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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

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Sociedade Protectora dos Animais!

 

No post de hoje apresento-vos a Sociedade Protectota dos Animais .

A Sociedade foi fundada em Lisboa a 28 de Novembro de 1875 pelo conselheiro José Silvestre Ribeiro.

Sendo a associação zoófila mais antiga e com mais história de Portugal é uma instituição privada de utilidade pública, sem fins lucrativos.

Com mais de um século de existência, subsiste da quotização dos sócios e dos donativos que tem igualmente amor e se preocupa com o bem estar dos animais.

 

Depois de há uns anos o nosso Clube, ter tido uma experiência má ,com outra associação, decidi  dar uma nova oportunidade e o meu contributo a outra associação.

No mês passado fiz-me sócia da Sociedade Protectora dos animais, a cota é de 25€ anuais e os sócios têm vários descontos com os seus parceiros e também nos seus centros veterinários:

Sociedade Protectora dos Animais dispõe de dois centros de atendimento veterinário ao dispor dos nossos sócios, bem como um santuário animal em Tavira.

 

A Sociedade Protectora dos Animais dispõe de dois centros de atendimento veterinário ao dispor dos nossos sócios, bem como um santuário animal em Tavira.

 

Aqui estão os centros veterinários que se encontram ao seu dispor:

Centro Veterinário Areeiro: Av. Afonso Costa nº 36, 1900-037 Lisboa - 218 482 532 / 218 403 132/ areeiro@sociedadeprotectoradosanimais.org 

 

Centro Veterinário São Sebastião: Rua Carlos Testa, nº8 - 1050-046 Lisboa - 213 151 989 / saosebastiao@sociedadeprotectoradosanimais.org 

Com a adesão à Sociedade Protectora dos Animais, pode usufruir de:

 

  • Três postos veterinários ao seu dispor com preços bastante convidativos e médicos veterinários muito competentes e capacitados no seu trabalho.

  • Promoções e descontos especiais para sócios em ração e desparasitastes.

  • Desconto de 25% na renovação da quota anual para os sócios que fizerem o pagamento no primeiro trimestre do ano.

  • Consultadoria jurídica animal gratuita.

 

Do meu primeiro contacto com a sociedade, posso dizer que são atenciosos e organizados.

Enviei um email a solicitar informações sobre a inscrição de sócio, responderam em pouco tempo e passados poucos dias recebi o cartão de sócia.

Podemos escolher entre 4 opções.

 

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 Já algum dos nossos seguidores conhecia esta associação?

Se  tiver possibilidade de ajudar alguma associação, vai fazer a diferença na vidas dos animais!

 

 

Que acompanhamento é feito aos gatos das colónias por parte das associações?

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A propósito de uma publicação anterior, da petição para permitir alimentar os animais de rua, surgiu um comentário, que defendia um projeto que visasse, não só a alimentação, como também a desparasitação, vacinação, e controlo da reprodução.

De certa forma, concordo. 

Existe a preocupação prioritária com o controlo da reprodução e superpopulação de gatos mas, depois, tudo o resto é, de certa forma, ignorado.

A ideia que fica é que os gatos podem andar pelas ruas doentes, com forme, cheios de parasitas que lhes fazem mal, mas desde que não procriem, já está tudo bem.

 

 

Neste momento, existem duas situações distintas:

- gatos de rua que pertencem ou são agrupados em colónias, em que eventualmente existe intervenção das associações no âmbito do projecto CED (captura/ esterilização/ devolução), e em que existem, muitas vezes, os chamados "cuidadores"

- gatos de rua solitários, que não se inserem em colónias, e que são, eventualmente, alimentados e/ou cuidados pelos moradores ou outros particulares 

 

 

No caso dos gatos das colónias que foram objecto da intervenção do projecto CED, que acompanhamento é feito, posteriormente, a estes gatos, por parte das associações/ entidades competentes?

Deixo aqui várias questões, que ficam a aguardar resposta, de quem saiba ou esteja em condições de esclarecer:

 

Geral/ Alimentação

- As associações que intervêm nas colónias com o CED, após o procedimento habitual, deixam de acompanhar as colónias, ficando os animais entregues a si mesmos?

- Depois de uma colónia ser sinalizada e intervencionada, as associações ficam encarregadas da alimentação destes animais? Ou contam com o apoio dos cuidadores para essa função? E as que não têm cuidadores?

 

Saúde

- É normal as associações fazerem visitas regulares às colónias, para observar o estado geral dos gatos e detectar possíveis problemas de saúde?

- Podem as associações, em caso de problemas de saúde, levá-los ao veterinário e tratar o problema em causa? É um procedimento habitual? Ou não existe verba para tal?

- Relativamente à vacinação, não faria sentido apostar na mesma, no âmbito do projecto CED, já que iria prevenir eventuais doenças que podem acometer estes animais de rua, mais expostos a vírus, bactérias e afins?

