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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

O meu primeiro retrato de um gato!...

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Ainda não acredito que consegui...

Yeeeaaaaahhhhhhhh

Quem diria...

A minha primeira tentativa de pintar um gato a lápis de cor!...

Quem me conhece e segue, sabe o quanto gosto de pintar.... basicamente com tintas acrílicas. E os motivos/desenhos não requerem de muita complexidade, afinal sou uma mera amadora.

Desde sempre acalentei o desejo de pintar um gato, o mais realista possível. Fui fazendo algumas experiências em tecido, seguindo desenhos como referência, mas nunca antes tinha arriscado e dado o passo seguinte.

Um dia desde... deu-me uma travadinha... sabem como é... muito por culpa do que se vai vendo os outros a fazer...

E cá a macaquinha de imitação não quis ficar atrás e arriscou...

E começou... por andar atrás da gata... 

E depois fez m... o raio do bicho não parava quieta e à conta disso ainda ganhei uns arranhões.

Por aqui não vou longe...

"Já que não queres colaborar... que tal uma foto e não te chateio mais.... boa?!"

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A minha gata.... a minha Nikki

A foto já tenho... papel e lápis... idem aspas aspas...

Sem exagerar... foram à volta de 3 semanas de volta do desenho. Também, a bem da verdade, que nem sempre mexi nele. Dias houve que não tive tempo nem para um simples traço riscar, outros só 5 minutos... se tanto...

Acabei-o neste sábado que passou. 

Acabei-o é como quem diz...

Continuo a olhar para ele e sentir...

"Huuuummmmm..... ainda falta mais qualquer coisa... não sei o quê.... mas que falta... falta..."

Mas que estou muito feliz... estou... afinal esta foi a minha primeira tentativa!

Agora que venha o próximo!

 

Deixo algumas fotos de como fui desenhando a minha bigodita!

Pintura a lápis de cor em papel...

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Jaqui e Nikki e estamos no instagram!

Olá a todos!

Já à muito que não dávamos notícias nossas.

Bem... é que temos andado um pouco atarefados a "arreliar" a nossa mãe! Ou pelo menos é disso que ela se queixa quando deixamos a areia à volta da.... vocês sabem donde... Para não falar das n vezes que saltamos para cima dela e a acordamos a meio da noite...

Enfim... nós sabemos o quanto ela gosta de nós.

Mas não é sobre estas nossas traquinices que aqui estamos hoje a falar...  Viemos, para além de vos ver e saber de vocês, é claro...

... dar-vos uma notícia!

Decidimos entrar no instagram e começar a partilhar um pouco mais do nosso dia-a-dia.

Querem acompanhar as nossas aventuras? 

Vá.. lá... digam que sim!!!!

Fica aqui o convite... Jaqui e Nikki 

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Jaqui e Nikki

😽

 

Dás-me uma rosa e eu dou-te um livro...

Sabiam que...

Este dia, foi escolhido com base numa tradição catalã?! Na qual, os homens ofereciam às suas amadas uma rosa vermelha de S. Jorge e em troca era-lhes dado um livro, como testemunho das aventuras do cavaleiro?

 

Pois...

Não tenho nenhuma rosa...

Não sou nenhum cavaleiro...

Mas como "dama" posso recomendar a leitura de um livro acerca dos nossos nobres cavaleiros felinos!

 

 

"Gato em forma"

ed. jacarandá

 

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Sir Jaqui... continuo à espera da rosa... 

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Sinopse

Verdadeiros guias, repletos de dicas e imagens, para proporcionar uma vida longa e saudável ao seu animal de estimação. Ao longo das páginas há muito para desvendar - como tornar-se o melhor amigo do seu animal, o que fazer em situações de emergência, como brincar e qual o tipo de alimentação mais correto, tendo também em conta a limitação de orçamento.

 

 

 

Coffee cats por Elena Efremova

Café....

Quem é que não gosta de um bom café?! OK... mesmo que não gostem, podem continuar a ler... vai ser sobre gatos!

Acabadinho de fazer, quentinho nas nossas mães e ainda a fumegar na chávena. Seja longo, curto, expresso, cappuccino, com ou sem leite. Leite de coco, natas, chocolate, baunilha, canela...

Enfim a variedade é tanta e tão boa, que o melhor mesmo é ir beber um agora!

