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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

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É um amor para a vida toda

«Começar a gostar de gatos é como entrar para a máfia. Uma vez dentro não há como sair. »

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È mesmo verdade. Eu antes de ter os meus dois felinos, não tinha consciência de tanta coisa relacionada com os gatos.

 

  • Desde que tenho os meus, estou mais sensível aos gatinhos de rua;
  • Desde que tenho gatos, ando com uma caixinha de ração na mala, e dou sempre que encontro um gato na rua;
  • Alimento e dou atenção aos gatinhos da minha rua;
  • Escrevo para este clube;
  • Escrevo para uma revista sobre gatos;
  • Ajudo, no que posso, associações;
  • Partilho pedidos de ajuda;
  • Tenho um blogue dedicado só aos meus felinos;
  • Tento proteger os gatinhos, das pessoas que lhes querem mal;
  • Não tinha noção da importância da esterilização e da adoção;
  • Já arranjei, com a ajuda do meu filho, uma dona para um gatinho que apareceu na minha garagem.

 

E podia acrescentar mais algumas coisas. Tenho ou não tenho razão!? Quem mais faz parte desta máfia?

 

Dia Mundial do Médico Veterinário

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Celebra-se hoje o Dia Mundial do Médico Veterinário.

Nem todos os donos têm possibilidade ou condições para levar os seus animais regularmente ao veterinário. E a verdade é que, tal como nós, humanos, estando eles bem, não há motivos que justifiquem esse gasto adicional.

Mas, mesmo que seja esse o caso,  existem alguns mandamentos que todos os tutores de animais de companhia devem ter em conta e que, de certa forma, poderão ajudar também os médicos veterinários, de forma a que os animais de companhia sejam mais saudáveis, com maior qualidade de vida e, consequentemente, mais felizes.

 

Antes de adotar, saber informação sobre as características do animal – saber as caraterísticas e necessidades do animal que vamos adotar é fundamental. A idade, o porte, as características físicas, as necessidades nutricionais e de exercício devem ser tidas em conta antes da adoção. 

 

Vacinas – A vacinação dos animais de companhia é um dever de todos os tutores, para os proteger de doenças perigosas, não só para eles, como também para os seres humanos (como é o caso da raiva). 

 

Desparasitação – A desparasitação interna e externa é outro aspeto fundamental a ter em conta na saúde e bem estar dos nossos animais de companhia. 

 

Brincadeira e exercício – Todos os animais de estimação, independentemente da raça ou porte, precisam de exercício e gostam de brincar com os seus tutores. É importante para combater o excesso de peso, exercitar os músculos, manter a forma física.

 

Esterilização/ Castração – O médico veterinário é quem melhor pode esclarecer sobre as vantagens da esterilização e, em caso de adoção de um animal esterilizado, aconselhar sobre as necessidades nutricionais, que se modificam depois da esterilização.

A esterilização em animais de companhia é um procedimento essencial que, para além da ação contracetiva e da eliminação permanente do comportamento de cio, também actua na prevenção de alguns problemas de saúde do aparelho reprodutor, como tumores de mama e problemas do útero e dos ovários. Já nos machos pode atenuar alguns comportamentos de agressividade, e evitar doenças testiculares, reduzindo o risco de problemas na próstata.

 

Visitar o médico veterinário regularmente  É importante que os animais, mesmo não estando, aparentemente, doentes, façam check ups regularmente, sobretudo os animais em idade geriátrica e, em particular, os gatos que são exímios no disfarce de sinais clínicos de doença.

 

A saúde psicológica  – Cães e gatos podem sofrer de doenças psicológicas. A ansiedade de separação ou a depressão são duas doenças psicológicas que podem afetar os animais de companhia e que se refletem no seu comportamento e até mesmo na sua saúde física. O médico veterinário tem todas as competências para detetar os sinais clínicos e ajudar o seu amigo de quatro patas.

 

A alimentação – As necessidades nutricionais dos gatos ou cães são muito diferentes das dos humanos e variam mesmo de animal para animal – de acordo com a sua raça, idade, o peso ou características como esterilização ou problemas de saúde. O veterinário poderá aconselhar a melhor alimentação para uma nutrição completa e adaptada. 

