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Clube de Gatos do Sapo

Este blog pertence a todos os gatos que andam aqui pela plataforma do Sapo, e que pretendem contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar experiências e conhecimentos, e dar-vos a conhecer o mundo dos felinos!

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Veterinários

Olá viva BOM DIA! 

Há uns 2 anos levei as minhas 2 gatas à veterinária para consulta de rotina e levarem as vacinas.

Como uma delas já é velhinha falaram-me numa consulta para fazer determinadas análises que era muito importante. Já não sei quanto foi mas gastei muito dinheiro e fiz as tais análises. Falou-me também que de 4 em e meses devia ver a tensão da gata. Eu fiquei a pensar para mim, alguma vez eu vou fazer isso sabendo que as gatas detestam ir ao veterinário e enervam-se de tal maneira, coitadinhas. 

Não sei bem mas acho que para o ano lá tenho eu de levá-las outra vez e gastar um balúrdio e já sei que vai me dizer que a gata mais velha tem de ser examinada ao promenor.

Quem tem gatos seniores o que fazem? Fazem tudo o que os veterinários mandam? E as vacinas de rotina também as fazem?

Beijinhos e tenham uma excelente quarta-feira. 

 

 

 

Dia Mundial do Médico Veterinário

Imagem relacionada

 

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Médico Veterinário.

Nem todos os donos têm possibilidade ou condições para levar os seus animais regularmente ao veterinário. E a verdade é que, tal como nós, humanos, estando eles bem, não há motivos que justifiquem esse gasto adicional.

Mas, mesmo que seja esse o caso,  existem alguns mandamentos que todos os tutores de animais de companhia devem ter em conta e que, de certa forma, poderão ajudar também os médicos veterinários, de forma a que os animais de companhia sejam mais saudáveis, com maior qualidade de vida e, consequentemente, mais felizes.

 

Antes de adotar, saber informação sobre as características do animal – saber as caraterísticas e necessidades do animal que vamos adotar é fundamental. A idade, o porte, as características físicas, as necessidades nutricionais e de exercício devem ser tidas em conta antes da adoção. 

 

Vacinas – A vacinação dos animais de companhia é um dever de todos os tutores, para os proteger de doenças perigosas, não só para eles, como também para os seres humanos (como é o caso da raiva). 

 

Desparasitação – A desparasitação interna e externa é outro aspeto fundamental a ter em conta na saúde e bem estar dos nossos animais de companhia. 

 

Brincadeira e exercício – Todos os animais de estimação, independentemente da raça ou porte, precisam de exercício e gostam de brincar com os seus tutores. É importante para combater o excesso de peso, exercitar os músculos, manter a forma física.

 

Esterilização/ Castração – O médico veterinário é quem melhor pode esclarecer sobre as vantagens da esterilização e, em caso de adoção de um animal esterilizado, aconselhar sobre as necessidades nutricionais, que se modificam depois da esterilização.

A esterilização em animais de companhia é um procedimento essencial que, para além da ação contracetiva e da eliminação permanente do comportamento de cio, também actua na prevenção de alguns problemas de saúde do aparelho reprodutor, como tumores de mama e problemas do útero e dos ovários. Já nos machos pode atenuar alguns comportamentos de agressividade, e evitar doenças testiculares, reduzindo o risco de problemas na próstata.

 

Visitar o médico veterinário regularmente  É importante que os animais, mesmo não estando, aparentemente, doentes, façam check ups regularmente, sobretudo os animais em idade geriátrica e, em particular, os gatos que são exímios no disfarce de sinais clínicos de doença.

 

A saúde psicológica  – Cães e gatos podem sofrer de doenças psicológicas. A ansiedade de separação ou a depressão são duas doenças psicológicas que podem afetar os animais de companhia e que se refletem no seu comportamento e até mesmo na sua saúde física. O médico veterinário tem todas as competências para detetar os sinais clínicos e ajudar o seu amigo de quatro patas.

 

A alimentação – As necessidades nutricionais dos gatos ou cães são muito diferentes das dos humanos e variam mesmo de animal para animal – de acordo com a sua raça, idade, o peso ou características como esterilização ou problemas de saúde. O veterinário poderá aconselhar a melhor alimentação para uma nutrição completa e adaptada. 

 

A segurança  – Os tutores são responsáveis pela segurança dos seus animais, tanto em casa, como em viagem. O médico veterinário pode esclarecer sobre a forma mais segura de transportar o gato ou cão, e sobre os perigos que a casa pode esconder.

 

Treino e educação sempre que possível – O treino e a educação são importantes, em particular no caso dos cães. O seu médico veterinário pode aconselhá-lo sobre as melhores estratégias tendo em conta a raça e características do seu animal de estimação.

 

 

Informação: Royal Canin.

O que são veterinários biónicos?

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A biónica é a técnica de aplicação de conhecimentos de biologia na solução de problemas de engenharia.

