Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

mãe e filhote

fui buscar o sobrinho neto à creche, passamos numa rua só de vivendas.

de repente,o menino pede-me colo e aponta para um muro.

pelo baixo portão, viu-os,daí pedir-me colo.

e foi quando vi esta doçura de mãe e filho (a).

sentei o menino na beira do muro, tirei o telemóvel da carteira e consegui estas fotografias.

IMG_20200616_192751.jpg

às tantas, o(a) gatinho(a)sai do lado da mãe e senta-se ao sol.

IMG_20200616_192841.jpg

 

Quando os gatos de rua nos entram em casa

Pré-visualização da imagem

 

Não é fácil!

Hoje de manhã, tempo de chuva e frio, a Miss Esparguete (nome dado à gata da vizinha por ser muito magrinha e escorregar sempre que pegamos nela) entra-me em casa. Largo tudo o que tenho na mão, e vou atrás dela, deixando a porta encostada. Já as nossas estavam a bufar para ela.

 

Entra-me o Branquinho em casa. 

Largo a gata, e pego no Branquinho para o pôr na rua. Fecho a porta.

Volto a procurar a gata. Lá pego nela e ponho-a na rua também.

Vou buscar comida para os dois. A Miss Esparguete entra outra vez, e lá a ponho de novo na rua.

 

Custa-me imenso.

Estavam molhados. Provavelmente, com frio. Só queriam um abrigo, uma casa quentinha e que os protegesse da chuva. Mas já temos as nossas. E elas vêm sempre em primeiro lugar.

Tive que sair de casa por outra porta, ou não saía de lá hoje.

 

Antigamente, isso era algo bastante comum.

Fossem gatos dos vizinhos, ou gatos sem dono, sempre que apanhavam uma porta ou janela aberta, entravam sem pedir licença, surrupiando, muitas vezes, o que houvesse por ali à disposição ou, simplesmente, para tirar uma soneca abrigados do exterior, e em boa companhia.

Os tempos mudam, as pessoas passam os dias fora de casa, com portas e janelas fechadas e, morando a grande maioria em apartamentos, estas visitas inesperadas são raras.

Ainda assim, há exceções.

Connosco, por exemplo, como moramos num rés-do-chão com quintal, e temos vizinhos que deixam os seus gatos andar na rua, é frequente termos estes à porta, a tentar uma abertura ou distração para entrarem.

 

Mas, será que podemos deixar esses gatos que andam na rua conviver com os nossos, que estão sempre em casa?

Quando tínhamos a Tica, ela ia ao quintal, e convivia com a Boneca, uma gata abandonada que por ali andava. Não se davam mal, mas estavam longe de ser amigas.

Nenhuma estava vacinada, nem desparasitada. Nessa altura, não achámos que tivesse importância.

Hoje, temos duas gatas que estão vacinadas (à exceção da vacina contra o FELV, que não considerámos necessária, uma vez que não saem de casa), desparasitadas, e que já passaram por vários problemas de saúde.

 

Por isso, sempre que algum gato nos entra em casa, por muito que gostemos de gatos, tentamos sempre que saia assim que possível, e que não esteja muito tempo em contacto com as nossas gatas.

Nunca se sabe o que daí poderá resultar, e não queremos colocar as nossas felinas em risco.

Se, por acaso, como já chegou a acontecer, esses gatos não nos dão tempo, e começam a comer nos comedouros das nossas, retiramo-los de imediato, e desinfetamos bem.

Até podem estar saudáveis e não representar nenhum perigo.

Mas, na dúvida, mais vale prevenir, que remediar.

Por algum motivo, quando se leva um gato novo para uma casa onde já existe um gato, sobretudo gatos de rua, se faz o período de quarentena, até se poder juntar ambos.

Os Gatos Fazem Yoga

Quando digo que os gatos fazem Yoga...

20191118_111341.jpg

Estes dois habitam as ruas. Moram neste prédio, debaixo de uma das varandas onde alguém providenciou uns abrigos para eles. Tem comida e mantinhas! Às vezes são três... às vezes são quatro... mas normalmente estão lá estes dois e o amarelinho é o Rei da Caixa da Eleteicidade. Ontem passei lá e estava a bater o sol, com o Rei a desfrutar dele no seu trono! 

Uma das senhoras que mora no prédio tem um cãozinho que costuma brincar com eles e partilham a refeição. 

Porque é que os donos deixam os seus gatos ir à rua?

Resultado de imagem para gatos na rua

 

Não vou aqui falar dos perigos, das doenças, dos acidentes e tudo aquilo que já foi debatido por diversas vezes mas que, para alguns donos, são apenas coisas sem importância e que não respeitam os verdadeiros instintos dos felinos, ou então atentam contra a sua natureza.

 

Mas pergunto-me porque é que, numa casa em que a família está fora de casa durante o dia, e só à noite pode aproveitar para estar na companhia dos seus bichanos, esses donos decidem que, durante o dia, os gatos ficam fechados em casa, sozinhos e, à noite, abrem-lhes a porta para irem dar a sua voltinha?

