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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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O que somos aos animais que vivem connosco?

Foto de Becas e Amora.

 

Desde sempre que nós, humanos, nos apelidamos, relativamente aos animais que estão a nosso cargo e dos quais cuidamos, como seus donos. Era algo tão natural e tão espontâneo, que nem questionávamos.

Nesse tempo, ainda os animais eram vistos como coisas, e daí também ninguém se importar com a forma como tratávamos os animais, e a forma como nos víamos em relação a eles.

 

Hoje em dia, com tantas lutas por um novo estatuto do animal, e por melhores condições e protecção aos animais de estimação, a palavra "dono" começa a ser mal vista, e a provocar mal estar entre alguns defensores de animais.

 

Pois eu confesso que continuo a dizer que sou a "dona" das minhas bichanas, e não pretendo mudar. E não mudo, porque não o faço com a conotação negativa que lhe querem dar.

Defender os animais e os seus direitos, acho bem. Mas sem cair em exageros. A maldade, muitas vezes, está nos olhos de quem a vê.

Sou a sua dona, tal como elas são minhas donas! Pertencem-me, tal como eu lhes pertenço a elas. Numa relação de amor, carinho, amizade, lealdade...Não no sentido de propriedade, de que lhes posso fazer o que quero porque são minhas.

 

Não condeno quem prefere apelidar-se de cuidador, tutor, ou até pai/mãe. Mas não condenem, da mesma forma, quem prefere apelidar-se de dono.

 

E por aí, como se vêem em relação aos vossos animais?

Os gatos são como filhos!

Resultado de imagem para gatos e filhos

 

Sobretudo no que respeita aos cuidados a ter com eles, aos sustos que de vez em quando nos pregam, e aos superpoderes que temos que ter, sem mãos a medir, para que nada lhes aconteça!

 

Ainda na semana passada quase não fui a tempo de impedir que a Becas lambesse uma frigideira com óleo de fritar douradinhos. É que mesmo tendo passado por água, ainda ficou lá óleo, e a Becas não se fez rogada!

 

Numa outra ocasião, levantei-me e coloquei comida para as duas, mas achei estranho nenhuma aparecer, como é hábito. Fui dar com as duas de volta do balde do lixo. À primeira vista, nada de estranho. Quando olho melhor, vejo uma pontinha de um fio dentário na boca da Becas. 

A pontinha, pela qual comecei a puxar, era o que restava de um fio enorme, que já estava todo dentro da garganta e esófago dela! Por sorte, cheguei a tempo, e consegui reparar o estrago.

 

A Amora também não facilita. Já por várias vezes que salta para a cama, mas a coisa não lhe corre bem. E só não se estatelou no chão, porque o dono teve bons reflexos para a apanhar no ar!

É que ela quando salta, como já aqui referi, salta muitas vezes para cima, para o ar, e não para a frente. O que acontece é que, se não tem a sorte de se agarrar, desequilibra-se e cai para trás, batendo em cheio com as costas no chão, se não a segurarmos.

Os animais não são brinquedos

 

Uma mãe de Torres Novas partilhou um vídeo, no Facebook, que mostra os dois filhos menores a "brincar" com um gato.

Apesar de o vídeo já ter sido publicado há alguns meses, está agora a gerar uma maior indignação nas redes sociais tendo, nas últimas horas, ultrapassado as 1600 partilhas e somado mais de 92 600 visualizações.

Pergunto-me eu, porque é que a mãe, ao invés de estar a filmar os seus filhos, não interferiu na cena que estava a presenciar?

Porque, se se pode pôr em causa que as crianças saibam o que estão a fazer, e que tenham ou não noção de que estão a ser violentas para com o gato, o mesmo não se pode dizer dos pais, que têm a obrigação de alertar os filhos que determinadas "brincadeiras" não são permitidas, por poderem magoar os animais. Que têm obrigação de intervir, para proteger o animal das brincadeiras das crianças, quando as mesmas os colocam em perigo.

Se acontecesse comigo e com a minha filha, ainda que tivesse começado por uma brincadeira, e só a meio as coisas se tornassem sérias, a filmagem parava nesse momento, porque eu estaria a tirar o gato das suas mãos.  

Neste caso, a mãe acaba por ser ainda mais irresponsável que os próprios filhos. E se a mãe, que é adulta e deveria ser a primeira a preocupar-se com o bem estar dos animais, não o faz, como se pode pedir aos seus filhos, que o façam?

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