Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Que acompanhamento é feito aos gatos das colónias por parte das associações?

Resultado de imagem para colónias de gatos

 

A propósito de uma publicação anterior, da petição para permitir alimentar os animais de rua, surgiu um comentário, que defendia um projeto que visasse, não só a alimentação, como também a desparasitação, vacinação, e controlo da reprodução.

De certa forma, concordo. 

Existe a preocupação prioritária com o controlo da reprodução e superpopulação de gatos mas, depois, tudo o resto é, de certa forma, ignorado.

A ideia que fica é que os gatos podem andar pelas ruas doentes, com forme, cheios de parasitas que lhes fazem mal, mas desde que não procriem, já está tudo bem.

 

 

Neste momento, existem duas situações distintas:

- gatos de rua que pertencem ou são agrupados em colónias, em que eventualmente existe intervenção das associações no âmbito do projecto CED (captura/ esterilização/ devolução), e em que existem, muitas vezes, os chamados "cuidadores"

- gatos de rua solitários, que não se inserem em colónias, e que são, eventualmente, alimentados e/ou cuidados pelos moradores ou outros particulares 

 

 

No caso dos gatos das colónias que foram objecto da intervenção do projecto CED, que acompanhamento é feito, posteriormente, a estes gatos, por parte das associações/ entidades competentes?

Deixo aqui várias questões, que ficam a aguardar resposta, de quem saiba ou esteja em condições de esclarecer:

 

Geral/ Alimentação

- As associações que intervêm nas colónias com o CED, após o procedimento habitual, deixam de acompanhar as colónias, ficando os animais entregues a si mesmos?

- Depois de uma colónia ser sinalizada e intervencionada, as associações ficam encarregadas da alimentação destes animais? Ou contam com o apoio dos cuidadores para essa função? E as que não têm cuidadores?

 

Saúde

- É normal as associações fazerem visitas regulares às colónias, para observar o estado geral dos gatos e detectar possíveis problemas de saúde?

- Podem as associações, em caso de problemas de saúde, levá-los ao veterinário e tratar o problema em causa? É um procedimento habitual? Ou não existe verba para tal?

- Relativamente à vacinação, não faria sentido apostar na mesma, no âmbito do projecto CED, já que iria prevenir eventuais doenças que podem acometer estes animais de rua, mais expostos a vírus, bactérias e afins?

- Uma vez que a vacinação é feita por fases, seria uma opção viável e fácil de concretizar, ou uma tarefa difícil, sobretudo naqueles animais mais silvestres, que não se deixam apanhar, implicando capturas constantes dos gatos, sempre que fosse necessário vacinar? Como controlariam as associações as várias colónias, e respectivos gatos, quanto à vacinação, datas da mesma, reforços?

- Mais complicado ainda, penso eu, será a desparasitação (interna e externa). Como seria possível às associações/ cuidadores, sobretudo nos casos de gatos silvestres, fazer e controlar a desparasitação regularmente?

 

 

E os gatos que andam por aí solitários, e que só contam com a boa vontade de quem os queira ajudar?

Que apoios existem para eles, e para essas pessoas que os queiram ajudar?

Que quantidade de ração comem os vossos gatos por dia?

Imagem relacionada

 

 

Já alguma vez se deram ao trabalho de controlar a quantidade de ração que os vossos gatos comem?

Que quantidade comem por dia?

Quantos dias/ meses dura, por norma a ração?

 

 

Por aqui, desde que somos "obrigados" a encomendar a ração (deixaram de ter disponível na loja), que há a necessidade de prever quando é que a saca está a acabar, para encomendar e ter outra a tempo, em casa.

Além desta questão, ainda estamos a tentar que a Becas não abuse da comida, por estar com algum peso a mais. Por isso, a ração só é colocada de manhã, e ao final do dia, se tiverem muito pouco ou nada nos comedouros.

Já li que este não é um bom método, uma vez que é preferível eles comerem várias vezes por dia, em pequenas quantidades. Mas seria mais difícil de gerir, e não estamos em casa o dia todo, para o fazer. Ainda assim, sei que não comem tudo de uma vez, vão petiscando ao longo do dia, mas mais quando estamos em casa, até porque querem companhia para comer!

 

 

 

Resultado de imagem para virbac salmão

Assim, feitas as contas, e não tem falhado muito, uma embalagem de 1,5kg dá para 12 dias. Se for de 3kg, para 24 dias.

