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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Janeiro: o mês dos gatos

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Diz-se que janeiro é o mês dos gatos!

Que é nesta altura que os gatos andam doidos, atrás das fêmeas, e desaparecem até mesmo, por alguns dias, nessa procura.

Ou que são abandonados os gatos que foram oferecidos como presente de Natal, e começam agora, passadas as festividades, a ser descartados.

Mas há quem diga que não. Que não é em janeiro, mas sim em fevereiro, quando começa a haver mais horas de luz, suficientes para que as gatas com o cio reproduzam.

Ainda assim, em dezembro andavam por lá dois machos a tentar engatar a mais nova residente do bairro.

Já em abril e maio, começam a aparecer as primeiras ninhadas e, como tal, poderiam ser também, ambos, considerados, o mês dos gatos.

No entanto, em Portugal, é em junho que se comemora o Dia de Abraçar o Gato e, em agosto, o Dia Internacional do Gato e o Dia do Gato Preto.

Já nos Estados Unidos, é em outubro que se celebra o Dia Nacional do Gato e, em novembro, o Dia Nacional do Gato Preto.

Para mim, todos os meses são meses dos gatos!

De os mimar, de os amar, de os proteger e acarinhar, de os abraçar, de os beijar, de lhes retribuir tudo o que nos dão, dia após dia.

De ajudar aqueles que mais precisam, e não têm a sorte de ter um lar e uma família.

Mas janeiro é janeiro!

E é o mês do aniversário das duas felinas lá de casa – uma a 14, a outra a 24.

Contra todas as probabilidades, são quatro anos, e quarenta e oito meses, de muito amor, brincadeira, alegrias, aventuras e momentos inesquecíveis ao lado das duas bichanas.

Que venham muitos mais, e que 2020 seja o ano em que cada um de nós, à nossa maneira, possa fazer algo pelos felinos, em cada um dos dias e meses que o compõem!

 

 

* Artigo escrito para a Miau Magazine de janeiro.

De Visita

Ontem fui visitar os meus pais e claro, a Bianca. Cheguei e ela apareceu logo. Estava com o cão ao sol. 

Eu digo: "Bianca... olá!"

Ela responde "Miau..." e faço de conta que é um cumprimento de volta.

Está muito bem tratada. Cheia de mimos. Quase sempre deitada à lareira e no seu puff privado! À mesa, continuo sem me poder sentar no lugar dela sem que reclame. 

Como não se esquece, lá anda com o Pirilampo.

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Gatos: cuidado com as bolas de naftalina

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Para além de uns cartões de papel com cheirinho a alfazema, antitraças, que costumo pôr nos roupeiros, também utilizo, onde arrumo os lençóis, bolas de naftalina.

Por norma, coloco uma ou duas no meio deles. À medida que os vou usando, passo as bolas que aí estiverem, para os restantes.

 

Já por algumas vezes, ao desdobrar os lençóis para fazer a cama, cai uma ou outra, que não tinha visto, em cima da cama, ou para o chão.

 

Como sabemos, os gatos adoram ajudar-nos a fazer as camas, e a Amora não é excepção. E foi com ela que reparei que, sempre que ela está na cama e cai uma dessas bolas de naftalina perto dela, ou no chão, ela, em vez de ir atrás dela para brincar, foge a sete pés, como se tivesse visto o diabo à frente.

Não fazia a mínima ideia do porquê da reacção dela, até que fui pesquisar, e descobri que o naftaleno, comercialmente conhecido como naftalina, é altamente tóxico.

Caso um gato entre em contato ou ingira naftalina, ele pode sofrer alterações no sistema nervoso e no fígado, bem como irritação da pele e dos olhos e, em casos mais graves, até mesmo a morte. 

 

Felizmente para mim, e sobretudo para ela, que lhe dá para fugir, dando-me tempo de apanhar as bolas e tirá-las do seu alcance.

Sabiam disto?

Missão sabotada!

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Esparguete: Olha Branquinho, parece que já está alguém de pé aqui nesta casa.

Vou tentar entrar pela fresta da janela, e ver o que consigo.

 

 

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Branquinho: Nem penses que me vais deixar para trás!

Se tu entras, eu também vou.

Esparguete: Não sejas desconfiado. Além disso, gordo como estás, nem sequer passas ali.

 

 

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Branquinho: Gordo? Eu?

