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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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O Oreo foi ao veterinário

Não foi fácil, mas consegui colocar o Oreo na transportadora e levá-lo ao veterinário, por causa do problema nas patinhas da frente. 

Como nunca tinha estado fechado, o comportamento dele dentro da clínica não foi normal, ficou alterado.

Depois de observado, veio com medicação. Uma pomada e antibiótico. O antibiótico lá consegui que o tomasse junto com o patê, por ter sabor a carne, ele não estranhou, mas a pomada que é tão importante para que o problema diminua, é que ainda não consegui arranjar forma de lhe dar. Preciso de mais tempo e de arranjar uma melhor estratégia.

Só depois de alguns dias a por a pomada é que será novamente avaliado a ver se será preciso fazer alguma cirurgia.

Mas não é nada fácil tratar de um gato de rua. Ele até deixa fazer festinhas e dá turrinhas, mas deixar se tratar já é outra coisa. 

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Em que situações devemos levar os nossos gatos ao veterinário?

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As regras não diferem muito das que se aplicam para os humanos.

Quer seja uma adoção de um gato bebé ou de um gato adulto, é aconselhável uma primeira ida ao veterinário, para ver se está tudo bem com ele, bem como para esclarecer dúvidas sobre comportamento, alimentação, higiene, cuidados básicos, ou outras que possam surgir.

Se se tratar de um gato bebé, terá todo o processo de vacinação. Na idade certa, a castração ou esterilização.

Se falarmos de gatos adultos, que já tenham passado por estes processos, bastará seguir o plano de vacinação (que nesta idade é mais espaçado), e efetuar uma consulta anual, para avaliar se o nosso gato continua de perfeita saúde.

Claro que, para além destas situações banais, existem outras em que devemos levar os nossos gatos ao médico veterinário:

 

- se aparentarem estar doentes

- se tiver ocorrido algum acidente

- se sofrer de alguma doença que necessite de acompanhamento regular

- se o animal estiver em perigo de vida

 

E é aqui que temos que equilibrar entre a ânsia de correr para o veterinário por qualquer motivo, o bom senso e, por vezes, o chamado “sexto sentido”.

Claro que, para um médico veterinário, o ideal é recorrer sempre a ele que, sendo a pessoa mais especializada, melhor poderá dar resposta às situações e atuar em conformidade, sem riscos para o animal.

Até porque existem muitos donos que gostam de, eles próprios, agir de determinada forma ou medicar os seus animais de forma incorreta, podendo piorar os casos, em vez de ajudar.

 

Mas há que ponderar de forma racional, se a situação exige mesmo uma ida imediata ao veterinário.

Até porque, por norma, para além da consulta que, em determinados horários e sem marcação, poderá ter um maior custo (por ser considerada consulta de urgência), poderá haver ainda custos adicionais com análises, exames e eventual medicação ou internamento.

Um pouco como os “pais de primeira viagem”, a tendência é a ir de imediato com os nossos animais ao médico veterinário.

Mas, com o tempo e a experiência, começamos a perceber que nem sempre há essa necessidade.

Se é verdade que uma ida atempada ao veterinário pode salvar vidas, também existem situações em que é preferível aguardar, avaliar a evolução, verificar se o que ocorreu foi algo isolado, ou recorrente e, se a dúvida se mantiver, ligar antes para a clínica ou hospital, ou para a Linha Saúde Animal.

Pela minha experiência, já houve situações em que foi essencial pegar nas nossas gatas e levá-las de imediato, outras em que considerámos que não havia essa necessidade, e ainda algumas em que as levámos, e acabámos por gastar dinheiro desnecessariamente.

Os médicos veterinários sabem, do ponto de vista da medicina, o que é melhor para os gatos.

No entanto, enquanto donos, e conhecendo-os melhor que ninguém, também sabemos o que lhes fará melhor, e temos uma palavra a dizer sobre o assunto.

Uma boa comunicação entre o veterinário e o dono do gato é fundamental

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Se é certo que, algumas vezes, os médicos dão-nos demasiada informação que até dispensaríamos, sobretudo quando falam em termos médicos que só eles percebem, também é verdade que, muitas vezes, pecam por escassez de informação, talvez porque achem que, para quem está do outro lado, basta saber que tem um problema e como deve tratá-lo.

