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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Gatinhos pretos e brancos da rua

Na rua do prédio dos meus pais há uma senhora que dá sempre comida aos gatinhos da rua. Já desapareceram muitos gatos mas os que resistem colocam-se à porta do prédio do lado da janela dessa senhora vizinha. Há um gatinho cinzento adulto que está lá sempre à porta e antes desse houve outro que também estava lá sempre mas adoeceu e desapareceu. Muitas senhoras naquela rua alimentam os gatinhos que já foram muitos e agora são uns três. 

Não se sabe o que aconteceu aos gatos mas não apareceram mortos, provavelmente alguém os apanhou, penso eu....

Eram quase todos pretos e brancos, também todos pretos.

Esperemos que estejam bem !!!

Da Joana do campo

Daquele grupinho de onde veio o Rafael, para além dele, só resta a Joana. 

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Estive com ela, continua dócil, meiga, a deixar fazer festinhas na barriga.

Ela tem dois filhotes, um de cada ninhada, o Miguel mais velho e o Pikeno o mais novo. Também há um primo, o Amarelo, que antes achava-se ser menina.

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Eles podem não ter tudo, mas têm abrigo, por vezes desparasitação, comida, água, liberdade. Enquanto não aprendem a pular o muro e a vedação estão protegidos. A Joana está sempre lá dentro.  E no barracão, havia mantimentos suficientes para eles não passarem privações!

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Como separar dois gatos em guerra

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É caso para dizer que "Em briga de gatos não se mete a mão!".

Nem o pé, nem qualquer outra parte do corpo.

Eles estão assanhados, bravos, focados no rival, e qualquer intervenção mal feita pode resultar mal para o nosso lado. Os níveis de stress e adrenalina encontram-se no máximo, e eles ficam ainda mais nervosos, direccionando o ataque contra nós.

 

 

Já não é a primeira vez que assisto a luta de gatos na minha rua ou mesmo no meu quintal, entre os gatos dos vizinhos.

E em algumas delas, sou mesmo obrigada a intervir.

Quando eles estão apenas parados, a "discutir" verbalmente um com o outro, a situação não será muito grave. O pior é quando passam à agressão física.

 

 

Hoje de manhã estava o Branquinho e o Tareco a discutir no meu quintal.

Tentei a táctica da aproximação, que por vezes basta para que vá cada um para seu lado, mas nem me ligaram nenhuma.

Fui a casa buscar o saco da ração, para ver se a gula do Branquinho levava a melhor, mas olhou para mim com aquele focinho de "A sério? Estou no meio de uma discussão, e tu queres que eu coma?".

Deixei-os estar. Tinha que me despachar e não podia estar ali de volta deles. Ia vigiando da janela do quarto, enquanto fazia a cama. 

Até que a coisa evolui para a agressão física, os dois engalfinhados um no outro, pelo branco a voar por todos os lados, e o Braquinho com a pata no outro, à espera para dar o golpe final.

A Chica ouviu os rapazes, e veio ver o que se passava.

E eu, fui ter com eles, munida com água para os borrifar e refrescar os ânimos.

Remédio santo!

 

 

O Branquinho, só de me ver com a água, parece ter saído do transe em que se encontrava, mas não se livrou de levar com umas pingas. Gosto muito dele, mas tenho que ser justa: é ele que vem provocar o outro, que está no seu território, e o vê invadido por um estranho brigão. 

Já o Tareco, aproveitou a distracção do Branquinho para fugir!

 

 

Li agora que também os podemos tentar afastar com uma vassoura. Para a próxima ainda experimento.

Mas nunca, em momento algum, se deve bater nos gatos. Nem mesmo naquele que inicia ou provoca o outro porque, afinal, é apenas o instinto deles a falar mais alto e a manifestar-se.

 

 

 

Dar restos de comida aos gatos: sim ou não?

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Antigamente, não havia preocupações com o que os gatos comiam, nem com as eventuais necessidades nutricionais, ou qualidade da ração que escolhíamos.

Os gatos comiam de tudo, incluindo os restos da comida humana, fosse carne, peixe (muitas vezes mais espinhas que peixe), arroz, massa, pão e por aí fora.

E cresciam, não andavam magrinhos. Não morriam por isso (ou assim julgávamos).

Ainda hoje há quem o faça. Quem alimente os gatos à base deste tipo de comida.

 

 

Porque sai mais barato.

Porque não se podem armar em esquisitos em tempos de crise.

Porque assim não se desperdiça.

 

Enfim...

 

 

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Quando falamos de gatos de rua, ainda é mais frequente.

Quando andam perto dos restaurantes, é o mais certo.

Ainda no outro dia estavam uns gatos de volta de um peixe, quase inteiro, e outro já mais esqueleto que outra coisa.

 

Ou apanham pessoas que até querem ajudar e, à falta de ração, dão-lhes aquilo que têm.

Ontem, alguém tinha posto esta comida no recinto onde estão os gatos da colónia.

Parece uma mistura de carne com massa, ou algo do género. E eles pareceram gostar!

 

Não vou falar do quão bem ou mal este tipo de comida faz aos gatos, porque já todos sabemos que, embora eles gostem, nem tudo o que é comida humana lhes faz bem e não será, decerto, a mais aconselhável. Para além de poderem ficar com espinhas ou pequenos ossos atravessados ou espetados, podem também surgir problemas gastrointestinais e, a longo prazo, muitas outras coisas.

 

O problema, para além dos atrás referidos e, no caso dos gatos de rua, é o que, o facto de colocar este tipo de comida, acarreta.

Para além de sujar as ruas/ espaços onde a mesma é colocada (poucos são os que colocam num prato ou plástico e ficam à espera que eles comam, para depois retirar), se não for logo comida, começa a estragar-se, a criar mau cheiro. 

