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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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A morte de um gato de rua, muito especial

Como já aqui referi, sou cuidadora de gatos de rua. O Cacau teve uma história de vida difícil. Foi aqui deixado ou perdido, já castrado, e era tão meigo, que certamente teve uma família, não tinha chip!

Viveu num quintal, onde estava protegido por alguns anos. Depois foi expulso e veio para a colónia que era do outro lado da estrada. Aqui foi amado, acarinhado. Quem passava pela colónia, as pessoas de bem, crianças, jovens davam-lhe carinho e ele retribuía, sempre com um olhar doce e ternurento.

Mas era muito inocente e passava muito tempo à chuva, talvez isso lhe tenha feito mal.

Assim que ficou doente tentamos apoio para ser consultado, mas a câmara não tinha verba. Nós, duas cuidadoras, o levamos por iniciativa própria ao veterinário. Talvez fosse tarde, mas ainda havia esperança. Foi observado e medicado.

Estava a respirar bem, não tinha febre. A sua barriguinha é que estava muito inchada.

Infelizmente deixou-nos durante a noite do dia 13 de julho!

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Uma tragédia no mundo do resgate animal nos Estados Unidos

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"(...) o mundo do resgate animal está de luto, ao saber da dolorosa tragédia no santuário Happy Cat Sanctuary, nos Estados Unidos.

Na madrugada do dia 31 de março de 2025, um incêndio devastador tirou a vida de Chris Arsenault, fundador do santuário, e de pelo menos 100 gatos que ele cuidava com muita dedicação.

Chris Arsenault iniciou seu trabalho de resgate em 2006, após a perda do filho num acidente de mota.
Desde então, proporcionou abrigo e amor a muitos gatinhos carentes.
Estava prestes a mudar o seu santuário para outro lugar por ameaças e assédio.

Não se exclui que o incêndio tenha tido mão criminosa, segundo seus conhecidos.

Chris conseguiu salvar cerca de 200 gatos, no frenesim de entradas e saídas no santuário que era consumido pelas chamas.

Chris entrou uma última vez e não voltou a sair mais.

Chris perdeu a vida a fazer aquilo que mais amava.

Desde Portugal 🇵🇹, o IRA deseja as mais sentidas condolências à família e amigos 🖤

Viveste como um guerreiro, morreste como um herói!

Rest in Peace Chris Arsenault 🫡

IRA"

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Copiado da pág do IRA.

A missão do gato Eliseu na terra foi cumprimida

O Eliseu, o gatinho que já aqui tinha mencionado, contra todas as expectativas, viveu por quase dois anos, depois do resgate.

No entanto, ao que julgo saber, os tumores que tinha, ditaram a sua partida.

O que importa, é que foi muito amado, acarinhado, cuidado na ONG, por todos. Tenho a certeza, pelo que acompanhei, que ele sentiu muito esse amor,  e se esqueceu de como foi cruelmente abandonado.

O Alecrim Dourado, como também era chamado, cumpriu a sua missão, que agora, continuará através do Instituto Eliseu. Nunca será esquecido nem no Brasil, nem em Portugal, nem no resto do mundo! Foi um guerreiro, um exemplo, foi a  luta, a esperança. Símbolo de resiliência, superação, luta, esperança!

Agora o Eliseu vai brilhar para o céu dos gatos.

Gratidão 🙏 🙏 🙏 a todos os que dele cuidaram!

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A despedida do Caramelo

Já aqui falei sobre o Caramelo, um gato amarelo claro, da colónia em que sou, uma das cuidadoras. 

Ele ficou doente, e a evolução da doença (tromboembolismo), aconteceu  muito rápido. Nem uma semana esteve na nossa enfermaria improvisada. Quando a veterinária o veio ver, disse nos logo que era grave, mas ainda assim, tivemos esperança. 

As patinhos de trás estavam paralisadas. Já não se aguentava em pé. Deixou de fazer cocó, não comia, a não ser que lhe desse por uma seringa molho. Demos-lhe vitaminas, água, mimos. Mas a situação piorava a cada dia. Embora ele não aparentasse ter dores, estava a definhar.

Chegou um dia que a veterinária voltou para o ver. Tivemos que tomar a decisão.

Nunca tinha assistido a uma eutanásia. Mas tanto eu como a outra cuidadora decidimos ficar junto dele o tempo todo. Só que foi muito duro. Nós queríamos não chorar, para que ele  não sentisse tristeza, mas era inevitável.

Primeira a dra deu-lhe uma injeção para ele adormecer, nós ficamos a dar-lhe festinhas,  palavras de apoio, e os olhinhos dele fixos em nós. Depois a dra disse que ele já estava a dormir, mas nós achamos estranho, pois ele tinha os olhos abertos e respirava.  Mas a dra disse, que se não avançasse, daí a meia hora ele acordava. Mas nós tínhamos que ir em frente, o que ele tinha já não era vida. Então a veterinária deu a outra injeção. A dada altura, e nós estávamos numa garagem, o xixi dele começou a sair e a correr, num tom acastanhado e com muito mau cheiro. Saiu imenso, porque ele também já não fazia.

Foi horrível, todo este processo, mas era necessário.

Eu sou uma cuidadora, que luto por eles, que faço o que posso e o que não posso. Nós,  gastamos do nosso dinheiro nos tratamentos, nos antibióticos. Não sou daquelas que não fazem nada, mas sabem sempre tudo, e apontam o dedo, sem conhecimento de causa!

Estivemos sempre ao lado dele, até ao seu último suspiro! Foi muito difícil, eu não sou uma pessoa corajosa, mas com a outra cuidadora ao lado e a nossa querida veterinária, fizemos o melhor que podíamos por ele!

Adeus doce Caramelo, vai para o céu dos gatos!

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