 

O que acontece, e por certo já o fizemos algumas vezes, é que, na dúvida, na incerteza, temos tendência a procurar a informação que nos falta (e que não nos foi dada), noutras fontes, nem sempre fidedignas, correctas, algumas vezes confusas e, até, alarmantes, que nos desassossegam e fazem imaginar vários cenários, cada um mais grave que o outro ou, por outro lado, desvalorizar as situações, compará-las com outras semelhantes, considerar que é algo com o qual não é preciso haver grande preocupação.

 

Assim, é essencial que haja uma boa comunicação entre médico veterinário e o dono do animal que está a ser consultado, de forma a evitar estas situações que, em último caso, serão prejudiciais ao animal. 

 

 

Eu considero que, da parte dos médicos veterinários, devem:

  • na consulta, ao examinar o animal, ir explicando aos donos o que estão a fazer, e porque o estão a fazer, o que estão a avaliar
  • quando solicitam ou aconselham análises, explicar o que se pretende descobrir com as mesmas, e de que forma serão feitas; no caso de existirem vários métodos, explicar cada um deles e deixar que o dono decida a que considerar melhor
  • quando têm na sua posse os resultados de análises ou exames, explicar aos donos o que foi detectado nos mesmos, ou enviar para os donos, com a respectiva explicação porque, se os donos apenas recebem as análises/ exames, sem qualquer outra informação, é mais que certo que a vão tentar obter por outros meios, nem sempre certos, quando poderia ficar tudo esclarecido no momento
  • quando receitam um determinado medicamento, explicar para que serve o mesmo, se existem opções equivalentes à disposição, vantagens e desvantagens, se as houver
  • explicar, em concreto, em que consiste o problema do animal, e que preocupações/ cuidados devemos ter em consideração quer no tratamento, quer na prevenção de futuras situações semelhantes

 

 

Já da parte dos donos:

  • não devem ter receio de colocar todas as questões que acharem pertinentes, ou necessárias para compreender o que se passa com o animal, durante a consulta
  • não devem ter receio de colocar as dúvidas que tiverem, porque é preferível esclarecê-las com quem sabe, e observou o animal
  • se não estão a compreender o que o médico veterinário está a explicar, pedir para explicar novamente - por vezes eles entusiasmam-se e começam a falar em termos que só os entendidos compreendem, e esquecem-se que, quem ali está, pode não perceber dessa forma o que lhes está a tentar transmitir
  • se acharem que o médico veterinário não fez tudo o que consideraram necessário na consulta, peçam para que este faça o que têm em mente, seja uma simples medição de peso, observação de algo que o médico não viu, ou até mesmo uma análise ou exame
  • quando são prescritos medicamentos, exames ou análises, e se acharem que não sabem bem porque são necessários, mais uma vez, perguntem, vejam se existem alternativas igualmente viáveis
  • em caso de dúvidas que surjam já em casa, não hesitem em ligar para a clínica/ hospital para tentar esclarecê-las
  • os veterinários zelam sempre pelo bem estar do nosso animal (ou deveriam) e, como tal, é normal que aconselhem vacinas, rações especiais, produtos inovadores que podem ser bons para os animais, e igualmente bons, a nível de lucro, para a clínica/ hospital, mas que nem sempre os donos têm condições para adquirir, por isso, é necessário que estabeleçam prioridades, que se fiquem pelo mais urgente e necessário, sem se deixarem influenciar pelo "marketing" a que são sujeitos
  • Se não estiverem, de todo, satisfeitos com a forma como os vossos animais foram atendidos/ tratados, com os métodos usados pelo médico veterinário ou procedimentos da clínica/ hospital, se ainda assim têm dúvidas acerca do diagnóstico, tentem procurar outros profissionais, obter uma segunda opinião e, em último caso, mudar de clínica/ hospital

 

 

E por aí?