Oh.. estou-me a lembrar do quanto bom que é... logo pela manhã ao acordar e... cheira a café! Alguém fez café antes de nós?!  Uauuuu.... Assim até uma pessoa se levanta com mais entusiasmo e corre as divisões da casa até chegar ao eldorado.... e lá está ele... na cozinha... numa chávena a fumegar e à nossa espera.

Mas quando se gosta de café, não é só de manhã que é bom. Quer se esteja sozinho ou acompanhado... qualquer hora ou ocasião é boa para se beber uma boa chávena de café. E ponto!

Agora...

Se o café é uma paixão assim como gostar-se de gatos o é... o que poderá resultar desta combinação?

Um gato-café... Claro que sim, já existem diversos gato-cafés espalhados por esse mundo fora, inclusive, aqui no nosso burgo (Portugal)!

Mas e se os gatos fossem os protagonistas em pinturas de café? 

Não é a primeira vez que alguém pega numa chávena com café, num pincel, numa folha e dando largas à sua imaginação...  o transforma numa bela obra de arte.

Ainda assim... E se, tal e qual as diferentes variedades de café juntássemos a personalidade dos gatos a cada um deles?

Foi o que Elena Efremova fez... 

Experiente em aguarelas, criou uma encantadora colecção a que apelidou de Coffee cats!

“Cada gato possui uma personalidade própria, assim como todo tipo de café possui seu próprio sabor”.

E o que saiu....

... foi o que resulta quando duas grandes paixões se unem...

Um café e um gato unidos por um forte laço, (interpretação livre), expresso na união da sua cauda com uma linha fluída que cai, borda fora, da chávena.

Senão confiram...

 

Hummmm...

Vai um tal e qual a sua criadora, quem não gosta de um café com gelado?! Este tenho de experimentar. Se com natas é boooommmm, com gelado....

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E que tal um café com gato francês... E como mandam os bons costumes terá sempre de ser acompanhado de um bom croissant e um sumo de laranja acabadinho de fazer!

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Vai um gato-latte?!

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 O Gato Macchiato... com as suas patinhas brancas

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O gato do típico café americano

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Vai um gappuccino?!

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E para finalizar... o clássico gato Expresso...

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Para onde é que ele... furtivamente vai?

Não se perde um animal... perde-se um membro da família...

"A Poem For Cats

They never leave our memories,

the cats who've shared our lives.

In suptle ways they let us know

their spirit still survives.

Old habits still make us think

we hear a meow at the door.

Or step  back when we drop

a tasty morsel on the floor.

Our feet still go around the place

the food dish used to be,

And, sometimes, coming home at night,

we miss then terribly.

All although time may bring new friends

and a new food dish to fill,

That one place in our hearts

belong to them... and always will"

 

 

 

Na passada quinta-feira à noite, a minha princesinha Bia partiu...

 

Há um ano atrás, tinha acabado de deixar entrar a Ritinha em casa. Contrariada. Com muita resistência, lá deixei que ela viesse para casa. Não só pelo facto de ter outros três. Do receio de que a podiam rejeitar, mas principalmente por... pela morte do meu Matias, o meu gatinho mais velho, de olhos verde esmeralda. Um gatinho maravilhoso que me acompanhou durante quase 18 anos. 

 

Um ano se passou...

E de um dia para o outro tudo descambou. 
Nesta semana que passou, estive de férias. Andava ansiosa por uns dias de merecido descanso e de pôr assuntos em dia. Aqueles que normalmente não temos tempo quando estamos em horário laboral. 

Iam ser umas férias de quase chacha.... mas antes isso do que...

Na sexta-feira, antes do fim de semana do meu dolce fare niente, vendo a barriga da minha gata inchar de forma súbita... como se de um dia para o outro estivesse à espera de bebés... Uma enorme ascite (barriga de água) ocupava-lhe todo o abdómen. Levei-a de urgência ao veterinário. Logo aí e após ser vista, o meu mundo ruiu... O diagnóstico era muito reservado. Havia a suspeita de estarmos a lidar com uma peritonite infecciosa felina ou, na presença de um tumor no fígado. Ficou internada. Qualquer das duas hipóteses era terminal, tal estavam alteradas as suas análises.

