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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Porque é que os donos deixam os seus gatos ir à rua?

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Não vou aqui falar dos perigos, das doenças, dos acidentes e tudo aquilo que já foi debatido por diversas vezes mas que, para alguns donos, são apenas coisas sem importância e que não respeitam os verdadeiros instintos dos felinos, ou então atentam contra a sua natureza.

 

Mas pergunto-me porque é que, numa casa em que a família está fora de casa durante o dia, e só à noite pode aproveitar para estar na companhia dos seus bichanos, esses donos decidem que, durante o dia, os gatos ficam fechados em casa, sozinhos e, à noite, abrem-lhes a porta para irem dar a sua voltinha?

 

Porque é que, no único momento em que podem conviver, os deixam ir à sua vida, sozinhos mas, durante o dia, que passam sozinhos, ficam presos em casa?

 

E como é que arriscam a que os gatos não voltem a horas, e passem a noite na rua? 

 

Não compreendo...

Os gatos é que mandam em nós!

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Sábado de manhã, como costume, levantei-me perto das 6h da manhã para pôr ração nos comedouros, e voltei para a cama. Uns minutos depois, levantei-me novamente, para pôr a Amora à janela. Voltei para a cama.

 

Entretanto, o meu marido levanta-se, porque ia trabalhar nessa manhã, e eu pensei "boa, com ele de pé, posso dormir um pouco mais".

Pensei mal!

Às 8h em ponto, tinha a Amora a miar do meu lado da cama, e a dar cabeçadas na madeira, a chamar-me para eu me levantar.

À primeira, ignorei.

À segunda, já não deu. Tive mesmo que me levantar.

Ela é que manda, afinal, é a patroa lá de casa! 

E ai de quem não lhe obedeça :) 

As principais "desculpas" usadas pelos donos para abandonar o seu gato

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Não são raras as vezes em que as pessoas adoptam gatos, ficam com eles durante uns tempos, por vezes até anos e, de repente, lembram-se, pelos mais variados motivos, que já não é possível continuar com eles.

 

 

 

 

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E se há donos que os deixam a cargo de alguém conhecido, familiares ou amigos, outros há que os entregam a desconhecidos, os deixam em associações ou, simplesmente, os pôem na rua, deixando-os abandonados e entregues à sua sorte, muitas vezes a quilómetros de casa.

 

 

 

 

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Todos eles sabem, assim como nós, que os animais não são coisas, que têm sentimentos, que sofrem. E que a adopção deve ser um acto muito bem pensado, a todos os níveis, antes de se embrenharem nela, e arrependerem-se logo de seguida. 

Mas a impulsividade leva muitas vezes a ignorar tudo, e a satisfazer apenas o desejo do momento. Depois, quando percebem que, afinal, já não querem os animais, arranjam mil e uma desculpas para os despachar.

 

 

 

Aqui ficam as mais conhecidas:

 

1 - Miam muito - como se os gatos fossem animais mudos, sem direito à fala

 

2 - São irrequietos e só querem brincar - é mais do que normal, sobretudo se forem pequenotes

 

3 - Partem/ destroem coisas em casa - é verdade que, por vezes, o fazem, mas será assim tão mais importantes os bens materiais?

 

4 - Não gostam/ não se deixam pegar ao colo - e daí? Nem todos são iguais. Até entre nós, humanos, nem sempre gostamos de muito contacto físico

 

5 - Não são meiguinhos - cada gato tem a sua personalidade, tal como nós, uns mais meigos, outros mais nariscos, mas não é nada com o qual não se possa conviver

 

6 - Não se dão com outros animais residentes - também pode acontecer, mas isso é algo que se vê logo no início, não há necessidade de deixar arrastar e só se lembrarem disso muito tempo depois

 

7 - Os donos são alérgicos a gatos - acontece, com algumas pessoas. Ainda assim, existem casos em que os donos conseguiram encontrar estratégias/ soluções para não terem que devolver o gato

 

8 - Problemas de saúde - ah e tal, estou com problemas de saúde que me impedem de continuar com eles - pode ser, mas é de duvidar quando apenas devolvem/ se livram de uns, e ficam com outros

 

9 - Mudança de casa - se realmente gostam dos gatos, a mudança não tem que ser uma desculpa. Eles vivem bem em apartamentos ou espaços pequenos, adaptam-se às mudanças e, caso seja por culpa dos senhorios, que não aceitam (embora essa questão actualmente não se coloque tanto), tentem procurar alguém que não coloque entraves

 

10 - Gravidez - é verdade que serão precisos alguns cuidados, mas um gato não é um perigo por si só, pelo contrário, alguns até tentam proteger a dona e a sua barriga

 

11 - Nascimento de um filho - mais uma vez, o gato não tem que, obrigatoriamente, só por ser gato, representar algum perigo para o bebé; tão pouco o bebé substitui o gato, a ponto de, agora que nasceu, os donos descartarem o animal

 

12 - Divórcio/ separação - nestes casos, os donos tendem a descartar responsabilidades, empurrando um para o outro levando, muitas vezes, ao que fica com o animal, contrariado, ao abandono do mesmo

 

13 - O sexo dos gatos - donos que queriam machos mas afinal adoptaram fêmeas, ou vice-versa e, sendo assim, não querem

 

14 - Dão muita despesa - então e não sabiam disso quando os foram buscar?

