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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Os testes FIV e FELV

 

Já aqui falei, anteriormente, nestas duas doenças felinas.

Hoje, venho falar dos meios de diagnóstico das mesmas.

 

Até há uns tempos atrás, eu nunca tinha ouvido falar destas doenças mas, a partir do momento em que temos gatos e os levamos a uma consulta veterinária, o médico veterinário elucida-nos de imediato sobre o plano vacinal e sobre estas duas doenças, uma das quais pode ser prevenida através de uma vacina específica.

 

 

 

O diagnóstico é feito através de um kit comercial, que detecta anticorpos de FIV e antígenos de FeLV, através do método ELISA (ensaio imunoenzimático). É um teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica.

 

O teste é importante em gatos doentes, para auxiliar no diagnóstico, como foi o caso da Becas que, no dia em que foi internada, fez logo o teste. Estando ela com panleucopénia, e caso fosse portadora de uma destas doenças, as suas hipóteses de cura, já de si baixas, reduziriam ainda mais. Felizmente, deu negativo para ambas.

 

 

Mas este teste é também muito importante para separar gatos portadores de outros gatos, diminuindo a disseminação dessas doenças. 

Por exemplo, tendo duas gatas, se uma delas fosse positiva a uma destas doenças, e a outra negativa, havia uma grande probabilidade de a primeira contagiar a segunda.

 

Como já foi dito, o FILV não tem cura, nem forma de prevenção.

No entanto, depois de feito o teste e sendo o animal negativo a FELV, pode ser vacinado contra esta doença felina que, uma vez contraída, também não tem cura.

Os médicos veterinários aconselham esta vacina a todos os gatos que tenham acesso à rua.

 

 

 

Qualquer dono poderá solicitar a realização destes testes ao seu gato. No entanto, existe um grupo específico que os veterinários recomendam, nomeadamente:

 

  • Gatos provenientes da rua ou abrigos de gatos
  • Gatos com acesso regular à rua
  • Gatos que vivem em abrigos de gatos
  • Gatos jovens com neoplasias ou anemia
  • Gatos com doenças crónicas recorrentes
  • Gatos com infecções aparentemente descomplicadas,que não respondem bem ao tratamento
  • Gatos com lesões na cavidade oral

 

Por norma, os gatos de raça que habitualmente se destinam a ser comercializados, já têm estes testes feitos.

Também os gatos adoptados em associações costumam ser testados antes de estarem aptos para adopção, e essa informação consta da descrição do animal a adoptar.

Mas existem casos, ou porque os anteriores donos não o fizeram, ou os gatos foram adoptados antes de serem efectuados.

É por isso que, na dúvida, e para quem adopte mais que um gato, os veterinários recomendam que os donos os mantenham separados até ser feito o diagnóstico, e as vacinas de todos estarem em dia.

 

Por isso, não hesitem em solicitar ao veterinário toda a informação e, se desejarem, em efectuar os testes aos vosso bichanos. Afinal, mais vale prevenir do que remediar.

 

 

 

  

 

Doenças felinas #1 - Vírus da Imunodeficiência Felina

 

Também conhecido por FIV, o Vírus da Imunodeficiência Felina, só é transmitido de gato para gato, e não para os seres humanos ou outros animais. Mesmo de gato para gato, não é facilmente transmitido porque é necessária uma dose muito elevada para que tal aconteça.

 

Mas, como é que ocorre essa transmissão?  

O vírus está presente no sangue e saliva de gatos infectados. As vias mais comuns de infecção são através da mordida, quando o vírus na saliva do gato infectado é injectado directamente na corrente sanguínea do gato mordido, ou através das lutas de gatos, normalmente não castrados, que podem também ser infectados. Por outro lado, um gato que morde um gato infectado, tem menos risco de ser infectado, uma vez que o vírus não é injectado directamente na corrente sanguínea, embora ainda haja um elemento de risco. 

 

O que é que este vírus provoca?

O FIV diminui drasticamente as capacidades imunitárias, esgotando o número de células brancas do sangue, o que proporciona o fácil aparecimento de infecções e outras doenças, e torna os gatos menos capazes de as combater. No entanto, o FIV é um vírus de acção lenta, e muitos gatos infectados podem ter uma vida normal, sem problemas de saúde aparentes, decorrentes do vírus.

 

Principais sintomas:

  • falta de apetite
  • emagrecimento
  • febre
  • diarreia
  • dificuldades respiratórias/ infecções do trato respiratório (rinite ou bronquite)
  • tumefação das glândulas linfáticas
  • conjuntivite
  • gengivite (inflamação da gengiva)
  • espirros, e corrimento nasal e ocular
  • estomatite
  • insuficiência renal

 

 

 

Uma vez transmitido, o vírus aloja-se no corpo para sempre. Não existe cura, mas os gatos podem viver uma vida normal e longa.

Os principais cuidados que o dono de um gato portador deste vírus deve ter são:

  • proporcionar uma alimentação saudável e equilibrada
  • ter a vacinação sempre em dia
  • manter o gato dentro de casa para não correr o risco de ficarem doentes e para não infectar outros gatos
  • manter-se sempre atento à condição física do gato, para detectar eventuais sintomas