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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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A disputa pelo saco de papel!

Esta semana fui às compras e, mal pousei o saco no chão da entrada, a D. Becas enfiou-se lá dentro, junto com o pão e a fruta.

Entretanto, ela saiu, e consegui tirar as compras. Deixei o saco para elas brincarem. Então, era vê-las loucas, como crianças, a ver quem entrava lá primeiro. Até corriam. Se uma saía, ia logo a outra enfiar-se lá dentro.

E deu nisto!

 

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Becas: Não venhas com ideias, que eu estou aqui a tomar conta das compras.

 

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Amora: E quem te disse que eu queria ir para aí?

Becas: Como se fosse preciso muito para saber isso...

 

 

Depois de ter tirado as compras...

 

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Amora: Não há aí um espacinho para mim?

Becas: Chata... O saco é pequeno para duas.

 

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Amora: Queres é o saco só para ti! Mas eu sou paciente.

 

 

Uns minutos depois...

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Amora: Agora é a minha vez! Quem foi ao ar, perdeu o lugar!

 

 

 

 

 

 

O dia em que a Becas protestou pela partida da dona

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A Becas é muito ligada à minha filha.

Apesar dos fins de semana que ela passa com o pai, a Becas sabe que é pouco tempo, e no dia seguinte tem a dona de volta.

Mas desta vez foi diferente.

Ela pressentiu que a sua ausência seria mais demorada. Serão uns dias de férias com o pai.

De manhã, triste, enfiou-se debaixo da cama e não saiu até ao almoço. Nem mesmo quando a minha filha lá foi.

Estava em "modo protesto", e deprimida.

Depois de pôr comida para ver se a Becas saía, ela veio então petiscar.

E, em seguida, apanhando o saco de viagem a jeito, voltou à carga.

Deitou-se em cima dele, como quem diz: "não podes ir embora, porque eu tenho o teu saco"!

 

Depois, mais conformada, lá se deitou na cama da minha filha com ela, até esta se ir embora, e por lá continuou toda a tarde.

Aposto que, tal como eu, já está em contagem decrescente para o seu regresso!

Em dose dupla!

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Há dias em que está uma em cada lado.

Em que se atropelam.

Em que andam à bulha uma com a outra.

Em que disputam a atenção dos donos, e andam com ciúmes uma da outra.

Em que não se entendem de maneira nenhuma.

 

E, depois, há dias em que são as melhores amigas!

Em que gostam de estar bem juntinhas.

Em que partilham os espaços, as diversões, a cama.

Em que brincam, conversam ou, simplesmente, dormem, mostrando até sintonia nas posições que adoptam.

 

É assim a vida com bichanas em dose dupla!

 

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Uma trinca na perna: novo método de persuasão!

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Todos os dias a cena se repete.

Sempre que a Becas quer comer, e a minha filha está em casa, sobretudo de manhã, o filme é este:

 

Becas (roçando-se nas pernas da dona júnior): Anda comigo, Inês.

Inês: Agora não posso, Becas. A dona tem que comer.

Becas: Eu também quero comer. Podemos ir as duas.

Inês: Vai pedir à outra dona.

Becas: Mas eu quero que tu vás comigo.

E lá se esfrega nas pernas da dona júnior a ver se tem sorte.

 

Inês: Tens medo de ir sozinha?

Becas: Não, mas gosto mais de ter companhia.

Inês: Então, vai com a Amora, e fazem companhia uma à outra.

Becas: Chata. Não quero ir com aquela outra.

 

Quando vê que a dona júnior se está a encaminhar para a cozinha, vem a Becas logo à frente, mas sempre a parar e a olhar para trás.

Becas: Anda, Inês. O caminho é por aqui.

Inês: Não posso Becas, já estou atrasada.

Becas: Então acorda mais cedo!

 

A minha filha despacha o pequeno almoço e, enquanto anda ali entre o quarto e a casa de banho:

Becas: Já podes vir comigo?

Inês: A dona está a despachar-se.

Becas: Mas não demora muito.

Inês: Ai Becas, és tão chatinha!

E pega nela ao colo.

 

Becas (esperneando para que a ponham no chão): Eu não quero colo, quero comer.

De volta ao chão, tenta um novo método.

Becas: Sabes que eu sou muito tua amiga.

Inês: Eu também, Bequinhas, mas agora não pode ser. Vou lavar os dentes.

E lá fica a Becas à porta, muito paciente, a fazer-lhe companhia. Quando a minha filha sai, recorre à chantagem:

Becas: Já podes vir comigo? Eu estive aqui ao pé de ti, agora é a tua vez.

Mas não resulta.

 

E, numa derradeira tentativa...

Becas: Vens comigo, Inês?

Inês: A dona agora não tem tempo.

Becas: Se não vens comigo vou-te morder a perna!