Isto dá cerca de 125 gramas por dia que, divididas por duas gatas, dá 62,50 gramas de ração por dia, para cada uma. Aqui, não é algo certo, uma vez que nos parece que a Becas talvez coma mais do que a Amora.

 

 

 

E a pergunta que se segue é: estão a comer a quantidade recomendável?

 

Ao pesquisar, as opiniões dividem-se, porque depende muito do tipo e qualidade de ração.

Na embalagem da ração que usamos, são estas as doses recomendadas e, como tal, ambas estão, mesmo assim, a comer mais que o recomendado:

 

Sem Título3.jpg

 

Num outro site, vi que, por norma, um gato adulto ativo e saudável geralmente consome de 15 a 20 gramas de alimento, por cada quilo de seu peso corporal. E, por aqui, está mais ou menos dentro dos parâmetros.

 

Já vendo nesta tabela, que não é universal, também não foge muito aos valores recomendados, já que a Becas está com mais de 5kg, e a Amora, pelos 4kg.

  • Se pesa 2kg: 25-40 gramas de ração
  • Se pesa 3kg: 35-50 gramas de ração
  • Se pesa 5kg: 40-60 gramas de ração
  • Se pesa 6kg: 55-85 gramas de ração
  • Se pesa 7kg: 60-90 gramas de ração
  • Se pesa 8kg: 70-100 gramas de ração
  • Se pesa 9kg: 75-110 gramas de ração
  • Se pesa 10kg: 80-120 gramas de ração

 

Claro que, para ter uma noção mais correcta, o ideal é falar com o médico veterinário, que analisará as características particulares do gato em questão, e as suas necessidades.

 

 

 

Nota: no nosso caso, falo exclusivamente de ração seca, já que é a única que comem.

Alimentação caseira

No outro dia vi um pedaço de um programa em que a autora cozinhava uma vez por semana, para os seus cães e afirmava que era para além de mais económico, era também nutricionalmente mais salutar para os animais.

Deu alguns exemplos de refeições para cães que envolviam legumes e proteína. Adiantou ainda que o mesmo se poderia fazer para os animais.

 

E tenho andado a pensar nisso. A verdade é que a comida de ração não me convence. E gostaria de começar a pensar nisso e experimentar.

 

Alguma de vocês já experimentou? Que acham?

Os Tarecos das Alcarias

Foto de Tarecos Das Alcarias.

 

Quem são os Tarecos das Alcarias?

 

Alcarias é uma aldeia, pertencente ao concelho de Ourique, distrito de Beja que conta, actualmente, com cerca de 20 habitantes humanos, e muitos habitantes felinos.

 

"Numa comunidade em que nem conseguimos saber ao certo quantos somos, todos os dias aparecem novos gatinhos, somos para cima de cinquenta. Os nossos amigos humanos não conseguem alimentar-nos, e estamos morrendo um pouco todos os dias, estamos desesperados sem uma solução para este problema. Necessitamos de comida, de ajuda e de alguém que possa adotar alguns de nós!"


Nélia, que sempre conviveu desde criança com várias espécies de animais, influenciada pela sua filha Daniela, que é também apaixonada por animais, decidiu pôr mãos à obra, e responder ao apelo dos bichanos deixados na aldeia.

 

Assim, Nélia ficou responsável pela página do facebook, divulgação e fotografia.

Daniela, pelo tratamento dos gatinhos, fazendo de enfermeira.

 

Juntas, com algumas pessoas que se ofereceram para família de acolhimento temporário, e outras que estão no local e vão alimentando os felinos, conseguiram ainda, há cerca de um ano, esterilizar/castrar um total de 14 gatos / gatas, número insuficiente para a quantidade de animais existentes nas várias colónias. Foram entregues para adoção cerca de quarenta tarequinhos.

 

Mas a missão continua:


"Neste momento, debatemo-nos com as várias ninhadas de gatas que não foram esterilizadas, para as quais fica difícil arranjar adotantes."

 

A cada dia, surgem novos gatinhos, outros ficam doentes, outros precisam de alimento, e continua a ser necessário controlar a colónia.

O longe faz-se perto, indo mãe e filha à aldeia sempre que podem. E a união faz a força, mostrando que bastou duas pessoas quererem, para outras se lhes juntarem, e tornar real a ajuda aos tarecos.

