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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Dia Mundial do Gato

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Festejei-o com um abraço à minha gata e uma mousse gourmet, que ela tanto gosta, que comprei no PD numa promoção, leve 9 e pague 3.

Basta eu chamá-la e dizer:  " Anda, Kat. Vem ter comigo!" ela aparece na cozinha, rabo levantado, encosta-se a mim,  pois já sabe que vai ter um mimo.

E neste Dia Mundial do Gato, recebi um telefonema do médico veterinário, em resposta ao e-mail que enviei  para o hospital onde a Kat fora internada para saber se já havia resultado do exame, fui informada que deu negativo, isto é, ela não tem nada.

Depois de lhe dizer que a Kat está mais calma, come bem, pediu-me que passasse por lá quando eu entendesse para tratarmos da desparasitação, que já não faz há cerca de um ano.

Que alívio!

Um bom Dia Mundial do Gato para os gatos deste Clube.

 

Cenas de um típico dia de inverno

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Amora: Esta manta é nova. Nunca a tinha visto antes. E é enorme!

Becas: Estás com mais sorte que eu. Estou aqui tapada com esta manta velha, que quase nem me chega ao rabo.

 

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Amora: Eu estou mesmo bem aqui!

Becas: Pois, uns são tratados como gatos, outros como cães. Até ossos aqui desenharam. Hás-de cá vir dona sénior, que vais ver como eu te mordo!

 

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Amora: Oh Becas, não precisas de reclamar. Há aqui espaço para as duas.

Becas: Deixa estar. (Em pensamento) Eu até estou aqui bem aconhegadinha!

 

Nos dias mais frios e chuvosos

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É assim que eles se aconchegam, deitados num colchão velho, debaixo de um telheiro, encostadinhos uns aos outros.

Estavam assim ontem à noite, estes cinco: Sisso, Flockito, Oreo, Charlotte e Leãozinho.

 

 

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Hoje da manhã, ainda lá estavam, mas começaram a dispersar, ficando apenas estes três. A Oreo parece tomar conta dos mais pequenos!

Já ganhei o dia!

E, por hoje, posso respirar de alívio!

Há já uma semana que não via os meus afilhados. Vi a mãe, vi a tia, até o pai vi, mas nem sinal dos pequenotes.

Como nos últimos tempos já começavam a vir mais para a entrada do portão, temi o pior: que alguém os tivesse apanhado, ou que lhes tivesse acontecido alguma coisa.

 

Hoje, quando ia levar a minha filha à escola, vi um gato branco, mas era maior. Aquele é o Pompom? Não pode ser! O Pompom não engordou assim em tão pouco tempo, nem cresceu tanto! Não era o Pompom. Mas levou-me a segui-lo e, mais à frente, aí sim, estava o verdadeiro Pompom, com os seus olhinhos azuis, igual ao de sempre! Atrás, o seu pai. 

Como a minha filha teve companhia de uma amiga, voltei atrás, e fui ao átrio da igreja, onde vi a Oreo a subir os ramos da árvore.O Pompom, ao me ver aproximar, desceu para o sítio do costume. O pai ficou indeciso se havia de o seguir, ou zelar pela Oreo, que continuava em cima do muro, embora com receio.

Para não os assustar mais, vim embora. O tal gato branco,que deve ser aquele que está no Palácio dos Marqueses, mesmo ao lado, veio atrás de mim e ainda lhe consegui fazer umas festinhas!

 

Quanto aos bebés, continuam inseparáveis!

 

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O dia em que quase adoptámos uma cadelinha!

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Quase...

No sábado fomos até ao estacionamento do Parque Desportivo, em Mafra,para pagar umas rifas para ajuda à esterilização de uma cadela, pertencente à associação Adoromimos, que estava também a levar a cabo uma campanha para adoção de animais e angariação de fundos para a construção de um canil, no terreno doado pela Câmara Municipal de Mafra.

Sabíamos que iriam lá estar alguns cães para adopção. O meu marido foi logo vê-los, enquanto eu falava com a Ana Amaro, da associação, e com a organizadora do leilão do relógio.

Chamou-me para ver uma cadelinha de 3 meses que estava lá para adopção. Como sabem, eu sou a mulher dos gatos, embora esteja a gostar cada vez mais de cães. O meu marido, gosta de ambos, até porque já teve cães, e ainda tem a sua pastora alemã na terra dos avós.

Mas digo-vos: era impossível não me derreter com esta cadelinha que, até ao momento, não tinha nome, mas que foi naquela manhã baptizada de Mel, tal a doçura dela!

Um pouco assustada por estar rodeada de tanta gente, mas sempre meiguinha, paciente, só queria mimos, beijinhos, festinhas. Até eu que, no máximo, faço apenas umas festinhas, estive abraçada a ela! Tinha um pelo lindo, notava-se que está bem cuidada.

Todos à nossa volta faziam força para que a adoptássemos, até porque havia lá uma ou duas pessoas que já me conhecem, e sabem que ficava bem entregue.

