Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

Mickey

os olhos dele mudam de cor conforme o lugar onde está.

raramente consigo apanhar a cor azul.

os olhos ficam da cor do pêlo, nos lugares com menos luz.

levamo-lo ao hospital veterinário, desconfiamos que teria um infecção urinária, há algum tempo que faz xixi em todo o lado da casa, excepto na caixa.

muitos exames foram feitos, tem uma bexiga pequena, mas  o sangue não acusou nada.

a minha irmã deitou as mãos à cabeça quando o vet lhe disse que tem de tomar medicação durante 15 dias, tem de ser vigiado, fotografado, pois pode ser um problema psicológico.

"como vou eu dar-lhe a medicação?", questionava-se

paté é a solução, mas ela não acreditava, até porque ele não costuma comer paté.

ontem, perguntei-lhe como estava ele a reagir ( o comprimido deve ser dado de 12 em 12 horas), está tudo a correr bem.

o gato é muito malandro, estraga muita coisa com as unhas.

mas é muito, muito meigo.

tomara eu que a Kat fosse como ele (o meu sobrinho neto adora fazer-lhe festas mas ela bufa logo,enquanto que este gato deixa fazer tudo).

ficou quase todo o dia de sexta-feira no hospital.

gosto muito da cor dos olhos deste gato lindo e super fofo.

IMG_20210723_105315.jpg

 

IMG_20210723_104535.jpg

IMG_20210723_104529.jpg

 

 

Pior que a ida para o veterinário, só mesmo a vinda do veterinário

royal_canin_abre.png

 

Foram apenas um dia e uma noite que a Becas passou no hospital veterinário.

Mas se achámos que o seu internamento seria o mais stressante, enganámo-nos.

O regresso a casa, está a ser bem pior.

 

E porquê?

Porque ela vem stressada, de todas as "maldades" que lhe fizeram no hospital.

Porque ainda vem sob o efeito da sedação que tiveram que fazer, para poderem levar a cabo os exames.

Porque esteve aquele tempo todo num ambiente estranho, com pessoas que não conhece, e animais que não conhece, e ainda não se habituou a estar na sua casa novamente.

 

Por isso, a Becas saiu daqui murcha, quase sem reacção, e voltou uma fera no lugar dela, a bufar, a assanhar-se, não só para a Amora, como também para os donos, mal estes se chegam ao pé dela.

Pior, não controla o acto de urinar, e então fá-lo onde calhar. Fê-lo a caminho de casa. Fê-lo em casa. 

Está toda molhada. Vai ter que ser lavada. Mas nem deixa ninguém aproximar-se. Quanto mais limpá-la.

 

Ainda vem com a compressa na pata. 

Que, se não tirar sozinha, temos que ser nós a tirá-la. Não sei bem como. Porque ela não permite aproximações, quanto mais toques.

A médica diz que é normal. Que passa ao fim de umas horas. Mas se não passar, para ligar para lá.

Acho que a última coisa que qualquer um de nós quer é voltar a levá-la ao hospital.

 

Quanto ao problema que a levou ao médico, depois de ter estado este tempo todo a soro, melhorou. E as suspeitas de que teria um corpo estranho dentro de si, tendo que ser operada, não se confirmaram.

De acordo com a médica que nos ligou à noite "A Becas está bem, já não está nauseada, não vomitou enquanto cá esteve, não tem nada".

Por isso, não percebo o porquê de vir com medicação, para fazer durante 5 dias.

Como se alguém lhe conseguisse enfiar, da maneira que ela está, alguma coisa na boca.

Enfim...

 

De uma coisa ficámos certos.

Apesar da confiança que temos nos médicos daquele hospital, os actuais em nada correspondem ao profissionalismo de alguns que já nos atenderam das primeiras vezes.

Querem que os donos se transformem em auxiliares, porque eles têm receio de tocar nos animais e, tudo o que os donos puderem fazer, melhor.

E nunca vi, das várias vezes em que trouxemos uma das bichanas para casa, depois de lá ter estado, uma delas vir no estado em que a Becas veio.

Não só a nível de comportamento, mas também de higiene.

 

Agora, ficamos com a parte mais difícil, que é lidar com o pós internamento, sem a vantagem que eles tiveram, de poder manuseá-la sem ela resistir.

