O treino e a educação são importantes, em particular no caso dos cães. O seu médico veterinário pode aconselhá-lo sobre as melhores estratégias tendo em conta a raça e características do seu animal de estimação.

 

 

Informação: Royal Canin.

Vamos enviar energias positivas à Ritinha

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A Ritinha, gata mais nova da Luísa, e membro do Clube de Gatos do Sapo, está muito doente e com prognóstico reservado.

A Luísa já tinha perdido a Bia, no ano passado, e está destroçada com esta situação da Ritinha, que tem apenas 2 anos.

Os médicos pouco poderão fazer pela Ritinha. 

Quanto a nós, a única coisa que está nas nossas mãos é enviar muita energia positiva para que, de alguma forma, mesmo que pareça absurdo ou impossível, essa energia chegue até à Ritinha e ela consiga transformá-la em força para lutar contra estes problemas que a atingiram, acendendo uma ínfima esperança de se salvar!

Vamos a isso?

 

Não desistas, Ritinha!

Os gatos de rua são felizes?

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Eu acho que alguns gatos, à sua maneira, são felizes mesmo estando na rua.

Pegando num exemplo, imaginemos duas pessoas diferentes: uma nascida e criada no campo, e outra na cidade.

Se perguntarmos a cada uma delas se são felizes com a vida que têm, provavelmente, ambas responderão que sim. O campo tem vantagens que a cidade não tem, e vice-versa. Da mesma forma, as desvantagens.

Aquilo que uma mais gosta, pode ser aquilo que a outra mais detesta. Pode haver coisas que a pessoa do campo sente falta, mas nem por isso preferiria a cidade, e o contrário também acontece - desejar uns dias calmos no campo, mas nunca deixar a cidade de forma definitiva.

Claro que há pessoas do campo que se mudam para a cidade, e se adaptam, e outras que ficam ainda mais felizes pelo que lá encontraram, e já não querem o campo de volta. Da mesma forma, há quem se mude para o campo, e opte por lá ficar de vez, fugindo da confusão da cidade, vivendo uma vida mais feliz. 

 

Imaginem um diálogo entre gatos em que um diz "nesta vida podes ter isto e aquilo" e o outro responde "mas aqui, podes ter isto e aquilo". "Ah e tal, mas não tens isto". "Sim, mas tu não tens aquilo"! E por aí fora.

 

Pegando naquilo que vejo, em relação aos gatos da colónia, por exemplo, eles vivem em família, brincam uns com os outros, apanham solinho, têm árvores para subir, espaço para correr e brincar, liberdade...O mais difícil é a comida, mas tendo quem os vá alimentando, fica mais fácil. Há gatos que, por muito que nos faça confusão, gostam dessa vida. Talves porque não conheceram outra e sempre foram criados assim, ou pela personalidade mesmo. Alguns, quando levados para casa, até se podem habituar e gostar. E outros haverá, claro, que davam tudo para sair dali para fora, e entrar para sempre na casa de alguém que lhes desse amor, conforto, segurança e uma vida que ali nunca terão.

 

Já os gatos que vivem num lar, com a sua família e têm tudo isso, são gatos felizes, mas nem por isso deixam de querer, nem que seja por uma vez, ir lápara fora, experimentar a liberdade, saltar os muros, subir as árvores, visitar os vizinhos, explorar. E, se por acaso os deixamos fazê-lo, poderá haver os que já não voltam por vontade própria, mas a maioria, sabe que o mundo lá fora não é para eles, e voltam para a sua segurança e conforto habituais.

Descansa em paz, Lassie!

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É incrível como nos afeiçoamos aos animais, mesmo àqueles que nem sequer nos pertencem, mas com os quais acabamos por conviver no dia-a-dia, e que já fazem parte da nossa rotina.

 

A Lassie era a cadela mais velhinha da rua. Diz, quem se lembra dela desde pequena, que deveria estar perto dos 20 anos. As histórias que deveria ter para contar!

Eu lembro-me vagamente dela, há mais de uma década. Depois, houve uma fase em que ela não saía do seu quintal, raramente se via, e eu não estava tão ligada aos animais como hoje, por isso, não prestava muita atenção.