No entanto, é preciso muito mais, e é por isso que o Clube de Gatos do Sapo se uniu a esta causa!

 

Novas obrigações legais a partir de 1 de Maio

Resultado de imagem para estatuto jurídico dos animais

 

Porque os animais não são coisas, e há muito deveriam deixar de ter esse estatuto, é com satisfação que recebo a Lei n.º 8/2017, que produzirá efeitos a partir de 1 de Maio.

O novo estatuto jurídico reconhece que os animais são seres dotados de sensibilidade, deixando de os considerar "coisas", e adapta a protecção legal à sua natureza, sendo fundamental garantir a higiene, a saúde, o bem-estar e a segurança dos animais.

 

Proporcionar bem-estar ao animal de estimação

Eu diria que os donos, mais do que "proprietários" dos animais, serão antes equiparados a tutores, legalmente obrigados a assegurar o respeito por cada espécie e pelo seu bem-estar, incluindo alimentação, vacinas, cuidados veterinários e formas de identificação, podendo ser punidos em caso de desrespeito ou incumprimento. 

Daí que seja cada vez mais importante perceber se temos condições para adoptar um animal, e pensar muito bem na decisão da adopção, pesando os prós e os contras, sem precipitações, para não levar a arrependimentos, ou comportamentos errados.

 

Regulação das Responsabilidades Animais

É uma espécie de regulação das responsabilidades parentais, mas aplicada aos animais de estimação. Em caso de divórcio, os donos terão de chegar a acordo sobre quem fica com o animal de companhia da família. É obrigatório que o consenso tenha em conta o bem-estar do animal, os interesses dos filhos e de cada um dos ex-cônjuges. 

 

Indemnização em caso de lesão

Quem causar lesões, independentemente de ter sido ou não intencional, terá de indemnizar o dono ou a entidade que socorreu o animal, sendo essa indemnização devida, mesmo que seja superior ao valor do animal. Quando há amputação de um dos membros, retirada de um órgão interno, prejuízo grave e permanente na locomoção ou morte, o dono tem direito a uma indemnização por danos morais.

Isto das indemnizações, não só em animais, como no que às pessoas diz respeito, tem muito que se lhe diga. Uma coisa é ser indemnizado por todas as despesas que se teve devido a essa lesão causada. Outra, é estar a colocar em valor monetário, algo que não tem valor físico. Quanto vale a vida de alguém, quanto vale a incapacidade de alguém, quanto valem as preocupações, aflições, noites perdidas, desgaste psicológico e por aí fora?

 

Circulação na via pública

Na via pública, cães e gatos devem circular com coleira, com a indicação do nome do animal e morada ou telefone do dono. A menos que andem pela trela, os cães são obrigados a trazer açaime, e a estar acompanhados pelo dono.

Penso que isto se aplicará mais aos cães do que aos gatos, porque serão raros os donos que levam os seus bichanos a passear à rua. E os que deixam os seus gatos ir à rua, à vontade, não estão interessados em ser identificados, em caso de alguma coisa correr mal,porque sabem que sobrará para eles.

 

Raças perigosas

Com cães de raças potencialmente perigosas, como rottweiller ou pit bull terrier, os donos deverão contratar um seguro de responsabilidade civil, com um capital mínimo de 50 mil euros. Os donos podem ser responsabilizados criminalmente pelos danos a terceiros.

 

Animais perdidos

Quem encontrar um animal pode retê-lo, no caso de indícios fundamentados de maus-tratos, por parte do proprietário legítimo.

Nos restantes casos, aplica-se a legislação já em vigor:

- devolver o animal se souber a quem pertence

- divulgar o achado de forma adequada, no caso de desconhecimento do proprietário

- recorrer a um veterinário para verificar se o animal está identificado de forma eletrónica (microchip)

No caso de insucesso, após a divulgação do animal perdido encontrado, e impossibilidade de o restituir ao seu proprietário, e se este não reclamar o animal no prazo de um ano, este passa a ser legitimamente de quem o encontrou.

 

 

Resultado de imagem para lei 8/2017 animais

 

No entanto, a nova lei não agrava as penas por maus-tratos, e abrange apenas os animais de companhia (com maior incidência nos cães e gatos).

