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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Por onde andas gatinha?

Quem trata de gatos de rua, sabe à partida, que eles estão sujeitos a perigos e que podem desaparecer.

No entanto custa sempre, perceber que algum se "ausentou", e talvez para sempre. Esta colónia parece tranquila e segura, mas também tem uma estrada onde alguns carros aceleram bastante!

Afeiçoei-me tanto, mas tanto à Gémea. Já passaram muitos dias, desde que a vi. Ela era aquela gata que me esperava, entrava dentro do meu carro, pedia festinhas na barriga. Foi a gata que tratei quando era pequena e estava doente. Foi a gata que consegui "patrocínio" para ser esterilizada. A gata que ficava à minha porta porque sabia os meus horários. Foi a gata que tentei que alguma amiga ficasse com ela, mas não consegui.

Tenho esperança que alguém a tenha levado, por ser tão meiga e doce e esteja agora num lar...Mas gostava de saber, para ficar mais tranquila.

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Homenagem a um gato de rua, muito especial

Em finais de abril, o gato da minha rua, de nome Alone, desapareceu. Durante algum tempo, julguei que era mais um dos seus habituais desaparecimentos, e que voltaria, como sempre aconteceu. Entretanto cerca de dois meses e tal depois, essa esperança, de que ele volte, já não a tenho!

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Questiono-me tantas vezes o que lhe terá acontecido. Pode ter sido atropelado, pode ter sido envenenado, pode ter sido caçado! Não sei! Não sei que fim ele teve. Mas concluo que ele já não esteja entre os vivos, a não ser que alguém se tenha encantado por ele, e o tenha levado para casa...

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Foi o gato de rua mais especial que conheci, fazia parte dos três mosgateiros.

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O Alone quando eu chegava à rua, ia-me me esperar ao carro. Conhecia bem a minha viatura.

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Dava-me turrinhas, pedia comida e pedia festinhas. Chegou a entrar no meu prédio, julgo que queria ir comigo para casa.

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Não sei se ele depois de tantos anos na rua, seria feliz dentro de um apartamento, mas também nunca o pude levar. Não tinha espaço, nem condições para sustentar mais um gato.

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Ele foi terapia para mim durante tempos difíceis. A sua dedicação e ternura por mim, fazia-me sentir útil, importante!

 

Nunca mais, um outro gato me voltará a ir esperar à porta do prédio com aquele miar doce, nem voltará a ir esperar ao estacionamento.

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Não lhe cheguei a agradecer tudo o que ele fez por mim, porque ele fez por mim, mais do que eu fiz por ele. Tenho muitas saudades dele! Acompanhei-o durante quase três anos, não o irei esquecer!

Quando os gatos desaparecem

Já passou uma semana desde que dois gatos, desapareceram. Não são meus, mas tenho muita afeição por eles. Um é o Alone, que é da minha rua, e o outro é o Jorge, irmão do meu Rafael, que vive numa casinha de campo, com horta, espaço e muro. O Alone já desapareceu outras vezes, mas não nesta altura do ano, já cá está na rua há cerca de três anos e o Jorge tem dois anos tal como o meu Rafael! Eles não se conhecem pois vivem a cerca de 3km um do outro, mas por coincidência desapareceram na mesma altura.

 

O Jorge não era de saltar o muro, pois sendo um gato pachorrento, passava os dias dentro das imediações da casinha. Mas tinha liberdade para saltar o muro, se quisesse. em dois anos raramente o fez.

 

O Alone, bem o Alone, já era um pouco meu. Sempre à minha porta, fazia uma festa quando me via, dava-me turrinhas, conhecia a o meu carro, um doce, muito grato. Deu-me tanto...E agora parece ter desaparecido. Já andei aqui nas imediações, campo, valetas, arvoredos a procurá-lo e nada! É triste! Que lhe terá acontecido? Terá sido atropelado?

 

Disseram-me para não me afeiçoar, para alimentar, mas para não criar laços, porque depois sou fraca, e fico logo triste. Mas quem é que consegue, não se afeiçoar!?  Há sempre aqueles que nos tocam mais. e o Alone, estava com ele todos os dias e mais que uma vez.

 

Julgo que não estamos na fase do acasalamento dos gatos, mas a minha esperança, é que tenham ido namorar  e que ainda voltem!

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Haverá um chefe nas colónias dos gatos?

Como já aqui disse, eu tenho dois gatos , o Riscas e o Rafael. No entanto, há um terceiro gato que vive na minha rua, a quem chamei Alone, que o sinto quase como meu. Alimento-o, desparasito-o, estou com ele todos os dias, e porque está na rua preocupo-me com ele. Se tivesse melhores condições e espaço levava-o para casa.

 

Há dois dias, quando ia levar comida ao Alone e à  Nana, a gata (tem cara de fêmea) que vem muitas vezes com ele, apareceu outro gato, que tem o nome de Oreo ribatejano. Acontece que este gato, roubou a comida dos outros dois e depois expulsou-os aqui da porta do meu prédio. Já antes tinha percebido que o Alone tinha medo dele, mas agora, tenho quase a certeza. A verdade é que o Alone já não vem cá pedir comida.

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Como de costume assim que  me levanto vou à janela ser se o Alone já está lá à espera da comida e hoje quem lá estava, era o tal...

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Ontem alguém me disse, que se calhar, os gatos eram organizados e tinham um chefe da tribo, e que esse chefe é que mandava no território. Assim sendo, o Alone não vem cá por respeito, por medo e por obediência ao chefe. O que é certo é que há dois dias que não vejo o Alone. Eu por mim dou comida a todos os que "baterem à porta", mas deixem o Alone vir, que ele é o meu protegido, meu afilhado!

 

Tenho saudades dele, já nem ao estacionamento me vai esperar...

Será que também são assim para os companheiros felinos?

Foto de Grupo Hospital do Gato.

 

Não tenho gatos e cães, mas tenho duas gatas, e acredito que uma delas pensasse assim nos primeiros segundos mas, depois, analisando melhor, perceberia:

"Não vou ter mais alguém para brincar, para me aquecer no inverno, para eu me exibir e mostrar o que consigo fazer, vou ficar mais aborrecida e obesa e, que ninguém me oiça, até vou sentir saudades dela. Por isso, talvez seja melhor ela ficar por aqui comigo"!

Já alguma vez vos aconteceu?

 

Felizmente, o máximo de tempo que estive longe da nossa Tica foi dois dias, quando fomos até à Serra da Estrela, e os meus pais ficaram a tomar conta dela.

Mas jurei que nunca mais o faria! Estava cheia de saudades, a sentir-me mal por ela ter que passar a noite sozinha, e acho que nem aproveitei bem o passeio.

Viajar para longe da Tica por uns dias, só mesmo se for obrigada a isso. Senão, mesmo que queira passear, prefiro ir e vir no mesmo dia.

E é tão bom ver a alegria dela quando chegamos a casa! E saber que ela estava à nossa espera :)