 

A segurança  – Os tutores são responsáveis pela segurança dos seus animais, tanto em casa, como em viagem. O médico veterinário pode esclarecer sobre a forma mais segura de transportar o gato ou cão, e sobre os perigos que a casa pode esconder.

 

Treino e educação sempre que possível – O treino e a educação são importantes, em particular no caso dos cães. O seu médico veterinário pode aconselhá-lo sobre as melhores estratégias tendo em conta a raça e características do seu animal de estimação.

 

 

Informação: Royal Canin.

Vamos lá participar, para uma associação ajudar e um livro ganhar!

Foto de Clube de Gatos do Sapo.

 

Passatempo de Natal Clube de Gatos - participações até ao momento:

1- Maria Araújo - Tarecos das Alcarias

2 - Jenny de Ree - Tico & Teco

3 - Salomé Painçal -Tico & Teco

4 - Maria Alves - Projecto Amor Animal

5 - Ana Costa - Tico & Teco

6 - Elisa Pinheiro - Tico & Teco

7 - Marta Malveiro - AAAAMoita

8 - Maria da Graça - Tico & Teco

9 - Sónia Castro - Agir pelos Animais

10 - Fernanda Almeida - Agir pelos Animais

11 - Dinora Cunha - AAAAMoita

12 - Francisco Cunha - Projecto Amor Animal

13 - Fátima Gomes - Projecto Amor Animal

14 - Cristina Filipe - Agir pelos Animais

15 - Andy Bloig - Projecto Amor Animal

16 - Mário Fonseca - Projecto Amor Animal

17 - Ana Mendes - Projecto Amor Animal

18 - Carla Simões - Projecto Amor Animal

19 - Cláudia Gonçalves - Projecto Amor Animal

20 - Ilídia Pinheiro - Projecto Amor Animal

21 - Paulo Pinto - Projecto Amor Animal 

22 - Isabel Monteiro - Tico & Teco 

23 - Cláudia Alves - Projecto Amor Animal

24 - Anabela Neves - Tico & Teco

25 - Teresa Ricardo - Agir pelos Animais

 

E tenho uma participação da Sónia Pinhal, que não indicou a associação que queria ajudar.

 

Queremos muitas mais participações até porque, quanto mais forem, mais dinheiro ganhará a associação vencedora!

 

 

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E os participantes habilitam-se a ganhar este livro!

 

Do que estão à espera? 

Passatempo de Natal Clube de Gatos do Sapo

 

Porque vale sempre a pena ajudar!

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Se tivesse que descrever o que vejo nesta imagem, diria que vejo um gato agradecido. 

Agradecido por mais um dia que tem para viver. Por estes raios de sol que lhe aquecem o corpo, e o coração. Por ter sido possível vir até aqui e comer qualquer coisa, depois dos dias chuvosos que não lhe permitiram grandes aventuras.

Agradecido por, mesmo não tendo a sorte de ter um lar e uma família humana que cuide dele, ter um abrigo, onde cresce com a sua família e amigos felinos, com relativa segurança, e alguém humano que vai ajudando a que não lhe falte comida e água, e umas palavras simpáticas, que ele não percebe na totalidade, mas sabe que o são.

 

 

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Este menino (digo eu, que nunca confirmei), cada vez mais bonito, é o Pompom. Em julho, era apenas um bebé. Hoje, atrevo-me a dizer que assumiu as rédeas da colónia, como acontece com os filhos mais velhos, que seguem as pisadas do pai, e tomam conta e protegem os mais novos dos perigos, e dos estranhos. 

Está um gatão que faz qualquer um apaixonar-se por ele, e ter vontade de o levar para casa.

 

 

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Na mesma colónia, e à semelhança da Oreo, este(a) é um(a) dos protegidos(as) do Pompom, a quem batizámos de Panterinha. Pertence, ao que parece pelo tamanho, a uma das últimas ninhadas, e já se arrisca de vez em quando a sair do portão e aproximar-se da estrada. No entanto, se os humanos se aproximam, corre para dentro, e fica em alerta.

 

 

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Se os seus olhos falassem, diriam que estava num misto de gratidão pelo que tem, apesar de não ser muito, e com receio pelo que o(a) espera nesta vida selvagem. 