Hoje em dia, a biónica é utilizada, na medicina, na vertente de próteses a transplantes.

Em Portugal, podemos encontrar no Hospital Veterinário de São Bento, em Lisboa, o veterinário biónico Henrique Armés,que já esteve presente na rubrica "Histórias de Quatro Patas", da Sic, para falar sobre o trabalho que desenvolve nesta área.

 

Deixo aqui o relato de uma das primeiras intervenções feitas em Portugal, recorrendo à biónica:

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"Há cerca de seis anos, uma cadela de porte pequeno com cerca de 11 anos deu entrada no Hospital Veterinário de São Bento para, o que se julgava ser, uma consulta de rotina. De nome Sultana, a cadelinha sénior com um ar simpático apresentava, contudo, sintomas na pata dianteira esquerda, que , de imediato, fizeram ponderar a existência de alguma patologia.

Após uma primeira suspeita, veio, através de exames, a confirmação de que a Sultana era portadora de um carcinoma e o tratamento passaria pela amputação da pata. Desde o primeiro momento, a preocupação do hospital centrou-se no tentar encontrar uma solução para o tratamento da Sultana, que lhe permitisse a melhor qualidade de vida.

Tendo conhecimento de um tipo de cirurgia inovadora, que consistia num implante de uma prótese endo-exo, pensámos: E porque não, permitir que a Sultana tenha acesso a um tratamento pioneiro, e nesse contexto, introduzir em Portugal esta técnica inovadora?

De facto, a endo-exo prótese consiste num dispositivo de metal que é implantado no osso e é composto por diversos módulos que, grosso modo, se dividem em uma parte interior (endo) e uma outra exterior (exo) aplicados na pata do animal.

Através de um planeamento concertado, com uma equipa multidisciplinar, projetámos então a implantação de uma endo-exo-prótese no membro amputado de Sultana. A hipótese foi bem acolhida pela dona da cadela e criámos os meios necessários para a cirurgia.

Sabemos ter sido esta, de facto, a primeira cirurgia do género em Portugal e também a primeira prótese com este tipo de técnica na Península Ibérica.

Dada a sua complexidade e após um exigido período de repouso para que o endo-implante se integrasse no osso da Sultana, esta foi submetida a uma reabilitação com esquemas de fisioterapia baseados em hidroterapia. A Sultana foi-se então adaptando gradualmente ao seu novo membro artificial e, após 5 meses, estava totalmente adaptada.

Depois de Sultana, e ao longo dos últimos 6 anos, seguiram-se mais 7 animais: 6 cães e um gato. Todos casos clínicos desafiantes.

O último dos quais foi realizado entre abril e maio deste ano e que trouxe, igualmente, mais desafios: tratava-se da aplicação de uma endo-exo prótese numa cadela com pouco mais de 3 quilos, feito que, segundo sabemos, será uma das primeiras aplicações feitas no mundo num animal de tão baixo peso."

 

À semelhança do que acontece na medicina humana, as próteses em animais têm tido uma rápida evolução.

Mas, embora a maioria das intervenções seja bem sucedida, existem casos em que esta opção não é viável, e tem mesmo que ser descartada, pelo bem dos animais.

Por outro lado, são intervenções muito dispendiosas, o que não permite a quaquer dono recorrer a elas.

 

Há uma série que passou no canal Odisseia (não sei se ainda dá) - O Veterinário Biónico - que mostra o dia-a-dia de um veterinário neuro-cirurgião ortopédico conceituado, Noel Fitzpatrick, e as alegrias e frustrações que sente, consoante os animais que lhe chegam às mãos.

 

 

 

 

Sobre o mérito de quem cuida dos animais

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No dia do lançamento do nosso livro "Viagem ao Mundo dos Gatos", no Animal Fest, foram várias as pessoas que abordámos, para dá-lo a conhecer, e conseguir ajuda para as associações.

Entre elas, um veterinário que estava ali em serviço, e que nos disse "Eu sou veterinário, já faço a minha parte todos os dias, estou de consciência tranquila. Muitas vezes, é trabalho "pro bono"."

 

Ora, ele estava ali a fazer o trabalho dele, e nós o nosso. Ninguém lhe estava a querer pôr peso na consciência até porque, só ajuda quem quer. Ninguém é obrigado, por mais que tenha, a dar um cêntimo que seja.

 

Este episódio serviu para, durante a viagem de regresso a casa, eu e o meu marido debatermos sobre o trabalho e mérito dos veterinários, que ele defende, ou não quisesse ir para medicina veterinária, e o trabalho e mérito das associações, das quais servi de "advogada de defesa"!

 

Na minha opinião, ambos são fundamentais e complementam-se entre si. As associações precisam dos veterinários, porque são eles que tratam dos animais doentes, vacinação, esterilização e castração e testes, entre outros. Sozinhas, sem esse apoio profissional, a missão não seria, na maioria das vezes, bem sucedida.

