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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Os gatos são animais possessivos com os seus donos?

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A Amora, sim! Sem dúvida!

Se ela estiver deitada no meu colo, e alguém me ligar, ela levanta-se e começa a amassar-me toda, como que a reclamar que eu sou só dela.

Ontem, por exemplo, estava eu deitada na cama, e ela ao meu lado. Peguei no telemóvel para anotar uma coisa de que me tinha lembrado.

Mal me viu a pegar no telefone, associou que eu iria ligar para alguém e saiu de onde estava, para se pôr em cima de mim! 

 

Quem tem gatos tolera melhor o covid-19

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Uma médica das urgências que trabalha numa clínica em Madrid, diz que quem tem cães ou gatos tolera mais facilmente ou de forma sintomática o vírus.

Esta médica conversou com 100 pessoas, e percebeu que a maioria dos doentes não tinham gatos e os que tinham gatos estavam saudáveis, mas  também referiu que o teste é muito pequeno e  que não fez ainda,  estatísticas.

De qualquer forma é bom saber que existe  uma suposição.

Esta médica constatou  também que vários colegas de trabalho que não tinham animais em casa estavam de licença médica, enquanto os que tinham gatos permaneciam saudáveis e continuavam a trabalhar. A hipótese levantada por Sabina é de que o convívio com a saliva e pelos dos animais domésticos pode reforçar a imunidade das pessoas contra o vírus.

Talvez, a população sabendo disto, deixe de abandonar os seus animais de estimação. Afinal eles, além de amigos, fieis, companheiros, ainda nos  protegem do covid-19!

Como encaram os nossos gatos a quarentena dos donos?

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Num primeiro momento, estranham!

"Estás cá hoje?", deverão eles pensar.

As nossas rotinas alteram-se, e também a deles. 

Podem levar o seu tempo a compreender que, agora, as coisas estão diferentes.  

 

Depois, percebem que, com os donos em casa, a atenção e os mimos redobram. Percebem que podem ter colo disponível durante horas.

E sentem-se no paraíso!

Nesses momentos, devem pensar "podia ser sempre assim".

 

O pior, será quando voltarmos aos velhos tempos. Quando eles tiverem que encarar novamente uma adaptação à realidade, sem donos em casa.

Nem quero imaginar a felicidade de muitos cães, que agora têm os donos por conta deles, e os levam a passear tantas vezes, como nunca antes fizeram, e a tristeza que irão sentir quando tudo isso acabar.

Qual o grau de confiança que têm com os vossos gatos?

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Cada gato tem a sua própria personalidade, tal como os seus donos, e dessa junção nasce uma relação, cumplicidade e confiança, que pode ser diferente, de gato para gato, e de dono para dono.

Lá por casa, todos nós temos total confiança na nossa Amora, na hora de brincar, dar miminhos, beijinhos, festinhas, até mesmo na barriga. Podemo-nos entregar, porque sabemos que não nos fará nada, e até gosta.

Nem com a Tica, havia essa confiança plena e total.

Com a Becas, já não é assim. Fazemo-lo, mas com reservas. Com um olho aberto, não vá ela lembrar-se de espetar a unha ou pregar uma dentada. Não nos arriscamos muito a dar beijinhos de frente para ela, e tocar-lhe na barriga é, quase sempre, sinal de unhas cravadas na nossa mão.

Penso que a única pessoa a quem ela permite uma maior confiança, nesse sentido, é o meu marido.

 

Já com os gatos da vizinhança, o Branquinho é uma espécie de Amora, com a diferença que não convivemos com ele a tempo inteiro e, por isso, não temos o mesmo grau de confiança que com a nossa.

A Esparguete também é muito dada, também parecida com a Amora mas, de vez em quando, dá-lhe uma pancada e começa a morder, ainda que na brincadeira, mas sem estarmos a contar, e deixa marcas.

A Mia, não nos permite confianças, embora esteja ligeiramente mais receptiva.

Já a Boneca, se antes era mais permissiva, agora não permite que lhe toquem.

O Malhado parece meigo, mas não o conhecemos bem, por isso também não criámos aquela ligação nem aprofundámos a confiança.