- Uma vez que a vacinação é feita por fases, seria uma opção viável e fácil de concretizar, ou uma tarefa difícil, sobretudo naqueles animais mais silvestres, que não se deixam apanhar, implicando capturas constantes dos gatos, sempre que fosse necessário vacinar? Como controlariam as associações as várias colónias, e respectivos gatos, quanto à vacinação, datas da mesma, reforços?

- Mais complicado ainda, penso eu, será a desparasitação (interna e externa). Como seria possível às associações/ cuidadores, sobretudo nos casos de gatos silvestres, fazer e controlar a desparasitação regularmente?

 

 

E os gatos que andam por aí solitários, e que só contam com a boa vontade de quem os queira ajudar?

Que apoios existem para eles, e para essas pessoas que os queiram ajudar?

Dia Mundial do Médico Veterinário

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Celebra-se hoje o Dia Mundial do Médico Veterinário.

Nem todos os donos têm possibilidade ou condições para levar os seus animais regularmente ao veterinário. E a verdade é que, tal como nós, humanos, estando eles bem, não há motivos que justifiquem esse gasto adicional.

Mas, mesmo que seja esse o caso,  existem alguns mandamentos que todos os tutores de animais de companhia devem ter em conta e que, de certa forma, poderão ajudar também os médicos veterinários, de forma a que os animais de companhia sejam mais saudáveis, com maior qualidade de vida e, consequentemente, mais felizes.

 

Antes de adotar, saber informação sobre as características do animal – saber as caraterísticas e necessidades do animal que vamos adotar é fundamental. A idade, o porte, as características físicas, as necessidades nutricionais e de exercício devem ser tidas em conta antes da adoção. 

 

Vacinas – A vacinação dos animais de companhia é um dever de todos os tutores, para os proteger de doenças perigosas, não só para eles, como também para os seres humanos (como é o caso da raiva). 

 

Desparasitação – A desparasitação interna e externa é outro aspeto fundamental a ter em conta na saúde e bem estar dos nossos animais de companhia. 

 

Brincadeira e exercício – Todos os animais de estimação, independentemente da raça ou porte, precisam de exercício e gostam de brincar com os seus tutores. É importante para combater o excesso de peso, exercitar os músculos, manter a forma física.

 

Esterilização/ Castração – O médico veterinário é quem melhor pode esclarecer sobre as vantagens da esterilização e, em caso de adoção de um animal esterilizado, aconselhar sobre as necessidades nutricionais, que se modificam depois da esterilização.

A esterilização em animais de companhia é um procedimento essencial que, para além da ação contracetiva e da eliminação permanente do comportamento de cio, também actua na prevenção de alguns problemas de saúde do aparelho reprodutor, como tumores de mama e problemas do útero e dos ovários. Já nos machos pode atenuar alguns comportamentos de agressividade, e evitar doenças testiculares, reduzindo o risco de problemas na próstata.

 

Visitar o médico veterinário regularmente  É importante que os animais, mesmo não estando, aparentemente, doentes, façam check ups regularmente, sobretudo os animais em idade geriátrica e, em particular, os gatos que são exímios no disfarce de sinais clínicos de doença.

 

A saúde psicológica  – Cães e gatos podem sofrer de doenças psicológicas. A ansiedade de separação ou a depressão são duas doenças psicológicas que podem afetar os animais de companhia e que se refletem no seu comportamento e até mesmo na sua saúde física. O médico veterinário tem todas as competências para detetar os sinais clínicos e ajudar o seu amigo de quatro patas.

 

A alimentação – As necessidades nutricionais dos gatos ou cães são muito diferentes das dos humanos e variam mesmo de animal para animal – de acordo com a sua raça, idade, o peso ou características como esterilização ou problemas de saúde. O veterinário poderá aconselhar a melhor alimentação para uma nutrição completa e adaptada. 

 

A segurança  – Os tutores são responsáveis pela segurança dos seus animais, tanto em casa, como em viagem. O médico veterinário pode esclarecer sobre a forma mais segura de transportar o gato ou cão, e sobre os perigos que a casa pode esconder.

 

Treino e educação sempre que possível – O treino e a educação são importantes, em particular no caso dos cães. O seu médico veterinário pode aconselhá-lo sobre as melhores estratégias tendo em conta a raça e características do seu animal de estimação.

 

 

Informação: Royal Canin.

Custódia partilhada de animais em caso de divórcio

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A propósito desta notícia, ocorreu-me o seguinte pensamento: como se resolverão, em Portugal, as situações dos animais de estimação quando os respectivos donos se divorciam ou separam.

Não falando apenas dos casos em que ambos não conseguem chegar a um consenso, mas também quando estão de acordo e iniciam uma espécie de "guarda partilhada", como se sentirão os animais, e de que forma isso os afectará?

