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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Caju, a gata de rua...

 

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Caju, foi o nome que as minhas sobrinhas deram à gata que teve cinco filhotes ( a sua história aqui e aqui) na cave da casa delas, no passado dia dia 1 de Abril, e que nós cuidamos até arranjarmos famílias que os adoptassem, o que veio a acontecer cerca de um mês para dois deles e dois meses mais tarde para os outros três.

A gata é um doce, super meiga (de quando em vez foge de mim "pensa" que a vou levar ao veterinário)  convive muito bem com a Kim, a cadelinha  da família, faz imensa companhia ao meu cunhado, vão os três passear pelo bairro, ela vai atrás, é uma imagem linda, e logo que tiver oportunidade, tiro uma fotografias aos três.

Ora há uns dias, fui lá a casa e vi penas de pássaro junto ao jardim e às escadas.

Comentei com a minha sobrinha se a Caju não teria apanhado um pássaro, achei estranho, nunca vira penas ali caídas.

Ela não soube responder, mas o eu cunhado confirmou, mais tarde, que teria sido ela que teria apanhado o pássaro, visto que ela era uma gata de rua até ter os filhotes,  passou a estar fechada na cave enquanto os alimentava.

Quando os filhotes foram adoptados, a gata passou para dentro de casa, mas pelo pequeno terraço das traseiras, ela sentia-se solta, ia à sua vida, voltava quando lhe apetecia comer e/ou descansar, recuperou a sua vida de gata de rua.

Continua meiga, linda, serena ( tomara que a minha Kat fosse tão meiga e serena quanto esta) mas faz das suas.

Um dia destes o meu cinhado apanhou-a com um ratinho na boca.

As minhas sobrinhas estão por cá, fomos à praia, hoje, contaram-me que, quando saíram de casa, depararam com uma cena triste. Um pássaro jazia  junto às escadas, as penas espalhavam-se pela passagem junto ao jardim.

A mãe do meu sobrinho neto bebé, que acorda com frequência ( quem tem filhos sabe disto), contou que de manhã cedo, acordada que estava, ouviu um piar aflitivo de um pássaro, que para si seria um melro.

Achou estranho porque nunca ouvira nada igual.

Quando saíram de casa e viram o pássaro morto, percebeu o que acontecera: a Caju matou o pássaro.

Seguiram-se as lamentações: coitado do pássaro, a Caju é uma assassina, ela mostra que é caçadora deixando a caça inerte à porta de casa, ela mata mas não é para comer, ela é muito meiga dentro de casa porque mata os pássaros? Coitado da companheira ou companheiro. Os pássaros fazem casal.

Comentei que não podemos impedir que a gata deixe de caçar, é o seu instinto caçador, fá-lo porque é a sua natureza, que os animais no seu habitat matam para comer...

E diz uma delas: "pois nós matamos os animais para (sobre)vivermos, somos carnívoros..."

"Mas nós matamos seres humanos, matamos os animais sem dó,  abandonamo-los, usamos as suas peles, nós, homens, somos muito mais assassinos que os animais", acrescentei

"Uma grande verdade que tu disseste. Mas coitadinho do companheiro ou companheira, ficou sozinho(a). A Caju é uma assassina".

Enquanto houver caça por aquelas bandas, a Caju, a gata de rua, estará sempre de olfacto e olho aberto para lançar as suas garras e deixar na entrada da porta os restos da sua caçada para mostrar aos seus donos que é uma Diana.

 

A Amora e a formiga de asas

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Todos sabemos que os gatos são caçadores por natureza e que, à falta de melhor e estando de barriga cheia, se entretêm, muitas vezes, a apanhar (ou tentar) moscas.

A Tica apanhava, mas nem sempre as comia. Muitas vezes deixava-as fugir porque lhe devia fazer cócegas na boca!

Já a Becas, se as consegue apanhar, come-as. Quem não gosta nada desta brincadeira é a Amora que, como não consegue subir aos sítios altos, fica em desvantagem e nunca apanha nada. E a Becas também não a deixa comer o que ela própria caçou.

Ora, no outro dia, estava eu a fazer a cama com o cobertor que tinha acabado de vir do estendal, e deparo-me com uma formiga de asa. Sacudi-a para o chão, e continuei a fazer a cama. Entretanto, vejo a Amora muito concentrada em alguma coisa no chão. Era a formiga, que lhe serviu de sobremesa. E a Amora ficou toda contente pela sua primeira caçada!