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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Mais uma vez o Snoo no veterinário

Aqui dei a conhecer os problemas de saúde do Snoo ao longo dos seus 14 anos. Infelizmente continuam.

Umas semanas depois de ter feito a ultima cirurgia ao nariz reparámos que tinha uma zona das costas com falta de pelo e avermelhada. Fomos à clínica veterinária que diagnosticou uma alergia, em principio de mordidela de pulga. Na altura foi detectada uma e isto apesar de ser gato de casa e de ter sido colocada a pipeta uns dias antes. O nosso calvário e o dele ia começar novamente. Falo da toma de medicação. Receitou uns comprimidos para a comichão (que raramente demonstrava ter) a dar 2 vezes dia e umas cápsulas para regenerar a pele. Imaginem a cena: 2 humanos, 1 gato com quase 7 quilos, por vezes um cobertor para o embrulhar, a grande maioria das vezes uma maratona a correr atrás dele e quase sempre o resultado final era um comprimido cuspido varias vezes, varias arranhadelas (especialmente na dona) e varias horas com o gato escondido e triste. Um filme de terror.

Voltámos à veterinária, que não foi a mesma que o tinha observado da primeira vez e insistiu que deveria tomar a medicação mais tempo. Explicámos como era difícil e que era um momento de muita ansiedade e sofrimento tanto para ele como para nós. Contarei mais tarde como me fez sentir e como ponderei não voltar mais ali.

Sai com mais uma lamela de comprimidos ( por ela sairia com 3 e mais não sei quantas de cápsulas) e com indicação de lá voltar se não visse melhoras.

4 Dias depois lá estava eu e felizmente a veterinária que lá estava era a primeira que o tinha observado. 

Ao analisar as costas dele via-se o sofrimento que estava a ter e de repente morde-me a mão (valente mordidela).

Como a medicação não estava resultar, resolveu receitar medicação à base de cortisona. Não era o ideal devido ao histórico das doenças nem da idade, mas ponderando achava que era o melhor.

Felizmente ia ser dado em injecção. Inicialmente todos os dias e depois de se observar que estava a dar resultados foi administrada uma que deu para 5 dias.   

Passaram 6 dias desde que levou a ultima injecção e vê-se resultados. 

Agora a única medicação que está a fazer é para a regeneração da pele, mas em modo pipetas que se coloca na zona do pescoço.

Cá em casa ansiamos por tranquilidade...tanto nós como Snoo.

 

Dicas de como se dar um remédio ao nosso gato

Quem já não levou uma boa meia dúzia de  bufadelas, arranhões e até mesmo mordidelas... na altura que se tenta enfiar o comprimido pela boca abaixo dos bichanos?

 

Phot.jpg

 

Foto Valery Kudryavtsev 

 

É que isto de dar um comprimido a um gato pode-se tornar numa autentica saga...

Como te compreendo Anabela!

Pois...

Recentemente tive essa experiência. Quando o meu Jaqui esteve com um episódio de cistite aguda. Os primeiros 3 dias, com duas tomas diárias. Duas seringas de manhã e duas à tarde, cada uma com o respectivo anti-inflamatório e analgésico. Mais uma cápsula também essa a ser dada duas vezes ao dia... durante 30 longos e extenuantes dias. E se, quase se vomitava todo com o sabor duma das seringas... nos primeiros dias com a cápsula, a rotina era... a lembrar o "Apanha se puderes"...

... apanhas a drageia que voou da minha boca para o chão e me tentas segurar, num intervalo de... 5 segundos?!

Para nem lembrar que no início eram precisas duas pessoas para o segurar. Mas, a partir do meio do tratamento já conseguia dar-lhe sozinha! Grande vitoria!!!

 

Como o fiz?!

Não vou explicar... deixo-vos o video. Com paciência e amor... qualquer um dos métodos resulta!

Boa sorte!...

(^..^)ノ

 

A chegada de um novo membro à família

Resultado de imagem para adoção de dois gatos

 

Aqui no Clube, apesar das dificuldades iniciais, os casos em que existem dois felinos a cohabitar no mesmo espaço, tendo um chegado ao lar mais tarde que o outro, são de sucesso!

E é assim, na maioria das vezes.

Mas, atenção...

É preciso estar ciente de que o contrário também pode acontecer, e que o animal que temos em casa pode, não só não aceitar a nova companhia, como isso essa nova situação ter implicações na sua saúde.

 

Em algumas campanhas de adopção a que tenho ido, dizem-me sempre, quando mostro relutância em adoptar um novo gato, ou cão "ah e tal, eles acabam por se habituar, eu também tenho cães e gatos, e dão-se bem".

Pode até ser, mas também pode não ser. 

Porque não ser honesto e dizer "de uma forma geral e, com tempo e paciência, as coisas costumam correr bem, mas não podemos garantir"?

Porque não dizer "depende muito de animal para animal" ou, no caso dos cães,  "não sabemos, porque nunca esteve junto com gatos"?   

É que falar é muito fácil e, com tantos animais para adopção, se se puder "despachar" uns quantos, melhor, para dar lugar aos outros que precisam.

Mas quem adopta é que fica com a experiência em mãos, sem saber ao que vai, e como irá correr.

 

Sim, continuo a achar que, se for possível, devemos adoptar mais do que um gato, ou gatos e cães, porque há exemplos desses, em que ambas as espécies se dão bem.

Mas é preciso estar ciente que as coisas podem não correr bem. Que, por ciúmes, o animal mais antigo pode não aceitar a presença do novo. Que pode mudar o seu comportamento, tornando-se mais agressivo, não só para o novo animal como também para os donos. Que pode, até, entrar em depressão, e ter que andar a tomar medicamentos para diminuir o stress e agitação, ou antidepressivos.

 

E não é isso, de certeza, o que se deseja para o animal que já temos, nem para o que levámos para casa. 

Em alguns casos, temos que aceitar que não vale a pena forçar. Que há animais que preferem viver sozinhos, tal como há aqueles que se sentem melhor com companhia.