No entanto, no que respeita à primeira intervenção, ao primeiro passo na defesa e segurança dos animais, quem é que actua? Quem é que, de forma voluntária, disponibiliza o seu tempo, o seu dinheiro, eum espaço na sua casa, ou num abrigo, para resgatar, recolher, acolher, alimentar, cuidar e tratar dos animais abandonados que encontram por aí?

 

É certo que há excepções, e veterinários que colocam o bem estar dos animais acima de questões financeiras mas, regra geral, poucos são os veterinários que abdicam dos seus honorários em prol de um bem maior. Podem até prolongar o prazo para pagamento, facilitar o mesmo, ir esperando. Mas, mais cedo ou mais tarde, as associações têm que pagar. Os particulares têm que pagar. E não é errado, afinal, ninguém vive do ar e também eles têm as suas despesas.

 

No entanto, em contrapartida, se não puderem contar com a ajuda da comunidade, os voluntários das associações têm que suportar, entre eles, todas as despesas, não só as que dependem deles, como também as veterinárias.

 

Os veterinários, mais uma vez com as devidas excepções, não andam por aí a ver os animais nas ruas. São as associações que os levam até eles.

 

Assim, a questão que lanço agora para debate, e que coloco aqui é:

 

a) Os veterinários e as associações complementam-se entre si, cada um na sua respectiva missão, servindo o propósito uns dos outros

 

b) Os veterinários têm mais mérito, porque são eles que tratam da saúde dos animais e, em última instância, salvam a sua vida

 

c) As associações têm mais mérito, porque o trabalho que fazem é totalmente voluntário, colocando os animais acima de qualquer coisa, e dedicando a sua vida à causa animal, sem esperar qualquer recompensa em troca

 

Deixem as vossas opiniões!

Os testes FIV e FELV

 

Já aqui falei, anteriormente, nestas duas doenças felinas.

Hoje, venho falar dos meios de diagnóstico das mesmas.

 

Até há uns tempos atrás, eu nunca tinha ouvido falar destas doenças mas, a partir do momento em que temos gatos e os levamos a uma consulta veterinária, o médico veterinário elucida-nos de imediato sobre o plano vacinal e sobre estas duas doenças, uma das quais pode ser prevenida através de uma vacina específica.

 

 

 

O diagnóstico é feito através de um kit comercial, que detecta anticorpos de FIV e antígenos de FeLV, através do método ELISA (ensaio imunoenzimático). É um teste rápido e específico que pode ser realizado na clínica.

 

O teste é importante em gatos doentes, para auxiliar no diagnóstico, como foi o caso da Becas que, no dia em que foi internada, fez logo o teste. Estando ela com panleucopénia, e caso fosse portadora de uma destas doenças, as suas hipóteses de cura, já de si baixas, reduziriam ainda mais. Felizmente, deu negativo para ambas.

 

 

Mas este teste é também muito importante para separar gatos portadores de outros gatos, diminuindo a disseminação dessas doenças. 

Por exemplo, tendo duas gatas, se uma delas fosse positiva a uma destas doenças, e a outra negativa, havia uma grande probabilidade de a primeira contagiar a segunda.

 

Como já foi dito, o FILV não tem cura, nem forma de prevenção.

No entanto, depois de feito o teste e sendo o animal negativo a FELV, pode ser vacinado contra esta doença felina que, uma vez contraída, também não tem cura.

Os médicos veterinários aconselham esta vacina a todos os gatos que tenham acesso à rua.

 

 

 

Qualquer dono poderá solicitar a realização destes testes ao seu gato. No entanto, existe um grupo específico que os veterinários recomendam, nomeadamente:

 

  • Gatos provenientes da rua ou abrigos de gatos
  • Gatos com acesso regular à rua
  • Gatos que vivem em abrigos de gatos
  • Gatos jovens com neoplasias ou anemia
  • Gatos com doenças crónicas recorrentes
  • Gatos com infecções aparentemente descomplicadas,que não respondem bem ao tratamento
  • Gatos com lesões na cavidade oral

 

Por norma, os gatos de raça que habitualmente se destinam a ser comercializados, já têm estes testes feitos.

Também os gatos adoptados em associações costumam ser testados antes de estarem aptos para adopção, e essa informação consta da descrição do animal a adoptar.

Mas existem casos, ou porque os anteriores donos não o fizeram, ou os gatos foram adoptados antes de serem efectuados.

É por isso que, na dúvida, e para quem adopte mais que um gato, os veterinários recomendam que os donos os mantenham separados até ser feito o diagnóstico, e as vacinas de todos estarem em dia.

 

Por isso, não hesitem em solicitar ao veterinário toda a informação e, se desejarem, em efectuar os testes aos vosso bichanos. Afinal, mais vale prevenir do que remediar.