Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Gatos - guardas da casa

thumbnail_Gatos guardas da casa.jpg

 

Já dizia o velho ditado “tens medo, compra um cão”!

E, de facto, quem quer proteger a sua casa e os seus bens tem, por norma, um cão como “guarda”.

Mas, serão os cães os únicos animais a agir como bons “guardas”, até mesmo na proteção dos seus donos?

Cada vez mais assistimos a diversos casos em que outras espécies reagiram ao perigo, defendendo os donos e, até, arriscando a própria vida, para os proteger, incluindo, os gatos.

 

Em termos místicos, existe a crença de que ter um gato em casa afasta os maus espíritos.

Alguns testes científicos, realizados em laboratórios de parapsicologia, mostraram que os animais, nomeadamente os gatos, podem possuir habilidades paranormais.

Acredita-se que, quando um gato fica estranho e assustado sem motivo aparente, ou fica a observar as paredes e nós olhamos para a mesma direção e não conseguimos ver nada, pode significar que há uma presença espiritual naquele local.

Pois eu estou como diz aquela expressão "Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay"!

A verdade é que costumavam acontecer coisas estranhas e difíceis de explicar lá por casa, e desde que temos gatos, isso parou. Mistério...

 

Mas, mais do que uma questão espiritual, a verdade é que as nossas gatas estão sempre muito atentas, e em alerta, quando sentem que algo não está bem.

E, se alguma delas se levanta de repente e fica com cara de poucos amigos a olhar, fixamente, para algum lado, já ficamos de pé atrás.

Se ouvem um barulho na rua, alguém a mexer na porta, levantam-se logo, de onde estiverem, e vão ver o que se passa.

Por outro lado, quando voltam para junto de nós, sabemos que está tudo bem e não há perigo, ficando descansados.

 

Mas como, também os gatos, têm direito aos seus momentos de susto e medo, já aconteceu esconderem-se as duas debaixo da cama, e deixarem-me entregue à minha sorte. Medricas!

Ainda assim, não tenho dúvidas de que, se algum de nós, donos, corresse perigo, elas mostrariam as suas garras, para nos defender!

 

Artigo elaborado para a Miau Magazine de Agosto

Veterinários municipais defendem o regresso do abate de animais

Sem Título.jpg

 

Quando vi esta notícia, pensei que só poderia ser uma piada.

Infelizmente, não é.

 

Ao que parece, o objectivo é combater a sobrelotação dos abrigos e canis, e poupar os animais a uma vida inteira, passada nestes espaços, sem uma família.

Assim, todos os animais que, por azar, forem parar a estes abrigos ou canis, que supostamente os deveriam proteger e deles cuidar, e que não sejam adoptados num determinado prazo, serão abatidos.

Pergunto-me eu: Isto não é, também, uma crueldade? Tira-se a vida a um animal, só porque durante aquele tempo ninguém quis ficar com ele? Ainda que um mês, ou um ano depois, até houvesse alguém que o levaria para sua casa?

Voltamos àquela ideia macabra de que os canis ou abrigos são matadouros, locais a evitar e pobres daqueles que forem lá parar, que têm os dias contados.

 

É injusto.

Os animais não têm culpa.

Culpa, têm aqueles que os abandonam, que os maltratam, que os entregam neste sítios.

Culpa tem quem não assume as responsabilidades pelos seus animais, e quem ainda não conseguiu fazer cumprir as leis como seria de esperar.

Culpa tem quem prefere apostar em soluções condenáveis, em vez de apostar na prevenção.

Culpa têm aqueles que investem rios de dinheiro em coisas que não fazem falta nenhuma, mas não são capazes de criar espaços onde estes animais possam ficar, pelo tempo que for preciso.

 

Mas os animais? Esses são inocentes.

Inocentes que, por força das circunstâncias, se veem nas mãos e à mercê de quem acha que tem o direito de lhes tirar a vida, por falta de espaço. Por quem acha que pode decidir o seu destino.

Se é justo um animal passar toda uma vida num canil? Não!

Da mesma forma que não é justo uma criança passar a sua vida em orfanatos, sem ninguém que a queira adoptar. E então, só por isso, vai-se matar a criança, para lhe evitar esse "sofrimento". Porque os orfanatos estão a ficar sobrelotados, e é preciso dar lugar a novas crianças, matando as que lá estão há mais tempo?