Esparguete: Ai, tão ofendido que ficaste! E à tua custa, fecharam a janela, e agora ninguém entra!

 

Quando os gatos de rua nos entram em casa

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Não é fácil!

Hoje de manhã, tempo de chuva e frio, a Miss Esparguete (nome dado à gata da vizinha por ser muito magrinha e escorregar sempre que pegamos nela) entra-me em casa. Largo tudo o que tenho na mão, e vou atrás dela, deixando a porta encostada. Já as nossas estavam a bufar para ela.

 

Entra-me o Branquinho em casa. 

Largo a gata, e pego no Branquinho para o pôr na rua. Fecho a porta.

Volto a procurar a gata. Lá pego nela e ponho-a na rua também.

Vou buscar comida para os dois. A Miss Esparguete entra outra vez, e lá a ponho de novo na rua.

 

Custa-me imenso.

Estavam molhados. Provavelmente, com frio. Só queriam um abrigo, uma casa quentinha e que os protegesse da chuva. Mas já temos as nossas. E elas vêm sempre em primeiro lugar.

Tive que sair de casa por outra porta, ou não saía de lá hoje.

 

Antigamente, isso era algo bastante comum.

Fossem gatos dos vizinhos, ou gatos sem dono, sempre que apanhavam uma porta ou janela aberta, entravam sem pedir licença, surrupiando, muitas vezes, o que houvesse por ali à disposição ou, simplesmente, para tirar uma soneca abrigados do exterior, e em boa companhia.

Os tempos mudam, as pessoas passam os dias fora de casa, com portas e janelas fechadas e, morando a grande maioria em apartamentos, estas visitas inesperadas são raras.

Ainda assim, há exceções.

Connosco, por exemplo, como moramos num rés-do-chão com quintal, e temos vizinhos que deixam os seus gatos andar na rua, é frequente termos estes à porta, a tentar uma abertura ou distração para entrarem.

 

Mas, será que podemos deixar esses gatos que andam na rua conviver com os nossos, que estão sempre em casa?

Quando tínhamos a Tica, ela ia ao quintal, e convivia com a Boneca, uma gata abandonada que por ali andava. Não se davam mal, mas estavam longe de ser amigas.

Nenhuma estava vacinada, nem desparasitada. Nessa altura, não achámos que tivesse importância.

Hoje, temos duas gatas que estão vacinadas (à exceção da vacina contra o FELV, que não considerámos necessária, uma vez que não saem de casa), desparasitadas, e que já passaram por vários problemas de saúde.

 

Por isso, sempre que algum gato nos entra em casa, por muito que gostemos de gatos, tentamos sempre que saia assim que possível, e que não esteja muito tempo em contacto com as nossas gatas.

Nunca se sabe o que daí poderá resultar, e não queremos colocar as nossas felinas em risco.

Se, por acaso, como já chegou a acontecer, esses gatos não nos dão tempo, e começam a comer nos comedouros das nossas, retiramo-los de imediato, e desinfetamos bem.

Até podem estar saudáveis e não representar nenhum perigo.

Mas, na dúvida, mais vale prevenir, que remediar.

Por algum motivo, quando se leva um gato novo para uma casa onde já existe um gato, sobretudo gatos de rua, se faz o período de quarentena, até se poder juntar ambos.

Bianca, Memória de Elefante

Ontem fui a casa dos meus pais, senhores guardiões da Bianca. Como está aquele friozinho de bater o dente, é época de lareira acesa. Claro está, que a menina Bianca tem o seu puff privado coberto por uma mantinha vermelha no melhor spot da casa - em frente ao fogão de sala! 

Lá estava ela e nem quis saber de mim. Não a julgo, se eu fosse gato, faria o mesmo! 

Não tardou muito até que ela "desaparecesse". Dei com ela a sair do quarto da minha irmã com algo na boca. Algo que me levou a pensar:

- "Temos ratos dentro de casa!"

Mas não... olhei melhor e o rato não mexia, nem tinha cauda, nem era um rato! Mais uma vez, e ao fim de quase dois anos, a Bianca ainda cisma com a coleção de Pirilampos Mágicos que juntei nos anos 90. Subiu a estante sei lá bem por onde, pegou no que quis, levou-o para onde quis e fez o que quis com ele. RIP Pirilampo, que a Bianca tem memória de elefante.

 

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