Enquanto esteve internada, de sexta à noite a segunda à noite, nada lhe faltou. Com todo o cuidado médico como se de um ser humano se trata-se. Com horários de visita e tudo!

Ansiava pelos momentos em que a ia ver, tanto de manhã, como ao final da tarde. Sempre na esperança de a ver melhor, mas o seu estado ia-se deteriorando.

Na segunda-feira, veio o resultado conclusivo, das citologias e n bateria de análises... tumor com metástases noutros órgãos.

Veio para casa... com os tratamentos paliativos até...

Soro intravenoso, injecções para as dores, para os vómitos, para o fígado... comprimidos para lhe estimular o apetite e... tudo aquilo que ela tivesse vontade de comer. Dar-lhe conforto e o aconchego de casa até ao seu último suspiro...

Ou... até ver que o seu estado se tornava insustentável e a leva-se para adormecer...

Não consegui o fazer. Não sei se o conseguiria fazer... Nem mesmo que pensa-se em o fazer... teria tido tempo para tal...

A Bia... não resistiu...

A um tumor que, aparentemente não deu sinais antes... Nada me indicava o que se passava com ela. Sempre bem disposta, comilona, brincalhona, meiga e.... feliz... Com os seus grandes olhos amendoados sempre prontos para se enroscar no nosso colo.

Até... na quarta-feira, dessa semana, dar com um ligeiro aumento da sua barriga. Ligeiro e uniforme. Bom, não deve ser nada de especial.... pensei eu... Se calhar, foi daquela saqueta de comida nova que ela comeu e lhe vai dar uma volta aos intestinos... Mas não... estava enganada... No dia a seguir a barriga estava maior e na sexta... tive de a levar para ver o que se passava. 

 

Os dias que se seguiram e seguem custam a passar. Cada espaço tem a sua história... a sua memória...

Todos sentimos a sua falta. 

 

Propositadamente.... não colocarei nenhuma foto dela. Não consigo fazê-lo...

 

Quero deixar o meu sincero agradecimento a toda a equipa do Hospital do Gato, em especial à Dra. Ana Cassapo, por todo o cuidado e apoio prestado.

Um Bem Haja!

Às vezes, dou por mim a pensar.... Será que conseguiria viver sem ter um gato?

Hoje...

Dizem ser o dia Internacional do Gato.

Estávamos no ano de 2002 quando a organização International Fund for Animal Welfcare, decidiu que este 8 de Agosto seria a data, para além de celebrar um dos animais domésticos mais famosos do mundo... Terá como objectivo, uma maior consciencialização dos cuidadores para a forma mais correcta de cuidar dos gatos domésticos.

Eu referi cuidadores, em vez de donos, certo?

Quem tem um gato sabe que não é o seu "dono". Nós, apenas cuidados das suas necessidades básicas, em troca dos seus ensinamentos. E quem diz dos gatos, diz o mesmo de qualquer outro ser senciente. Seja ele cão, periquito, hamster, todos têm algo para nos ensinar. Aliás, faz-me imensa confusão dizer-se que se é dono do que quer que seja. Estamos todos aqui de passagem e não se leva nada para... para o que quer que seja que acontece depois da morte.

Então?... Para quê se dizer que se é dono disto e daquilo e depois, quando se cansa do brinquedo, o abandona à sua sorte.... tantas vezes no meio de estradas...

 

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Mas, para mim...

Todos os dias, são dias do Gato!

 

Todos sabemos que os gatos são aqueles seres fofos, peludos e que nos surpreendem com as suas gracinhas ou travessuras. Mas, é também do senso comum, que, nem todos estamos preparados, para às vezes, compreender alguns dos seus comportamentos e necessidades básicas.

Não sei eu outra coisa!

Ou não tivesse, em casa 4 bolas de pêlo! Cada uma com a sua personalidade e feitio. Cada um com os seus gostos e defeitos...

 

Sempre vivi com gatos. Sempre fizeram parte do meu mundo encantado da bicharada. Mesmo antes de nascer, já viviam gatos, tanto na casa dos meus avós como na dos meus pais. Mais parecia viver num micro mini zoo! 

Às vezes, dou por mim a pensar.... Será que conseguiria viver sem ter um gato?

Claro que sim... mas...