Gostariam de acrescentar mais alguns pontos fundamentais para uma boa comunicação, um bom atendimento, e satisfação total de todas as partes envolvidas? 

 

 

 

 

 

Imagem: veterinaria atual

 

as melhoras da Kat

Cinco dias sem comer, depois de ir ao veterinário saber o que fazer, e perante o que contei do seu estado de apatia, a jovem veterinária concordou comigo que seria ciúme quando percebeu que o seu espaço fora "invadido" por um ser pequeno: o meu sobrinho neto.

Aconselhou-me  mudar ambas as comidas, seca e húmida, trouxe uma embalagem pequena de ração rica em perú e uma de comida húmida de salmão.

Não costumo misturar as comidas, tenho um prato para cada uma, passei todo o conteúdo da embalagem da comida húmida para o respectivo pratinho.

A Kat cheirou, cheirou, não lhe tocou.

Pus, então, uma quantidade  razoável de comida seca, no prato.

Cheirou, afastou-se, voltou a cheirar, comeu um pouco.

Voltou para o sofá, deixou-se ficar grande parte do dia, até que à noite comeu mais um pouco.

A comida húmida ficou no prato, não a comeu. Experimentei um pouco de patê que tanto gosta, mas nada.

Rejeitou toda a comida húmida, foi para o lixo.

No sábado, andava atrás de mim, roçava-se nas minhas pernas, queria comer.

Pus um pouco da comida dela, não a que trouxera do veterinário, foi comendo, mas ia para a beira da porta do armário onde guardo os sacos, eu abria-a, ela cheirava um e outro, mas o seu rosto ficava no saco de comida do veterinário.

No mesmo prato pus um pouco de cada uma das rações secas, comia mais uma que outra.

Eu já estava mais tranquila, a Kat dava sinal de melhoras. 

Estava sentada no sofá, no meu lugar que ela ocupara durante os cincos dias de letargia, eis que ela por trás salta para cima dele, aproxima-se de mim, cheira-me, e eu com a maior da rapidez peguei no telemóvel e tirei uma selfie antes que ela fugisse, como é costume quando quero fotografá-la.

De sábado até hoje, a Kat não pára. Felizmente.

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um mês depois

E por que foi no Clube de Gatos que tive a primeira reacção para a adopção de dois gatinhos que falei neste post, senti que estava na altura de pôr os membros deste Clube ao corrente do mesmo.

Por cuidado, e para que as famílias que os vão adoptar os recebam com saúde, decidi  que devíamos levá-los ao veterinário. Falei com uma das minhas sobrinhas, que concordou, e no passado dia 21, foram pesados, tomaram uma vacina, foram identificados o sexo, são três fêmeas, duas de pêlo beges e uma de cor preto, e dois machos, branco e preto.

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A gata mãe também foi observada, desparasitada, e estando com peso baixo, foi-lhe dada uma alimentação húmida e outro tipo de ração adequada ao seu estado de amamentação.

Marcamos nova consulta, voltarão no próximo sábado, saberemos se estão prontos para viajarem para as suas famílias. Quatro dos cinco já têm famílias, falta encontrar uma para o quinto, um gato preto.

Ontem, voltei a casa das minhas sobrinhas, dois dos gatinhos são muito brincalhões, os outros três dormiam na mantinha dentro da caixa de papelão.

A gata mãe é um doce. Adora mimos. Tomara que a minha gata fosse tão meiga quanto esta. 

Sempre atenta aos filhotes, pegamos neles com cuidado. Ela sabe que não lhes fazemos mal.

Entretanto, os contactos com as famílias têm sido frequentes, envio fotografias e vídeo para que fiquem ao corrente  do seu crescimento e estado de saúde.

E ontem, recebi um e-mail desta  blogger ,  que me deixou com um sorriso de gratidão, e dizia o seguinte:

 

 

Boa tarde Maria. 

Ontem eu e o filhote construímos uma casa para os bebés. Caixote de cartão com portas e janelas e almofada interior... 
Como vez a expectativa é muita.
Fico a aguardar novidades. 
Beijinhos 
 
 
Para vós, membros deste clube, deixo-vos as fotografias e um vídeo dos cinco gatinhos e da gata mãe.
 