Os de exploração agrícola, pecuária ou agroindustrial ou os animais utilizados para fins de espetáculo comercial não estão incluídos. 

 

Informação completa em www.deco.proteste.pt e http://saldopositivo.cgd.pt

 

 

O verão também é para os gatos!

 
 
O verão é para nós, donos, que aproveitamos os dias de sol e calor para as merecidas férias, mas também para os nossos animais de estimação!
Este verão, as nossas bichanas completam os 6 meses e é chegado o momento da esterilização. Isso significa que temos de começar a pensar na nova alimentação, especialmente concebida para gatos nessa condição.

 

A  ração para gatos criadores especial esterilizado de frango poderá ser uma das opções, uma vez que mantém a vitalidade e controla o peso, proporcionando uma receita saborosa à base de frango e arroz, com 33% de carne fresca de frango. 

Esta ração contribui para uma pele saudável e um pelo brilhante, e para a protecção do seu sistema digestivo, graças ao efeito bifidus.

 

 
 
 
 
 
Comprada a ração, porque não utilizar um prático comedouro dispensador technical pet
Para além de garantir comida suficiente, que no nosso caso tem que ser a dobrar, consegue-se perceber a quantidade de comida que ainda contém, uma vez que é transparente, e é fácil de encher e desmontar.
 
 
 

Abastecidas de comida, há algo que é fundamental e que nunca lhes pode faltar em qualquer altura do dia, principalmente nestes dias de maior calor, como os que temos tido este mês - água! 

Nós costumamos usar umas tacinhas para a água mas, muitas vezes, quando vamos ver, ou têm lixo, ou ração lá dentro, ou já não têm água porque, na brincadeira, a entornaram!

E obriga-nos a encher várias vezes ao dia. Se estivermos em casa porque, se calhar numa altura em que estamos fora, ficam sem água.

Com estes bebedouros dispensadores technical pet conseguimos garantir água limpa por várias horas.

Tanto os comedouros, como os bebedouros têm uma base antiderrapante, para evitar deslocamento ou queda, e são fáceis de desmontar e limpar.

 

 
Ora, o que é que os gatos normalmente fazem, depois de comer e beber?
Para além de dormir e brincar, claro?
As suas necessidades. E, durante o verão e os dias quentes, os cheiros ficam ainda mais intensos.
 
Por isso, porque não experimentar a areia de silica technical pet, que neutraliza rapidamente os odores, tendo ainda um grande poder de absorção, a vantagem de não soltar pó, e uma maior durabilidade - cerca de 30 dias de areia limpa?
 
 
Com comida na barriguinha, a sede satisfeita e a casa de banho limpa, os nosso felinos têm todas as condições para tirar proveito do melhor que o verão lhes pode proporcionar! 

 

 
 

Como escolhem as rações para gatos?

"Qual é a melhor ração para o meu gato?". Esta é uma das perguntas mais frequentes que me fazem. Por outro lado há uma grande discussão nas redes sociais e fóruns sobre a ração comercial normal ser péssima para os animais. Defende-se o uso de rações sem subprodutos, orgânicas, sem grão, de carne crua... No meio disto tudo qual é realmente a melhor?

 

 

 

A verdade é que o curso de Medicina Veterinária aborda pouco a nutrição de animais de companhia. Ensinam-nos principalmente a fazer rações para bovinos, que são as mais exigentes e complicadas. Não me sentia com bases cientificas suficientes para ter uma opinião. Comecei a minha pesquisa o ano passado. Dediquei um bom tempo a ler o livro Canine and Feline Nutrition: A Resource for Companion Animal Professionals. Acabei por não o terminar por causa do estágio, mas pelo menos aprendi as bases.

 

Para mim o grande debate está na utilização de subprodutos em rações. Na minha opinião são uma forma de termos uma economia mais equilibrada e ecológica. Não incluem coisas tão horriveis como imaginam, não incluem animais doentes ou animais de companhia. São principalmente peças sem valor comercial para o consumo humano, como rins, pulmões, fígado, e alguns ossos carnudos. Dependendo da constituição inicial podem ter até maior valor nutricional para os nossos animais. Por outro lado, o que realmente interessa na nutrição é um consumo equilibrado de carboidratos, proteinas, gorduras, vitaminas e minerais, independentemente da sua origem.