A determinada altura, era a cadelinha a olhar para o meu marido com aquele olhar "levem-me", e o meu marido a olhar para mim com olhos de "vamos levá-la?".

 

E, confesso, senti-me muito dividida, e tentada a ficar com a Mel. Se algum dia tivesse um cão, seria um assim como ela, sem dúvida. Por momentos, quase deixei de ser a voz da razão a contrabalançar a voz do coração do meu marido, e a balança pendeu para a adopção.

 

Quase, quase...mas...

 

Temos a Becas e a Amora; 

Não sabemos como iriam reagir a uma cadela, ainda mais porque são extremamente mimadas e ciumentas, e já é difícil distribuir atenções pelas duas;

Não estamos tempo suficiente em casa para vigiar e proporcionar uma boa adaptação;

Não queremos ter um cão para estar no quintal a tempo inteiro, um cão é família, e é para conviver connosco em casa;

Da minha parte, não faço a mínima ideia de como lidar com uma cadela pequena, nem tão pouco ensiná-la o básico, confesso que isso me assusta;

Seria mais um custo que não sabemos se teríamos condições de suportar;

Uma cadela implicava passeios à rua, para os quais não tenho tempo, e não gosto de me fiar em promessas da restante família;

Mesmo que as bichanas a aceitassem, estando nós fora durante o dia, e mantendo a cadelinha em casa, teria que fazer as suas necessidades ali, até ser ensinada, ou se habituar aos horários - estaríamos dispostos a isso?

Teríamos que consultar o veterinário, para ver que passos dar até que a pudessemos juntar às gatas;

A senhoria não iria achar piada a termos a cadela lá por casa e, com sorte, ainda nos punha na rua;

Não nos estávamos a ver, caso alguma coisa desse errado, a devolver a Mel à associação, para nova adopção, depois de ter experimentado o que é ter uma família;

 

A Mel acabou por ir embora (apesar de ainda ter fincado pata para ficar ali) sem ninguém ficar com ela :(

Ficámos com o contacto da senhora que a tem neste momento, para o caso de mudarmos de ideias.

Fomos para casa, e o assunto continuou a ser a Mel.

Ficamos com ela? Não ficamos?

Ligamos? Não ligamos?

 

 

Mas uma adopção requer responsabilidade. E, assim, decidimos que, enquanto tivermos a Amora e a Becas, muito dificilmente poderemos ter mais um animal. Por muito que o queiramos...

É difícil, porque é quase aquela sensação de que "ou era agora, ou não era", que um cão como a Mel dificilmente encontraremos outra vez. Mas penso que tomámos a decisão mais acertada. Até porque a Mel está com alguém que cuida bem dela, juntamente com a irmã. Não é propriamente um cão sozinho, num canil, nem abandonado.

 

Pelo que sei, no sábado foi adoptada uma outra cadelinha. A Mel ainda não. Está para adopção, tal como a irmã, e são as duas muito parecidas em todos os aspectos, segundo nos informaram. 

 

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Espero que encontre uma família que a mereça, porque ela merece uma boa família...

 

 

Começar bem o dia!

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O meu dia hoje começou em modo felino!

Bem, isso é sempre, mas hoje ainda mais :)

 

É que, mal entrei na papelaria onde costumo ir às sextas, o que vejo logo é uma gatinha preta e branca dentro da papelaria, a fazer companhia à proprietária!

É uma gata que por aqui costuma andar, sem dono. Como estava a chover, e a sua moradia habitual - uma outra loja aqui do centro, onde parece que até tem uma caminha especial - ainda não tinha aberto as portas, refugiou-se ali.

Muito meiguinha, deu logo o corpo às festas, e às minhas pernas. Estava molhada, coitada. Mas parecia mesmo que fazia parte da papelaria. E era capaz de chamar mais clientes se por lá continuasse!

 

 

Um dia na vida da Becas e da Amora

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Bem, talvez deva começar pelas noites...

Dormem as duas no nossa cama porque, parvos, fomos habituá-las a isso mesmo. E aqui fica um dos erros que nunca deveríamos ter cometido.

Como não conseguem estar juntas no mesmo espaço sem a Becas atacar a Amora, cada um de nós fica encarregado de dormir com uma delas e tomar conta para que não se cruzem.

Já podem imaginar o corropio que ocorre no tempo em que deveríamos dormir, quando elas se lembram de ir para o lado oposto da cama: é toma lá esta, segura aí aquela, tem cuidado, passa para cá a outra! E quando não têm sono, ainda querem brincar (e quando digo brincar refiro-me a morder e espetar as garras) com as nossas mãos, com as pernas e até com os pés.

A Amora consegue descer da cama, mas tento sempre colocá-la no chão para ir comer e à caixa. Depois, tenho que pegar nela porque subir não consegue. E há noites em que dorme em cima do meu pescoço, ou mesmo encostada à minha cara.

De manhã, quando nos levantamos, começa a guerra. A Amora já não quer ficar confinada a um quarto, quer sair, correr a casa toda, e estar na nossa companhia. A Becas, menos ainda, porque explora tudo e já conhece cantos que eu nem sonho, só quer é correr e gastar energia.