O cenário parece ainda pior, quando a situação envolve gatos, que são animais com uma maior dificuldade de adaptação, de rotinas bem definidas e que, à mínima alteração ou mudança, podem desenvolver quadros de stress, apatia, depressão.

 

A partir do momento em que os donos se separam, haverá uma mudança de casa, de território, de pessoas que frequentam o lar, rotinas, horários e tantas outras coisas.

E, se é verdade, que uma mudança definitiva estranha-se, mas com o tempo acostuma-se, o mesmo não se poderá dizer se o animal viver em constante mudança.

 

Imaginem um gato passar uma semana numa casa, com toda uma rotina e regras estabelecidas nesse lugar e, na semana seguinte, passar noutra, com outra dinâmica à qual se terá que habituar para, quando isso acontecer, voltar a mudar novamente para a primeira, e assim sucessivamente.

E quando existe mais que um animal? Fica cada membro com um, separando assim os companheiros? Ou partilham-se ambos? E em semanas iguais, ou semanas alternadas?

 

Não falo aqui dos casos em que um dos membros fica com os animais, e o outro nunca mais os vê, deixando de ter qualquer contacto com os mesmos, porque parto do princípio que, gostando dos animais, não seriam capazes de o fazer. Mas haverá casos em que isso acontece.

 

Assim, de que forma se poderá atenuar os efeitos que uma separação, definitiva ou não, possa causar a um animal de estimação, nomeadamente, um gato?

 

Advogados, veterinários e seguidores que já tenham ou não passado por uma situação destas, aceitam-se esclarecimentos, testemunhos e opiniões sobre o assunto.

 

Porque vale sempre a pena ajudar!

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Se tivesse que descrever o que vejo nesta imagem, diria que vejo um gato agradecido. 

Agradecido por mais um dia que tem para viver. Por estes raios de sol que lhe aquecem o corpo, e o coração. Por ter sido possível vir até aqui e comer qualquer coisa, depois dos dias chuvosos que não lhe permitiram grandes aventuras.

Agradecido por, mesmo não tendo a sorte de ter um lar e uma família humana que cuide dele, ter um abrigo, onde cresce com a sua família e amigos felinos, com relativa segurança, e alguém humano que vai ajudando a que não lhe falte comida e água, e umas palavras simpáticas, que ele não percebe na totalidade, mas sabe que o são.

 

 

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Este menino (digo eu, que nunca confirmei), cada vez mais bonito, é o Pompom. Em julho, era apenas um bebé. Hoje, atrevo-me a dizer que assumiu as rédeas da colónia, como acontece com os filhos mais velhos, que seguem as pisadas do pai, e tomam conta e protegem os mais novos dos perigos, e dos estranhos. 

Está um gatão que faz qualquer um apaixonar-se por ele, e ter vontade de o levar para casa.

 

 

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Na mesma colónia, e à semelhança da Oreo, este(a) é um(a) dos protegidos(as) do Pompom, a quem batizámos de Panterinha. Pertence, ao que parece pelo tamanho, a uma das últimas ninhadas, e já se arrisca de vez em quando a sair do portão e aproximar-se da estrada. No entanto, se os humanos se aproximam, corre para dentro, e fica em alerta.

 

 

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Se os seus olhos falassem, diriam que estava num misto de gratidão pelo que tem, apesar de não ser muito, e com receio pelo que o(a) espera nesta vida selvagem. 

 

Tal como estes dois gatos, também a Oreo, a Bela, a Rapunzel, o Dom Juan, as três Malhadinhas e mais um ou outro que por lá andem, dependem do seu instinto de sobrevivência, deste abrigo que encontraram, e de quem os alimente.

Não é obrigação de ninguém mas, ainda assim, é dever de cada um de nós zelar pela sua vida. 

Posso não ter ainda conseguido que uma associação os ajude e assuma o controlo desta colónia. Posso não ter conseguido que eles venham até mim, e percam o medo (embora por vezes já não fujam), nem tão pouco apanhá-los e encaminhá-los para adopção responsável.

Posso não conseguir proporcionar-lhes os cuidados de saúde que deveriam ter.

Mas sei que, se não fosse pela "comida na mesa" que tento levar todos os dias, faça chuva ou sol, como se já fizesse parte da rotina diária da minha vida, e eles fossem responsabilidade minha, sentindo-me mal se não lhes fizer, pelo menos, uma visita diária para verificar se estão todos bem, e têm comida e água à disposição, eles passariam fome, não cresceriam a olhos vistos e não estariam, provavelmente, tendo em conta as condições em que vivem, como estão hoje.

 

Posso não fazer muito, mas sei que faço alguma diferença. E é por isso que vale sempre a pena ajudar!

Para os ver crescer e, dentro dos possíveis, saudáveis. E saber que contribuímos para tal!