 

O Oreo foi ao veterinário

Não foi fácil, mas consegui colocar o Oreo na transportadora e levá-lo ao veterinário, por causa do problema nas patinhas da frente. 

Como nunca tinha estado fechado, o comportamento dele dentro da clínica não foi normal, ficou alterado.

Depois de observado, veio com medicação. Uma pomada e antibiótico. O antibiótico lá consegui que o tomasse junto com o patê, por ter sabor a carne, ele não estranhou, mas a pomada que é tão importante para que o problema diminua, é que ainda não consegui arranjar forma de lhe dar. Preciso de mais tempo e de arranjar uma melhor estratégia.

Só depois de alguns dias a por a pomada é que será novamente avaliado a ver se será preciso fazer alguma cirurgia.

Mas não é nada fácil tratar de um gato de rua. Ele até deixa fazer festinhas e dá turrinhas, mas deixar se tratar já é outra coisa. 

SquarePic_20200716_18590010.jpg

SquarePic_20200716_19000074.jpg

SquarePic_20200716_18582474.jpg

Em que situações devemos levar os nossos gatos ao veterinário?

Imagem relacionada

 

As regras não diferem muito das que se aplicam para os humanos.

Quer seja uma adoção de um gato bebé ou de um gato adulto, é aconselhável uma primeira ida ao veterinário, para ver se está tudo bem com ele, bem como para esclarecer dúvidas sobre comportamento, alimentação, higiene, cuidados básicos, ou outras que possam surgir.

Se se tratar de um gato bebé, terá todo o processo de vacinação. Na idade certa, a castração ou esterilização.

Se falarmos de gatos adultos, que já tenham passado por estes processos, bastará seguir o plano de vacinação (que nesta idade é mais espaçado), e efetuar uma consulta anual, para avaliar se o nosso gato continua de perfeita saúde.

Claro que, para além destas situações banais, existem outras em que devemos levar os nossos gatos ao médico veterinário:

 

- se aparentarem estar doentes

- se tiver ocorrido algum acidente

- se sofrer de alguma doença que necessite de acompanhamento regular

- se o animal estiver em perigo de vida

 

E é aqui que temos que equilibrar entre a ânsia de correr para o veterinário por qualquer motivo, o bom senso e, por vezes, o chamado “sexto sentido”.

Claro que, para um médico veterinário, o ideal é recorrer sempre a ele que, sendo a pessoa mais especializada, melhor poderá dar resposta às situações e atuar em conformidade, sem riscos para o animal.

Até porque existem muitos donos que gostam de, eles próprios, agir de determinada forma ou medicar os seus animais de forma incorreta, podendo piorar os casos, em vez de ajudar.

 

Mas há que ponderar de forma racional, se a situação exige mesmo uma ida imediata ao veterinário.

Até porque, por norma, para além da consulta que, em determinados horários e sem marcação, poderá ter um maior custo (por ser considerada consulta de urgência), poderá haver ainda custos adicionais com análises, exames e eventual medicação ou internamento.

Um pouco como os “pais de primeira viagem”, a tendência é a ir de imediato com os nossos animais ao médico veterinário.

Mas, com o tempo e a experiência, começamos a perceber que nem sempre há essa necessidade.

Se é verdade que uma ida atempada ao veterinário pode salvar vidas, também existem situações em que é preferível aguardar, avaliar a evolução, verificar se o que ocorreu foi algo isolado, ou recorrente e, se a dúvida se mantiver, ligar antes para a clínica ou hospital, ou para a Linha Saúde Animal.

Pela minha experiência, já houve situações em que foi essencial pegar nas nossas gatas e levá-las de imediato, outras em que considerámos que não havia essa necessidade, e ainda algumas em que as levámos, e acabámos por gastar dinheiro desnecessariamente.

Os médicos veterinários sabem, do ponto de vista da medicina, o que é melhor para os gatos.

No entanto, enquanto donos, e conhecendo-os melhor que ninguém, também sabemos o que lhes fará melhor, e temos uma palavra a dizer sobre o assunto.

Uma boa comunicação entre o veterinário e o dono do gato é fundamental

Resultado de imagem para comunicação veterinário gato

 

 

Se é certo que, algumas vezes, os médicos dão-nos demasiada informação que até dispensaríamos, sobretudo quando falam em termos médicos que só eles percebem, também é verdade que, muitas vezes, pecam por escassez de informação, talvez porque achem que, para quem está do outro lado, basta saber que tem um problema e como deve tratá-lo.

