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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Reacções alérgicas em cães e gatos

Uma das causas que mais leva os animais de estimação, nomeadamente, cães e gatos, às urgências veterinárias são as reacções alérgicas.

 

 

 

Normalmente, estas reacções são provocadas por hipersensibilidade do organismo do animal a um agente promotor de alergia.

 

Alguns desses agentes são:

 

- as vacinas

- algumas plantas

- picadas de insectos

- medicamentos como a penicilina, tetraciclina ou neomicina, entre outros

- alimentos (caseiros)

 

 

 

A alergia pode manifestar-se através do inchaço da cabeça e/ou olhos, coçar constante, e ainda por altos por todo o corpo, podendo essa manifestação ser suave ou mais severa, dependendo dos casos, e de animal para animal.

 

Nestes casos, quando estamos perante uma reacção alérgica, e se pudermos, convém ver onde o animal estava no início da reacção, observando o ambiente à volta para perceber se há ali algo que possa ter desencadeado essa reacção. Nem sempre é possível.Por vezes só damos conta muito depois dela ocorrer.

 

Convém também elevar a cabeça do animal, para facilitar a respiração, e levar imediatamente ao veterinário.

 

 

 

Nos cães, o sistema hepático é o mais afetado. Já nos gatos é a parte respiratória.

 

Após a estabilização do quadro do animal em causa, através dos procedimentos emergenciais que se revelem necessários, desde terapia com oxigênio, a medicação com corticoides, anti alérgicos, fluidos e até recurso a adrenalina (nos casos de colapso cardiovascular), podem vir a ser precisos exames de laboratório.

Por isso, na maioria das vezes, os animais ficam hospitalizados para observação e realização de tratamentos que ajudem a inibir ou eliminar a alergia.

 

 

 

Ainda sobre as intoxicações nos animais

 

 

Já aqui falei da intoxicação provocada pelos lírios, e que pode ser mortal para os gatos.

Mas existem algumas outras intoxicações, muito comuns, que chegam à urgência hospitalar veterinária, tanto no que se refere a gatos, como a cães.

 

 

 

 

Intoxicação por ingestão:

 

Ben-u-ron/ Brufen - por vezes pensamos, quando o nosso animal está com dores, que podemos dar-lhe os mesmos medicamentos que utilizamos, como o caso do ben-u-on ou o brufen. É errado. 

Nos gatos, é considerada tóxica uma dose de 50 mg/Kg, e nos cães 150 mg/Kg.

Na hora de medicar os nossos animais, é preferível aconselharmo-nos com o médico veterinário qual o melhor tratamento, para não correr riscos desnecessários.

 

 

 

Chocolate - todos sabemos que os cães adoram chocolates, e que os donos têm tendência a dar-lhe esse pequeno prazer, isto quando não são eles próprios a apanhar-nos distraídos e surrupiar-nos o chocolate. Mas o chocolate é altamente tóxico, sendo que o preto é o que mais mal faz. A substância responsável, e que se encontra no chocolate, é a teobromina que no caso dos cães, é metabolizada muito mais lentamente do que nos humanos. A intoxicação pode, desta forma, ocorrer tanto numa quantidade elevada, numa única ingestão, como em doses mais reduzidas, em vários dias seguidos.

A teobromina é um estimulante poderoso do sistema nervoso central e do coração, e ao atingir altos niveis de concentração no sistema circulatório torna-se tóxico ou mesmo fatal.

 

Os sintomas, nas primeiras horas podem traduzir-se no aumento de produção de urina, aumento da sede, vomitos, diarreias e hiperactividade. Após cerca de quatro horas os sintomas passam a ser mais graves como convulsões, arritmia ou mesmo ataque cardiaco e tremores musculares. 

 

 

 

 

Uvas/ Passas - provocam insuficiência renal aguda em 24h a 72h, de forma irreversível. Se suspeitarem que o seu cão ingeriu uvas acidentalmente, levem-no imediatamente ao veterinário. Apesar do difícil tratamento, o veterinário é a pessoa mais indicada para tentar evitar que o pior aconteça.

 

Pesticidas/ herbicidas - os cães podem, acidentalmente, lamber as ervas que costumam existir na beira da estrada ou passeios, onde é colocado constantemente, herbicida. Também os gatos, que costumam gostar muito de ervas, podem ingerir ervas envenenadas. Os sintomas apresentados são, geralmente, excesso de salivação, vómito, diarreia e tremores musculares.

 

Rodenticidas - um animal que ingira acidentalmente rodentidicas pode apresentar mucosas pálidas, dificuldade em respirar, depressão ou até hemorragia interna. Os gatos são, por norma, as maiores vítimas, embora também muitos cães cheguem às urgências por esta motivo. Mais uma vez, se suspeitarem que o vosso animal possa ter ingerido este veneno, levem-no de imediato ao veterinário.

 

Os donos de cães e gatos podem, perante a certeza de que o seu animal ingeriu uma substãncia tóxica, e desde que a ingestão tenha ocorrido há menos de 2 horas, tentar induzir o vómito. Para isso, deverá usar água oxigenada, ou sal grosso diluído em água. Nunca deveremos fazê-lo com azeite ou leite, porque podemos não só não conseguir induzir o vómito, como ainda provocar um quadro de diarreias. 

 

 

 

Por absorção cutânea:

 

Permetrinas - A permetrina está presente em vários produtos comerciais como, por exemplo, o Pulvex e o Advantix em pipeta. Estes produtos destinam-se apenas a cães, mas para quem tenha cães e gatos, e dado o aspecto semelhante entre as pipetas para uns e outros, pode acontecer o dono colocar, por engano, a pipeta do cão no gato.

Em caso de aplicação acidental, e se o animal estiver consciente, devemos dar imediatamente banho ao gato. Em seguida, levar ao veterinário.

 

 

 

 

Por contacto:

 

Lagarta do pinheiro - que normalmente é avistada nos meses de Fevereiro a Maio, é extremamente perigosa para os cães.

Alguns dos sintomas apresentados são salivação excessiva, urticária por contacto, edema da face/ língua, dor no local ou ainda dificuldade na prensão dos alimentos. O órgão mais afectado é a língua, que aumenta de volume, e se torna azulada. Com a evolução surgem áreas de necrose (cor amarela a preta). Podem desenvolver infecções nos lábios, língua e por toda a garganta, além de que, no local do contacto, pode ocorrer perda dos tecidos num período de 6 a 10 dias. Já houve um caso no Hospital Veterinário do Atlântico de um cão que ficou sem parte da mesma, devido ao contacto com a lagarta do pinheiro.

 

Se detectarmos que o nosso cão esteve em contacto com a lagarta do pinheiro, ou suspeitarmos do contacto, devemos lavar imediatamente a boca do animal ou a zona que esteve em contacto com água abundante, e levar em seguida ao veterinário.