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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Amora: uma gata cheia de determinação

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Se há coisa que admiro na Amora, é a sua determinação!

A sua imensa vontade de se superar, de conseguir mais, de tentar e cair, e voltar a tentar uma e outra vez, até conseguir, sem medo.

A Becas não é assim. A Becas retrai-se quando as coisas correm mal. Quando não conseguiu subir uma vez para a secretária, e caiu no chão, demorou dias a tentar novamente, e sempre com receio.

A Amora, parece não ter consciência do perigo e, por isso, avança.

Acredito que grande parte da influência neste comportamento da Amora se deve ao facto de querer fazer o mesmo que a Becas faz. A restante, virá da sua própria personalidade.

E foi assim que, nestes últimos dias, vimos a Amora a tentar, desta vez com sucesso, subir para a tábua de engomar para ir à janela, sem ajudas.

E ontem, sem darmos conta, ei-la no cimo do sofá, totalmente em equilíbrio!

 

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Animais nas ruas: para reflectir...

 

A vida de um gato, nas ruas, pode ser emocionante, divertida...

Podem brincar ao ar livre, descobrir novos esconderijos e tocas, ir onde quiserem sem ninguém atrás deles...

 

Mas...

 

É uma vida dura, em que estão dependentes daquilo que caçarem para comer, ou da boa vontade das pessoas que lhes dêem comida para não passarem fome, e água para não morrerem de sede...

É uma vida dura, em que estão sujeitos aos perigos das ruas, de outros animais que lutam, como eles, pela sobrevivência ou, simplesmente, atacam por atacar, às maldades do ser humano que abomina animais e acham que eles deviam morrer...

É uma vida dura, em que podem não ter onde se abrigar do frio, da chuva, da trovoada...Em que não têm a quem recorrer quando sentem medo...Em que podem ficar doentes e não ter ninguém que os trate, que os leve ao veterinário, que cuide deles...

 

Enquanto os nossos gatos estão "presos" num lar com tudo aquilo que precisam, outros estão "livres" para o bem e para o mal...

 

Se os gatos que vivem na rua falassem e pudessem escolher o seu destino, o que diriam eles?

Este do vídeo, sabemos bem o que deve estar a sentir, mesmo sem nada dizer... 

 

Como acalmar um gato agressivo

 

Por vários relatos de que já tivemos oportunidade de ler aqui no Clube, pudemos perceber que existem gatos que podem tornar-se bastante agressivos, e nem sempre é fácil lidar com eles nessas situações.

Essa agressividade dos gatos pode ser uma expressão de territorialismo, domínio sobre outro gato, ou simplesmente dor e medo. Também pode acontecer a mesma fazer parte da personalidade do próprio gato ou resultar de algum problema comportamental, sem uma causa concreta ou específica.

Quando estamos perante um gato agressivo, e queremos acalmá-lo, são necessários alguns cuidados e muita cautela, não só para nos protegermos, como para proteger o próprio animal, evitando magoá-lo ou irritá-lo ainda mais.

É mais fácil, para os donos de gatos mais agressivos, reconhecer os sinais de alerta e tomar medidas que minimizem este comportamento perigoso, mas qualquer pessoa, até mesmo estranha ao animal, pode ver-se numa situação em que tenha que actuar.

 

 

 

Por isso, aqui ficam algumas dicas que, para melhor eficácia, exigem que a pessoa mantenha a calma, e seja bastante paciente:

 

1 - É importante a pessoa proteger-se com luvas, roupa mais grossa e até óculos protectores, para evitar que se magoe durante o pico de agressividade do gato, em que o mesmo pode tentar morder e arranhar. Deve também ter à mão uma toalha, para o caso de ser necessário imobilizar o animal sem o magoar, e que vai, igualmente, ajudar a acalmar.

 

2 - Saber a possível causa da agressividade do gato é meio caminho andado para evitar ou prevenir esses ataques agressivos. A presença de pessoas estranhas, objetos, barulhos e algumas situações específicas são factores que podem desencadear um comportamento mais agressivo. Sabendo o que lhe provoca a agressividade, e evitando essas situações, podemos diminuir a frequência desse comportamento iou até mesmo anulá-lo.

 

3 - Manter uma atitude confiante, e falar com calma e de forma pausada, são atitudes fundamentais a ter em conta, já que o gato vai agir de acordo com a forma como a pessoa se comporta, e consegue detetar o que a mesma está a sentir no seu comportamento corporal e tom de voz utilizado.

 

4 -  Sons sibilares (como “shh”) são de evitar junto de um gato assustado ou com medo pois é este, normalmente, o som que fazem quando estão mais agressivos ou assustados.

 

5 - Invistir num spray calmante de feromonas (próprio para gatos), que são úteis quando se pretende ajudar o gato a acalmar mais rapidamente.

 

6 - A esterilização/castração de gatos atenua o comportamento relacionado com o cio e, se o gato for muito agressivo, pode ser uma forma de minorar esse comportamento.