 

15 - Doenças - quando os gatos começam a ficar doentes, a ter problemas de saúde, e os cuidados, a disponibilidade e as contas do veterinário aumentam, ou não há dinheiro para os tratar, entregam-nos em associações

 

16 - Falta de tempo para estar com eles - os gatos são animais mais independentes que os cães e, embora sintam falta de ter alguém com quem brincar, ou que lhe faça companhia, adaptam-se e suportam melhor estar sozinhos por períodos mais longos. Além disso, se já assim era, deveriam ter pensado antes. Se é uma situação nova, nada como adoptar outro gato, para que façam companhia um ao outro, enquanto o dono está fora. 

 

17 - Viagens/ mudança de país - é uma situação mais complexa, e nem sempre é fácil, ou permitido, viajar com os gatos para outros países para além de que, como já vimos em alguns casos, podem ocorrer incidentes com os animais em pleno aeroporto. E, por muito que custe, é preferível o animal ficar. Mas deixem-no com alguém de confiança, a quem ele esteja habituado, e não com a primeira pessoa que vos aparecer.

 

18 - O meu companheiro/ companheira não gosta de gatos - troquem de parceiro, nunca de animal!

 

19 - Agora tenho um gato de raça, já não preciso deste rafeiro - em que é que uma coisa implica a outra? Não são ambos animais? Não têm ambos os mesmos direitos?

 

20 - Foi um presente, mas não gostei - muitas vezes os gatos são usados como presente, em ocasiões festivas, e quem os recebe nem sempre está disposto a ficar com eles, podendo aceitá-los no momento, para não serem indelicados, mas devolver em seguida

 

 

 

Querem acrescentar mais alguma "desculpa" que já tenham ouvido por aí, à lista?

Como incutimos determinados comportamentos aos nossos gatos

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Tal como as crianças, também os animais vão estudando os seus donos, e testando os seus limites.

E nós, enquanto donos, tal como fazemos com os nossos filhos, acabamos por, muitas vezes, incutir determinados comportamentos aos nossos gatos, que não serão os mais desejáveis.

 

 

Lá em casa, somos um bom exemplo disso.

As nossas bichanas acordam cedo e estão habituadas a que um de nós se levante também, para colocar comida, água, abrir as persianas e limpar as caixas de areia, ou simplesmente porque acham que está na hora de também nos levantarmos.

Nós, claro, ainda mais ao fim de semana, estamos com aquela preguiça de levantar de madrugada, e vamo-nos deixando ficar.

A Becas, não vê isso com bons olhos, e faz de tudo para nos chamar a atenção: arranha a cadeira, tenta abrir o roupeiro, sobe para a mesa de cabeceira, tenta fechar a porta do quarto, e por aí fora. Nada resulta até que...morde a Amora!

E nós, para evitar que se magoem, levantamo-nos de imediato!

Ou seja, a Becas associou que, sempre que quiser chamar a atenção ou fazer-nos levantar, a solução é morder a Amora.

 

 

Outro exemplo, é o dos petiscos.

Um dia, estamos a comer fiambre e, porque não, dar um pedacinho a cada uma? Não será isso que lhes fará mal. 

Dali a uns dias, novamente. 

Quando demos por isso, já as duas sabiam exactamente a hora a que nós iríamos mexer em fiambre, e plantavam-se aos nossos pés, à espera.

 

 

Em ambos os casos, fomos nós, através dos nossos actos, os responsáveis por esses comportamentos, e cabe-nos a nós reverter a situação.

 

E por aí, já alguma vez, uma atitude vossa, levou a determinado comportamento dos vossos bichanos, que não seja aconselhável?

 

Na hora de alimentar os nossos gatos

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Deve ser apenas uma pessoa a fazê-lo, porque só ela saberá a quantidade e a hora a que o fez, e se é, ou quando é, suposto fazê-lo novamente.

Se for mais do que uma pessoa na casa a tratar dessa tarefa, pode acontecer uma delas alimentar quando não devia, ou ver os comedouros vazios e achar que ainda ninguém colocou ração quando, na verdade, já colocaram e já foi comida.

Os gatos levam a sério o papel de enfermeiros

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Se ainda dúvidas houvesse, de que os gatos sentem quando estamos mais em baixo, ou doentes, e decidem ficar ao nosso lado, como se de verdadeiros enfermeiros se tratassem, até nos sentirmos melhor, a Becas é a prova de que isso é verdade!

 

Desde que a minha filha foi para casa ontem, com febre, que a Becas não a largou.

Passou a tarde toda deitada ao pé dela na cama.

Nem sequer saiu quando o meu marido foi a casa ao almoço.

Já ao final do dia, enfiou-se dentro da cama com a dona júnior, e dormiram as duas.

Só à noite se levantou para comer, fazer as suas necessidades e brincar um pouco com o dono, para depois voltar para junto da sua paciente, e passar toda a noite com ela!