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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Mais uma estrelinha do nosso clube - o Indy

Foto de Clube de Gatos do Sapo.

 

Este é o Indy, um dos membros mais antigos do Clube de Gatos do Sapo.

A Ana, dona do Indy e da Maria, partilhou connosco, no blogue, e com o público, através do livro do Clube, a história dele:

 

"... trouxeram para casa uma bolinha de pelo alaranjada, o Indiana Jones, mais conhecido como Indy.

Este gatinho estava com a mãe e os irmãos em cima de um muro no terreno da mesma associação onde tinha nascido a Maria, quando veio uma senhora que pegou nele e o levou. Passado uns minutos essa mesma senhora entregou o gatinho a um homem e disse "Desculpe lá. Enganei-me. Não era este que queria trazer" mas o que ela não sabia é que não se tinha enganado, tinha acertado em cheio.

Passaram-se uns dias e a nova amiga do gatinho começou a notar que este tinha um comportamento muito estranho. Primeiro começou a correr insistentemente atrás da própria cauda e mais tarde começou a tremer enquanto perdia a consciência.

O gatinho foi levado ao veterinário que disse achar muito estranho aquilo ser epilepsia por esta ser uma patologia muito rara nos felinos e que quando se manifesta nunca é no primeiro mês, só a partir dos dois anos. Em todo o caso medicou o gatinho que foi levado outra vez pelo pai da dona do gato para ficar em observação.

Passados uns dias quando a medicação estabilizou as crises, o pai telefonou à filha a perguntar se queria o gato de volta ou se ficava ele com o gato. A filha obviamente que queria a sua bola de pelo laranja de volta e a Maria também.

O gato voltou a casa no dia dos anos da dona, e a Maria quando deu que o seu novo amigo estava de volta agarrou-se a ele a lamber como se não houvesse amanhã. E assim começou um novo grande amor.

As crises continuaram mas de uma forma mais controlada, menos regular, o gato foi levado a um hospital veterinário para exames mais completos e lá se confirmou a epilepsia. Não havia nada a fazer. Tinha que tomar medicamentos diariamente e disseram que em 6 anos iria morrer por causa da medicação destruir o fígado.

Obviamente que houve quem dissesse que o melhor seria "adormecer" o gato mas a verdade era que o Indy era apenas um gato normal com uma patologia crónica.

E não, o Indy não morreu passados 6 anos..."

 

Partiu no início desta semana, com 17 anos.

Um momento triste para os seus donos, e para a sua companheira Maria mas, ao mesmo tempo, uma prova de que há que haver esperança, que lutar por estes animais que têm problemas de saúde mas, bem acompanhados, podem fazer uma vida normal e longa. 

O Indy foi um lutador, um sobrevivente, uma espécie de milagre num mundo descrente.

A sua partida, algo conturbada, não foi livre de dor e sofrimento, mas o Indy pode agora descansar em paz.

E é em paz que se sente a Ana, por saber que tudo fez para dar uma vida feliz e digna ao seu laranjinha, e que, de muitas formas, fez a diferença na vida dele!

 

 

Será isto o amor?

senhora gatinha

 

Gabby tinha apenas dois anos quando foi levada a casa de uns idosos, juntamente com outros dois gatos, por voluntários de um abrigo, para ver se queriam ficar com algum que lhes passasse a fazer companhia, em troca de uma lar e muito amor.

Dos três, dois esconderam-se logo entre os móveis, que tiveram que desviar para os conseguir apanhar novamente. Já Gabby, criou logo uma ligação com esta senhora que viria a ser a sua dona, conexão essa que foi recíproca!

Moravam juntas num complexo de apartamentos para idosos, como verdadeiras colegas de quarto.

Desde então desenvolveu-se uma amizade muito especial. Gabby acordava a sua dona todas as manhãs, dormiam juntas todas as noites, e partilhavam o mesmo gosto pelos livros, cada uma à sua maneira, claro!

Quase se poderiam apelidar de almas gémeas. E isso verificou-se não só nos momentos mais felizes, mas também quando as coisas começaram a correr menos bem.

A saúde de ambas começou a deteriorar-se, e se Gabby viria a passar a maior parte dos seus dias sozinha, tornando-se mais reservada, a sua dona começou a comer cada vez menos e perder peso.

 

 

 

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Durante uma última consulta ao veterinário, quando Gabby contava já com 15 anos, este achou que estava na hora de ela partir, para não prolongar o seu sofrimento. A dona ficou ao lado dela até Gabby fechar os olhos pela última vez. Partiu nos seus braços.

Não terá sido fácil e, talvez por isso, quando chegou a casa, triste e perturbada por ter perdido a sua grande amiga, a única coisa que a senhora fez foi deitar-se no sofá.

Nunca mais acordou...

Cerca de quatro horas depois de Gabby ter sido eutanasiada, a sua dona faleceu, mostrando que iriam continuar inseparáveis, tanto na vida como na morte. As duas foram, inclusive, enterradas juntas.

A neta desta senhora acredita que o facto de a sua avó se preocupar com o futuro da Gabby, caso viesse a falecer primeiro, a manteve a seu lado durante os últimos tempos. Mas tendo Gabby partido, a sua dona poderia também seguir o exemplo, em paz e descansada. 

Jill afirma ainda que pode até ter sido uma mera coincidência, ou apenas o coração partido, mas prefere acreditar que a sua avó e Gabby eram duas almas que não podiam estar separadas, e que o espítito de Gabby esteve presente a confortar a avó na hora da sua morte, tal como esta tinha feito pela sua amiga, horas antes.

 

 

 
 

 

 

 

 

Más noticias....

Venho dizer-vos que nada valeu a pena e nada resultou. A Tucha deixou-nos hoje não conseguiu vencer esta batalha. Por mais esforços que fizéssemos os rins dela não respondiam. Ontem o veterinário disse-me que a continuar assim teríamos de tomar uma decisão. Não foi preciso. Deixou-nos esta manhã entre muito sofrimento que infelizmente eu não consegui evitar pois preferia mil vezes que tivesse sido adormecida pelo médico a vê-la ir assim. Mas a doença foi galopante. Nada pode ser feito, nada resultava. Fica a saudade da gata malhada no quintal, do arranhar a porta para que lha abríssemos, do miar refilão quando a contrariávamos, das sapatadas ao cão só para o chatear, da cama de bonecas da Rita preenchida com o seu corpo fofinho... Fica uma miúda inconsolável e uma família inteira destroçada. Tristeza, muita tristeza, é o que sinto. Só quem tem amigos destes consegue entender-me. A todos vocês, que por aqui ou no meu blog nos deram o vosso carinho ao longo destes dias, o meu muito obrigada. Do fundo do coração.