 

E por aí, qual o grau de confiança que têm com os vossos gatos, ou com aqueles de quem cuidam?

 

Em que situações devemos levar os nossos gatos ao veterinário?

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As regras não diferem muito das que se aplicam para os humanos.

Quer seja uma adoção de um gato bebé ou de um gato adulto, é aconselhável uma primeira ida ao veterinário, para ver se está tudo bem com ele, bem como para esclarecer dúvidas sobre comportamento, alimentação, higiene, cuidados básicos, ou outras que possam surgir.

Se se tratar de um gato bebé, terá todo o processo de vacinação. Na idade certa, a castração ou esterilização.

Se falarmos de gatos adultos, que já tenham passado por estes processos, bastará seguir o plano de vacinação (que nesta idade é mais espaçado), e efetuar uma consulta anual, para avaliar se o nosso gato continua de perfeita saúde.

Claro que, para além destas situações banais, existem outras em que devemos levar os nossos gatos ao médico veterinário:

 

- se aparentarem estar doentes

- se tiver ocorrido algum acidente

- se sofrer de alguma doença que necessite de acompanhamento regular

- se o animal estiver em perigo de vida

 

E é aqui que temos que equilibrar entre a ânsia de correr para o veterinário por qualquer motivo, o bom senso e, por vezes, o chamado “sexto sentido”.

Claro que, para um médico veterinário, o ideal é recorrer sempre a ele que, sendo a pessoa mais especializada, melhor poderá dar resposta às situações e atuar em conformidade, sem riscos para o animal.

Até porque existem muitos donos que gostam de, eles próprios, agir de determinada forma ou medicar os seus animais de forma incorreta, podendo piorar os casos, em vez de ajudar.

 

Mas há que ponderar de forma racional, se a situação exige mesmo uma ida imediata ao veterinário.

Até porque, por norma, para além da consulta que, em determinados horários e sem marcação, poderá ter um maior custo (por ser considerada consulta de urgência), poderá haver ainda custos adicionais com análises, exames e eventual medicação ou internamento.

Um pouco como os “pais de primeira viagem”, a tendência é a ir de imediato com os nossos animais ao médico veterinário.

Mas, com o tempo e a experiência, começamos a perceber que nem sempre há essa necessidade.

Se é verdade que uma ida atempada ao veterinário pode salvar vidas, também existem situações em que é preferível aguardar, avaliar a evolução, verificar se o que ocorreu foi algo isolado, ou recorrente e, se a dúvida se mantiver, ligar antes para a clínica ou hospital, ou para a Linha Saúde Animal.

Pela minha experiência, já houve situações em que foi essencial pegar nas nossas gatas e levá-las de imediato, outras em que considerámos que não havia essa necessidade, e ainda algumas em que as levámos, e acabámos por gastar dinheiro desnecessariamente.

Os médicos veterinários sabem, do ponto de vista da medicina, o que é melhor para os gatos.

No entanto, enquanto donos, e conhecendo-os melhor que ninguém, também sabemos o que lhes fará melhor, e temos uma palavra a dizer sobre o assunto.

Porque é que os donos deixam os seus gatos ir à rua?

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Não vou aqui falar dos perigos, das doenças, dos acidentes e tudo aquilo que já foi debatido por diversas vezes mas que, para alguns donos, são apenas coisas sem importância e que não respeitam os verdadeiros instintos dos felinos, ou então atentam contra a sua natureza.

 

Mas pergunto-me porque é que, numa casa em que a família está fora de casa durante o dia, e só à noite pode aproveitar para estar na companhia dos seus bichanos, esses donos decidem que, durante o dia, os gatos ficam fechados em casa, sozinhos e, à noite, abrem-lhes a porta para irem dar a sua voltinha?

 

Porque é que, no único momento em que podem conviver, os deixam ir à sua vida, sozinhos mas, durante o dia, que passam sozinhos, ficam presos em casa?

 

E como é que arriscam a que os gatos não voltem a horas, e passem a noite na rua? 

 

Não compreendo...

Os gatos é que mandam em nós!

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Sábado de manhã, como costume, levantei-me perto das 6h da manhã para pôr ração nos comedouros, e voltei para a cama. Uns minutos depois, levantei-me novamente, para pôr a Amora à janela. Voltei para a cama.