 
 

 

 

 

A curiosidade salvou o gato

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A Royal Canin acaba de lançar” A Curiosidade Salvou o Gato”, uma campanha para consciencializar os tutores, para a importância de levarem os gatos, de forma mais regular, ao veterinário.

A decorrer durante o mês de Outubro, a iniciativa tem um cariz solidário, e vai apoiar a Associação Animais de Rua.

 

Lançada a 24 de Outubro através do claim “Leve o seu gato ao veterinário”, a campanha desafia as pessoas a partilharem, no Instagram, uma selfie com o filtro de “gato” e publicá-la nos seus perfis utilizando a hashtag #Cat2Vet. Por cada fotografia partilhada até 15 de Novembro, a Royal Canin irá doar uma refeição para gatos à associação Animais de Rua*.

 

Marta Bigio, da Royal Canin Iberia, adianta:

“Os gatos são animais inteligentes e que conseguem muitas vezes passar despercebidos. Apesar de existirem cerca de 1,5 milhões de gatos nos lares portugueses, há muitos tutores de gatos que não se apercebem da importância dos cuidados de saúde. Mais de metade das famílias portuguesas levam apenas uma vez os gatos ao veterinário e muitas vezes ficam surpreendidas com a necessidade da monitorização regular da sua saúde.”

A responsável refere ainda que “em conjunto com os nossos parceiros, queremos alertar as pessoas para a importância destes cuidados, acima de tudo preventivos, como forma de garantir uma melhor qualidade de vida e a longevidade dos seus gatos. Esta campanha visa precisamente incentivar os tutores de gatos a agendarem uma consulta no seu médico veterinário”.

 

Para mais informações sobre a campanha consulte a página oficial e acompanhe as novidades no Facebook e Instagram da Royal Canin.

 

* Serão atribuídos à Animais de Rua até 10.000 taças de alimentação Royal Canin.

 

Ao comprar, já está a ajudar a dona e a gata Luna

Há dias partilhei aqui o reencontro inspirador da gatinha Luna com a sua dona Fátima. O reencontro deu-se porque a gatinha foi para ao hospital e tinha chip. Foi parar ao hospital porque tinha uma patinha partida. A operação da patinha ficou muito dispendiosa pra a sua dona, mas mesmo com grande esforço a dona estava a conseguir pagar separadamente as despesas. No entanto, reparem no aconteceu agora, pelas palavras da Fátima na sua página do Facebook:

 

«AGORA, relato um novo acontecimento. A placa que segurava a fratura cedeu, e cedeu porque o osso não criou calo. O sítio onde seguravam 2 parafusos basicamente desfez-se. A Luna está novamente internada e vai ser submetida a cirurgia para AMPUTAÇÃO. Se as despesas já eram grandes agora tornaram-se quase insuportáveis. Estou de mãos e pés atados, estou a vender a minha bimby, por isso se conhecerem alguém que queria comprar por favor avisem-me. Apelei também ao vosso apoio monetário e tive ajudas no valor total de 60€ (que desde já agradeço e deu para pagar a noite extra que lá teve que ficar juntamente com os tratamentos).»

 

Para fazer face ás despesas, a Fátima Lourenço está a vender a sua bimby, que é de 2013 por €350. A Fátima é da zona de Évora. Se alguém tiver interessado, podem ir ao seu facebook e entrar em contacto. Se não, partilhem, por favor.

 

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Estará o Riscas com conjuntivite?

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O Riscas está com uma espécie secreção ocular. Tem um pus claro e lágrima nos olhos, e também os olhos menos abertos e radiantes, como de costume. Ontem tinha só num, hoje tem nos dois. Fui pesquisar e percebi que isto pode ser causado pelo frio, pela poeira, pólen A conjuntivite pode ser causada não só por factores externos, mas também por um mau funcionamento interno, como uma infecção bacteriana. Ora frio, nesta altura não há, e poeira cá em casa, só a normal…Também li que é mais propício que apareça no verão, e a este problema dão o nome de conjuntivite.

