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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Abrigo temporário para restabelecimento de gatos de rua

Por vezes, quando acontecem determinadas situações, surgem-me certas ideias, que para quem não tem este sentimento pelos animais, podem parecer absurdas. Porque as minhas preocupações não só com meus animais, mas também pelos animais dos outros, e, principalmente pelos animais de rua.

Gostaria que os animais de rua, estivessem protegidos de alguma forma. Se fosse possível, agrupados em colónias, com a possibilidade de esterilização e alimentados por moradores, cuidadores.

Nessas colónias, deveria existir um ponto, onde veterinários os pudessem ajudar quando doentes ou feridos. Esse ponto, poderia ter uma pequena enfermaria e espaço para permanecerem quando necessário, inclusive para se protegerem de climas mais agrestes. Os gatos continuariam a ser livres, mas teriam a possibilidade de serem cuidados quando necessário.

Para isso seria preciso apoio do estado, boa vontade dos veterinários, disponibilidade dos protectores.

Certamente assim não existiriam tantos gatos errantes, tanto sofrimento e lutas! Há tanto dinheiro mal gasto, era só canalizar uma pequena parte para estas causas!

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Os gatos também têm caspa?!

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Parece que sim!

 

As causas podem ir desde pele ressecada, por falta de hidratação, seja pela água ou pela ração que ingere com poucas quantidades de água e gordura, que começa a descamar, ao excesso de peso, e também aos ácaros, conhecidos como "caspa andante", que é contagiosa.

 

Em qualquer dos casos, nada melhor do que levar o felino ao veterinário, para se fazer o diagnóstico, tentar descobrir a causa concreta, e definir o melhor tratamento.

 

Este pode passar por ajustar a dieta do animal, porporcionando alimentos húmidos e ricos em ômega 3, bem como ração especial para perda de peso, o que permitirá que se movimente com mais facilidade e possa fazer a sua higiene, chegando a locais que, antes, por excesso de peso, não conseguia chegar.

 

No caso de gatos com obesidade, e para se deteectar se ele tem caspa, deve-se observar a base da cauda e a parte inferior das costas, porque são as áreas a que terá maior dificuldade em chegar para limpar.

 

Se percebermos que o gato tem caspa, devemos evitar dar banho, e usar sampoo anti caspa de humanos está fora de questão.

 

O primeiro cuidado a ter é pentear cuidadosamente os pelos do gato, eliminando assim a pele morta. Se for o caso, deve-se intensificar a hidratação através de alimentos húmidos e uma maior oferta de água fresca e limpa.

 

Também pode ser aconselhável, em junção com a dieta, estimular o animal a fazer exercício físico, para voltar a ter uma boa forma e uma maior destreza para as suas actividades, nomeadamente, a limpeza e higiene.

 

Incontinência urinária em gatos

 

 

À medida que vamos vivendo, e convivendo com os gatos, vamos aprendendo mais com eles, e sobre eles.

Há já algum tempo que ando a reparar em pequenas manchas de urina nos edredãos. Primeiro, foi na minha cama. Pu-loa lavar e nunca mais apareceu nada. 

Mas há semanas começaram a aparecer no da minha filha. Que eu me tivesse apercebido, três manchinhas diferentes. Coincidência ou não, nos sítios onde a Amorinha costuma estar deitada.

Isto levou-me a questionar se isso ocorreria devido ao problema dela. Por isso, fui pesquisar mais sobre incontinência urinária em gatos.

E existe mesmo! 

 

O que é a incontinência urinária em gatos?

À semelhança dos humanos, a incontinência urinária nos gatos é um problema que afecta o controlo da região da uretra, e que faz com que os gatos não possam controlar a expulsão da sua urina. Nos casos mais graves, o gato podenão controlar a sua bexiga por completo, e urinar em qualquer momento, até mesmo a dormir.

 

Quais são os principais sintomas?

- Um dos sintomas ou sinais é, ao levantar-se, o gato deixar pequenas gotas de excreção liquida no chão

- Outro dos sintomas é o animal permanecer habitualmente com a zona do abdómen molhada 

- Surgir restos de fluídos próximos da cama

- Surgir inflamações em partes da sua pele

 

Porque é que a incontinência urinária aparece nos gatos?

A incontinência urinária nos gatos pode apresentar-se por várias situações:

- afecções na bexiga

- cálculos na zona da bexiga

- cancro localizado na região da bexiga - tumor na bexiga que interrompe o seu funcionamento normal

- doenças como a leucemia e o diabetes

- problemas congénitos da uretra

- velhice do gato

- problemas neurológicos

 

Existe tratamento para esse problema?

Em primeiro lugar, é imperativo levar o animal ao veterinário, para que este possa fazer um diagnóstico acertado e avaliar o que poderá estar a provocar o problema de incontinência.

Estabelecida a origem desta, o veterinário irá recomendar o tratamento mais adequado. 