Este recinto onde eles andam, para além de servir também como a sua casa de banho (e acredito que de alguns adultos que para ali entram clandestinamente também), é onde eles se deitam, comem, brincam.

Como é aberto, sempre que faz muito vento, as caixas e garrafas vazias voam para o meio, onde não se consegue chegar. Portanto, para além do cheiro a urina, das lesmas e caracóis que por lá andam, das garrafas espalhadas e outro tipo de lixo, ainda acrescentamos restos de comida.

Será este um bom ambiente para os gatos? Serão estas condições razoáveis para eles?

 

Chantagistas

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É o que as minhas gatas são!

Aquelas miúdas passam a vida a fazer chantagem psicológica connosco, de todas as formas que possam imaginar.

Ultimamente, valem-se dela para pedir comida.

 

 

Costumo colocar ração nos comedouros de manhã, e ao final do dia. Se comerem tudo, não ponho mais nada até ao dia seguinte, de manhã.

E o que é que elas fazem?

Quando a fome aperta e não querem esperar mais, a Becas começa a morder a Amora, e a Amora começa a rosnar aflita.

É tiro e queda.

A Becas sabe que não a vamos deixar fazer mal à Amora, e nos levantamos de imediato, acabando por ir lá reabastecer os comedouros, para sossegarem!

 

 

Faziam isto, mais regularmente, aos fins de semana, por nos levantarmos mais tarde.

Agora já começaram a fazê-lo durante a semana. E cada vez mais cedo.

Ainda ontem tive que me levantar às 5 da manhã.

 

 

Se não tiverem lá comida, não sossegam.

Mas quem as quer ver feliz é quando finalmente está alguém de pé.

Para meu azar, calha-me sempre a mim levantar, para que o meu marido e a minha filha possam dormir!

A "ganância" dos gatos no que toca a comida

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Os gatos são animais espetaculares, com atitudes com as quais muitos humanos deveriam aprender mas, no que respeita à comida, conseguem adoptar comportamentos muito estranhos, como o caso destes que aqui vêm à porta, quase a roçar a "ganância".

 

No outro dia coloquei comida num prato grande, para o Branquinho e para a Kikas. Começaram os dois à patada, porque queriam ambos comer e o não queriam fazê-lo juntos, nem ter que esperar pelo outro. Acabaram por espalhar a ração no chão, no meio daquela confusão, e foram-se embora os dois sem comer!

 

Numa outra situação, estavam estes dois mais uma vez à nossa porta. Já tinham comido. Apareceu por lá um panterinha em cima do muro. Enquanto ele lá esteve, Branquinho e Kikas permaneceram em frente ao prato da ração, armados em guardas, como que a escondê-lo, para que o outro não fosse lá comer.

 

Da última vez, apareceu a Chica e a Boneca. Coloquei o primeiro prato para a Chica, mas veio o Branquinho e começou logo a comer ali. Coloquei outro para a Chica e, mais à frente, para a Boneca. O Branquinho saiu de onde estava,para ir comer do segundo prato. A Chica, perante isto, voltou-se para o primeiro.

Fui para casa e, quando espreitei pela janela, tinham ido embora os dois, deixando a ração nos pratos!

Parecem crianças pequenas,que querem sempre o brinquedo do outro que é melhor, e depois acabam por deixar os brinquedos a um canto.

 

Observar este comportamento é estranho, tendo em conta que na colónia, por exemplo, com o Pompom, Oreo e companhia, comem à vez, se for preciso, dão a vez, e respeitam-se entre si.

 

Já em casa, com a Becas e a Amora, nota-se bem a impaciência da Amora, quando estão à espera do fiambre. Enquanto a Becas fica parada na cadeira, à espera, a Amora anda no chão, de um lado para o outro, a olhar para nós e, se for preciso, até se pendura nas pernas, para lhe darmos.

Sempre que damos, é às duas ao mesmo tempo. Se estão próximas, ou alguma delas deixa cair e a outra olha, o mais certo é bufarem uma à outra como que a dizer "este pedaço é meu, nem te atrevas"!

 

 

Gatos a miar à porta - isto é normal?

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Como sabem, é frequente os gatos dos vizinhos virem aqui ao nosso quintal pedir comida, ou simplesmente atenção e mimos, ou ver se têm a sorte de entrar cá em casa.

Já foram várias as vezes que os apanhei a miar à porta, ou a tentar subir por ela, para chamar a atenção.

Ontem à noite, estavam dois - a Kikas e o Branquinho - no degrau, a olhar para a porta e a miar. Mais tarde, quando o meu marido chegou, estava o Branquinho.

Ao que parece, aos donos destes animais tanto faz onde andam ou o que fazem.

 

E devem imaginar como isto nos revolta, e a vontade que temos de ir lá entregá-los em casa, e dizer umas boas verdades. Mas não adianta. Iriam voltar a fazer o mesmo.

 

Mas o que me deixou de coração apertado, foi o facto de ontem, já passava da meia noite, ter ido à cozinha, e perceber que a Kikas continuava ali na porta, a olhar para mim e a miar, para a deixar entrar.

O que é que uma pessoa faz?

A Amora já estava em alerta, cá dentro. E não posso deixar entrar todos os gatos dos vizinhos cá em casa, só porque os donos não querem saber deles. A responsabilidade é deles, não minha.

Eu tenho que me preocupar com as minhas.

 

Mas é impossível ficar indiferente a estes bichanos, que só querem um verdadeiro lar, e família.

E porque é que só vêm aqui à nossa porta, com tantos vizinhos que temos?

 

Enfim, espero que esta situação não se torne recorrente, porque é dificil dizer-lhes que não podem entrar.