Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Gatos com comportamentos desagradáveis

Neste mundo extraordinário de ter dois gatos fofinhos, tudo parece lindo e maravilhoso, mas nem sempre é assim. Nem sempre tudo corre bem. Há situações que acontecem e que não são agradáveis. E já que  partilho as maravilhas de ter dois lindos gatos, hoje vou partilhar algo que nada tem de maravilhoso.

Podia estar a falar de um problema de saúde, mas nem é bem isso. É sobre o Riscas. Ele já teve a mania, de para chamar a atenção se atirar ás minhas pernas, com a chegada de outro felino, o Rafael esse comportamento, quase desapareceu. Agora, o problema é  outro, mas também  comportamental. Digo isto porque foi a conclusão que a veterinária chegou. O Riscas tem a mania, se assim lhe posso chamar, de se manifestar quando algo não o agrada, ou quando há alguma mudança quer na rotina, quer noutra mudança qualquer.

Aqui há uns tempos, mudei a marca da areia, ele não deve ter gostado e fez o seu xixizinho fora da caixa. Pode ter sido essa mudança ou pode ter sido o facto de termos algumas vezes, pessoas, para ele , estranhas em casa, ainda que de visita. Voltei à areia habitual, nunca mais me atrevi a mudar. Ele nunca mais, durante largos meses voltou a manifestar-se. Achei ótimo e julguei que nunca mais voltaria a fazer tal coisa.

No entanto, durante a pandemia, houve dois elementos da família que estiveram sempre em casa com eles. Passados cerca de 4 meses, um dos elementos voltou ao trabalho. Ele notou a ausência e ...zás xixi fora da caixa. Nós julgamos que só pode ter sido esse o motivo, porque a veterinária disse que este comportamento está relacionado com mudanças, porque os  gatos não gostam de alterações na rotina.

É algo muito chato, o cheiro é horrível. Os objectos e sítios que escolhe, ficam, muitas vezes, difíceis de limpar. Mochilas, sapatos e outros objectos vão para o lixo!

Não posso fazer nada, a não ser esperar que lhe passe!

transferir.jpeg

Riscas, o gato rebelde

O Riscas, quando chegou até nós, vinha com as orelhas/ouvidos numa lástima. Foi logo à clínica veterinária. Primeiro disseram que com uma pomada , a Oridermyl Pomada durante 21 dias passava. Mas não passou foram várias pomadas depois até foi feita aspiração aos ouvidos, mais tratamentos com outros remédios, loções  de limpeza auriculares. Durante mais de três anos, foi uma luta. Depois começou a perder pelo na barriga, e foi ao tomar um remédio para a queda de pelo que fez com que as otites passassem.

Neste tempo todo, o Riscas além destes problemas físicos tinham um problema de comportamento . Atacava-me nas pernas, nos braços, nas costas. Incidia mais nas pernas. Na altura da praia eu ia toda arranhada, toda marcada. Por vezes eu sentia medo dele. Não conseguia confiar nele a cem por cento. Três humanos em casa e ele só atacava a dona.

A par disto, era um gato meigo, dócil, carente, amistoso!

O Riscas personalizou-me os cortinados, pois pendurava-se neles. Aconselharam-me um spray com agua cada vez que se pendurasse, e acabou por resultar. Ao mesmo tempo personalizou-me o sofá, de tal forma que cinco anos depois da chegada dele, tivemos de trocar, tal não era o estado. E muitas mais coisas materiais que ele estragou.

O problema da perda pelo na barriga, estendeu-se ás patas. Mais umas idas ao veterinário, tratamentos. Quando aconselharam uma ração hipoalergenica , ele deixou de comer, rejeitou a ração. Chegou a ficar cinco dias sem comer, emagreceu. Ficou tristinho. Retirei ração , voltei à anterior.

Um dia desabafava com alguém sobre isto e a pessoa em questão aconselhou-me a ir a uma associação deixá-lo e trazer outro mais saudável e mais bem comportado! Fiquei desiludida. Se calhar com tantos dilemas, outra pessoa já o tinha abandonado ou devolvido, mas não eu. Felizmente não tenho essa formação! Sei que não comparável a um filho, mas pergunto: se tivesse um filho problemático ia abanoná-lo ou trocá-lo!? Claro que não!

Em 2017 resolvi trazer outro gato para casa. Foi muito complicado. O Riscas ficou deprimido, não comia, não ia ao WC, assanhava-se ao novo gato. Enquanto o novo gatito só queria brincar. Não sei como mas nesse período de tempo de adaptação,  o Riscas apanhou uma úlcera no olho e fez um hematoma na cabeça, no que resultou mais umas idas ao veterinário.

Houve uma altura em que  já não tinha dinheiro para tanta despesa inesperada, altura essa, em que tive de me privar de algumas coisas.

Mas eu não sou pessoa de desistir, tinha o compromisso com ele desde a adopção. Sabia que esta fase havia de passar e que eles haveriam de ser grandes amigos.

E cerca de dois meses depois, o Riscas e o Rafael já eram os melhores amigos, companheiros de brincadeiras e de traquinices. Dormiam juntos, davam-se banho. Senti-me emocionada e feliz!

