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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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A nova miúda do bairro!

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É esta princesinha tigrada, que já se ambientou perfeitamente, e já se integrou com os humanos e felinos do bairro!

 

 

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Todos os dias, vem aqui petiscar, seja sozinha, seja acompanhada por um dos clientes mais antigos.

 

 

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Só quer é festinhas, mimos e atenção! Acompanha-nos até parte do caminho, enfia-se por entre as nossas pernas, e temos que ter muito cuidado para não tropeçar e cair ao chão, porque nos prega rasteiras sem contarmos.

 

 

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Parece que o Branquinho também gostou da menina, e até já rebolam juntos ao sol, dão beijinhos, e têm os mesmos vícios: entrar à surrapa dentro da nossa casa, sem esperarmos!

 

Por detrás de alguns comportamentos dos gatos...

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... pode estar uma influência humana, seja ela directa ou indirecta, de forma intencional, ou involuntária.

 

Por vezes, criticamos, ficamos aborrecidos, estranhamos ou tememos alguns comportamentos dos gatos, não só dos nossos, como daqueles que encontramos na rua.

Mas, se pensarmos bem, alguns desses comportamentos, para além de uma diversidade de explicações possíveis, podem também ter origem no nosso próprio comportamento.

 

 

Por exemplo:

Fazer as necessidades fora da caixa - uma das razões para que isso aconteça pode ser o facto de não terem a caixa limpa, de ter havido mudança de areia, de não gostarem do odor dos produtos de limpeza, ou stress provocado por alguma alteração feita pelos donos, ou situação causada por estes - mudanças de rotina, de disposição da casa, pessoas estranhas em casa.

 

O gato arranhar/ morder - cada gato tem a sua personalidade, e nem todos gostam da mesma forma de afecto. Mas, muitos gatos, acabam por se tornar ainda mais agressivos, se os donos ou pessoas que com eles lidam, não souberem respeitar a sua vontade, e insistirem em pegar neles, brincar, fazer festas, quando o gato já mostrou claramente que não o quer

 

O gato esconder-se - mais uma vez, é preciso respeitar e, se andarmos sempre de volta deles, mais se vão esconder. No entanto, se deixarmos eles terem o seu tempo e espaço, e tomar a iniciativa, pode acontecer serem eles a vir, espontaneamente, ter com os donos, e deixarem-se conquistar

 

O gato marcar território em casa/ agressividade com outros gatos - uma das principais razões para o gato o fazer é o facto de não ser castrado, algo que está nas mãos dos donos fazer

 

O gato arranhar móveis/ sofás - eles gostam de afiar as garras, demarcar o território, chamar a atenção dos donos e até mesmo alongar e relaxar os músculos e tendões. Uma forma de minimizar os estragos será proporcionar arranhadores para o efeito

 

Desconfiança em relação aos humanos - muitos gatos tornam-se desconfiados, em relação às pessoas, porque já terão sofrido às mãos de algum humano, tornando-os cautelosos

 

Acidentes nas estradas/ ruas - por vezes, quando vemos um gato no meio da rua, temos tendência a aproximarmo-nos dele, para o tentar ajudar mas, ao fazê-lo, ele pode assustar-se e fugir para a frente dos carros, sendo atropelados

 

Chamar a atenção/ chantagem emocional - muitas das formas que eles utilizam para o fazer devem-se ao facto de, quando utilizadas as primeiras vezes, terem sido correspondidas pelos humanos

 

Conhecem outros comportamentos felinos que possam ter influência humana?

Como uma simples mudança nossa altera toda a rotina de um gato

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Os gatos são animais de rotinas, como sabemos,

E estabelecem a sua própria rotina, muitas vezes, em função da nossa.

Assim, basta uma pequena mudança na nossa rotina, para que a deles se descontrole e altere o seu comportamento.

 

Reparei nisso no outro dia, com uma coisa tão simples, como nos deitarmos mais tarde.

As nossas gatas estão habituadas a comer pouco à noite, e a deitar-se quando também nós nos deitamos, cerca das 22/ 22.30h.

Naquela noite, deitámo-nos mais tarde. Como não é costume estarem "de pé" àquelas horas, acabaram por ter fome, e tivemos que colocar ração extra. Depois, como se já tivessem passado da "fase do sono", andavam excitadas. E demoraram a acalmar quando, finalmente, nos deitámos.

 

E por aí, já notaram alguma mudança no comportamento dos vossos gatos e nas suas rotinas diárias, com base em alterações à vossa rotina?

 

Quanto tempo aguentamos ficar zangados com os nossos gatos?!

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Será verdade que, entre os humanos e os animais, são estes últimos que têm uma maior capacidade de nos fazer esquecer os disparates que fazem, e perdoar no mais curto espaço de tempo?

Será pelos "olhinhos", que fazem como ninguém mais?

Será aquele ar de inocência que colocam quando ralhamos com eles?

Ou aquela expressão triste com que ficam, uma espécie de "chantagem emocional" a que somos incapazes de resistir, e nos leva a ceder?

 

Por aí, quanto tempo conseguem aguentar zangados com os vossos gatos, quando eles vos tiram do sério com as suas traquinices? 

 

 

Como vêem os gatos o nosso mundo?