 

O que acontece, e por certo já o fizemos algumas vezes, é que, na dúvida, na incerteza, temos tendência a procurar a informação que nos falta (e que não nos foi dada), noutras fontes, nem sempre fidedignas, correctas, algumas vezes confusas e, até, alarmantes, que nos desassossegam e fazem imaginar vários cenários, cada um mais grave que o outro ou, por outro lado, desvalorizar as situações, compará-las com outras semelhantes, considerar que é algo com o qual não é preciso haver grande preocupação.

 

Assim, é essencial que haja uma boa comunicação entre médico veterinário e o dono do animal que está a ser consultado, de forma a evitar estas situações que, em último caso, serão prejudiciais ao animal. 

 

 

Eu considero que, da parte dos médicos veterinários, devem:

  • na consulta, ao examinar o animal, ir explicando aos donos o que estão a fazer, e porque o estão a fazer, o que estão a avaliar
  • quando solicitam ou aconselham análises, explicar o que se pretende descobrir com as mesmas, e de que forma serão feitas; no caso de existirem vários métodos, explicar cada um deles e deixar que o dono decida a que considerar melhor
  • quando têm na sua posse os resultados de análises ou exames, explicar aos donos o que foi detectado nos mesmos, ou enviar para os donos, com a respectiva explicação porque, se os donos apenas recebem as análises/ exames, sem qualquer outra informação, é mais que certo que a vão tentar obter por outros meios, nem sempre certos, quando poderia ficar tudo esclarecido no momento
  • quando receitam um determinado medicamento, explicar para que serve o mesmo, se existem opções equivalentes à disposição, vantagens e desvantagens, se as houver
  • explicar, em concreto, em que consiste o problema do animal, e que preocupações/ cuidados devemos ter em consideração quer no tratamento, quer na prevenção de futuras situações semelhantes

 

 

Já da parte dos donos:

  • não devem ter receio de colocar todas as questões que acharem pertinentes, ou necessárias para compreender o que se passa com o animal, durante a consulta
  • não devem ter receio de colocar as dúvidas que tiverem, porque é preferível esclarecê-las com quem sabe, e observou o animal
  • se não estão a compreender o que o médico veterinário está a explicar, pedir para explicar novamente - por vezes eles entusiasmam-se e começam a falar em termos que só os entendidos compreendem, e esquecem-se que, quem ali está, pode não perceber dessa forma o que lhes está a tentar transmitir
  • se acharem que o médico veterinário não fez tudo o que consideraram necessário na consulta, peçam para que este faça o que têm em mente, seja uma simples medição de peso, observação de algo que o médico não viu, ou até mesmo uma análise ou exame
  • quando são prescritos medicamentos, exames ou análises, e se acharem que não sabem bem porque são necessários, mais uma vez, perguntem, vejam se existem alternativas igualmente viáveis
  • em caso de dúvidas que surjam já em casa, não hesitem em ligar para a clínica/ hospital para tentar esclarecê-las
  • os veterinários zelam sempre pelo bem estar do nosso animal (ou deveriam) e, como tal, é normal que aconselhem vacinas, rações especiais, produtos inovadores que podem ser bons para os animais, e igualmente bons, a nível de lucro, para a clínica/ hospital, mas que nem sempre os donos têm condições para adquirir, por isso, é necessário que estabeleçam prioridades, que se fiquem pelo mais urgente e necessário, sem se deixarem influenciar pelo "marketing" a que são sujeitos
  • Se não estiverem, de todo, satisfeitos com a forma como os vossos animais foram atendidos/ tratados, com os métodos usados pelo médico veterinário ou procedimentos da clínica/ hospital, se ainda assim têm dúvidas acerca do diagnóstico, tentem procurar outros profissionais, obter uma segunda opinião e, em último caso, mudar de clínica/ hospital

 

 

E por aí?

Gostariam de acrescentar mais alguns pontos fundamentais para uma boa comunicação, um bom atendimento, e satisfação total de todas as partes envolvidas? 

 

 

 

 

 

Imagem: veterinaria atual