A resposta ainda que óbvia, é claro que se consegue viver sem um animal de estimação. Mas... E há sempre um mas... Com que substitutos, se colmataria todos aqueles momentos proporcionados pela companhia de um animal de estimação? Neste caso um gato?!

O que é que, em alternativa, se enroscaria nas tardes frias de inverno, no nosso colo? Assim como aquele inconfundível som? O ronronar? Que às vezes mais parece um motor dum carro a trabalhar... Quem o faria?

O mesmo som que nos acalma depois de um dia de stress? E que em tantas situações, substitui o médico, o psicólogo e por sequência, a medicação? 

Isto sem esquecer, daquele suave e quase imperceptível, toque do seu húmido nariz nas nossas bochechas, seguido de uma patinha, como que a acariciar-nos? Quem resiste àquele silencioso abraço, quando nos pedem colinho?... Eu não!

Com quem é que aprenderíamos a perder a mania de controlar tudo à nossa volta? 

Exemplo?

Quem já não se passou dos carretos, quando... depois de se varrer a cozinha, "alguém" se lembra de ir brincar com as migalhas, quando andamos à procura da pá? E aquelas calças pretas, acabadas de engomar, que de repente aparecem cheias de pêlo.... no sítio onde as deixámos, bem longe das alminhas? 

Quem melhor que um gato para nos ensinar a escolher amigos? É verdade! Eles sabem quem realmente é nosso amigo! Quem não gosta de animais.... huummmm....

Quem melhor que um gato... para nos acordar de manhã?

Eu cá, já desisti dos despertadores... Só ainda não consegui foi, acertar-lhe os ponteiros. Todos os dias às 6h da manhã! Há lá relógio mais pontual!...

Quem nos ensina a não ter medo de nada? Aranhas... Assim como os súbitos ataques de "paranóia" quando se põem a olhar para o vazio, todos eriçados... que nos deixam com um friozinho cá na espinha... E, depois, desatam a correr dum lado para o outro, feitos tontinhos...

Ah! Estavam só a testar-nos!!!

E quem melhor que um gato, para nos dizer que está na altura de... arrumar as gavetas? Calha um pequeno esquecimento.... uma gaveta mal fechada e lá está um! Há que manter tudo simples e arrumadinho!

Tudo faz parte da convivência com um gato.

Até mesmo quando partem, nos ensinam... que o amor perdura na memória... 

E tanto fica por dizer, que só quem é bafejado pela sorte de ter um gato pode contar!

Eu tenho 4 gatos... ou serão 4 anjos?!

 

 

"O GATO possui beleza sem vaidade,

força sem insolência,

coragem sem ferocidade.

Todas as virtudes do Homem

sem os seus vícios"

 

                                               Lord Byron

10 dicas para nunca se deve fazer a um gato

Hoje na Visão online, foi publicado mais um artigo, na rubrica bolsa de especialistas.

Desta vez é dedicado aos nossos amigos patudos gato. 

Quem nos conduz, num texto cuidadoso e alertante para erros que por vezes cometémos , ainda que inconscientemente muitas das vezes, é Célia Palma. Veterinária e também ela, autora de livros sobre animais.

E coincidência das coincidências... 

Tem 4 gatos... como eu!

ahahahahah

Mas bate-me aos pontos, porque além dos 4 gatos, tem 1 cão, 1 cabra anã e 3 tartarugas...

 

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São dez os tópicos que Célia Palma aborda sobre o que não se deve nunca fazer aos gatos:

 

1- cortar os bigodes - ou não fossem eles os responsáveis pelo equilíbrio e a orientação do gato. São responsáveis, pelo primeiro contacto com a comida que têm. Sem eles não sabem se a comida/água está quente/fria, perto/longe...