 

Porque é que, no único momento em que podem conviver, os deixam ir à sua vida, sozinhos mas, durante o dia, que passam sozinhos, ficam presos em casa?

 

E como é que arriscam a que os gatos não voltem a horas, e passem a noite na rua? 

 

Não compreendo...

Visita nocturna de uma gatinha

e como D. Branquinho protege as fêmeas

IMG_8174cópia.JPG

Ontem à noite, estava eu na cozinha, quando ouvi miar à nossa porta.

Pensei que fosse o Branquinho, embora ele não costume miar daquela maneira.

Como não parava, fui ao quintal. Olhei à volta e não vi nenhum gato.

Entretanto, quando me virei para voltar para casa, vejo-a!

 

 

 

IMG_8172cópia.JPG

No início, ainda pensei que fosse a Mia (de uma vizinha), mas não. Esta era mais pequena, e também mais meiga! Dava turras, deixava fazer festas. Só não achou piada quando peguei nela ao colo para tentar levá-la à vizinha.

Deduzi que fosse uma das gatas da minha vizinha do lado. Não tinha muita fome, embora tenha petiscado um pouco de comida.

Parecia mais assustada, a pedir desesperadamente para alguém lhe abrir a porta.

 

 

 

IMG_8173cópia.JPG

Como a gata não parava de miar, decidi ir perguntar à vizinha se realmente era dela. Toquei à campainha, mas nem sei se estava a funcionar. Na dúvida, bati à porta. Ninguém abriu.

Calculei que já estivessem deitadas, porque acordam cedo e, com crianças pequenas, já se sabe.

Mas fez-me confusão.

Mesmo não sabendo que a gata tinha saído de casa, não a ouviriam miar? Ela andava ali entre a porta delas e a nossa, não sossegava e, às tantas, de tão alto que miava, até parecia que estava dentro da nossa casa.

Não lhe deu para vir à porta, só para confirmar? Ou ser-lhe-á indiferente?

 

 

Eu não a podia deixar entrar na nossa casa, até porque as nossas gatas estavam de plantão ali à porta. Seria uma guerra. E um perigo.

Acabámos por nos ir deitar mas, hoje, assim que chego à cozinha, ainda antes das 7 da manhã, lá estava ela de novo a miar, a andar de um lado para o outro para alguém lhe abrir a porta.

Ainda assim esteve, mesmo depois da vizinha estar levantada. Mas parece que, antes de saírem de vez, a puseram em casa. Pelo menos, não a vi nem ouvi mais.

 

 

No meio disto tudo, mais uma vez, o Branquinho surpreendeu-me!

Todos sabemos que ele é um D. Juan, que se mete com todas as meninas do bairro e arredores. Mesmo no tempo da Kikas, já era um engatatão!

E todos sabemos que, apesar de ser extremamente meigo para os humanos, ele arranja confusão e brigas com todos os machos da sua espécie.

Mas é incrível como ele, com as fêmeas, é um gentlecat!

Já da vez em que a Becas se escapou sem darmos por isso, foi ele quem lhe fez companhia naquelas horas da noite em que ela ficou no quintal. E nem um arranhão tinha, nem tão pouco estavam a brigar. Estavam juntos, como dois companheiros.

E, ontem à noite, lá foi o Branquinho ter com a donzela perdida e assustada, dando-lhe beijinhos! 

 

Gatinhos pretos e brancos da rua

Na rua do prédio dos meus pais há uma senhora que dá sempre comida aos gatinhos da rua. Já desapareceram muitos gatos mas os que resistem colocam-se à porta do prédio do lado da janela dessa senhora vizinha. Há um gatinho cinzento adulto que está lá sempre à porta e antes desse houve outro que também estava lá sempre mas adoeceu e desapareceu. Muitas senhoras naquela rua alimentam os gatinhos que já foram muitos e agora são uns três. 

Não se sabe o que aconteceu aos gatos mas não apareceram mortos, provavelmente alguém os apanhou, penso eu....

Eram quase todos pretos e brancos, também todos pretos.

Esperemos que estejam bem !!!

Gatos que vou encontrando por aí

A imagem pode conter: gato

Deitado à sombrinha, para fugir ao calor que agora, finalmente, chegou!

 

 

A imagem pode conter: gato

Parece-me que ela não está muito contente com as beatas que deixaram ali no chão. Aqui ainda não estão a aplicar multas!

 

 

A imagem pode conter: planta, ar livre e natureza

A cama não será, por certo, muito confortável, mas quando se é gato de rua, qualquer sítio pode servir para dormir. Ainda que esteja cheio de pedras e lixo...

Quando cumprimentamos os gatos na rua

SP_bauru_castracao_jue4_three-street-cats.jpg

 

Também vos acontece irem pela rua, e cumprimentarem os gatos que vão encontrando pelo caminho, como fariam se encontrassem uma pessoa conhecida?

É ainda mais caricato quando até convivemos com eles regularmente, e lhes damos nomes.