Vamos matar as pessoas que estão há muito tempo nos hospitais, sem melhorias, porque é preciso dar lugar a quem chega agora e precisa?

Vamos matar os idosos que estão nos lares, porque há cada vez mais idosos, e menos espaço para os acolher, levando à criação de lares ilegais, onde vivem sem condições e dignidade?

 

O que estão a querer dizer é que, por exemplo, os animais que agora foram salvos do incêndio e estejam em canis, se não forem adoptados, vão ter mesmo como destino a morte?

É esta a lei que protege os animais?

 

 

 

Ser gato de rua

IMG_20200629_085020.jpg

 

Diz um ditado humano que "a relva é sempre mais verde no quintal da vizinha".

Quantos da nossa espécie, que vivem a sua vida rodeados de conforto, protecção e segurança, não desejariam um pouco da nossa liberdade? 

E quantos de nós, que vivemos na rua, não desejaríamos ter a vida deles.

Mas, será que trocaríamos tudo o que temos (e o que não temos), para mudar para o outro lado? Aquele que nos parece mais apetecível, desejável, tentador? 

Ou quereríamos, passado um tempo e, às primeiras dificuldades, voltar à vida antiga?

 

É mais fácil um gato de rua habituar-se a uma casa, que o contrário. Mas nem sempre corre bem.

Nem sempre estamos dispostos a deixar as ruas, onde vivemos durante anos, e a perder muito daquilo que conquistámos.

Ainda que não seja fácil viver nas ruas.

É preciso sorte. 

Esta noite, dormi neste cartão, deixado aqui neste terreno, ao pé de um mal cheiroso contentor do lixo. Claro que uma caminha quentinha era muito melhor. Mas tive sorte, porque foi esse cartão que me protegeu do frio que se fez sentir até de manhã.

É preciso sorte com os humanos que vivem onde nós andamos.

Há os que nos querem ver pelas costas. Os que correm atrás de nós para nos expulsar. Os que nos agridem. Os que deixam comida envenenada para nos matar.

Mas também há os que nos tratam bem, dão-nos alguns mimos e até nos oferecem uma refeição.

Nunca sabemos quando vamos encontrar alimento, ou quantos dias vamos ter fome mas, se tivermos sorte, há sempre quem nos deixe qualquer coisita para comer.

E não nos julguem mal agradecidos, ou esquisitos, se nem sempre devorarmos aquilo que nos deixam para comer.

É que, apesar de tudo, e da vossa boa vontade, há coisas que ninguém sequer se atreveria a provar. E não é por sermos gatos que já podemos comer tudo. Há coisas que nos fazem mal, que nos deixam doentes. Mas, ainda assim, agradecemos.

 

É preciso ter sorte, com os locais que escolhemos para ficar.

É preciso não arranjar guerras com outros gatos, sobreviver aos cães que parecem querer devorar-nos, fugir dos carros que passam e fingem não nos ver, ou não nos vêem mesmo, e nos podem matar em segundos.

É preciso ter sorte de encontrar um abrigo, nem que seja só por aquele dia, ou aquela noite.

 

Mas como poderíamos deixar de agradecer a nossa liberdade?

Como poderíamos não ser gratos pelos imensos banhos de sol que apanhamos, apesar dos muitos dias de frio e chuva?

Como poderíamos não ser gratos pelo céu estrelado à noite, apesar das muitas noites em que as nuvens as tornam escuras e assustadoras?

Como poderíamos não ser gratos por fazer aquilo que nos apetece, sem estar presos, sem andar constantemente a caminho dos monstros de branco, que só querem o nosso bem mas que nós gostamos é de ver longe de nós?!

Como poderíamos não ser gratos pelos amigos e companheiros que vamos fazendo por aí?

Como poderíamos não ser gratos por todos os sítios que descobrimos? Pelos insectos, lagartixas ou ratos que perseguimos? 

E como poderíamos ajudar aqueles que se atrevem a aventurar-se na rua, nem que seja por umas horas, se não estivessemos, também nós, já habituados a esta vida?

 

Se estamos mais expostos aos perigos? Talvez.

Mas quantos gatos não correm mais perigos nas mãos dos humanos que os adoptaram?

