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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Cuidados com gatos em dias de calor !

cuidados calor gato ofegante

 

O verão chegou e com ele os dias de calor intenso.

Se para nós humanos é complicado ligar com o calor intenso, para os nossos gatinhos não é diferente! Devemos conhecer e entender o seu comportamento e necessidades, por isso, é importante identificar se o nosso gatinho está se sente bem e confortável em casa.

Com o calor intenso podem ter dificuldades respiratórias e até sofre de insolação, conhecida tecnicamente por hipertemia.

Devemos ter especial atenção em conseguir:

 

Lugares frescos com sombra

 

Geralmente os gatos irão buscar lugares frescos para deitar e abrigar-se do sol em dias muito quentes. 
Tente libertar os lugares mais confortáveis para que ele possa ficar e se manter fresquinho.

 

Hidratação 

 

Assim como nós, humanos, os gatinhos também precisam e adoram beber água gelada e se refrescar constantemente nos dias de verão.
Uma óptima dica é colocar bolsas de gelo próximas aos lugares onde eles gostam de deitar, ventiladores e até mesmo toalhas húmidas com água fria. Cubos de gelo em tigelas de água são também uma óptima medida para cuidar dos nossos amigos peludos.

Aconselha-se a trocar a água do seu  gato várias vezes ao dia durante dias quentes.
Muitos felinos passam sede e não bebem água se ela estiver suja ou empoeirada,  provocando diversos problemas de saúde.
A água corrente de uma torneira ou fonte é a melhor opção!

 

Pelagem

 

Alguns gatos possuem pelagem muito densa e longa, neste caso é interessante considerar uma tosquia, para que não sofra tanto com o calor intenso.
Outra tácita que pode ser usada é colocar seu gato dentro de uma pia com um fundo de água e, após o susto inicial, passar as mãos húmidas no pelo dele. Assim, além de resfriar o corpo dele, você consegue dar uma limpa e remover os pelos soltos.

Mesmo que o felino tenha pelagem curta, principalmente nos dias quentes, uma dica muito boa é escová-lo diariamente para remover a pelagem morta. 

Atenção que nem todos os gatos gostam de ser escovados.

 

Avaliando a saúde

 

Atenção para a saúde e cuidados com gatos!
Se a sua casa chegar a ficar muito quente, o seu gato poderá demonstrar um comportamento ofegante, pois estará expelindo o calor de dentro de seu corpo e substituindo por um ar mais frio.

A temperatura dos felinos considerada normal, da mesma forma que com os cachorros é em torno de 38 a 39,2° C. Se a temperatura de seu gatinho estiver menos que 38 ou acima 39,2 graus certamente deve ser verificada por um profissional veterinário, pois sugere algum tipo de problema. No entanto é sempre bom medir a temperatura, pois eles são mais sensíveis que cães e podem ter uma elevação de temperatura simplesmente causada por stresse.
A única maneira exacta para saber se o gato está com febre é tomar sua temperatura com um termómetro rectal, ou um termómetro de ouvido, que é mais moderno.

 

Sintomas de possíveis problemas

 

O que o calor forte pode vir a causar à saúde do seu amiguinho felino? Quais são os sintomas?

Atenção! Gatos podem apresentar um quadro de hipertermia devido ao calor excessivo, podendo assim apresentar sintomas que incluem salivação excessiva, respiração ofegante, desidratação, mucosas congestionadas, arritmias cardíacas, dificuldade respiratória, constipação, vômitos ou diarreia hemorrágica, podendo também ter convulsões, que pode ser mais grave.

Veterinarian examining teeth of a cat while doing checkup at cli

 

Portanto, se em um dia de calor você estiver observando algum sintoma destes, é imprescindível levá-lo imediatamente para um veterinário. Para qualquer animal a suspeita de insolação é um quadro grave que merece cuidados urgentes com a terapia de fluídos, regulação da temperatura corporal tratando possíveis danos nos rins, observando se existe disfunção cardíaca ou outra disfunção orgânica. Nestes casos quando o tratamento inicia-se mais cedo, melhores são as chances de recuperação.

Quando estiver no caminho levando seu animal ao veterinário, mantenha-o com uma boa ventilação, utilizando uma toalha húmida com água fria para refrescá-lo.
Lembre-se que de forma alguma, nunca mergulhe um animal nestas condições em gelo ou água gelada.
Você pode sim, colocar alguns cubos de gelo sobre a cabeça dele enquanto estiver indo ao veterinário.

Portanto vimos que gatinhos precisam de cuidados especiais em dias de muito calor. A melhor coisa a se fazer é oferecer muita água fresca e limpa, certificando-se de que ele está bebendo durante todo o dia e também ficando em ambientes frios durante bastante tempo.

Este artigo foi  adaptado e retirado da internet!