 

Até que, no ano passado, ela começou a vir até perto da minha porta, muito magrinha, negligenciada e com fome. Foi nessa altura que comecei a dar-lhe ração, e a observá-la com outros olhos. Estava, provavelmente, doente. O veterinário chegou a ir até à casa dos donos, para a ver. Andou uns tempos com funil e um penso na pata. Depois melhorou. Ultimamente, voltou a andar com o funil durante uns dias. Via-se que os donos estavam apenas à espera que a morte a levasse.

 

Foi das cadelas mais mansas e meigas que conheci. Gostava dela! Notava-se que já nem via bem, e tinha muitas vezes que a guiar até à comida que, a certa altura, já nem forças tinha para comer.

Nos últimos dias de 2017, e no início deste ano, comentei com a minha filha e o meu marido que achava estranho ela não aparecer, e passou-me pela cabeça que tivesse falecido, porque já não a via há vários dias.

Até que, na semana passada, a vi pela janela. Muito murcha, ainda mais magra e encolhida a tal ponto que, por momentos, me pareceu que lhe tinha sido amputada a pata. Mas foi apenas ilusão de óptica. Custou-me vê-la assim, mas fiquei aliviada por estar viva.

 

Hoje, recebi a notícia de que a Lassie partiu, não está mais entre nós...Acabou-se a dor e o sofrimento dela.

A Lassie não era minha, mas nem por isso deixei de ficar triste com esta notícia. Nem por isso deixamos de nos afeiçoar, e de sentir a sua perda.

Ainda tenho em casa um restinho da ração que lhe dava. E o que ela gostava de comer a ração dos gatos, e de lhes roubar a comida, quando a via no prato!

 

Por aqui, serás sempre lembrada e recordada com carinho...O carinho que te faltou, provavelmente, nesta última fase da tua vida...

Hoje, uma parte do meu coração está de luto por ti.

 

Descansa em paz, Lassie! 

 

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A missão da Tica e como ela mudou a minha vida!

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Se é verdade que os gatos têm uma missão na vida dos seus donos, a Tica cumpriu a sua na perfeição!

Antes da Tica, nunca me passaria pela cabeça adoptar qualquer animal, não fazia a mínima ideia de que associações de animais existiam no país ou sequer na minha zona, nem tão pouco o trabalho que desenvolviam.

Eu ainda era do tempo em que eram amigos ou vizinhos que, volta e meia, tinham gatinhos para dar. Tinha sido assim com a Fofinha.

 

A Tica veio despertar o meu amor, adormecido há muitos anos, pelos gatos.

 

Foi quase como se ela me tivesse aberto os olhos, ou as portas para este novo mundo de que hoje faço parte.

Foi graças à Tica que conheci outros donos de gatos, formámos um Clube e, com ele, demos início a acções de solidariedade para com as associações.

Foi graças à Tica (e ao seu noivo Riscas) que hoje eu e a Anabela temos esta relação de amizade.

Foi graças à Tica que, após a sua partida, decidimos adoptar duas gatinhas, dando uma nova oportunidade a quem ainda esperava ter um dia a sua.

Foi devido à Tica, e ao Clube, que conseguimos ajuda para a Becas, quando ela ficou doente.

Foi responsabilidade da Tica, a minha vontade de ajudar mais animais, nem que seja alimentando-os, como faço agora com os meus afilhados.

 

E até terá sido obra da Tica, colocar traços da sua personalidade e características físicas na Amora e na Becas, para que um pedacinho dela esteja sempre connosco!

 

Quando olho para trás, vejo todo o caminho que percorri, sob a orientação da Tica, e só me posso sentir agradecida.

As saudades continuam a ser muitas, e queria muito que ela estivesse cá entre nós, mas a Tica mostrou que é preciso seguir adiante.

Que, como ela, há muitos mais animais a precisar de ser salvos, a precisar do nosso amor e cuidados, e muitas mais pessoas a quem o caminho tem que ser mostrado, para que abram os olhos para a realidade.

E não será preciso ela estar presente para me apoiar e orientar porque, agora, essa missão passa a ser minha. 

A ela, caberão, certamente, outras igualmente importantes! 

 

Obrigada, minha castanhinha!