 

Acho que o que todos nós queríamos, no fundo, era ter o melhor dos dois mundos.

Como nem sempre é possível, esperamos que a sorte nos leve onde conseguirmos ser felizes, com aquilo que nos for dado, e permitido.

 

 

É mesmo preciso desparasitar o meu gato?

Resultado de imagem para desparasitação gatos

 

Por vezes, os donos colocam esta questão.

Sobretudo, se os gatos estão sempre em casa, e sem contacto com outros animais.

É que desparasitar, tanto interna, como externamente, já começa a sair um pouco dispendioso e, se se puder evitar essa despesa, melhor.

 

 

Mas a verdade é que devemos sempre fazer a desparasitação interna e externa, seja em que circunstâncias for.

Porquê?

Porque, até mesmo nós, enquanto donos, podemos trazer os parasitas para casa e, se os nossos gatos não estiverem desparasitados, vão ser contaminados enquanto que, se tivessemos apostado na prevenção, estariam protegidos.

 

Depois, não só acabamos por ter que gastar o dinheiro que tentámos poupar, como podemos vir a ter gastos ainda maiores, se o gato tiver que fazer tratamento para acabar com a infestação que o atingiu, e que o deixou doente.

 

O ditado é bem antigo "mais vale prevenir, do que remediar", e no que se refere à desparasitação nos animais, aplica-se na perfeição, sem excepções!

Demasiado picuinhas ou moderadamente prevenida?

Resultado de imagem para fazer festinhas a gatos da rua

 

Eu sou daquelas:

- que chega a casa e lava as mãos, depois de ter feito festinhas a gatos da rua, ou lhes ter pegado ao colo, antes de fazer os mesmo às suas gatas

- que chega a casa e despe a roupa que tem vestida logo que possível, depois de esta ter estado em contacto com vários gatos da rua, antes de deixar as suas virem para o colo

- que, se por acaso algum gato lhe entra em casa e se serve da comida das suas felinas, retira de imediato os comedouros/ bebedouros, e desifecta tudo

 

Exagerada ou ponderada? 

Picuinhas ou prevenida?

Acham que estas são apenas medidas de prevenção e protecção para com os felinos da família, ou acções desnecessárias?

Também têm estes cuidados, ou nem se lembram disso?

Da teoria à prática vai uma grande distância

leianimal.jpg

Há cerca de dois meses, preocupada por saber que alguém andava a fazer mal aos gatos do meu bairro, pedi ajuda a uma associação que me remeteu para a câmara, dizendo que lá podiam ajudar, quer na protecção, quer na esterilização.

 

Então assim fiz, escrevi um email:

«(…) gostaria de saber, se existe algum tipo de apoio por parte da câmara ou junta de freguesia no sentido de proteger colónias de gatos. Os moradores não pretendem que os levem para associações, mas que os deixem ficar. Apenas pretendem que sejam esterilizados e sinalizados. A população alimenta-os e cuida deles, mas há sempre quem não goste de ver muitos felinos juntos na rua, e se houvesse uma protecção efetiva, ninguém lhes faria mal(…)»

 

A resposta foi:

« Informo que a CM não tem planos implementados de proteção ou de esterilização de colónias de gatos. Contudo, a CM apenas procede à recolha de gatos caso se registem reclamações de munícipes.»

 

E assim sendo, respondi que ficava tudo como estava. Mas conclui que para os ajudarem com esterilização não podem, mas se eles estiverem a incomodar, já os podem vir buscar. Para que fim? Para onde?

 

Só teoria!

Porque vale sempre a pena ajudar!

IMG_5036.JPG

Se tivesse que descrever o que vejo nesta imagem, diria que vejo um gato agradecido. 

Agradecido por mais um dia que tem para viver. Por estes raios de sol que lhe aquecem o corpo, e o coração. Por ter sido possível vir até aqui e comer qualquer coisa, depois dos dias chuvosos que não lhe permitiram grandes aventuras.

Agradecido por, mesmo não tendo a sorte de ter um lar e uma família humana que cuide dele, ter um abrigo, onde cresce com a sua família e amigos felinos, com relativa segurança, e alguém humano que vai ajudando a que não lhe falte comida e água, e umas palavras simpáticas, que ele não percebe na totalidade, mas sabe que o são.