 

Tal como estes dois gatos, também a Oreo, a Bela, a Rapunzel, o Dom Juan, as três Malhadinhas e mais um ou outro que por lá andem, dependem do seu instinto de sobrevivência, deste abrigo que encontraram, e de quem os alimente.

Não é obrigação de ninguém mas, ainda assim, é dever de cada um de nós zelar pela sua vida. 

Posso não ter ainda conseguido que uma associação os ajude e assuma o controlo desta colónia. Posso não ter conseguido que eles venham até mim, e percam o medo (embora por vezes já não fujam), nem tão pouco apanhá-los e encaminhá-los para adopção responsável.

Posso não conseguir proporcionar-lhes os cuidados de saúde que deveriam ter.

Mas sei que, se não fosse pela "comida na mesa" que tento levar todos os dias, faça chuva ou sol, como se já fizesse parte da rotina diária da minha vida, e eles fossem responsabilidade minha, sentindo-me mal se não lhes fizer, pelo menos, uma visita diária para verificar se estão todos bem, e têm comida e água à disposição, eles passariam fome, não cresceriam a olhos vistos e não estariam, provavelmente, tendo em conta as condições em que vivem, como estão hoje.

 

Posso não fazer muito, mas sei que faço alguma diferença. E é por isso que vale sempre a pena ajudar!

Para os ver crescer e, dentro dos possíveis, saudáveis. E saber que contribuímos para tal!

 

Ao comprar, já está a ajudar a dona e a gata Luna

Há dias partilhei aqui o reencontro inspirador da gatinha Luna com a sua dona Fátima. O reencontro deu-se porque a gatinha foi para ao hospital e tinha chip. Foi parar ao hospital porque tinha uma patinha partida. A operação da patinha ficou muito dispendiosa pra a sua dona, mas mesmo com grande esforço a dona estava a conseguir pagar separadamente as despesas. No entanto, reparem no aconteceu agora, pelas palavras da Fátima na sua página do Facebook:

 

«AGORA, relato um novo acontecimento. A placa que segurava a fratura cedeu, e cedeu porque o osso não criou calo. O sítio onde seguravam 2 parafusos basicamente desfez-se. A Luna está novamente internada e vai ser submetida a cirurgia para AMPUTAÇÃO. Se as despesas já eram grandes agora tornaram-se quase insuportáveis. Estou de mãos e pés atados, estou a vender a minha bimby, por isso se conhecerem alguém que queria comprar por favor avisem-me. Apelei também ao vosso apoio monetário e tive ajudas no valor total de 60€ (que desde já agradeço e deu para pagar a noite extra que lá teve que ficar juntamente com os tratamentos).»

 

Para fazer face ás despesas, a Fátima Lourenço está a vender a sua bimby, que é de 2013 por €350. A Fátima é da zona de Évora. Se alguém tiver interessado, podem ir ao seu facebook e entrar em contacto. Se não, partilhem, por favor.

 

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Quando as boas intenções não são suficientes

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"De boas intenções está o inferno cheio!", costuma-se dizer.

 

O que é certo é que, no que respeita aos animais, por vezes as pessoas até podem ter a melhor das intenções, mas nem sempre isso é suficiente ou resolve os problemas.

 

 

 

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Já aqui falei que não sou entendida em cães, e por isso espero que quem o seja me possa esclarecer e, quem sabe, atenuar aquilo que sinto cada vez que olho para aquele cão, confinado a um espaço tão pequeno e, ainda assim, preso por uma corrente.

Cada vez que olho para aquele cão, enrolado num cantinho desse minúsculo espaço, sem qualquer cama, manta ou casota que o resguarde, deitado num chão molhado da chuva. Ou então, numa manta que, de vez em quando lá põem, molhada também!

Cada vez que olho para aquele cão com as taças vazias, muitas vezes viradas ao contrário, e com o chão à sua volta cheio de dejectos por limpar, se for preciso, um dia inteiro.

Cada vez que olho para aquele cão que já tem o pelo encardido, de estar ali no meio daquela sujidade sem que ninguém lhe dê banho. 

Cada vez que olho para aquele cão que, de vez em quando, se põe em pé ao portão e ladra, como se pedisse ajuda para o tirarem dali, ou quando me parece o cão mais triste e resignado do mundo.