 

 

 

Queria escrever um artigo sobre isto para o meu site. Ontem estive a fazer uma pesquisa intensa sobre esse assunto. Encontrei muitos sites, incluindo de veterinários, que defendiam o consumo de rações sem subprodutos. No entanto nenhum deles tinha uma referência cientifica. Procurei durante longas horas algum artigo cientifico que justificasse que os subprodutos eram maus para os nossos animais. Não me apareceu nem um único o dissesse. Mas não desisti, ainda quero pesquisar mais. Estou convencida que realmente não há base cientifica para este mito, mas quero ter a certeza.

 

No entanto aceito que os donos queiram dar rações sem subprodutos. É uma escolha pessoal, tal como é a escolha entre ração de carne ou peixe. Para mim não me faz diferença, nem me mete impressão saber que são feitas dos chamados "restos" ou peças desvalorizadas. O que realmente aconselho é a escolherem rações apropriadas para a fase da vida do vosso animal (jovem, adulto e idoso) e que sejam nutricionalmente completas. Podem dispensar cores que apenas existem para agradar ao dono. Experiementem e vejam como o corpo do gato aceita a ração.

 

O que acham dos subprodutos? Como escolhem a vossa ração dos vossos bichanos? Gostava de saber as vossas opiniões sobre este assunto.

 

Ração - hipermercados versus lojas de animais

 

À semelhança do que acontece com os produtos que compramos para nós próprios, e que podem ter maior ou menor qualidade, consoante as marcas, a forma como são preparados, embalados, confeccionados, ou os ingredientes que os constituem, também no caso da alimentação dos animais acontece o mesmo.

O ideal, e que os veterinários recomendam, é apostar numa boa ração, com maior cuidado durante o primeiro ano de vida, que é a fase em que os mesmos se estão a desenvolver, a crescer, a formar-se, e a adquirir resistências para a vida.

A aposta no leite materno até aos 2 meses de idade, quando isso seja possível, é sempre uma mais valia para garantir que ele adquire defesas e todos os nutrientes que precisa nesta primeira fase.

Se não é possível, e temos que substituir o leite materno, ou quando chega a fase do desmame, as coisas complicam-se.

 

 

 

 

Hipermercados:

Nos hipermercados, nem sempre se encontra alimentação apropriada para gatos bebés e jovens. É mais difícil encontrar à venda leite de substituição. E alimentação húmida específica, caso seja necessário, por algum motivo em particular.

Á Tica, quando veio para a nossa casa, começámos por lhe dar Whiskas. Depois, mudámos para Friskies (seca), que era a única ração que ela comia. 

Com a Amora e a Becas, a veterinária desaconselhou-nos comprar ração nos hipermercados, a não ser, se não houvesse outra hipótese, da marca Purina One, que é razoável, por comparação com as restantes marcas.

E isto porquê? Porque apesar do que vem escrito na embalagem, não se sabe ao certo que método é utilizado para elaborar aquela ração, nem o que utilizam para a fazer.

E pelo que tenho procurado em diferentes hipermercados, a maior parte da ração que há é para gatos adultos. Existe alguma variedade de sabores, mas pouca no que respeita a condições específicas - esterilizados, prevenção de infecções urinárias, gastrointestinais e outras.

Existem muitas marcas diferentes, muitas consideradas "marcas brancas", outras consideradas verdadeiros venenos, apesar de toda a fama e publicidade, como é o caso da Whiskas, que tem levado muitos donos a queixarem-se (eu nunca tive problemas).

A grande vantagem é que se podem comprar grandes quantidades por um preço em conta, principalmente se a alimentação estiver com promoções.

 

 

 

Lojas de Animais:

Nas lojas próprias para animais, existe alimentação mais especificada para eles, e será mais fácil encontramos aquilo que pretendemos.

No entanto, quase tudo o que é bom e faz bem, sai caro!

A marca recomendada maioritariamente, e usada pelos veterinários (pelo menos aqui no hospital), é a Royal Canin. Que não é para todas as bolsas! 

Mas, se optarmos por outras marcas menos conhecidas, e que são razoáveis no que respeita a nutrientes e composição, até se pode conseguir comprar alimentação mais barata que nos próprios hipermercados.

 

 

E por aí, que ração costumam usar? Já tiveram más experiências com alguma alimentação específica?

Qual a marca que recomendariam, ou que os vossos animais se dão melhor?