 

Se for mesmo conjuntivite os olhos vão inchar e aconselham a ir ao veterinário, o chato é que além do remédio, haverá uma consulta para pagar que nesta altura, não me dava muito jeito. Aconselham a que se limpe os olhos do gato com uma gaze e soro fisiológico, nunca algodão, pois os fiapos poderiam piorar a conjuntivite. Isso já fiz!

 

Quem já teve conjuntivite aqui do clube foi a Amora, e além do soro tinha mais dois tipos de gotas para usar, mas como cada caso é um caso, e cada gato é um gato, não posso simplesmente perguntar à dona o nome dos medicamentos e ir comprá-los e colocar no Riscas.

 

Também sugerem remédios caseiros como a camomila, preparada como um chá e aplicada fria. Será que as saquetas do chá que se vende no supermercado, serve!?

 

Recomendam igualmente líquidos para banhos oculares, como colírios, para os gatos com problemas nos olhos, que são vendidos em lojas de animais e também em clínicas veterinárias. Estes produtos contêm pH específico que respeita a individualidade do gato e ajuda a combater a conjuntivite.

 

É essencial que o gato esteja bem alimentado e que o sistema imunológico seja fortalecido, assim o gato estará forte para combater qualquer ataque de bactérias ou infecções.

 

Vou aguardar, e no caso de piorar lá terei mesmo de ir ao veterinário!

 

Ontem foi dia de consulta

Ontem decidimos levar as duas meninas a fazer uma visita ao veterinário.

Mal peguei nas transportadoras, para lhes passar um pano e tirar o pó, já se estavam as duas a enfiar lá dentro :) Só não gostam muito de ir de carro, fechadas. Mas adoram estar nas transportadoras.

Chegados ao gabinete, a Amora portou-se bem. A Becas, pela primeira vez, bufou!

 

 

Foto de Becas e Amora.

A Becas está uma gatona saudável, com 4,400 kg (tinha 3,650 kg em setembro passado) - nas palavras do veterinário, com um pelo lindíssimo e parecida com um lince! Apesar do nosso receio de que estivesse a comer demais, o médico diz que ela está bem assim, e só se continuar a aumentar em demasia é que será caso para começarmos a controlar a alimentação dela.

 

 

Foto de Becas e Amora.

Sobre a Amora, e dada a sua situação especial, tudo o que já passou e o que ainda ontem descobrimos - que ela não tem praticamente dentição, e os dentes que tem estão partidos, na opinião do médico "é uma sorte ela ainda estar entre nós, e da forma como está". Feitas as análises, estão todos os valores em ordem, e vai ser esterilizada na próxima sexta-feira.
Não podíamos adiar mais esta decisão, mesmo sabendo dos riscos que ela corre.
A verdade é que, tal como suspeitava, a Amora não só não engordou nada, como ainda emagreceu, desde setembro passado - passou dos 2,900 kg para os 2,650 kg.
A continuar com cios contínuos, iria continuar a emagrecer.
Assim, até pode ser que não piore a situação da incontinência, que comece a engordar (embora com o problema dela o crescimento e o peso sejam condicionados) e, na melhor das hipóteses, que melhore a incontinência.

Tomámos a decisão que achámos ser a melhor. Espero que se venha a revelar a mais acertada...

Já chegava, não?

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Primeiro, a D. Tica resolve viajar definitivamente para o paraíso.

Depois, a D. Becas lembra-se de passar uma temporada no Hospital Veterinário e atazanar os médicos.

Agora, foi a vez de a Amora nos pregar um susto e decidir que também quer experimentar a estadia neste "hotel", nem que seja por uma noite.

Já chegava, não?

Eu sei que o hospital é muito bom, e que os médicos e enfermeiros são muito profissionais e simpáticos, mas não quero passar lá a vida.

Em meia dúzia de meses, já fui mais vezes a correr para o veterinário, do que nos três anos que tivemos a Tica. Por isso, meninas Becas e Amora, deixem-se dessas coisas que eu já não posso ver hospitais à frente! E a minha carteira também não.