 

 

IMG_5037.JPG

IMG_5038.JPG

Este menino (digo eu, que nunca confirmei), cada vez mais bonito, é o Pompom. Em julho, era apenas um bebé. Hoje, atrevo-me a dizer que assumiu as rédeas da colónia, como acontece com os filhos mais velhos, que seguem as pisadas do pai, e tomam conta e protegem os mais novos dos perigos, e dos estranhos. 

Está um gatão que faz qualquer um apaixonar-se por ele, e ter vontade de o levar para casa.

 

 

IMG_5035.JPG

Na mesma colónia, e à semelhança da Oreo, este(a) é um(a) dos protegidos(as) do Pompom, a quem batizámos de Panterinha. Pertence, ao que parece pelo tamanho, a uma das últimas ninhadas, e já se arrisca de vez em quando a sair do portão e aproximar-se da estrada. No entanto, se os humanos se aproximam, corre para dentro, e fica em alerta.

 

 

IMG_5034 cópia.JPG

Se os seus olhos falassem, diriam que estava num misto de gratidão pelo que tem, apesar de não ser muito, e com receio pelo que o(a) espera nesta vida selvagem. 

 

Tal como estes dois gatos, também a Oreo, a Bela, a Rapunzel, o Dom Juan, as três Malhadinhas e mais um ou outro que por lá andem, dependem do seu instinto de sobrevivência, deste abrigo que encontraram, e de quem os alimente.

Não é obrigação de ninguém mas, ainda assim, é dever de cada um de nós zelar pela sua vida. 

Posso não ter ainda conseguido que uma associação os ajude e assuma o controlo desta colónia. Posso não ter conseguido que eles venham até mim, e percam o medo (embora por vezes já não fujam), nem tão pouco apanhá-los e encaminhá-los para adopção responsável.

Posso não conseguir proporcionar-lhes os cuidados de saúde que deveriam ter.

Mas sei que, se não fosse pela "comida na mesa" que tento levar todos os dias, faça chuva ou sol, como se já fizesse parte da rotina diária da minha vida, e eles fossem responsabilidade minha, sentindo-me mal se não lhes fizer, pelo menos, uma visita diária para verificar se estão todos bem, e têm comida e água à disposição, eles passariam fome, não cresceriam a olhos vistos e não estariam, provavelmente, tendo em conta as condições em que vivem, como estão hoje.

 

Posso não fazer muito, mas sei que faço alguma diferença. E é por isso que vale sempre a pena ajudar!

Para os ver crescer e, dentro dos possíveis, saudáveis. E saber que contribuímos para tal!

 

Protector solar para gatos?

Resultado de imagem para protector solar para gatos

 

No passado fim-de-semana, enquanto andava a fazer compras, fui abordada por uma rapariga que estava a promover protectores solares de uma marca que não conhecia.

Ela explicou-me que esta é a melhor marca que se encontra no mercado, até mesmo melhor que a Garnier Ambre Solaire. Não sei se ela reparou que, por acaso, até era um desses que já estava no meu carrinho das compras!

Depois de lhe dizer que não estava interessada, eis que ela me faz a seguinte pergunta:

 

"Já agora, posso-lhe perguntar se tem animais em casa?"

 

E eu pensei "não me diga que agora me vai sugerir um protector solar para gatos?!" 

 

Mas não, eram outros produtos, nomeadamente, pipetas, coleiras e champôs naturais, sem quaisquer químicos ou insecticidas, que ela me disse que tinham. Fiquei de ver depois no site deles com mais calma.

No entanto, não era de todo descabido se, de facto, estivessem a promover protectores solares para animais, porque eles existem, e são bastante úteis, sobretudo nos gatos brancos, gatos com pelos curtos ou gatos sem pelos.

Todos sabemos que os gatos gostam de apanhar banhos de sol e, se os deixarmos expôr-se, algumas das partes mais sensíveis e com pouca pelagem, devem ser protegidas, evitando o risco de queimaduras e/ou cancro da pele.

O difícil mesmo é aplicar, e evitar que eles andem a lambê-lo. Por isso, os donos devem ter muito cuidado e informar-se com o seu médico veterinário, sobre o melhor produto para o seu animal de estimação.