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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Três gatos com o mesmo padrão de cores

Só na minha rua, havia três gatos com padrões idênticos. Será que são da mesma família!? O Velhote foi adotado, mas o Alone e o Mini-Alone (talvez filho do Alone) continuam por aqui...

 

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Não sendo eles família, deve de haver uma explicação por serem tão parecidos.

Pesquisei e em relação a este padrão dizia que:

 

«Tabby cinzento - tem riscas pretas e uma cor na raiz branca. Pode ser também um cinzento azulado, creme ou vermelho dependendo da cor das riscas. Em todos os casos o tabby cinzento tem a raiz do pelo branca.»

Gente boa

Em janeiro deste ano, escrevi aqui sobre um gato da minha rua, que encontrei doente, sem se mexer, numa berma. Depois que lhe dei comida húmida ele recuperou, mas via-se como estava doente, principalmente da boca. Chamava-lhe de "Velhote", porque uma vizinha disse que ele já tinha muita  idade. Ele era muito parecido com o Alone. E mesmo sendo de rua, roçava-se nas pessoas e pedia mimos. Não sei se sempre andou aqui pela rua, ou se foi deixado por cá por alguém.

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Durante algum tempo, ele mostrou-se agradecido e vinha à minha porta pedir comer. Não conseguia comer ração, apenas comia comida. A respiração dele era aflitiva. Agora, já algum tempo que não o via.

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Aqui na imagem é o que está a olhar, o outro é o Alone.

 

Soube neste sábado, que uma vizinha o encontrou muito mal da boca, em sofrimento. Então, ela levou-o à veterinária. Pagou 180 euros, e tiraram-lhe dois dentes, fez destartarização. Ficou bem, levou para casa. Agora, até já o castrou, diz que está bonito. A veterinária disse que ele terá mais de 10 anos.

 

Que bom que há assim pessoas tão boas para com os animais e com alguma disponibilidade financeira.

 

Fiquei tão comovida e sensibilizada  com isto, que tive de partilhar...Um grande bem haja, a esta generosidade de pessoa!

Gatos, que mesmo sendo de rua, são meigos

O Alone (o que está a comer) e o Velhote (o que está a olhar), são fisicamente muito parecidos (ainda  há um 3º gato do mesmo padrão, nesta rua). São ambos tão meigos, hoje o Velhote, até se pôs de pé para receber festinhas. Este está tão debilitado, que mal consegue comer...

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A Naná, é igualmente meiga, até se põe em posição de receber festinhas na barriga.

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Como é que estes gatos são assim tão dóceis, e não há alguém que os leve para casa!? Ai se eu tivesse espaço...

Porque desapareceram os gatos da minha rua?

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Tal como a Marta, eu também dou nomes aos gatos de rua, aos gatos de ninguém, não só porque eles merecem um nome, mas também para os distinguir. Por exemplo, distingo o Alone do Velhote, porque o Alone tem um pata dianteira cinzenta e o Velhote tem as duas brancas. E agora, não sei porque estão todos desaparecidos: O Jaune (amarelo em francês), o Branquito, o Oreo Ribatejano, o Panterinha, e o meu mais querido, o Alone! Só a Naná (supostamente fêmea e considerada namorada do Alone) tem aparecido.

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Não sei, se por serem machos, saíram em busca de fêmeas, ou se alguém os levou, e para que fim...

 

Até os recipientes  onde costumava deixar comidinha, desapareceram de lá.

 

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Bichanos queridos, voltem por favor, que sinto a vossa falta! Saudades desta vista .

 

 

Quando encontramos um gato doente numa berma

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Passei por este gato esta tarde. É parecido com o Alone, este difere na cor de uma das patas.  Aproximei-me, percebi que estava doente, pois não se mexia nem reagia, tinha a língua de fora. Estava ali imóvel perto da estrada principal. Tinha uma tarefa para fazer, não o pude ajudar naquele momento. Fui e voltei e ele lá no mesmo sitio. Falei com ele e ele respondeu num miar rouco com o nariz a respirar de forma ofegante.

 

Fui a casa deixar uns sacos e voltei lá. Contei o sucedido ao meu miúdo e ele quis logo ir ajudar. Estivemos lá de volta e o bichano sem se mexer. Passou uma vizinha que me disse que as senhoras da junta tinham andado a curar as ervas, e que possivelmente, aquilo era envenenamento.

 

Voltamos a casa e levamos água e um patê. O bichano começou a comer o patê na posição que estava, mas a dada altura já estava em pé e a comer aquilo como se estivesse cheio de fome, devorou aquilo num instante e bebeu água, mas pouca. O meu rapaz estava muito preocupado, e só me dizia para eu o ajudar, como se eu tivesse esse "poder".

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Tentamos  que viesse para um local mais seguro, ele obedeceu tanto, que veio atrás de nós até ao nosso prédio e parecia pedir para entrar. Lá ficou sentado.

 

Mais tarde já o vi a andar por lá. Como conheço uma pessoa que trabalha numa Associação e deve estar habituada a estas situações, pedi-lhe umas dicas. Ela disse que lhe desse comida. E também me disse que o que ele teve, foi provavelmente uma quebra de açúcar, porque se fosse veneno não recuperava assim tão depressa e já estaria morto.

 

Mas esta questão de colocarem herbicidas na relva, preocupa-me, porque os animais de rua, não sabem ler, nem tem donos para os alertar e proteger...