Todos os dias passo por ele, quatro vezes, e de cada vez o meu coração fica apertado. Já assim era nos tempos em que, no lugar dele, estava um outro, nas mesmas condições. Esse, já foi para perto de outros dois, que estão no quintal ao lado, e mal se vê. Mas levaram para lá este novo.

Não sei se estes cães são da pessoa que lá mora, porque ela os quis, ou se, como ouvi dizer, ela vai recolhendo animais na rua, abandonados. Ainda assim, em qualquer das situações não me parece que os animais, pelo menos este, estejam a ter os melhores cuidados e a viver nas melhores condições.

Já pensei, algumas vezes, denunciar esta situação.

Mas, lá está, por melhor que seja a minha intenção, não significa que seja benéfica para estes animais. Para onde os iriam levar? Em que situação se encontrariam depois?

E, assim, vou passando por ali, olhando e calando, e pensando se os cães podem realmente viver assim, e se as minhas preocupações não têm qualquer fundamento.

Mas olhando para as minhas gatas, protegidas, em casa, e para alguns cães que vejo dentro da casa dos donos, cheios de mimos, fico na dúvida.

 

Ao lado dos meus pais, tenho outro exemplo. A vizinha, quando foi para lá morar, levou uma cadela bebé. No início, a cadela ficava em casa. Uns meses depois, começaram-na a pôr na rua, porque destruía tudo dentro de casa! Agora passa o tempo todo no quintal.

 

 

 

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Já a minha senhoria, por enquanto, e porque não houve ninguém que quisesse ficar com a gatinha bebé que por lá apareceu, decidiu mantê-la no seu barracão. Mas, em conversa, disse-me logo: "ai, esta não vou habituar a comer ração, esta vai comer de tudo, seja leite, seja restos, não se pode armar em esquisita. Já me basta o meu e a outra que aqui vem comer!"

Ora, a intenção é boa. Se assim não fosse, a gata andaria para aí na rua e poderia até estar morta. Mas será que ela merece este tratamento diferente, só porque apareceu quando não devia, e está a mais?

E lá vem o meu lado. Tenho ração em casa, que poderia dar para a gatinha. Mas quem me garante que a senhoria não vai pegar nela e dar ao seu gato? E eu não posso dar porque ela está no barracão. E também não posso ficar com ela porque não tenho condições financeiras para isso, nem tão pouco poderia agora juntar mais uma gata às nossas. Então, por muito boa que a minha intenção de ajudar fosse, não resolve o problema desta gatinha.

 

 

 

 

Tenho também um bom exemplo em casa. Quando adoptámos a Amorinha, fizemo-lo por dois motivos: porque queríamos uma segunda gata, e porque sabíamos que dificilmente alguém ficaria com ela, devido ao seu problema neurológico, a achámos que também ela merecia um lar e uma vida digna. Não nos arrependemos nem um segundo de a termos adoptado. Ela é a gata que qualquer um gostaria de ter! É o nosso "docinho de Amora"! No entanto, à medida que ela vai crescendo, e os problemas surgindo, percebemos que é difícil proporcionar-lhe tudo o que ela merece.

Porque, ingénuos, ou não querendo ver o que estava à nossa frente, acreditámos que era, simplesmente, um problema neurológico que lhe afectava a locomoção, e que podia fazer uma vida normal. E, de facto faz! Ela brinca, corre, salta, come bem, dorme, vai à caixa como qualquer gato.

Mas já teve convulsões, que nos obrigaram a levá-la ao veterinário por duas vezes, com um internamento. As convulsões passaram, mas veio a incontinência urinária, e com ela análises, exames e medicação, que não resolveram e levaram a mais exames. Enquanto não temos o dinheiro para isso, ela vai alternando períodos em que está bem, com outros em que a incontinência volta. Como se não bastasse, para além de tudo isto surge agora um problema na vista, que vamos ter que ver primeiro, e lá ficam os exames para trás, assim como a esterilização. E chego à conclusão que, apesar das nossas melhores intenções, não sei se vamos conseguir proporcionar à Amorinha os cuidados veterinários que ela realmente precisa.

 

 

São apenas alguns casos de boas intenções que, por vezes, não são suficientes e que, em alguns casos, podem prejudicar mais que ajudar. E por aí, também conhecem casos destes? 

 

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