Partilhem connosco as vossas experiências, boas e más!

De que se alimentam os nossos gatos?

 

Neste Dia Mundial da Alimentação, a pergunta do dia é:

 

De que se alimentam os nossos gatos?

 

Será que também eles têm uma alimentação saudável e equilibrada, adaptada às suas necessidades, ou nem por isso? Eu devo confessar que a Tica, actualmente, só come ração seca, ervas e pouco mais. De vez em quando, uns petiscos de alimentação humana, que ela gosta mas não serão, certamente, muito saudáveis. E bebe muita água. E os vossos?

 

Aqui ficam alguns conselhos que devemos seguir para proporcionar aos nossos bichanos uma alimentação de qualidade:

 

1 - Os gatos devem ser alimentados com comida própria para gatos.

Isto significa não deixá-los comer comida de cães ou outros animais, e evitar dar-lhe a nossa comida (carne ou peixe cru, leite, atum, entre outros), porque isso levará a que eles desenvolvam deficiências nutricionais, diarreias, vómitos, problemas neurológicos e de ossos e, em casos mais graves, cegueira e morte.

 

2 - Não devemos optar exclusivamente por ração seca.

As rações secas são pobres em água, e ricas em hidratos de carbono, dos quais os gatos não necessitam em abundância. Já a dieta húmida, ajuda a manter a saúde do sistema urinário dos nossos gatos.

 

3 - Os gatos não precisam de ter sempre comida na sua taça.

Isso poderá levar à obesidade, e torná-los compulsivos por comida. Devemos dar apenas a dose diária recomendada  para a idade e peso deles, dividindo em 3 ou 4 porções ao dia. Já a água, deve estar sempre disponível, e fresca.

 

4 - Não devemos dar muitos petiscos aos gatos.

Os petiscos devem ser uma excepção, e não a regra. Dar petiscos regularmente pode prejudicar a saúde dos gatos, uma vez que não proporcionam os nutrientes que eles precisam e, além de poderem aumentar de peso, o tipo de comida usada como petisco pode ser nociva.

 

5 - Os gatos não podem comer chocolate.

O chocolate tem alguns ingredientes que fazem com que os nossos amigos fiquem doentes. Um dos ingredientes do chocolate (teobromina) é tóxico para os gatos.

 

 

6 - Existem no mercado diferentes rações, para dietas específicas.

Podemos encontrar à venda ração para gatos esterilizados, gatos de interiores, comida light, rações adequadas para dietas específicas, para problemas urinários, entre outros. Se não soubermos bem a que grupo pertence, o ideal é perguntar ao veterinário qual a melhor comida para o seu gato.

Por outro lado, a ração de um gato bebé é diferente da do gato adulto, por isso, deveremos adequar o tipo de ração à fase do crescimento em que se encontra.

 

7 - Os gatos gostam da sua comida à temperatura ambiente.

Por isso mesmo, devemos evitar dar-lhes comida acabada de sair do frigorífico.

 

8 - O número de refeições varia consoante a idade.

À medida que os gatos vão crescendo, o número de refeições vai diminuindo. Isto pode estar relacionado com o facto de gatos bebés terem um estômago muito pequeno. Por isso têm que comer pouco de cada vez, várias vezes ao dia. Quando crescem, o seu estômago aumenta, comem mais e o número de refeições reduz, porque se sentem mais saciados. 

 

9 - Os gatos não podem ter uma dieta exclusivamente vegetariana.

Os gatos são animais carnívoros por natureza, e precisam de comer carne para sobreviver! Se tiverem uma alimentação apenas vegetariana, podem ficar cegos, sofrer de outras condições debilitantes, ou mesmo morrer. 

 

10 - A alimentação deve ser variada.

De uma forma geral, os gatos comem sem problemas qualquer coisa que lhes ofereçam. No entanto, à medida que vão ficando mais velhos, podem desenvolver alguns caprichos ou vícios.

A ausência de uma dieta diversificada desde o início pode originar complicações na hora de comer. Por isso é importante habituá-los a comer vários sabores de ração e, por vezes, tipos de comida diferentes.

Se só lhes dermos um tipo ou um sabor durante toda a vida, poderemos vir a ter problemas se essa comida deixar de ser vendida, ou se uma questão de saúde obrigar a uma mudança de alimentação.




 

  • Blogs Portugal