 

Abrigo temporário para restabelecimento de gatos de rua

Por vezes, quando acontecem determinadas situações, surgem-me certas ideias, que para quem não tem este sentimento pelos animais, podem parecer absurdas. Porque as minhas preocupações não só com meus animais, mas também pelos animais dos outros, e, principalmente pelos animais de rua.

Gostaria que os animais de rua, estivessem protegidos de alguma forma. Se fosse possível, agrupados em colónias, com a possibilidade de esterilização e alimentados por moradores, cuidadores.

Nessas colónias, deveria existir um ponto, onde veterinários os pudessem ajudar quando doentes ou feridos. Esse ponto, poderia ter uma pequena enfermaria e espaço para permanecerem quando necessário, inclusive para se protegerem de climas mais agrestes. Os gatos continuariam a ser livres, mas teriam a possibilidade de serem cuidados quando necessário.

Para isso seria preciso apoio do estado, boa vontade dos veterinários, disponibilidade dos protectores.

Certamente assim não existiriam tantos gatos errantes, tanto sofrimento e lutas! Há tanto dinheiro mal gasto, era só canalizar uma pequena parte para estas causas!

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O Bucha e o Estica

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O Riscas, come menos que o Rafael, mas está mais gordinho.

Ou é porque é mais velho, e tal como nós humanos, a idade vai trazendo umas gordorinhas, e a vontade para o desporto já não é a mesma; ou é porque o Rafael, apesar de comer imenso, faz imenso desporto e é um gato jovem. 

Se o Riscas precisar de fazer dieta, vai ser complicado, porque estes dois comem ambos a mesma ração e o Rafael ainda come patê. 

Que acompanhamento é feito aos gatos das colónias por parte das associações?

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A propósito de uma publicação anterior, da petição para permitir alimentar os animais de rua, surgiu um comentário, que defendia um projeto que visasse, não só a alimentação, como também a desparasitação, vacinação, e controlo da reprodução.

De certa forma, concordo. 

Existe a preocupação prioritária com o controlo da reprodução e superpopulação de gatos mas, depois, tudo o resto é, de certa forma, ignorado.

A ideia que fica é que os gatos podem andar pelas ruas doentes, com forme, cheios de parasitas que lhes fazem mal, mas desde que não procriem, já está tudo bem.

 

 

Neste momento, existem duas situações distintas:

- gatos de rua que pertencem ou são agrupados em colónias, em que eventualmente existe intervenção das associações no âmbito do projecto CED (captura/ esterilização/ devolução), e em que existem, muitas vezes, os chamados "cuidadores"

- gatos de rua solitários, que não se inserem em colónias, e que são, eventualmente, alimentados e/ou cuidados pelos moradores ou outros particulares 

 

 

No caso dos gatos das colónias que foram objecto da intervenção do projecto CED, que acompanhamento é feito, posteriormente, a estes gatos, por parte das associações/ entidades competentes?

Deixo aqui várias questões, que ficam a aguardar resposta, de quem saiba ou esteja em condições de esclarecer:

 

Geral/ Alimentação

- As associações que intervêm nas colónias com o CED, após o procedimento habitual, deixam de acompanhar as colónias, ficando os animais entregues a si mesmos?

- Depois de uma colónia ser sinalizada e intervencionada, as associações ficam encarregadas da alimentação destes animais? Ou contam com o apoio dos cuidadores para essa função? E as que não têm cuidadores?

 

Saúde

- É normal as associações fazerem visitas regulares às colónias, para observar o estado geral dos gatos e detectar possíveis problemas de saúde?

- Podem as associações, em caso de problemas de saúde, levá-los ao veterinário e tratar o problema em causa? É um procedimento habitual? Ou não existe verba para tal?

- Relativamente à vacinação, não faria sentido apostar na mesma, no âmbito do projecto CED, já que iria prevenir eventuais doenças que podem acometer estes animais de rua, mais expostos a vírus, bactérias e afins?

- Uma vez que a vacinação é feita por fases, seria uma opção viável e fácil de concretizar, ou uma tarefa difícil, sobretudo naqueles animais mais silvestres, que não se deixam apanhar, implicando capturas constantes dos gatos, sempre que fosse necessário vacinar? Como controlariam as associações as várias colónias, e respectivos gatos, quanto à vacinação, datas da mesma, reforços?

- Mais complicado ainda, penso eu, será a desparasitação (interna e externa). Como seria possível às associações/ cuidadores, sobretudo nos casos de gatos silvestres, fazer e controlar a desparasitação regularmente?

 

 

E os gatos que andam por aí solitários, e que só contam com a boa vontade de quem os queira ajudar?

Que apoios existem para eles, e para essas pessoas que os queiram ajudar?

Quando os nossos gatos fogem, e nem nos apercebemos disso!

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Por já ter, infelizmente, alguma experiência no que toca a fugas de gatos da nossa casa, foi precisamente sobre esse tema que escrevi para a Miau Magazine de Janeiro.

