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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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As primeiras preocupações

Becas, a destemida, a aventureira, a macaca que salta e pula, e põe-se em pé como se fosse uma pequena ursinha, que não pára quieta e gosta de desafiar a Amora, e dar-lhe umas "dentadinhas de amor" quando ela quer estar sossegada, muda repentinamente.

No fim-de-semana, só queria estar ao colo sossegada, e muitos mimos. No domingo, então, ainda se notou mais. Era a Becas que queria estar sossegada, e a Amora que a desafiava. A Amora parecia que tinha pilhas duracell, nunca a vi brincar e divertir-se tanto. E a Becas, só queria estar deitada.

Ontem, fi-las correr um pouco atrás da corda. Mas quando mandei as bolas, a Becas limitou-se a olhar para elas, sem ir atrás.

Por esta altura, já estávamos de pé atrás e a achar que alguma coisa não estava bem.

Ontem ao final do dia chego a casa e reparo que, perto da porta do corredor, está qualquer coisa no chão, semelhante a vomitado. Perguntei ao meu marido mas ele, enquanto esteve em casa, não deu por nada.

À noite, vejo que a Becas se prepara para vomitar. Saiu apenas líquido. Não devia ter comida no estômago para sair. Depois disso, melhorou. Brincou um pouco com o rato e dormiu até de madrugada, a certa altura, encostada à minha cara.

Foi nessa altura que se preparou para vomitar novamente. Ainda meio ensonada, pensei em limpar hoje de manhã, mas não vi nada. Prestes a levantar-me, apanhei um valente susto quando toco nela e não sinto nada. Acho que estou traumatizada por causa da Tica. Ao fim de alguns segundos lá ela desperta, e me alivia.

Antes de vir para o trabalho, vomitou outra vez. Na primeira tentativa, não saiu nada. À segunda, uma espuma esbranquiçada.

E assim vamos nós hoje ao final do dia com ela ao veterinário, para ver o que se passa com a nossa Becas. Não podemos mais estar à espera que o carro fique arranjado. Vamos ter que as levar mesmo de táxi até ao hospital veterinário, até porque embora não apresente sinais, convém que a Amora também seja examinada.

Começaram as primeiras preocupações.

 

Os gatos e as infecções urinárias

 

Como saber se o nosso gato está com uma infecção urinária?
 
No caso da Tica, acho que foi por também eu estar familiarizada com esse problema e com os sintomas, que rapidamente consegui identificar.
Provavelmente, nem todos os casos serão iguais mas, com a Tica, verificaram-se todos os sinais:
 
- dificuldade em urinar - ela ia várias vezes à caixa mas fazia muito pouco de cada vez, por vezes só mesmo uma ou duas pingas
 
- urinar fora da caixa - percebia-se que não o fazia de propósito, mas porque talvez não se sentisse bem. Encontrei várias vezes pela casa pequenas manchinhas de urina
 
- urina com sangue - nesses chichis que encontrei no chão, notava-se a cor rosada, que sugeria presença de sangue na urina
 
- mal estar geral - notou-se no seu comportamento que não se sentia bem. Em alguns gatos, pode haver vocalização, letargia, vómitos e debilidade
 
 
 

A doença do trato urinário inferior felino, também conhecido como Síndrome urológico felino, é uma doença comum, sendo que os tipos mais frequentes incluem uma condição inflamatória na bexiga e na uretra, assim como a formação de cristais ou cálculos na urina.

Nem sempre é possível identificar a causa, mas a inflamação da bexiga pode ser causada por infecções, cálculos urinários, trauma ou tumores. Mas também pode ser provocada por uma infecção viral ou caudada pelo próprio sistema inflamatório.
Por norma, os gatos podem ser mais afectados por este problema entre os 2 e os 6 anos, quando são inactivos, ou têm excesso de peso. Outros factores de risco incluem o stress, mudança no ambiente, ou mudanças na caixa das necessidades, dieta ou água de bebida.

De uma forma geral, qualquer gato pode ser afectado, mas os machos estão mais predispostos devido ao pequeno diâmetro da uretra. E é comum, apesar do tratamento e dos cuidados em casa, haver recorrências.

Assim que percebi o que se passava com a Tica, marquei imediatamente consulta no veterinário. Pelo que expliquei, a funcionária achou que não devíamos esperar mais dias, e levámo-la logo.

A veterinária confirmou o meu diagnóstico e verificou que ela estava também com febre. O tratamento, foi à base de antibiótico, anti-inflamatório e antipirético. Esta medicação serve, normalmente, para estabilizar. No entanto, se o animal estiver obstruído, deverá ser algaliado para resolver a obstrução. 

Alguns gatos têm obstruções frequentes e sofrem danos extensos na uretra.l Nesse caso, deverá ser realizada uma intervenção cirúrgica para remover parte da uretra e deixar um diâmetro maior para urinar. Após esta cirurgia os gatos raramente obstruem de novo, mas podem voltar a apresentar urina com sangue, dificuldades em urinar e aumento da frequência em urinar.

Cuidados em casa

Existem dietas especiais para os gatos com esta doença, que são formuladas para minimizar a formação de cristais na urina e para manter um pH urinário ácido.
 
Deverá haver sempre água fresca ao dispor.
 
Outras medidas que podem ajudar são: uso de duas caixas limpas e sempre acessíveis, encorajar ao exercício e perda de peso em gatos obesos, minimizar o stress ou mudanças na rotina.
 
Observar se o seu gato apresenta dificuldades em urinar, dificuldades em produzir urina e outros sinais de doença, como vómitos, falta de apetite ou mudanças no comportamento.