 

2 -dar paracetamol, vulgar ben-u-ron - causa de morte em poucos dias;

 

3 - dar ácido acetilsalicílico, vulgar aspirina - os sinais de intoxicação são: apatia, aumento da frequência respiratória, febre, anorexia, vómitos, gastrite hemorrágica, lesões renais, hemorragias, coma e até morte;

 

4 - medicação sem conselho veterinário - nada de consultar o vizinho, o dr, google ou ainda menos dar a medicação que serviu para outro gato que se tenha em casa e com os mesmos sintomas;

 

5 - desparasitar com piretrinas - insecticidas usados em cães;

 

6 - utilizar guizos nas coleiras - apesar de alguma conveniência em se saber onde está, sempre, o gato.. Para eles... estes pequenos e ruidosos objetos são obra do demónio;

 

7 - passear o gato à trela - num ambiente que não controle e numa situação de pânico, tentará fugir descontrolado, enrolando-se no fio, reagindo de forma perigosamente agressiva a qualquer mão que o tente acalmar;

 

8 - dar chocolate -  o chocolate contem teobromina, que não é metabolizada no fígado, causando diarreia, vómitos, tremores, descoordenação motora e até morte;

 

9 - levar o gato ao veterinário sem transportadora - um gato em pânico, tanto pode ficar estático, como no segundo seguinte atacar e/ou fugir;

 

10- dar a pílula contraceptiva - o risco de desenvolver piómetra (doença uterina) é muito maior em animais a quem é administrada contraceção oral.

 

Para lerem a entrevista na integra fica o link - Saiba o que nunca deve fazer a um Gato - Visão

 

Loulou

 

O Jaqui e as fotos...

Ó Jaqui!  Deves achar-te muito esperto... 

Deves pensar que não te topo... que a tua presença... corpanzil... não é notada.

Que quando chegas de mansinho, como quem não quer a coisa, observas e rodeias o perímetro. Sim eu sei! Há que analisar o local e descobrir aquele que será o melhor sítio para uma observação estratégica. Das novidades...

Que quando o descobres, é ver-te... em modo gato estátua, como aqueles artistas de rua. Vidrado no que se passa ao teu redor.

Que quando estou em casa, de volta das pinturas (quem ler isto ainda deve pensar que sou cá uma artiiiiiista...). Ou pensas que não te vejo. Em cima da mesa, mesmo coladinho aos tubos das tintas. Isto para não falar, quando te lembras que o frasco onde tenho os pincéis... é uma espécie de ex-libris dos gatos, no que toca a coçador de bigodes.

Ou achas que não sei que, às escondidas, andas a ensinar à Ritinha, os teus melhores truques?...

Sempre em modo de disfarce!

E quando estou de volta das lãs?! Bom... o caso aí é mais grave.... sério... em vez dum passa a dois... três gatos... à volta dos novelos, em cima da revista... nem vale a pena comentar mais... nãaaaaa

Mas ninguém dá por nada.... ninguém...

Invariavelmente... Desta vez e para não fugir à regra, não houve espaço para excepções. 

Sua alteza, tinha que meter o nariz, quer dizer, a bigodaça, aonde não era chamado! Deve estar-lhe na massa do sangue... Eu sei que os gatos são curiosos, mas este, às vezes abusa!

Ora bem...

Andava eu de volta da gaiola - Transformar uma gaiola numa cama de gatos - , tentando tirar umas fotos, mais ou menos em condições e...

Quem aparece vindo do nada?... Quem foi? Quem foi?

Pois...

O Jaqui....

Não é que o desgraçado....parece que me goza? Tantas são as vezes que lhe quero tirar uma foto, uma mísera foto... e naquele momento em que a máquina faz o click... ele, das duas uma, lembra-se de ajeitar o pêlo, descobre que está atrasado para o compromisso com a janela... Ou, põe-se a olhar para o vazio...o lado oposto da câmara. Estar sossegado, nem que sejam umas míseras fracções de segundo é coisa que não é para ele...

E depois faz-me isto... até parece que se coloca estrategicamente para a ocasião?

Bom... talvez seja esta a solução! Talvez tenha encontrado a fórmula certa para conseguir captar uma foto... de jeito do meu gato!

Tenho de voltar a repetir!

 

Ficam 3 fotos de alguns dos best moments de uma fera dentro de uma gaiola...

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Eu não digo que ele não pára quieto?!

É impossível não gostar deste gato...

Impossível!...

Feliz Dia do Amigo... de 4 patas!

 

POEMA DO AMIGO APRENDIZ

 

Quero ser teu amigo.

Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu puder.

Mas amar-te sem medida e ficar na tua

vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te

sufocar.

Sem forçar tua vontade.

Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser fé paz.

É bonito ser amigo, mas confesso: é tão

difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu sorriso de lembranças.

Dá-me tempo de acertar nossas

distâncias.