No artigo, recordo a aventura da Tica, e partilho dicas sobre o que fazer em caso de desaparecimento do nosso animal de estimação, bem como conselhos para não alimentar aquele sentimento de culpa que tanto nos afecta. Claro que todo o artigo se refere a quando um gato desaparece, e nós sabemos disso e tentamos encontrá-lo.

 

 

Mas, e quando os nossos gatos fogem, e nem nos apercebemos disso?!

Como costumo dizer, tanto a Becas como a Amora têm algumas semelhanças com a Tica, não só a nível físico, como de feitio.

E a Becas parece ter herdado alguns dos genes da Tica, que saía para a rua, mal apanhava uma porta aberta. Esses genes estão a manifestar-se cada vez mais, e ontem passou a noite na rua.

Sem sabermos.

 

 

A primeira tentativa foi quando eu cheguei a casa. Apanhámo-la logo no quintal.

A segunda tentativa foi quando o meu marido veio das compras. Mais um vez, pegámos nela, e levámo-la de volta para casa.

À terceira, foi de vez. O meu marido saiu para trabalhar e não se apercebeu que, com ele, também a Becas tinha saído.

Tanto eu como a Inês já estávamos deitadas, e convencidas de que a Becas estava em casa.

 

 

De madrugada, a Amora começou a andar inquieta. Ora entrava dentro da cama, ora saía. ora voltava a entrar, para logo em seguida sair.

Ouvi também um barulho na porta. Parecia alguém a tentar abri-la. Mas pensei que fosse a Becas a brincar com as caixas que tinha deixado na entrada, e não liguei.

De manhã, levanto-me, e oiço miar. 

Olha, a Becas está com tanta fome que já mia desalmadamente, pensei eu. Mas não a vi.

Abri a porta da casa de banho, achando que ela podia ter ficado lá fechada, mas não. E o som vinha de longe. 

Abri a porta da dispensa, e também não estava lá.

Espreito pela janela da porta, para ver se era o Branquinho a miar lá fora. Vejo um gato. Parece clarinho. Abro a porta e, apesar de estar escuro, parece o Branquinho. Continuo a andar, para confirmar, e descubro que é o Branquinho, sim, e acompanhado pela Becas!

 

 

E é aqui que o meu coração pára momentaneamente, perante a constatação de que a nossa Bequinhas passou a noite toda na rua, ao frio, sabe-se lá com quem, e em que condições.

Enquanto nós dormíamos descansadas, na cama, quentinhas.

Pego imediatamente nela, e levo-a para casa. Só depois me apercebi do quão mau isto pareceu, por ter deixado o Branquinho na rua, sozinho, enquanto levava a Becas para casa.

E pode parecer parvoíce mas, apesar de tudo, fico grata ao Branquinho porque, de certa forma, parece que a protegeu e lhe fez companhia  para não se sentirem tão sós. 

Ela estava aparentemente bem, sem nenhuma ferida ou marca de que tenha corrido mal a noite.  Penso que ela não terá saído dali do quintal, uma vez que a Amora andava inquieta, quem sabe percebendo que alguma coisa se passava, ou que a amiga estava lá fora.

Já em casa, comeu, fez as suas necessidades, e estava na boa.

 

 

A Amora é que não parou de bufar a assanhar-se para ela o tempo todo, estranhando a companheira, e a pensar por que raio tínhamos levado um gato lá para casa. E se eu pegava na becas ou lhe fazia festinhas, a seguir a Amora assanhava-se para mim também.

Cá entre nós, temos a teoria de que a Amora está cheia de ciúmes porque a Becas passou a noite com o Branquinho, e agora até já parece amiga dele!

 

 

E agora?

O que fazer quando o nosso gato, que está sempre em casa, passa algum tempo na rua, inclusive em contacto com outros gatos?

Tendo em conta que ela não está ferida, e que não pode ficar prenha, já que é esterilizada, as principais preocupações são desparasitá-la, interna e externamente, e à Amora também.

Apesar de tudo, não acredito que tenha contraído alguma doença mais grave mas, por descargo de consciência, será melhor marcar consulta no veterinário, para verificar se está tudo bem. E, logo que possível, vacinar ambas contra o Felv, não vá a fuga repetir-se de novo.

Demasiado picuinhas ou moderadamente prevenida?

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Eu sou daquelas:

- que chega a casa e lava as mãos, depois de ter feito festinhas a gatos da rua, ou lhes ter pegado ao colo, antes de fazer os mesmo às suas gatas

- que chega a casa e despe a roupa que tem vestida logo que possível, depois de esta ter estado em contacto com vários gatos da rua, antes de deixar as suas virem para o colo

- que, se por acaso algum gato lhe entra em casa e se serve da comida das suas felinas, retira de imediato os comedouros/ bebedouros, e desifecta tudo

 

Exagerada ou ponderada? 

Picuinhas ou prevenida?

Acham que estas são apenas medidas de prevenção e protecção para com os felinos da família, ou acções desnecessárias?

Também têm estes cuidados, ou nem se lembram disso?