 

Depois do que já passámos, apanhei ontem mais um enorme susto com a Amora. A minha filha esteve com ela até meio da tarde, e ela esteve sempre bem. Como tem estado nestes 5 meses.

Quando chegámos a casa, vinha a Becas e a Amora a correr para a porta, como habitual. Mas, quando a minha filha pega nela, a doce, meiguinha e querida Amora, mia bem alto (de uma forma estranha), tenta sair do colo dela, e foge para debaixo da cadeira da cozinha.

A Becas, preocupada, vai ter com ela, tenta fazer-lhe uma festinha mas a Amora volta a miar e espanta-a. Tento acalmá-la e tirá-la lá de baixo. Pego nela, ela volta a miar, como se se estivesse a queixar com dores, mas fica no meu colo, muito quieta.

Sempre que lhe tocámos, queixava-se. Deitei-a no colo da minha filha, tentei ver se tinha alguma ferida na barriga ou pescoço, mas nada. Começa a abrir a boca, e fica o tempo todo de boca entreaberta ou mesmo aberta.

Liguei para o hospital, disseram-me que poderia estar com problemas em respirar e seria melhor levá-la para observação. O meu marido não estava em casa, já ia mesmo chamar um táxi porque a gata não estava nada bem, mal se mexia, mal abria os olhos, e miava de vez em quando.

O meu marido, entretanto, chegou e a Amora, ou porque nos ouviu falar que íamos ao veterinário,ou porque ela própria nos estava a pedir para ir, saiu do colo da minha filha e foi directamente para a transportadora! São tão inteligentes estes animais.

 

Pelo caminho, reparámos que tinha qualquer coisa a sair-lhe pela boca. Entrou como urgência, o médico analisou-a, mas não chegou a nenhuma conclusão específica.

Estava com febre de 40º. Não deixava ninguém tocar-lhe na boca, e estava mesmo a ficar uma fera quando o veterinário lhe abria a boca para observar. Aparentemente, estava tudo normal, e a febre pode ser causada por vários motivos diferentes, que não há como saber.

Fizeram algumas análises ao sangue. Os valores também estavam dentro dos parâmetros.

A única explicação mais plausível será, devido ao seu problema neurológico, ter tido uma convulsão, e estar na fase pós-convulsão. E, durante a mesma, ter batido em algum sítio com a boca. De qualquer forma, acharam que seria melhor ela ficar lá durante a noite, em observação, para ver se descobriam mais alguma coisa, e como é que ela evoluia.

Uma pessoa não quer andar sempre a recorrer ao veterinário, por qualquer coisinha, mas a verdade é que, por muito que saiba sobre gatos, percebo que não sei nada. E fico muito mais descansada sabendo que a Amora está vigiada por profissionais, do que em casa. Ficou então decidido deixá-la lá por uma noite.

Enquanto pagávamos a consulta, o veterinário esteve a fazer uns Rx's e não detectou nada, mas percebeu que tinha um canino partido, e noutro lado a gengiva com sangue, o que sugere, de facto, que terá batido em algum lado. Mas, como ele disse, continua com dois sintomas que, à partida, não encaixam.

 

E o que é certo é que não sabemos ao certo qual é o problema neurológico da Amora, a sua origem ou causa, nem o que pode implicar. Para isso, teria que fazer um exame específico e caríssimo, para que pudessem estudar o caso. Alguns gatos com problemas neurológicos podem ter quadros frequentes de convulsões, e não sabemos se será o caso da Amora. Se foi mesmo isso que aconteceu, terá sido a primeira vez.

 

Entretanto, a veterinária de serviço já nos ligou a dar boas notícias - a febre baixou, já deixa tocarem-lhe na boca, e não tem nada a ver com o seu estado de ontem. Mas, pelo sim, pelo não, consideraram melhor irmos buscá-la só ao final do dia,para ver como ela passa estas horas. O que é melhor, já que ninguém está em casa.

Quem não achou piada nenhuma a isto foi a Becas, que correu a casa toda e todos os cantinhos possíveis à procura da Amora, e farta-se de miar como se estivesse a perguntar o que fizemos à sua amiga e companheira!