O Riscas deixou de me atacar. No entanto, mais de dois anos depois da chegada do Rafael, o Riscas começou com um novo comportamento negativo. Começou a fazer xixi fora da caixa, principalmente nos nossos sapatos. Quando lhe tirei o acesso aos sapatos começou a fazer em qualquer lugar.

Alguns dos nossos sapatos foram para o lixo, pois mesmo depois de lavados o cheiro não saia. Também a minha tábua de cortar o pão de bambu foi diretamente para o lixo, e ainda não tenho outra igual!

Falei com a veterinária,  pois podia ser algum problema de saúde, mas segundo a mesma , é um problema comportamental, ou seja, pode ser uma manifestação dele sobre algo que o desagrada. A vet perguntou se tinha havido alguma mudança em casa, se alguém saiu, alguém entrou, mudamos de moveis ou o sitio de alguma coisa, o tipo de areia. Mas como nada tinha mudado, ficamos na mesma, sem saber o que fazer.

E recentemente voltou a atacar-me, desta vez num olho, felizmente não foi dentro do olho, mas deixou marca.  

O problema da queda de pelo parece estar a passar.

O Riscas esteve um mês sem fazer xixi, mas voltou a fazer, e voltou a estragar coisas.

A par de todos estes dilemas, anda sempre a pedir atenção, adora festinhas, fica ao meu colo ao serão.

Já aceitei que é este o Riscas, não é um gato fácil, confiável, mas é o meu "menino". Não o consigo mudar, então tenho de o aceitar.

Quem sabe se com a chegada da idade sénior, ele não estabiliza!? Espero que não chegue nenhuma doença má! O que custa muito é o cheiro horrível que fica no local onde ele deixa o seu xixi. E água e sabão só não chega, mas a atitude,  é ir limpando!

Enfim, nem todos os gatinhos são como os donos gostariam que fossem! São eles próprios!

SquarePic_20191103_14335767.jpg

 

Uma aventura matinal

Hoje quando o meu marido saiu para o trabalho eu já estava acordada, pois também ia entrar mais cedo ao meu trabalho. Vi-o sair e até fui eu que fechei a porta.

 

Andava eu a fazer as minha tarefas matinais quando ouço alguém aos encontrões à minha porta. Já não era a primeira vez que a cadela do vizinho fazia isto, talvez por lhe  cheirar a gatos. Só que aquilo não parecia um cão parecia um touro, uma porta tão forte abanava toda. Comecei a ficar preocupada. Entretanto o som/gemido aflitivo  que ouço pareceu-me de gato. Então pensei, é o Alone (gato de rua que é meu afilhado). Fechei o Rafael na sala, e como o Riscas não estava ali, supus que estivesse nos quartos.  Resolvi abrir a porta só o bocadinho para ver o que era, nem me lembrei de olhar por aquele óculo que tenho na porta. Mal abro a porta e quem estava do lado de fora? Quem!? O Riscas! O próprio em  gato! Super assustado!

 

Não consigo perceber como é que ele saiu e passou por nós os dois, sem que um de nós desse conta! Logo nós que somos tão cuidadosos e cautelosos. Durante 12 minutos o bichano andou aqui pelo prédio, felizmente não foi para a rua. Não sei como isto foi possível. Nunca o tinha visto tão aflito e assustado. Mas soube, num prédio de três andares, escolher o andar e porta certa para chamar...

 

Por tudo isto acreditem, que estas coisas podem acontecer até aos mais atentos e cauteloso, os bichanos conseguem nos ludibriar num ápice....

asvaenturasdmatinais.jpg

 

Remela nos olhos do gato

Há cerca de dois meses que o meu gato Riscas anda com remelas nos olhos, e pintas pretas no nariz,  chego a limpar três vezes ao dia. Falei com a veterinária, e ela disse-me que não era nada de preocupante, que ia passar.

 

Eu tenho limpo com soro fisiológico. Mas gostaria de invés de estar a limpar, usar alguma coisa que o tratasse, para que ele deixasse de ter este problema.

 

Alguém sabe o que fazer? Alguém já teve o seu felino nesta situação?

 

riscasramelas.jpg

 

Em modo de atualização

O Riscas recuperou do olho. No entanto, apareceu com um alto na cabeça. Três dias depois liguei à veterinária que me disse para tocar lá, se ele não se queixasse poderia ser um hematoma, o galo, como eu lhe chamo, mas se ele se começar a queixar poderá ser um   abscesso  e nessa altura terei de o levar lá...Vou aguardar, mas certamente foi o traquinas do Rafael, na suas lutas tontas.

galo.jpg

Eu, acabei de ser arranhada, quando os tentava separar das suas lutas parvas ao serão, que continua um desassossego. O dono grande continua a ter alergias, que surgiram, apenas desde que o Rafael cá está...o dono mais novo tem estado bem.

endiabrados.jpg

Os irmãos do Rafael, vi-os hoje, super amorosos um com o outro a dormirem enroscadinhos, amigos, cúmplices... Por vezes pergunto-me, será que o facto de estar tudo a correr assim, é castigo por eu o tirar o Rafael daquele aparente paraíso para o trazer para esta  confusão!?

jorge-e-joana.jpg

O Rafael é tão fofinho, tão doce, só que quando está com o Riscas fica um pestinha! Aliás, cada um deles porta-se  melhor individualmente do que ao par.

 

Espero que venham por ai melhores dias, no que diz respeito aos felinos, e á nossa relação com eles.