 

Entretanto, o meu marido levanta-se, porque ia trabalhar nessa manhã, e eu pensei "boa, com ele de pé, posso dormir um pouco mais".

Pensei mal!

Às 8h em ponto, tinha a Amora a miar do meu lado da cama, e a dar cabeçadas na madeira, a chamar-me para eu me levantar.

À primeira, ignorei.

À segunda, já não deu. Tive mesmo que me levantar.

Ela é que manda, afinal, é a patroa lá de casa! 

E ai de quem não lhe obedeça :) 

As principais "desculpas" usadas pelos donos para abandonar o seu gato

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Não são raras as vezes em que as pessoas adoptam gatos, ficam com eles durante uns tempos, por vezes até anos e, de repente, lembram-se, pelos mais variados motivos, que já não é possível continuar com eles.

 

 

 

 

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E se há donos que os deixam a cargo de alguém conhecido, familiares ou amigos, outros há que os entregam a desconhecidos, os deixam em associações ou, simplesmente, os pôem na rua, deixando-os abandonados e entregues à sua sorte, muitas vezes a quilómetros de casa.

 

 

 

 

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Todos eles sabem, assim como nós, que os animais não são coisas, que têm sentimentos, que sofrem. E que a adopção deve ser um acto muito bem pensado, a todos os níveis, antes de se embrenharem nela, e arrependerem-se logo de seguida. 

Mas a impulsividade leva muitas vezes a ignorar tudo, e a satisfazer apenas o desejo do momento. Depois, quando percebem que, afinal, já não querem os animais, arranjam mil e uma desculpas para os despachar.

 

 

 

Aqui ficam as mais conhecidas:

 

1 - Miam muito - como se os gatos fossem animais mudos, sem direito à fala

 

2 - São irrequietos e só querem brincar - é mais do que normal, sobretudo se forem pequenotes

 

3 - Partem/ destroem coisas em casa - é verdade que, por vezes, o fazem, mas será assim tão mais importantes os bens materiais?

 

4 - Não gostam/ não se deixam pegar ao colo - e daí? Nem todos são iguais. Até entre nós, humanos, nem sempre gostamos de muito contacto físico

 

5 - Não são meiguinhos - cada gato tem a sua personalidade, tal como nós, uns mais meigos, outros mais nariscos, mas não é nada com o qual não se possa conviver

 

6 - Não se dão com outros animais residentes - também pode acontecer, mas isso é algo que se vê logo no início, não há necessidade de deixar arrastar e só se lembrarem disso muito tempo depois

 

7 - Os donos são alérgicos a gatos - acontece, com algumas pessoas. Ainda assim, existem casos em que os donos conseguiram encontrar estratégias/ soluções para não terem que devolver o gato

 

8 - Problemas de saúde - ah e tal, estou com problemas de saúde que me impedem de continuar com eles - pode ser, mas é de duvidar quando apenas devolvem/ se livram de uns, e ficam com outros

 

9 - Mudança de casa - se realmente gostam dos gatos, a mudança não tem que ser uma desculpa. Eles vivem bem em apartamentos ou espaços pequenos, adaptam-se às mudanças e, caso seja por culpa dos senhorios, que não aceitam (embora essa questão actualmente não se coloque tanto), tentem procurar alguém que não coloque entraves

 

10 - Gravidez - é verdade que serão precisos alguns cuidados, mas um gato não é um perigo por si só, pelo contrário, alguns até tentam proteger a dona e a sua barriga

 

11 - Nascimento de um filho - mais uma vez, o gato não tem que, obrigatoriamente, só por ser gato, representar algum perigo para o bebé; tão pouco o bebé substitui o gato, a ponto de, agora que nasceu, os donos descartarem o animal

 

12 - Divórcio/ separação - nestes casos, os donos tendem a descartar responsabilidades, empurrando um para o outro levando, muitas vezes, ao que fica com o animal, contrariado, ao abandono do mesmo

 

13 - O sexo dos gatos - donos que queriam machos mas afinal adoptaram fêmeas, ou vice-versa e, sendo assim, não querem

 

14 - Dão muita despesa - então e não sabiam disso quando os foram buscar?