Normalmente, receitam-se medicamentos para eliminar infecções, e fortalecer as regiões em que falta tonicidade (para a musculatura da bexiga).

Também podem ser utilizadas hormonas no caso da incontinência por esterilização.

O recurso à cirurgia é indicado no caso de ter que corrigir zonas defeituosas.

Também existem algumas terapias, como a acupuntura ou fisioterapia, que podem ajudar a minimizar o problema.

Outra medida bastante comum é o uso de fraldas, próprias para estes animais, enquanto o problema não é resolvido, ou quando não há forma de controlar a bexiga dos nossos amigos felinos.

 

Reacções alérgicas em cães e gatos

Uma das causas que mais leva os animais de estimação, nomeadamente, cães e gatos, às urgências veterinárias são as reacções alérgicas.

 

 

 

Normalmente, estas reacções são provocadas por hipersensibilidade do organismo do animal a um agente promotor de alergia.

 

Alguns desses agentes são:

 

- as vacinas

- algumas plantas

- picadas de insectos

- medicamentos como a penicilina, tetraciclina ou neomicina, entre outros

- alimentos (caseiros)

 

 

 

A alergia pode manifestar-se através do inchaço da cabeça e/ou olhos, coçar constante, e ainda por altos por todo o corpo, podendo essa manifestação ser suave ou mais severa, dependendo dos casos, e de animal para animal.

 

Nestes casos, quando estamos perante uma reacção alérgica, e se pudermos, convém ver onde o animal estava no início da reacção, observando o ambiente à volta para perceber se há ali algo que possa ter desencadeado essa reacção. Nem sempre é possível.Por vezes só damos conta muito depois dela ocorrer.

 

Convém também elevar a cabeça do animal, para facilitar a respiração, e levar imediatamente ao veterinário.

 

 

 

Nos cães, o sistema hepático é o mais afetado. Já nos gatos é a parte respiratória.

 

Após a estabilização do quadro do animal em causa, através dos procedimentos emergenciais que se revelem necessários, desde terapia com oxigênio, a medicação com corticoides, anti alérgicos, fluidos e até recurso a adrenalina (nos casos de colapso cardiovascular), podem vir a ser precisos exames de laboratório.

Por isso, na maioria das vezes, os animais ficam hospitalizados para observação e realização de tratamentos que ajudem a inibir ou eliminar a alergia.

 

 

 

Como acalmar um gato agressivo

 

Por vários relatos de que já tivemos oportunidade de ler aqui no Clube, pudemos perceber que existem gatos que podem tornar-se bastante agressivos, e nem sempre é fácil lidar com eles nessas situações.

Essa agressividade dos gatos pode ser uma expressão de territorialismo, domínio sobre outro gato, ou simplesmente dor e medo. Também pode acontecer a mesma fazer parte da personalidade do próprio gato ou resultar de algum problema comportamental, sem uma causa concreta ou específica.

Quando estamos perante um gato agressivo, e queremos acalmá-lo, são necessários alguns cuidados e muita cautela, não só para nos protegermos, como para proteger o próprio animal, evitando magoá-lo ou irritá-lo ainda mais.

É mais fácil, para os donos de gatos mais agressivos, reconhecer os sinais de alerta e tomar medidas que minimizem este comportamento perigoso, mas qualquer pessoa, até mesmo estranha ao animal, pode ver-se numa situação em que tenha que actuar.

 

 

 

Por isso, aqui ficam algumas dicas que, para melhor eficácia, exigem que a pessoa mantenha a calma, e seja bastante paciente:

 

1 - É importante a pessoa proteger-se com luvas, roupa mais grossa e até óculos protectores, para evitar que se magoe durante o pico de agressividade do gato, em que o mesmo pode tentar morder e arranhar. Deve também ter à mão uma toalha, para o caso de ser necessário imobilizar o animal sem o magoar, e que vai, igualmente, ajudar a acalmar.

 

2 - Saber a possível causa da agressividade do gato é meio caminho andado para evitar ou prevenir esses ataques agressivos. A presença de pessoas estranhas, objetos, barulhos e algumas situações específicas são factores que podem desencadear um comportamento mais agressivo. Sabendo o que lhe provoca a agressividade, e evitando essas situações, podemos diminuir a frequência desse comportamento iou até mesmo anulá-lo.

 

3 - Manter uma atitude confiante, e falar com calma e de forma pausada, são atitudes fundamentais a ter em conta, já que o gato vai agir de acordo com a forma como a pessoa se comporta, e consegue detetar o que a mesma está a sentir no seu comportamento corporal e tom de voz utilizado.

 

4 -  Sons sibilares (como “shh”) são de evitar junto de um gato assustado ou com medo pois é este, normalmente, o som que fazem quando estão mais agressivos ou assustados.