Inês: Isso não, Becas.

Becas: Tens uma perninha jeitosa para levar uma dentada.

E lá vai ela atrás da perna da dona júnior, e esta a fugir pela casa fora, para não ser "atacada"!

A Becas está pronta para o ensino à distância!

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Ela bem tenta garantir o seu lugar na secretária!

Em dia de regresso ao ensino à distância, agora com a obrigatoriedade de ter a câmara ligada, de preferência com um fundo neutro, o que é difícil porque, para qualquer lado que nos viremos, há sempre tralhas de fundo, tivemos que mudar a posição da secretária no quarto, e fazer mais umas quantas alterações.

E, como é óbvio, o que menos é necessário são distracções em tempo de aula síncrona.

Isso significa que as longas horas ao sol, quando o havia, a dormir na secretária, por parte das bichanas acabou. Tão pouco podem andar por lá a passear por entre os copos de canetas, manuais e computador.

Mas, como explicar a elas, que ontem já estranharam a nova disposição e as mudanças, que agora não podem ir para o quarto da dona? Que, eventualmente, estando lá, não podem ir para a secretária, como antes?

 

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Pois...

Depois de várias retiradas forçadas de S. Dona Becas da secretária. Depois de ela própria ter saído para comer frango, voltou ao seu posto habitual, mesmo a jeito para a primeira aula síncrona da tarde!

Não fosse ela estar no sítio onde é suposto estar o pc!

Tirámo-la de lá. Ficou triste.

Fui buscar a velha toca que por lá andava, e esperámos para ver se lá ficava.

A minha filha estava com dúvidas se ela iria ficar ali sossegada.

Olhando para ela, parecia estar a dizer-nos que se ia portar bem, para não a expulsarmos do quarto.

 

Entretanto, quase hora da aula, a porta foi fechada.

A Becas dentro da toca, em cima da cama, no quarto.

A Amora ficou cá fora, na janela da entrada.

Não há saídas nem entradas durante aquele tempo. Terão que se aguentar.

Vamos ver se passam no teste!

 

 

Pior que a ida para o veterinário, só mesmo a vinda do veterinário

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Foram apenas um dia e uma noite que a Becas passou no hospital veterinário.

Mas se achámos que o seu internamento seria o mais stressante, enganámo-nos.

O regresso a casa, está a ser bem pior.

 

E porquê?

Porque ela vem stressada, de todas as "maldades" que lhe fizeram no hospital.

Porque ainda vem sob o efeito da sedação que tiveram que fazer, para poderem levar a cabo os exames.

Porque esteve aquele tempo todo num ambiente estranho, com pessoas que não conhece, e animais que não conhece, e ainda não se habituou a estar na sua casa novamente.

 

Por isso, a Becas saiu daqui murcha, quase sem reacção, e voltou uma fera no lugar dela, a bufar, a assanhar-se, não só para a Amora, como também para os donos, mal estes se chegam ao pé dela.

Pior, não controla o acto de urinar, e então fá-lo onde calhar. Fê-lo a caminho de casa. Fê-lo em casa. 

Está toda molhada. Vai ter que ser lavada. Mas nem deixa ninguém aproximar-se. Quanto mais limpá-la.

 

Ainda vem com a compressa na pata. 

Que, se não tirar sozinha, temos que ser nós a tirá-la. Não sei bem como. Porque ela não permite aproximações, quanto mais toques.

A médica diz que é normal. Que passa ao fim de umas horas. Mas se não passar, para ligar para lá.

Acho que a última coisa que qualquer um de nós quer é voltar a levá-la ao hospital.

 

Quanto ao problema que a levou ao médico, depois de ter estado este tempo todo a soro, melhorou. E as suspeitas de que teria um corpo estranho dentro de si, tendo que ser operada, não se confirmaram.

De acordo com a médica que nos ligou à noite "A Becas está bem, já não está nauseada, não vomitou enquanto cá esteve, não tem nada".

Por isso, não percebo o porquê de vir com medicação, para fazer durante 5 dias.

Como se alguém lhe conseguisse enfiar, da maneira que ela está, alguma coisa na boca.

Enfim...

 

De uma coisa ficámos certos.

Apesar da confiança que temos nos médicos daquele hospital, os actuais em nada correspondem ao profissionalismo de alguns que já nos atenderam das primeiras vezes.

Querem que os donos se transformem em auxiliares, porque eles têm receio de tocar nos animais e, tudo o que os donos puderem fazer, melhor.

E nunca vi, das várias vezes em que trouxemos uma das bichanas para casa, depois de lá ter estado, uma delas vir no estado em que a Becas veio.

Não só a nível de comportamento, mas também de higiene.

 

Agora, ficamos com a parte mais difícil, que é lidar com o pós internamento, sem a vantagem que eles tiveram, de poder manuseá-la sem ela resistir.