 

7 - Para quem tiver disponibilidade e paciência, é aconselhável trabalhar múltiplas vezes com o seu gato, durante todo o dia, por períodos curtos. Quanto mais interagirmos com o animal e tentar acalmar os seus medos e transtornos, mais o gato aprende a lidar com as diversas interações diárias. No entanto, como foi dito, estes períodos de interação devem ser curtos, para não sobrecarregar o gato com estímulos. É mais fácil conseguir educar um gato a ser menos agressivo quando eles ainda são bebés, mas não quer dizer que um gato mais velho não o possa ser também. Perseverança e pensamento positivo podem ser bons aliados. 

 

Como é óbvio, existem casos de agressividade extrema, em que se torna difícil, ou mesmo impossível, a convivência saudável e confiante entre os gatos e os humanos, sobretudo quando falamos de espaços limitados, como apartamentos ou moradias (em que os gatos são mantidos no interior).

Nesses casos, e perante o perigo constante e iminente, e impossibilidade de conter um ataque, talvez seja aconselhável ponderar outras soluções viáveis, para que o animal possa continuar a viver a sua vida, sem pôr em causa a segurança dos seus donos.

 

Em noite de fim de ano...

 

 ...não abandonem os vossos animais, e protejam-nos do perigo, e dos fogos de artifício que lhes provocam tanto medo.

Sabiam que, por exemplo, os cães, podem sentir palpitações, tremores, taquicardia, náuseas, pânico, atordoamento e medo de morrer? É frequente haver nesta altura alterações no comportamento dos animais, e tentativas de fuga e agressividade.

 

 

O ideal é tentar fazer antes com que os animais se habituem ao som dos fogos, mas se isso não for possível, ou não resultar, aqui ficam algumas dicas que poderão ajudar: 

 

 

 

Não devemos deixar os animais sozinhos nesta noite

Devemos fechar todas as portas e janelas, para evitar possíveis fugas

Podemos criar uma espécie de abrigo para ele se sentir mais confortável e em segurança

 

*Atenção também as intoxicações alimentares que costumam ocorrer nesta época de festas.

 

 

O que falha na criminalização dos maus tratos a animais

 

Pouco mais de um ano depois da entrada em vigor da lei que criminaliza os maus-tratos a animais, ainda não houve uma única condenação!

 

Segundo informações da GNR, das 3843 denúncias, apenas encontraram indícios de crime em cerca de 3% das queixas. Dos 123 casos participados ao tribunal, ainda não houve nenhuma condenação e, de acordo com a Procuradoria-Geral da República, apenas dois casos estão em vias de ser julgados. 

Porque razão é que isto acontece?

Em primeiro lugar, é preciso que a denúncia seja bem fundamentada, com provas e testemunhas. Sem estas provas ou testemunhos, dificilmente haverá seguimento, apenas com base naquilo que as pessoas dizem que viram.

Depois, muitas das pessoas que, inicialmente apresentam queixa, não querem prosseguir judicialmente por medo, porque não querem arranjar problemas com as pessoas que acusam de maus tratos que, muitas vezes, até são vizinhos.

Outro dos factores é considerar estes crimes como crimes de menor gravidade e, como tal, demorarem bastante tempo a ser tratados, porque ficam atrás de todos os outros.

A aliar a estes factores, podemos acrescentar a facilidade com que se podem esconder estes crimes, sem que ninguém deles venha a ter conhecimento, até porque nem sempre as pessoas estão atentas ao que se passa com os animais dos outros.

Existe ainda muita falta de informação por parte da população, falta de formação e/ou sensibilidade das autoridades competentes que, por isso mesmo, nem sempre agem da forma mais correcta, ridicularizando, por vezes, quem faz a denúncia de maus tratos a animais, dificuldades logísticas das autoridades, a nível de recursos humanos/ acolhimento, e demasiada burocracia envolvida do desenrolar de um processo.

Mas, se em Portugal é este o cenário, noutros países as penas já se fizeram sentir:

  • Em Espanha, um homem foi condenado a 8 meses de prisão por ter matado o cão da mãe, atirando-o pela janela.
  • No Brasil, uma mulher acusada de ter tirado a vida a 37 cães e gatos, apanhou 12 anos e 6 meses de prisão.
  • Um britânico foi condenado por deixar o cão engordar 15 quilos a mais que o peso recomendado.
  • Nos Estados Unidos, uma americana foi condenada a uma pena de 6 meses por pôr piercings em gatos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Os gatos e o medo da caixa transportadora

 

Nem todos os gatos acham muita piada a estas caixinhas e, para alguns donos, é um verdadeiro tormento colocar o seu gato dentro de uma delas. Porquê?

Colocar o gato na caixa transportadora significa, quase sempre, uma viagem. Ou seja, sair do seu ambiente, do seu território o que, só por si, já é stressante para os gatos, que ficam ansiosos e com medo.

Por outro lado, estas transportadoras são utilizadas, na sua maioria, para os levar ao veterinário, o que os leva a associar a entrada na caixa, a essas situações específicas, a uma coisa má.