 

                                                                                                Fernando Pessoa

 

 

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Um amigo...

aquele que nos ensina a verdadeiramente a amar, incondicionalmente e é só ser amado que quer como retorno. 

Quer dizer... comidinha, água, uma caminha  até que calha bem... isso e a sanita limpa a horas! eheheheheh

O mesmo que às vezes, nos ensinam o quanto o amor pode ser selvagem!....

Calma, não é o que estão a pensar... suas mentes perversas... Refiro-me aos arranhões ou a umas dentadinhas, se esticamos muito a corda! Quem manda não seguir os conselhos... "Eu bem te avisei!" Mas isso não interessa nada!

Vocês sabem bem ao que me refiro, certo?! Assim como...

Ensinam-nos a sabermos estar sozinhos connosco mesmo.

Quantas e quantas vezes, os chamamos e parecem ser autistas?!  

Amigos que adoram partilhar o seu espaço e respeitam o dos outros....

exceptuando... os seus spots preferidos... o sofá, a cama... é tudo meu! 

Partilham dos nossos hobbies....

quando não se metem à frente do trabalho e nos impedem de fazer o que quer que seja... E das vezes que se põem a brincar sozinhos ou a olhar para o vazio? Do género... I see dead people... É não é?! É cada arrepio na espinha...

Os amigos são fieis, estão sempre lá nos bons e nos maus momentos...

ups... vomitei-te outra vez em cima do tapete...

Adoram passear...

sozinhos... e desaparecem sem deixar rasto, deixando uma pessoa num estado de calamidade... mundial...

São extremamente carinhosos, ainda que não o demonstrem com frequência.

Língua áspera.... cruzes que parece uma lixa....

Um verdadeiro amigo está lá quando não podemos...

arrumar a casa. Um gosto estético apuradissimo! A bola no meio do corredor? É feng shui...

E tanto mais havia para dizer...

 

Às verdadeiras amizades, que o tempo não apaga e que a vida não separa!

 

Sou uma privilegiada!

Tenho 4 amigos!

Loulou

Agora sei o que se sofre quando um animal nos foge de casa...

Hoje....

Agora, que escrevo já consigo estar bem mais calma. Já tenho a minha Ritinha novamente em casa. 

Ontem...

Ontem não foi bem assim... Que susto, que horas de aflição passamos nós ontem... que noite... E tinha que ser logo a uma segunda-feira... Parece-me que os inícios de semana querem ter um malapata comigo... enfim... Mas agora, já está tudo mais calmo.

Nunca pensei ter que passar por uma experiência destas. Hoje, como ninguém, ou melhor como só por quem já passou pela experiência de saber que o seu animal de estimação se perdeu, por qualquer razão alheia à nossa vontade... nos foge de casa e desaparece... Compreendo o que se sofre. Até ontem, tinha uma ideia vaga do que seria sentirmos-nos impotentes, perante um não saber o que fazer. Talvez até fosse um pouco recriminatória e pensar, mas que falta de atenção... Agora não posso dizer ou pensar o mesmo... 

Como ela fugiu de casa? Porque o fez? E agora? Ai se me foge para a rua e é atropelada. Ou se foge para os quintais vizinhos e se perde? As horas a passar e ela sem comer, sem beber água, sozinha... E tantas mais perguntas rodopiavam num turbilhão de pensamentos, na minha cabeça. Para onde mais recorrer, quando se percorreu todos os lugares possíveis e imaginários e nem sombras da gata. Aquele sofrimento desesperante e distante estava agora em mim.

A única coisa que sabia era que ela tinha se escapado, porta fora, a quando da saída de casa do meu pai. Nunca antes o fizera. Nunca antes tinha dado sinais de querer sair. Nem sequer se aproximava da porta da rua. Como, se ainda se lembra-se do que passou. Do que sofrera até chegar a minha casa. Talvez seja a minha interpretação dos factos, do tempo em que esteve na rua e do que possa ter passado. Certo é que nunca se sabe o que vai na cabeça daquelas criaturas. 