 

 

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Por isso, ou as deixamos uma em cada lado fechadas, ou as deixamos juntas para ver como reagem, e não fazemos mais nada senão andar atrás delas, vigiar, distraí-las quando os ânimos se exaltam, e separá-las quando se pegam a sério. Que é o que mais tem acontecido!

 

 

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A Becas é macaca, provocadora, atrevida. E a Amora, que também precisa de espaço e de ganhar confiança para brincar, acaba por estar quase sempre amedrontada, e sem vontade de brincar, porque a Becas toma conta de tudo.

 

 

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Se temos as portas abertas, a comida é outra guerra. A Becas não tem qualquer pudor em comer a comida da Amora, em utilizar a sua caixa e beber a sua água (mais do que a dela própria). Mas não acha piada nenhuma quando a Amora se serve da sua taça. Andam a picar-se uma à outra à conta disso.

Durante a semana, saímos para o trabalho/ escola, e fica a Amora no nosso quarto, e a Becas na cozinha e corredor e, ultimamente, no quarto da Inês. Não a deixamos na sala porque temos passado os últimos dias a limpar o xixi que insiste em lá fazer, no mesmo cantinho que a Tica um dia também escolheu. 

O tempo que temos é para vir a casa verificar se têm comida (são umas comilonas), e limpar as caixas que, ultimamente, estão sempre cheias de cocós e xixi's (parecem fábricas de produção de ambos).

A Becas, no início, quando a ensinámos a utilizar a caixa, e por ser nova, era um pouco trapalhona e, por vezes, pisava o cocó. Logo, tínhamos que ir logo limpar-lhe as patas.

A Amora, como tem o problema do equilíbrio, ainda cai mais facilmente, o que implica termos logo que pegar nela e limpar-lhe o corpo todo.

Este fim de semana, com mais tempo, temos deixado as duas mais tempo juntas, o que significa que temos o dobro do trabalho.

 

 

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Os únicos momentos em que acalmam e se dão bem, é quando estão com sono. Aí, dormem as duas no nosso colo, como se fossem as melhores amigas, enchendo-nos de esperança de um futuro sorridente, para minutos depois deitarem tudo por terra.

Não temos dormido muito, não temos tido tempo para mais nada senão para elas.

O meu marido sugeriu deixar uma na sala e outra na cozinha, durante a noite, nas caminhas que comprámos para cada uma delas, e fecharmos as portas dos quartos, para podermos descansar. Mas quem é que diz que conseguimos fazê-lo? Foram mal habituadas. E a casa é tão fria. Custa-nos deixá-las lá.

Se eu soubesse o que sei hoje, nunca tinha ido buscar uma segunda gata. Quis, por causa daquele sonho da Tica, e porque achava que a Becas não era ainda a gatinha que eu procurava. Outro erro. Nem a Becas nem a Amora, nem qualquer outra, porque quem eu queria era a Tica, claro! E não é pêra doce fazer com que dois gatos se dêem bem. Também não temos muito tempo livre para isso.

Se eu soubesse o que sei hoje, acho que não tinha ido sequer buscar uma outra gata. Não nesta altura. É por isso que muitas pessoas recomendam a quem perde um animal, esperar algum tempo antes de adoptar outro. Eu não estava preparada para tal. O meu pensamento continua a escapar-se para a Tica, as saudades apertam e ainda sinto aquele nó na garganta. Dava tudo para tê-la de volta.

 

 

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Mas, agora que estas duas gatinhas estão aqui, quem é que se consegue desfazer delas? Nós, não! Pais que são pais, ainda que adoptivos, não se desfazem dos filhos só porque lhes estão a dar trabalho, ou porque não se entendem com os irmãos, ainda que muitas vezes digam isso da boca para fora.

Quando chegamos ao final do dia e cada uma dorme para o seu lado, sinto-me como aquelas recém mamãs estafadas depois de um dia a tratar dos seus bebés.

 

 

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Propus-me a meta de um mês, para que elas se entendam definitivamente, e espero que em breve me possa rir de todo este alvoroço diário que agora estão a provocar. Se isso não acontecer, não sei como será, porque a Amora precisa de se sentir segura, precisa do seu espaço, de muitos mimos, de alguém que a incentive a brincar, e com a Becas a continuar como agora, não será possível.

 

 

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Quanto a brincadeiras, a Becas brinca com tudo o que apanha - cordas, bolinhas de papel, a bola dela, fios de lã, os ratitos que comprámos, sobe para todo o lado, explora tudo e todos os cantos onde couber.

 

 

 

 

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Já a Amora, gosta de brincar em cima da nossa cama a correr atrás da nossa mão, não liga muito à bola nem ao rato, mas também gosta da corda (quando a Becas não está por perto, senão fica só a ver) e do fio de lã. E gosta da Becas! Vai atrás da Becas para brincar com ela, mas a Becas atira-se logo, e ela retrai-se, com medo.

Por enquanto, é assim o nosso dia, na vida destas duas meninas!