 

 

Por várias vezes, quando estou a ir com a minha filha, passo por alguns e digo:

"Olá Bela!", "Olá Sissi!"

E ela fica a olhar, sem saber bem para quem é que estou a falar, até que os vê.

 

 

Mas também acontece quando vou sozinha. 

Por vezes paro, ponho-me a falar com eles, e quem por mim passa deve pensar que tenho alguns parafusos a menos! 

 

 

 

 

 

Quando os nossos gatos fogem, e nem nos apercebemos disso!

49038024_2286700071602124_7651816109946961920_o.jp

 

 

Por já ter, infelizmente, alguma experiência no que toca a fugas de gatos da nossa casa, foi precisamente sobre esse tema que escrevi para a Miau Magazine de Janeiro.

No artigo, recordo a aventura da Tica, e partilho dicas sobre o que fazer em caso de desaparecimento do nosso animal de estimação, bem como conselhos para não alimentar aquele sentimento de culpa que tanto nos afecta. Claro que todo o artigo se refere a quando um gato desaparece, e nós sabemos disso e tentamos encontrá-lo.

 

 

Mas, e quando os nossos gatos fogem, e nem nos apercebemos disso?!

Como costumo dizer, tanto a Becas como a Amora têm algumas semelhanças com a Tica, não só a nível físico, como de feitio.

E a Becas parece ter herdado alguns dos genes da Tica, que saía para a rua, mal apanhava uma porta aberta. Esses genes estão a manifestar-se cada vez mais, e ontem passou a noite na rua.

Sem sabermos.

 

 

A primeira tentativa foi quando eu cheguei a casa. Apanhámo-la logo no quintal.

A segunda tentativa foi quando o meu marido veio das compras. Mais um vez, pegámos nela, e levámo-la de volta para casa.

À terceira, foi de vez. O meu marido saiu para trabalhar e não se apercebeu que, com ele, também a Becas tinha saído.

Tanto eu como a Inês já estávamos deitadas, e convencidas de que a Becas estava em casa.

 

 

De madrugada, a Amora começou a andar inquieta. Ora entrava dentro da cama, ora saía. ora voltava a entrar, para logo em seguida sair.

Ouvi também um barulho na porta. Parecia alguém a tentar abri-la. Mas pensei que fosse a Becas a brincar com as caixas que tinha deixado na entrada, e não liguei.

De manhã, levanto-me, e oiço miar. 

Olha, a Becas está com tanta fome que já mia desalmadamente, pensei eu. Mas não a vi.

Abri a porta da casa de banho, achando que ela podia ter ficado lá fechada, mas não. E o som vinha de longe. 

Abri a porta da dispensa, e também não estava lá.

Espreito pela janela da porta, para ver se era o Branquinho a miar lá fora. Vejo um gato. Parece clarinho. Abro a porta e, apesar de estar escuro, parece o Branquinho. Continuo a andar, para confirmar, e descubro que é o Branquinho, sim, e acompanhado pela Becas!

 

 

E é aqui que o meu coração pára momentaneamente, perante a constatação de que a nossa Bequinhas passou a noite toda na rua, ao frio, sabe-se lá com quem, e em que condições.

Enquanto nós dormíamos descansadas, na cama, quentinhas.

Pego imediatamente nela, e levo-a para casa. Só depois me apercebi do quão mau isto pareceu, por ter deixado o Branquinho na rua, sozinho, enquanto levava a Becas para casa.

E pode parecer parvoíce mas, apesar de tudo, fico grata ao Branquinho porque, de certa forma, parece que a protegeu e lhe fez companhia  para não se sentirem tão sós. 

Ela estava aparentemente bem, sem nenhuma ferida ou marca de que tenha corrido mal a noite.  Penso que ela não terá saído dali do quintal, uma vez que a Amora andava inquieta, quem sabe percebendo que alguma coisa se passava, ou que a amiga estava lá fora.

Já em casa, comeu, fez as suas necessidades, e estava na boa.

 

 

A Amora é que não parou de bufar a assanhar-se para ela o tempo todo, estranhando a companheira, e a pensar por que raio tínhamos levado um gato lá para casa. E se eu pegava na becas ou lhe fazia festinhas, a seguir a Amora assanhava-se para mim também.

Cá entre nós, temos a teoria de que a Amora está cheia de ciúmes porque a Becas passou a noite com o Branquinho, e agora até já parece amiga dele!

 

 

E agora?

O que fazer quando o nosso gato, que está sempre em casa, passa algum tempo na rua, inclusive em contacto com outros gatos?

Tendo em conta que ela não está ferida, e que não pode ficar prenha, já que é esterilizada, as principais preocupações são desparasitá-la, interna e externamente, e à Amora também.

Apesar de tudo, não acredito que tenha contraído alguma doença mais grave mas, por descargo de consciência, será melhor marcar consulta no veterinário, para verificar se está tudo bem. E, logo que possível, vacinar ambas contra o Felv, não vá a fuga repetir-se de novo.