É por isso que os veterinários recomendam que tenhamos a caixa transportadora num local onde os gatos possam ter acesso, e colocar lá algumas coisas deles, a sua mantinha, ou comida, para que eles se ambientem com a caixa, e não a considerem uma "inimiga".

Como conquistar a confiança de um gato assustado

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Para aqueles que, como eu, que assim que vêem um gato querem logo pegar nele e dar mimos, torna-se frustrante quando se deparam com um gato assustado, que foge assim que vê algum humano.

Era isso que acontecia com uma gatinha abandonada que aqui aparecia de vez em quando. Miava a uma distância segura, para lhe darmos comida, mas não nos podíamos aproximar.E só quando não estava ninguém por perto é que comia.

No entanto, na sexta-feira passada, fizemos progressos! Penso que o verdadeiro segredo está em não esperarmos que eles nos deixem aproximar, mas em esperarmos que sejam eles a aproximarem-se de nós.

Quando chegámos a casa ao fim da tarde, estava essa gata e outro no nosso quintal, mas fugiram. Dali a pouco, ela voltou a aparecer na rua a pedir comida. Fui buscar, mas ela assustou-se e correu para longe. Fui apanhar a roupa e já estava a levar a caixa da comida para perto da porta, quando ouvi miar. Lá estava ela, na rua. Chamei-a. Mostrei-lhe a caixa, e em seguida pu-la no chão, no sítio do costume, e baixei-me, à espera.

A gata subiu para o muro. Para minha surpresa, desceu para o quintal e foi comer. Já era uma vitória estarmos a menos de um metro de distância! Mas, ao mínimo barulho ou gesto meu, assustava-se e recuava.

Continuei quietinha à espera, só a conversar com ela calmamente. Num outro momento, pareceu-me que queria passar por mim, mas como eu estava no caminho, bufou e continuou a comer.

Mais uns minutos, e encheu-se de coragem. Passou por mim, e voltou para trás. Tentei fazer-lhe uma festinha, mas não gostou muito. Começou então e passar para um lado e para o outro, já a roçar-se nas minhas pernas.

Como começou a chover, peguei na caixa da comida e trouxe-a para a entrada, onde ficava abrigada. E ela veio!

Nesta altura, já me deixava fazer festinhas e dava muitas turrinhas! Chamei a minha filha, e a gatinha continuou connosco.

Quem não achou muita piada foi a Tica! 

Quando deixei a minha filha com a gata e vim para dentro, dar atenção à Tica, ela começou a cheirar-me toda e a "rosnar", com ar de poucos amigos! Depois, com muitos mimos, acalmou os ciúmes.

Voltei lá fora, pus mais comida para a gatinha que só ainda não fica no colo. Talvez tenham sido emoções a mais para uma noite só. Tenho a ideia que, se deixasse a porta aberta, ela era capaz de entrar.

Deixei-a, então, a comer, e vim para dentro. Dali a pouco, o gato da minha vizinha de cima, deve ter entrado em guerra com a gata, e ela fugiu. Até hoje, não voltou a aparecer.

Mas espero que, no dia em que voltar aqui, já não fuja como antes, quando nos vir!

Deixo também aqui este vídeo, não de um gato mas de uma cadelinha abandonada, a quem também foi preciso ganhar-lhe a confiança. Os animais são como as pessoas. Como já os fizeram sofrer muito, ficam de pé atrás. É preciso muita paciência, calma e determinação, para os ajudar a vencer os medos!

 

 

Não tens medo?

Pergunta o meu marido, quando me vê querer pegar em todos os gatos que me aparecem à frente, sem os conhecer de lado nenhum, nem saber do que podem ser capazes.

Na verdade, não! Se vir algum cão na rua, não me aproximo. Mesmo quando vou a casa de pessoas com cães, não sou muito de lhes tocar.

Mas com os gatos, não resisto! "Atiro-me" a eles (no bom sentido claro), sem pensar nas consequências.

Uma vez apareceu aqui um gato nas escadas do prédio onde trabalho. Fui logo lá pegar nele, e ainda andei com ele ao colo durante algum tempo, até ter que voltar a trabalhar.

 

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Também este gato (ou gata) que encontro quase todos os dias pelo caminho, é tão mansinho que lhe faço sempre festas quando passo por ele. Hoje, por exemplo, como tinha tempo e baixei-me, subiu mesmo para as minhas pernas e deitou-se no meu colo! Ai se a Tica sabe...

 

Mas nem sempre as coisas correm bem. No outro dia, quando fui aos correios, encontrei um gato amarelo pelo caminho. Fiz-lhe festinhas e ele acompanhou-me durante uns segundos. Noutro dia, estava à porta de um restaurante, provavelmente à espera da sua refeição, e voltei a fazer festinhas. Até aí tudo bem. Mas quando tentei pegar nele, esperneou. E, a partir daí, ficou desconfiado, com medo ou assustado, e quando tentei fazer festinhas novamente começou a morder-me a mão. É normal que tenha reagido assim. 

Mas nem por isso vou deixar de me aproximar deles e dar-lhes carinhos sempre que me deixarem. No entanto, se não quiserem ou fugirem, também não insisto e respeito a sua vontade.