 

15 - Doenças - quando os gatos começam a ficar doentes, a ter problemas de saúde, e os cuidados, a disponibilidade e as contas do veterinário aumentam, ou não há dinheiro para os tratar, entregam-nos em associações

 

16 - Falta de tempo para estar com eles - os gatos são animais mais independentes que os cães e, embora sintam falta de ter alguém com quem brincar, ou que lhe faça companhia, adaptam-se e suportam melhor estar sozinhos por períodos mais longos. Além disso, se já assim era, deveriam ter pensado antes. Se é uma situação nova, nada como adoptar outro gato, para que façam companhia um ao outro, enquanto o dono está fora. 

 

17 - Viagens/ mudança de país - é uma situação mais complexa, e nem sempre é fácil, ou permitido, viajar com os gatos para outros países para além de que, como já vimos em alguns casos, podem ocorrer incidentes com os animais em pleno aeroporto. E, por muito que custe, é preferível o animal ficar. Mas deixem-no com alguém de confiança, a quem ele esteja habituado, e não com a primeira pessoa que vos aparecer.

 

18 - O meu companheiro/ companheira não gosta de gatos - troquem de parceiro, nunca de animal!

 

19 - Agora tenho um gato de raça, já não preciso deste rafeiro - em que é que uma coisa implica a outra? Não são ambos animais? Não têm ambos os mesmos direitos?

 

20 - Foi um presente, mas não gostei - muitas vezes os gatos são usados como presente, em ocasiões festivas, e quem os recebe nem sempre está disposto a ficar com eles, podendo aceitá-los no momento, para não serem indelicados, mas devolver em seguida

 

 

 

Querem acrescentar mais alguma "desculpa" que já tenham ouvido por aí, à lista?

Como incutimos determinados comportamentos aos nossos gatos

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Tal como as crianças, também os animais vão estudando os seus donos, e testando os seus limites.

E nós, enquanto donos, tal como fazemos com os nossos filhos, acabamos por, muitas vezes, incutir determinados comportamentos aos nossos gatos, que não serão os mais desejáveis.

 

 

Lá em casa, somos um bom exemplo disso.

As nossas bichanas acordam cedo e estão habituadas a que um de nós se levante também, para colocar comida, água, abrir as persianas e limpar as caixas de areia, ou simplesmente porque acham que está na hora de também nos levantarmos.

Nós, claro, ainda mais ao fim de semana, estamos com aquela preguiça de levantar de madrugada, e vamo-nos deixando ficar.

A Becas, não vê isso com bons olhos, e faz de tudo para nos chamar a atenção: arranha a cadeira, tenta abrir o roupeiro, sobe para a mesa de cabeceira, tenta fechar a porta do quarto, e por aí fora. Nada resulta até que...morde a Amora!

E nós, para evitar que se magoem, levantamo-nos de imediato!

Ou seja, a Becas associou que, sempre que quiser chamar a atenção ou fazer-nos levantar, a solução é morder a Amora.

 

 

Outro exemplo, é o dos petiscos.

Um dia, estamos a comer fiambre e, porque não, dar um pedacinho a cada uma? Não será isso que lhes fará mal. 

Dali a uns dias, novamente. 

Quando demos por isso, já as duas sabiam exactamente a hora a que nós iríamos mexer em fiambre, e plantavam-se aos nossos pés, à espera.

 

 

Em ambos os casos, fomos nós, através dos nossos actos, os responsáveis por esses comportamentos, e cabe-nos a nós reverter a situação.

 

E por aí, já alguma vez, uma atitude vossa, levou a determinado comportamento dos vossos bichanos, que não seja aconselhável?

 

Na hora de alimentar os nossos gatos

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Deve ser apenas uma pessoa a fazê-lo, porque só ela saberá a quantidade e a hora a que o fez, e se é, ou quando é, suposto fazê-lo novamente.

Se for mais do que uma pessoa na casa a tratar dessa tarefa, pode acontecer uma delas alimentar quando não devia, ou ver os comedouros vazios e achar que ainda ninguém colocou ração quando, na verdade, já colocaram e já foi comida.