O fotógrafo Nickolay Lamm resolveu produzir uma série de fotografias através das quais, compara a visão humana com a dos felinos.

Com a ajuda de oftalmologistas e veterinários ele conseguiu reproduzir, com uma precisão de quase 100%, a forma como os gatos vêem as coisas e o mundo ao seu redor.

 

O borrão na borda das fotos representa a área da visão periférica em seres humanos (20 graus, topo) e gatos (30 graus, inferior).

 

 

 Os gatos não podem se concentrar claramente em objetos que estão a mais de 20 metros de distância. 

 

 

A visão de cor de gatos é menos vibrante do que os humanos, resultado de diferentes densidades de fotorreceptores em suas retinas.

 

 

Os campos visuais dos gatos são de 200 graus; Os humanos só podem ver 180 graus.

 

 

Essa seria a vista de um gato se estivesse no topo de um arranha-céu em Xangai, China.

 

 

Os gatos podem ver muito melhor em luz fraca do que os humanos podem. 

 

 

Além de ver melhor no escuro, os gatos também são melhores do que os humanos ao pegar movimentos rápidos. 

 

 

Artigo completo AQUI

 

Quando os gatos ficam com as garras presas

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As garras dos gatos podem ser perigosas para os humanos, mas também consituem perigo para si próprios.

Nem todos os donos cortam as unhas aos seus bichanos, seja porque eles não o permitem, ou porque os próprios donos consideram que não há necessidade.

Há casos, inclusive, em que as garras podem ser uma boa ferramenta e de bastante utilidade, em casos de gatos com limitações, como é o caso da nossa Amora. 

Se não fossem as garras dela, já teria caído muitas vezes, quando tenta saltar para algum lado. São as garras que lhe permitem aventurar-se a seguir os passos da Becas, e subir para sítios mais altos, ou arriscar uma ou outra acrobacia.

 

No entanto, volta e meia, tanto uma como a outra ficam com as unhas presas em qualquer lado, não se conseguem desprender, e começam a ficar nervosas.

Nesses casos, se estivermos por perto, o melhor que temos a fazer é manter a calma - para stressados já bastam eles, o que é difícil, porque os vemos aflitos.

Temos que analisar bem a forma como a unha está presa, e como tentar desprender sem magoar o gato, com o maior cuidado possível. Se um gato já está bravo por causa da situação, e se nós, como nervosismo, quisermos fazer tudo à pressa, podemos piorar a situação.

 

Hoje de manhã, a D. Amora lembrou-se de prender uma unha, nem sei bem onde, porque quando cheguei já ela se tinha libertado. Mas ouvi bem o miar de aflição dela, que se deve ter assustado ainda mais quando a minha filha, que estava com ela, começou a gritar a chamar por mim, também ela nervosa por não conseguir ajudar a gata.

E foi uma sorte eu ter chegado naquele momento, e ter dito à minha filha para ficar quieta porque a Amora, conforme se soltou, começou aos saltos, desnorteada, mesmo na direcção dos pés da minha filha, e por pouco não levou uma pisadela.

 

Quando se esticam para espreguiçar, e ficam com as unhas presas, eu costumo levantá-las na direcção de onde a unha está, para que o corpo não faça peso para baixo, e só então tento desprender. Já se ficam presas às minhas pernas, baixo-me, para que possa ficar ao nível delas, e soltar mais facilmente.

 

Alguém por aí já passou por situações semelhantes, e quer partilhar alguns truques?

Em jeito de desabafo

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Aqueles que mais amam os animais são, também, aqueles que mais sofrem por eles, com eles.

Por não terem poderes sobrenaturais, por não poderem fazer mais, por não poderem, muitas vezes, ajudar naquilo que mais precisam, por não terem mãos, braços e força suficiente para tantos animais que lhes aparecem à frente, vítimas de abandono, maus tratos ou, simplesmente, estupidez e irresponsabilidade humana.

Por não poderem acolher todos os animais que vagueiam sozinhos pelo mundo, por não encontrarem famílias para aqueles que acolhem, e que acabam por viver e morrer em abrigos, sem nunca saber o que é ter um lar.

Por quererem fazer tudo para lhes proporcionar uma melhor vida, mesmo que isso signifique contas e dívidas cada vez maiores, em que os valores aumentam a triplicar, comparativamente aos que conseguem abater.

Por terem que lutar, para além de tudo isto, com pessoas cruéis, que ainda se insurgem contra este trabalho voluntário, que fazem questão de, não só não ajudar, como ainda prejudicar quem o faz.

 

Poder ajudar um só animal que seja, já é bom. Mas fica sempre a frustração de não poder ajudar mais.

Poder contribuir para que outros ajudem, por pouco que seja, é óptimo. Mas fica sempre a sensação de que não deixa de ser uma migalha, uma agulha num palheiro.

 

Até mesmo os médicos, que tentam dar uma melhor qualidade de vida aos animais ou, até mesmo, salvar-lhes a vida, cedem à pressão, e à frustração, quando não são bem sucedidos.

 

Quem mais gosta dos animais, é quem muitas vezes tem vontade de se dar por vencido, de baixar os braços, mas sabe que não o pode fazer. E, por isso, vai buscar esperança e força nem sabe bem onde, porque se não forem essas pessoas a preocupar-se e a lutar pelos animais, quem o fará? 

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