O meu pai angustiado, por ter sido com ele que ela fugira. Como se tivesse tido alguma culpa. E eu, no escritório, sem poder sair... a ansiar pela hora do almoço, para ir à sua procura. Acalentava a esperança que ela não se tivesse afastado muito, que ainda estivesse no jardim, escondida no meio da vegetação, ou quem sabe... subido a um árvore, mas em casa. Ainda a vi, estive a menos de um palmo de a agarrar. Deita-me um olhar, que interpretei como de "olha para mim a ignorar-te" e foge. Ainda vou a correr atrás dela, mas perco-a de vista. Chamo... chamo... até ficar com a garganta seca e nem sinais dela. Estaria assustada. Estaria com medo de algum gato, dos vizinhos que por lá se passeiam e a tenham intimidado? Não sei responder. Só sei que que "caí" numa angustia tremenda por não conseguir a agarrar e a levar novamente para casa. O que iria ser da minha bichinha se não mais a visse...

Vizinhos foram alertados, amigos e conhecidos em busca da gata e nem sinais dela. E eu teria de voltar para o escritório. O corpo estava, o resto não... E sentimos-nos vazias... ocas... impotentes. Por um bichinho que está a poucos dias de fazer 7 meses, do dia em que veio para casa. A Ritinha, a mesma que fui renitente na sua vinda para casa, com receio dos outros 3. A mesma que me cativou, e se eles sabem bem o fazer! Que aos poucos foi ganhando o seu lugar na casa, que com o Jaqui brincava às escondidas, com a Bia tinha uma relação cordial e com a Nikki, a rainha cá da cocada, à minha frente é muita paz e amor, assim que viro as costas, gosta de mostrar que quem manda no pedaço é ela. Nunca se agrediram, nunca brigaram. Apenas uns arrufos. Nada mais. Mas até isso estava muito mais calmo. Já era esporádico.

Continuo sem saber a razão pela qual ela ontem fugiu...

Ao final da tarde, de volta a casa, já sem qualquer esperança de a ver... volto a percorrer o espaço. Volto a chamar por ela. E descubro-a. Em cima dum esteiro. Chamo por ela. E volta-me a ignorar... Corro a casa para trazer-lhe um pratinho com comida, a preferida. Talvez o odor da comida a fizesse aproximar de mim. E nada... Afastava-se mais. Para a zona que a todo o custo queria evitar que fosse. O muro que dá acesso aos vizinhos. Ainda por mais sabendo que, por acaso, não estavam aquela hora em casa. Estive nisto até às 11 horas da noite. O cansaço vencera-nos. Ela dava sinais de querer ficar ali a noite. Amanhã seria um novo dia, talvez mais calma, fosse mais fácil a agarrar. Até aqui nem um miado de reconhecimento me fizera. Nada. Simplesmente me ignorava.

Hoje, bem cedo, e depois de uma noite mal dormida. Se é que dormi alguma coisa?... Voltei ao local onde a tinha avistado pela última vez. Não a vi... Voltei a chamar, e a chamar e nisto oiço um miado baixinho. Não era a minha Ritinha, era a Sissi, a gatinha do vizinho.

Agora é que nunca mais a vou ver...

E novamente um miado, baixinho. Desta vez não era da Sissi, o som vinha de cima, do esteiro. E lá estava ela. A reconhecer-me a querer descer e não saber como. Lá vou buscar um escadote, tento me aproximar dela e ela, renitente, afasta-se.

Não, por aqui não é solução. Talvez um pratinho de comida, consiga ser o isco, para a agarrar. Subi novamente ao escadote. Chamei por ela. O cheiro da comida, associado a uma barriga a dar horas, foi mais forte e aproximou-se. O suficiente para a agarrar, com todo o cuidado. Ou não fossemos as duas cair do escadote. Desci, tranquilamente com ela no colo. Até aqui estava a correr tudo tão bem... Estava até ela ver a gata e se assustar e entrar em paranóia, bufar, estrebuchar, arranhar-me toda. E quase... quase me fugir novamente. Não sei se a magoei, mas consegui segurar-lhe as quatro patas e encaminhar-me para casa. Onde acalmou... comeu, bebeu e agora descansa. Trancada no meu quarto.

Agora é tempo de sarar as feridas. As arranhadelas que me deixou, e não foram poucas. Mas principalmente, as feridas que se abriram por ter passado por uma experiência como esta. Felizmente, a minha Ritinha está agora, novamente em casa. Outros tantos não podem dizer o mesmo.

Agora sei o que se sofre...

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