 

5 - Invistir num spray calmante de feromonas (próprio para gatos), que são úteis quando se pretende ajudar o gato a acalmar mais rapidamente.

 

6 - A esterilização/castração de gatos atenua o comportamento relacionado com o cio e, se o gato for muito agressivo, pode ser uma forma de minorar esse comportamento.

 

7 - Para quem tiver disponibilidade e paciência, é aconselhável trabalhar múltiplas vezes com o seu gato, durante todo o dia, por períodos curtos. Quanto mais interagirmos com o animal e tentar acalmar os seus medos e transtornos, mais o gato aprende a lidar com as diversas interações diárias. No entanto, como foi dito, estes períodos de interação devem ser curtos, para não sobrecarregar o gato com estímulos. É mais fácil conseguir educar um gato a ser menos agressivo quando eles ainda são bebés, mas não quer dizer que um gato mais velho não o possa ser também. Perseverança e pensamento positivo podem ser bons aliados. 

 

Como é óbvio, existem casos de agressividade extrema, em que se torna difícil, ou mesmo impossível, a convivência saudável e confiante entre os gatos e os humanos, sobretudo quando falamos de espaços limitados, como apartamentos ou moradias (em que os gatos são mantidos no interior).

Nesses casos, e perante o perigo constante e iminente, e impossibilidade de conter um ataque, talvez seja aconselhável ponderar outras soluções viáveis, para que o animal possa continuar a viver a sua vida, sem pôr em causa a segurança dos seus donos.

 

Os gatos e as infecções urinárias

 

Como saber se o nosso gato está com uma infecção urinária?
 
No caso da Tica, acho que foi por também eu estar familiarizada com esse problema e com os sintomas, que rapidamente consegui identificar.
Provavelmente, nem todos os casos serão iguais mas, com a Tica, verificaram-se todos os sinais:
 
- dificuldade em urinar - ela ia várias vezes à caixa mas fazia muito pouco de cada vez, por vezes só mesmo uma ou duas pingas
 
- urinar fora da caixa - percebia-se que não o fazia de propósito, mas porque talvez não se sentisse bem. Encontrei várias vezes pela casa pequenas manchinhas de urina
 
- urina com sangue - nesses chichis que encontrei no chão, notava-se a cor rosada, que sugeria presença de sangue na urina
 
- mal estar geral - notou-se no seu comportamento que não se sentia bem. Em alguns gatos, pode haver vocalização, letargia, vómitos e debilidade
 
 
 

A doença do trato urinário inferior felino, também conhecido como Síndrome urológico felino, é uma doença comum, sendo que os tipos mais frequentes incluem uma condição inflamatória na bexiga e na uretra, assim como a formação de cristais ou cálculos na urina.

Nem sempre é possível identificar a causa, mas a inflamação da bexiga pode ser causada por infecções, cálculos urinários, trauma ou tumores. Mas também pode ser provocada por uma infecção viral ou caudada pelo próprio sistema inflamatório.
Por norma, os gatos podem ser mais afectados por este problema entre os 2 e os 6 anos, quando são inactivos, ou têm excesso de peso. Outros factores de risco incluem o stress, mudança no ambiente, ou mudanças na caixa das necessidades, dieta ou água de bebida.

De uma forma geral, qualquer gato pode ser afectado, mas os machos estão mais predispostos devido ao pequeno diâmetro da uretra. E é comum, apesar do tratamento e dos cuidados em casa, haver recorrências.

Assim que percebi o que se passava com a Tica, marquei imediatamente consulta no veterinário. Pelo que expliquei, a funcionária achou que não devíamos esperar mais dias, e levámo-la logo.

A veterinária confirmou o meu diagnóstico e verificou que ela estava também com febre. O tratamento, foi à base de antibiótico, anti-inflamatório e antipirético. Esta medicação serve, normalmente, para estabilizar. No entanto, se o animal estiver obstruído, deverá ser algaliado para resolver a obstrução. 

Alguns gatos têm obstruções frequentes e sofrem danos extensos na uretra.l Nesse caso, deverá ser realizada uma intervenção cirúrgica para remover parte da uretra e deixar um diâmetro maior para urinar. Após esta cirurgia os gatos raramente obstruem de novo, mas podem voltar a apresentar urina com sangue, dificuldades em urinar e aumento da frequência em urinar.

Cuidados em casa

Existem dietas especiais para os gatos com esta doença, que são formuladas para minimizar a formação de cristais na urina e para manter um pH urinário ácido.
 
Deverá haver sempre água fresca ao dispor.
 
Outras medidas que podem ajudar são: uso de duas caixas limpas e sempre acessíveis, encorajar ao exercício e perda de peso em gatos obesos, minimizar o stress ou mudanças na rotina.
 
Observar se o seu gato apresenta dificuldades em urinar, dificuldades em produzir urina e outros sinais de doença, como vómitos, falta de apetite ou mudanças no comportamento.